Interleite 2011: investir no Brasil ou na Nova Zelândia: a decisão de Jeremy Casey

O Interleite 2011, realizado em Uberlândia entre 6 e 8 de julho, trará um dilema interessante de um produtor neozelandês. Jeremy Casey tem uma decisão importante: ele, que já tem uma participação no projeto Leite Verde, no oeste da Bahia, analisa nesse momento se vale a pena investir no Brasil ou na Nova Zelândia. "Gostaria de poder fazer as duas coisas: investir na NZ e no Brasil, ficando 6 meses em cada país", explica.

Publicado por: MilkPoint

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O Interleite 2011, realizado em Uberlândia entre 6 e 8 de julho, trará um dilema interessante de um produtor neozelandês. Jeremy Casey tem uma decisão importante: ele, que já tem uma participação no projeto Leite Verde, no oeste da Bahia, analisa nesse momento se vale a pena investir no Brasil ou na Nova Zelândia. "Gostaria de poder fazer as duas coisas: investir na NZ e no Brasil, ficando 6 meses em cada país", explica.

No Interleite, ele irá apresentar as duas possibilidades, sob a ótica da rentabilidade. Nova Zelândia x Brasil.

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Figura 1

Quem é Jeremy Casey

Jeremy Casey tem 44 anos e é produtor de leite na região de Canterbury, na Ilha Sul da Nova Zelândia.

Apesar de não vir de uma família com tradição em agricultura, ele cresceu em uma região com forte atividade leiteira: Waikato, na Ilha Norte da Nova Zelândia, e desde criança queria ter sua própria fazenda. Assim, ainda adolescente, começou a trabalhar nas fazendas durantes as férias escolares.

Frequentou a Massey University para um bacharelado de 3 anos em Agronomia, depois foi contratado como ordenhador/gerente de uma fazenda de 250 vacas na Ilha Norte.

Trabalhou no Reino Unido também em fazendas de leite, conheceu sua esposa e viagem para a Europa, África e Ásia, para depois voltar à Nova Zelândia para trabalhar por quatro anos em uma fazenda que chegou a 500 vacas.

Em 1998, deixou o trabalho com leite na Nova Zelândia para viajar para a América do Sul. Através de contatos feitos entre a Massey University e a FAZU, de Uberaba, Jeremy e Kim vieram trabalhar e estudar sob a orientação do Professor Adilson Aguiar, também diretor da Consulpec.

O casal ficou um ano em Uberaba, onde teve a oportunidade de viajar muito com o Prof. Adilson, visitando fazendas, aprendendo português e dando palestras sobre leite na Nova Zelândia e sobre técnicas que os produtores brasileiros poderiam utilizar para melhorar suas pastagens.

Trabalhou em período parcial para a NZ Brasil, uma empresa local, promovendo o manejo de pastagens da Nova Zelândia, cercas elétricas e genética neozelandesa, além de dar um pouco de consultoria.

Jeremy e Kim voltaram para a NZ para mostrar ao professor Adilson e sua esposa Bianca as melhores universidades e estações de pesquisa voltadas para agricultura, e organizaram um curso intensivo com especialistas da Massey. Também, visitaram a Austrália para conhecer fazendas tropicais.

Eles apresentaram o Prof. Adilson para o produtor David Wallace, na Nova Zelândia, e posteriormente organizaram uma excursão em fazendas brasileiras, culminando com a realização de um estudo de viabilidade econômica do sistema neozelandês no clima tropical brasileiro.

Este estudo básico foi o primórdio do projeto Leite Verde, em que Simon Wallace, Craig Bell e Paul Shuler, além é claro do Prof. Adilson, realizaram a visão de David Wallace de ter uma fazenda altamente produtiva e rentável no Brasil, usando sistema neozelandês.

Esta visão hoje é uma realidade. Cinco anos atrás, Jeremy e Kim tiveram a sorte de poder investir nesse projeto, do qual têm uma pequena parte.

Eles voltaram para a NZ em 2000 para recomeçar o trabalho como sharemilkers (sistema em que trabalham para alguém que possui a fazenda, recebendo uma parcela do resultado) e, após 3 anos economizando, conseguiram um contrato para explorar 1000 vacas perto de Ashburton, NZ, onde ainda trabalham hoje.

Junto com a esposa, dividem o resultado com o proprietário em uma fazenda de 1850 vacas, em 532 hectares totalmente irrigados via canais de irrigação e aspersores. Eles possuem todas as vacas e maquinário, empregam os funcionários e gerenciam a fazenda diariamente, fazendo o trabalho, enquanto o proprietário possui a terra e a infra-estrutura para que possam atingir as metas. O proprietário também é responsável pelo investimentos.

Os custos relativos aos sharemilkers envolvem custos de qualidade do leite, ordenha, saúde animal e reprodução, ao passo que os proprietários são responsáveis pela fertilidade do solo e infra-estrutura.

Todos os alimentos comprados, como silagem de milho ou palha, além do fertilizante nitrogenado, são divididos 50/50 entre os sharemilkers e proprietário, assim como os custos de pastejo no inverno e custo de terras arrendadas para as vacas.

Jeremy e Kim também têm 25% de uma parte nova da propriedade, deenvolvida 4 anos atrás junto com o proprietário. Nos últimos 8 anos eles dobraram a produção através de mais terra, vacas e eficiência no uso de fertilizante e irrigação.

Na última estação produziram 9 milhões de litros, com pico de 45.000 litros diários em outubro e novembro, ao passo que todas as vacas estão secas em junho e julho.

Eles ainda têm 1 ano no contrato presente e depois pretendem vender sua participação nessa fazenda, além de 1200 vacas, de forma que possam comprar sua própria fazenda de 600 vacas. Eles têm a opção de fazer o mesmo investimento no Brasil, daí a ideia de comparar ambos em sua apresentação no Interleite 2011, comparando o retorno sobre investimento, riscos e oportunidades em ambos os casos.

O Interleite 2011

Realizado desde 1994, o Interleite tem atraído um número crescente de participantes. Na última edição, realizada em agosto de 2010, foram 938 pessoas.
Pela primeira vez, o evento consistirá em um fórum de produtores de leite de vários países, que debaterão a respeito de temas como administração, expansão e investimentos, gestão de recursos humanos, sistemas de produção, inovação, empreendedorismo e desafios futuros. Serão 19 produtores, a maior parte do Brasil, mas também diversos produtores de destaque nos Estados Unidos, Chile, Nova Zelândia e outros países.

As inscrições poderão ser feitas pela internet a partir de 15 de março, no site do evento (www.interleite.com.br). Em breve, mais informações.

Empresas

O Interleite 2011 terá mais uma vez o Patrocínio Master da Itambé. A CRV Lagoa, ELANCO, OCB, Ocemg, Serrana e Sebrae já confirmaram o patrocínio na cota GOLD; na cota SILVER, já estão confirmadas a Bayer, Dow Agrosciences, InVitro, Merial, Novartis, Polo de Excelência do Leite, PricewaterhouseCoopers e Sulinox. Agroceres, Agener e Allflex terão também participação no evento.

Entre os apoiadores, estão a Prefeitura de Uberlândia, Sindicato Rural de Uberlândia, Capal, Cotrial, Centroleite, Conavet Jr, Cooprata, Calu, Educampo, FAEMG, Balde Branco, Feed&Food, Leite Integral, Inforleite e Mundo do Leite.

Clique aqui para ver a programação completa e fazer sua inscrição.

Se sua empresa tiver interesse em saber mais sobre esse evento inédito, entre em contato pelo telefone 19 3432-2199 ou pelo email eventos@agripoint.com.br.
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