Qual melhor método para controlar carrapatos em bovinos?

O carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus é considerado um dos maiores causadores de perdas produtivas de bovinos no mundo, principalmente atribuído a elevada infestação que por sua vez pode ocasionar a anemia, transmissão de enfermidades e redução no ganho de peso dos animais com elevada carga parasitária (Lopes et al., 2013; Gomes et al. 2015). Estimativas sugerem que as perdas anuais, apenas no Brasil, sejam de 3,24 bilhões de dólares (Grisi et al, 2014).

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O carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus é considerado um dos maiores causadores de perdas produtivas de bovinos no mundo, principalmente atribuído a elevada infestação que por sua vez pode ocasionar a anemia, transmissão de enfermidades e redução no ganho de peso dos animais com elevada carga parasitária (Lopes et al., 2013; Gomes et al. 2015). Estimativas sugerem que as perdas anuais, apenas no Brasil, sejam de 3,24 bilhões de dólares (Grisi et al, 2014).

O controle deste ectoparasito é realizado principalmente com a aplicação de carrapaticidas químicos, em sua maioria de forma indiscriminada, sem o conhecimento prévio dos aspectos bioecológicos relacionados ao ciclo de vida do carrapato (Cruz et al. 2015). Dessa forma, os relatos de resistência dos carrapatos aos diversos princípios ativos estão aumentando (Correa et al. 2015).


Imagem 1. Vacas infestadas com carrapatos R. (B.) microplus

Uma alternativa para o controle do R. (B.) microplus utilizando acaricidas é o controle estratégico (Pereira et al. 2008). Para tanto, é necessário o conhecimento do ciclo natural do carrapato nas diferentes estações do ano e suas relações com as variações climáticas, especialmente, pluviometria, temperatura e umidade relativa do ar nas diferentes regiões (Viana et al., 2001; Lopes et al. 2014). Apesar de existirem inúmeros estudos com o uso das tecnologias no controle do R. (B.) microplus (Oliveira et al., 1974; Gonzáles et al., 1975; Costa, 1982; Souza et al., 1988; Alves-Branco et al., 1989; Magalhães & Lima 1991; Furlong 1993; Santos Júnior et al., 2000; Vianna et al., 2001; Martins et al., 2005; Rodriguez-Vivas et al., 2006; Jonsson and Hope, 2007; Jonsson et al. 2010), o combate deste ectoparasito continua sendo um enorme desafio, nas diferentes regiões do Mundo. Como as condições climáticas variam de região para região, torna-se necessária uma estratégia regionalizada (Labruna, 2003).

Uma recente ferramenta/teoria que é mencionada para o controle do carrapato, com o objetivo de retardar a resistência, é o tratamento parcial seletivo de animais. Neste caso, apenas os bovinos que albergam uma elevada quantidade de carrapatos recebem o tratamento químico, de modo que, uma parte da população deste ectoparasito (que estão presentes nos animais não tratados) não entra em contato com uma determinada molécula, o que por sua vez poderá retardar o aparecimento da resistência do R. (B.) microplus a esta formulação/molécula. Até o presente, poucos estudos, conhecidos por nós, foram realizados com esse objetivo (Paim et al. 2011, Molento et al. 2013, Nava et al. 2015).

Como decidir então qual o melhor método de controle?

O primeiro passo é conhecer a fundo a biologia deste parasita, os principais carrapaticidas disponíveis e alternativas para controle biológico, aplicando medidas integradas de forma a garantir melhores resultados.

Com objetivo de auxiliar produtores e técnicos nesta decisão, estamos trazendo novamente em nossa programação o Curso Online “Controle estratégico do carrapato bovino” com o professor Welber Daniel Zanetti Lopes.

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Material escrito por:

Welber Zanetti Lopes

Welber Zanetti Lopes

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