Por várias décadas recomendou-se aumentar a inclusão de concentrado (grãos) às dietas de vacas leiteiras durante as últimas três semanas do período seco. Basicamente, a explicação por trás desta estratégia alimentar foi de adaptar os microrganismos do rúmen às dietas com mais grãos que, tipicamente, são fornecidas às vacas após o parto. Seguindo esta prática, também acreditava-se que, desta forma, vacas recém-paridas estariam menos propensas à acidose ruminal. Além disso, nas décadas seguintes, outras razões foram adicionadas na justificativa destas dietas “mais quentes” no pré-parto: incremento no consumo de matéria seca (MS), maior disponibilidade de propionato para dar suporte à gliconeogênese, diminuição na mobilização de gordura do tecido adiposo e aumento das papilas ruminais para incrementar a absorção de ácidos graxos voláteis do rúmen. Entretanto, muitos pesquisadores e nutricionistas estão deixando de indicar estas dietas com moderadas inclusões de concentrado no pré-parto, porque pesquisas e a experiência prática, nos últimos 10-15 anos, têm deixado de dar suporte a estas recomendações.
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