2013 será lembrado como um ano que mudou o Brasil. Essa mudança ocorreu em diversos campos e em simultâneo. Os jovens manifestaram sua insatisfação com ‘tudo que está aí’, a tecnologia penetrou de forma definitiva a vida do cidadão e o aumento do poder do consumidor, juntamente com a capacidade de se articular em tempo real, exigiu a revisão dos modelos de negócio em todos os setores da economia. Acabamos de entrar na época da comunicação instantânea e da transparência total.
Para o setor da pecuária, essa revolução de atitudes, expectativas e meios disponíveis para um salto de modernização, cria um ambiente mais tenso para permanecer na atividade. O consumidor de carne e produtos lácticos é hoje mais informado e, por consequência, mais exigente. Melhor qualidade, maior regularidade no fornecimento, comprovação de procedência e venda de produtos certificados ou com selo passam a ser requisitos que o varejo precisa oferecer ao ‘cliente rei’. Tudo isso, naturalmente, sem aumentar o preço na gôndola.
O produtor, espremido entre as empresas de insumos e a indústria de transformação do seu produto (carne ou leite), precisa ajustar seu tradicional sistema de produção a essas novas exigências do mercado. O desafio está colocado, trata-se agora de encontrar a forma mais ágil e rápida para reestruturar o processo produtivo para se manter num ambiente cada vez mais competitivo.
Podemos aprender com os outros países que já passaram por essa revolução silenciosa que muitos produtores deixarão a atividade enquanto o volume dos produtos de qualidade aumenta continuamente. Ou seja, não é a pecuária que enfrenta algum problema (pois demanda existe e tende a crescer), é o pecuarista que precisa avaliar se tem energia e interesse em enfrentar o desafio da modernização contínua. Recente estudo com produtores rurais no Sul revelou que 37% dos entrevistados informaram ter certeza de não poder contar com um sucessor em sua atividade. Isto significa que muita terra será vendida ou arrendada e a produção de carne e leite aumentará naquelas propriedades com capacidade de adaptar-se às novas condições do mercado.
A questão da sucessão no campo precisa ser avaliada perante esse pano de fundo da evolução do setor agropecuário.
Uma primeira tarefa é desvincular a sucessão da imagem da herança. Herança é um direito definido em lei e surge após o falecimento do dono da terra. Sucessão é o desafio de continuamente aperfeiçoar o sistema produtivo integrando à experiência da geração anterior à dinâmica e o conhecimento técnico avançado da geração recém-formada. Nessa ótica funcional, a sucessão não tem nada a ver com a perspectiva da herança. Ainda mais por normalmente existirem mais potenciais herdeiros do que filhos ou sobrinhos interessados em continuar o legado rural e levar a produção pecuária para novos patamares de competitividade e rentabilidade.
A sucessão rural é um processo colaborativo que se inicia quando representantes da nova geração mostram vocação e capacidade técnica ou gerencial para apoiar ativamente o atual responsável pelo negócio familiar na tarefa de intensificar e reestruturar sua atividade. Numa visão extrema, a sucessão dentro do negócio rural não precisa ser concretizada por familiares. É perfeitamente possível, e prática em muitas empresas de porte médio e grande, que as funções da sucessão/modernização sejam confiadas a profissionais contratados.
No entanto, o curso online Sucessão Familiar na Agropecuária abordará todos os aspectos humanos, jurídicos, mercadológicos e patrimoniais sob a ótica de identificar sucessores dentro do grupo dos potenciais herdeiros.
O treinamento esta com inscrições abertas até o dia 09/09 e é ministrado por Francisco Vila, formado em Economia (Alemanha) e Gestão (EUA); consultor internacional de governos e empresas em diversos países.
Para fazer sua inscrição, acesse: http://www.agripoint.com.br/curso/sucessao-rural/
Sucessão rural: um novo cenário para o produtor rural
O produtor, espremido entre as empresas de insumos e a indústria de transformação do seu produto (carne ou leite), precisa ajustar seu tradicional sistema de produção a essas novas exigências do mercado. O desafio está colocado, trata-se agora de encontrar a forma mais ágil e rápida para reestruturar o processo produtivo para se manter num ambiente cada vez mais competitivo.
Publicado por: MilkPoint
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