Sistemas de produção de leite na região Nordeste: quais os mais viáveis?

Ao longo do tempo a busca por formas que melhorem o desempenho das fazendas do Nordeste, em sua base produtiva, tem motivado grande esforço dos envolvidos no setor. Várias ações foram desenvolvidas, desde as conduzidas pelos próprios empresários a modelos desenvolvidos pelas instituições de fomento. Assim, para garantir uma discussão interessante sobre os sistemas de produção de leite mais viáveis na região Nordeste, o MilkPoint convidou Rodrigo Gregório Da Silva, Professor do IFCE, para palestrar no 1º Simpósio Internacional sobre Produção Competitiva de Leite a ser realizado no Nordeste, na cidade de Salvador, nos dias 6 e 7 de novembro, no Gran Hotel Stella Maris.

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Ao longo do tempo a busca por formas que melhorem o desempenho das fazendas do nordeste, em sua base produtiva, tem motivado grande esforço dos envolvidos no setor. Várias ações foram desenvolvidas, desde as conduzidas pelos próprios empresários a modelos desenvolvidos pelas instituições de fomento.

Todavia, dada a grande diversidade edafoclimática característica da região Nordeste, não foi obtido um resultado condizente com os objetivos relacionados ao desenvolvimento de um modelo que tornasse possível a implantação nas unidades de produção locais, pelo menos para sua grande maioria.

Neste sentido, a busca pelo entendimento dos modelos já conduzidos pelos gestores locais, conjuntamente com a identificação das características positivas ou até mesmo, e ainda mais relevante, das características limitantes, passa a ser o fundamento do pensamento sobre modelos de sistemas de produção que possuem maior possibilidade de serem implementados localmente e que se tornem positivamente relevantes.

interleite - pasto - nordeste - vacas - pastagem

Em geral, as maiores limitações tem sido de caráter climático, com notada influencia do padrão de precipitação intra e inter anos. Conjuntamente ao padrão regional da precipitação, a formatação de modelos de produção de alimentos para os rebanhos, desconsiderando a variação, tem causado limitações técnica e, sobretudo econômica, inviabilizando as tentativas de sistemas de produção sustentáveis. É verdade que esta característica tem maior relevância para os modelos de sequeiro e menor impacto nas áreas irrigadas.

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Assim, modelar sistemas tendo em sua base a compreensão da variabilidade temporal e espacial dos eventos chuva, tipo de solo, temperatura, disponibilidade de insumos (alimentos concentrados e fertilizantes) e disponibilidade de terra conjuntamente com a disponibilidade de capital, passa ser básico. É de posse destas informações que serão avaliadas as possibilidade de se manter os animais em sistemas a pasto, semi-confinados ou em confinamento total, tendo sua determinação em função das características citadas anteriormente e do preço do leite na região, também em caráter histórico.

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Durante sua palestra no Interleite Nordeste com o tema “Sistema de produção de leite na região Nordeste: quais os mais viáveis?", Rodrigo Gregório Da Silva, Professor do Instituto Federal do Ceará – IFCE, pretende abordar detalhadamente os sistemas de produção de leite passíveis de serem implementados no Nordeste, seus desafios, oportunidades e retornos.

Não perca a oportunidade de participar deste grande evento do setor leiteiro, que pela primeira vez será realizado no nordeste! As inscrições com desconto vão até o dia 25 de outubro. Até esta data, estudantes pagam R$ 125,00 e profissionais, R$ 200,00. Após esta data, os valores passarão a ser de R$150,00 e R$250,00, respectivamente. Aproveite a oportunidade e faça já a sua!


Para quem não puder ir até Salvador para participar presencialmente do Interleite Nordeste, haverá a oportunidade de participação online, cujas inscrições são limitadas para apenas 100 pessoas. O valor a ser investido para ter acesso à transmissão online do Interleite Nordeste é de R$250,00. Como as vagas são limitadas, fiquem atentos! Para fazer sua inscrição, acesse o botão abaixo:



O Palestrante: 

Engenheiro Agrônomo, formado pela Universidade Federal do Ceará/CE (2001), com Doutorado em Zootecnia, com área de concentração em Forragicultura (Universidade Federal do Ceará/2011). Trabalhou em diversos projetos como consultor e instrutor nas áreas de Bovinocultura de Leite, Ovinocaprinocultura e na Agricultura Irrigada. Em 2004 assumiu a função de coordenador do Projeto Pasto Verde na região do Baixo Jaguaribe, através da Secretaria da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará – SEAGRI. Foi professor na FATEC Sertão Central, em Quixeramobim/CE. Também foi professor da Universidade Federal do Tocantins – UFT, nos cursos de Zootecnia e Medicina Veterinária, no Campus de Araguaína, em Araguaína/TO. Atualmente ocupa a função de professor do Instituto Federal do Ceará – IFCE, onde realiza atividades ligadas ao planejamento de sistemas de produção de ruminantes, para as condições da Região Nordeste.


Serão dois dias de evento com o melhor da pecuária leiteira. Está esperando o que?

Sua empresa ou entidade atua no Nordeste? Entre em contato conosco para saber como participar. Mande um e-mail para eventos@agripoint.com.br ou ligue para 19 3432-2199.

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Guilherme Alves de Mello Franco
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/10/2013

Prezados Senhores: As fotos acima demonstram que os sistemas ditos a pasto não são os mais indicados para o Nordeste e que, em grande parte do território brasileiro, não são a solução que se pretende para os rumos futuros de nossa pecuária, que não pode se dar ao luxo de ter, em sequência, um ano bom e três ruins - tem que estar produtiva sempre.

Esperemos, pois, que pessoas bem intencionadas e desprovidas de interesses comerciais, como o Dr. Rodrigo Gregório da Silva, tomem para si a tarefa de denunciar este estado de coisas e passem a intuir os produtores daquela região a se dirigirem para sistemas mais intensivos, sob pena de terem que deixar a atividade, num futuro bem próximo.



GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

ALFA MILK

FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG

=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=

http://www.fazendasesmaria.com

Romero Rêgo Cavalcanti
ROMERO RÊGO CAVALCANTI

RECIFE - PERNAMBUCO

EM 25/10/2013

Tema bastante oportuno, em um período que o produtor deve acordar para a necessidade de uma produção sustentável e aprender definitivamente a conviver com a seca. Já existe uma vocação cultural do produtor para produção de leite, grandes laticínios apostaram na região e instalaram suas plantas com a expectativa de volume expressivo de captação, porém a seca do ano passado reduziu o rebanho e fragilizou o produtor economicamente. Principalmente os pequenos e médios. Neste ano a precipitação foi bem distribuida, mas não proporcionou condições de armazenamento de água, elevando os custos de produção  com a compra ou transporte de água de grandes distancias.
Qual a sua dúvida hoje?