O conteúdo dessa entrevista é referente à palestra que Alejandro Galetto, assessor de Política Leiteira da SanCor, ministrará no Interleite Sul 2010 (2º Simpósio sobre Produção Competitiva de Leite - Região Sul, que será realizado de 27 a 29 de outubro, em Chapecó-SC. O evento terá como ponto de partida um grande debate sobre a competitividade dos vários estados brasileiros e Argentina.

Num resumo da sua apresentação sobre "A competitividade da Argentina", Alejandro Galetto falou da situação atual do mercado de lácteos do país e da tendência para os próximos meses, da retomada da oferta no 2º semestre, das vantagens e desvantagens comparativas frente ao Brasil.
MilkPoint: Como você avalia a situação atual do mercado de lácteos da Argentina?
AG: É boa. Os preços ao produtor são os mais elevados da série histórica, as relações de preços com produtos que competem com o leite e a relação de troca estão bem favoráveis, e o clima está razoável.
MilkPoint: Qual a tendência para os próximos meses?
AG: Tudo depende da evolução dos preços no mercado internacional, que é o principal formador de preços no mercado argentino.
MilkPoint: A produção esse ano está sob menores níveis que a da safra anterior, contudo, em julho, houve uma boa recuperação. Como deve se comportar a oferta de leite nesse segundo semestre?
AG: Há três meses que a produção vem se recuperando a taxas muito importantes. Por essa razão acreditamos que o 2º semestre será bastante positivo e que teremos um aumento em 2010 de cerca de 2,5 a 3% frente a 2009.
MilkPoint: Quais as vantagens comparativas que a Argentina possui frente ao Brasil?
AG: Nossas fazendas são maiores, possuímos maiores ganhos em economia de escala, a produtividade por animal, por área e por homem também são maiores. A indústria argentina possui mais experiência em colocar o produto no mercado externo e, também por essa razão, a qualidade do leite é melhor.
MilkPoint: Quais as desvantagens?
AG: A agricultura compete com a pecuária leiteira pelo uso da terra, o que torna nossa oferta de leite instável. Os custos de mão de obra são muito mais altos e há uma forte tendência de automatização do setor industrial.
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