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Transportador de leite: o elo esquecido - Parte II

WAGNER BESKOW

EM 19/02/2013

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posto de resfriamento de leite

A primeira parte deste artigo tratou de caracterizar a evolução do transportador de leite no contexto histórico, apontou a importância de sua função e detalhou algumas das principais queixas que recaem especialmente sobre os maus transportadores.

Nesta segunda parte serão apresentadas, e tentaremos entender, as dificuldades enfrentadas por estes profissionais. Veremos os principais aspectos que precisam ser atacados e melhorados para que o leite flua em grande volume, chegue à indústria com a qualidade que saiu da propriedade (nem pior e nem “melhor”!), com baixo custo por litro, representado por amostras idôneas, bem coletadas e conservadas e, igualmente importante, remunerando bem quem assim o transporta. Não termos isso hoje plenamente a contento é mais um fator que pesa contra nós na competitividade internacional, pois afeta qualidade e arrasta aos dias atuais custos que nossos concorrentes resolveram há décadas.

Os dois lados da história

Como diz a canção de Phil Collins, “nós sempre temos que ouvir os dois lados da história”, mas na cadeia produtiva do leite, o transportador simplesmente não tem tido voz. Na esfera de planejamento setorial e discussões conjuntas, então, é como se ele nem existisse. Discute-se e planeja-se logística, mas lembra-se dele somente quando aparecem problemas.

É importante denunciar a conduta dos maus transportadores, como fizemos na Parte I deste artigo, pois tal conhecimento permite melhorar a percepção e as ações das autoridades sanitárias, das indústrias, dos contratantes de motoristas e dos produtores a fim de frear os danos, mas por si só não nos fará avançar. É entendendo suas dificuldades, valorizando as boas empresas, os bons profissionais, e selecionando pessoas talhadas para o ofício que veremos uma realidade diferente.

Como falei tanto nos maus exemplos na primeira parte, não posso deixar de reconhecer também que a maioria das pessoas em nosso país é correta e fazem o que podem para serem cidadãos e pais exemplares. Só que uma minoria continuará estragando tudo enquanto seguirmos permitindo e virando as costas para o erro. No transporte de leite não é diferente. Há profissionais extremamente dedicados, focados, bem treinados, higiênicos, corretos e que teem orgulho de trabalhar assim, como verão mais abaixo. Essas pessoas teem que ser identificadas e apontadas como exemplo a ser seguido pelos demais.

As dificuldades

Boa parte dos problemas apontados antes seriam bem menos frequentes e preocupantes se o resultado econômico que o transportador consegue nesse negócio fosse diferente. Vamos, então, falar um pouco dos fatores que tornam esse negócio pouco interessante para ele.

As estradas municipais

Estradas péssimas não são exclusividade dos municípios, mas são nestes que temos os maiores problemas, como ilustra a imagem abaixo, uma cena que é rotina para os transportadores e seus socorristas em todo o Brasil.

Vejamos um caso real em detalhes, para que o leitor tenha noção do que passam essas pessoas todos os dias de sua profissão.

O trecho abaixo é extraído de relatos de um estagiário universitário (deixarei nomes/instituições/região envolvida em anonimato porque isso não importa) que, nesta ocasião, acompanhou um transportador em dia de coleta de amostras destinadas ao controle oficial (“amostras da qualidade”).
 
  • “Saída 20h45min (retorno previsto 05h30min). Às 21h30min começa a chover.
  • Atolamos pela primeira vez às 23h30min. Tudo muito escuro. Único produtor na volta tinha cães soltos. O motorista tentou tirar o caminhão de tudo que é jeito, mas não conseguiu. Caminhamos, com muita chuva, para pedir ajuda ao próximo produtor. Aos 2km encontramos ele já vindo com seu trator, pois havia escutado o barulho do nosso caminhão atolado.
  • Tentou, não conseguiu. Foi, de trator, chamar o produtor dos cães brabos.
  • Finalmente, com dois tratores, saímos, molhados e com frio.
  • Às 4h30min atolamos novamente. O motorista ligou para seu chefe que não pode ajudar, pois não tinha telefone de ninguém próximo de onde estávamos.
  • Como o próximo produtor também tinha cachorros brabos e soltos, esperamos até 5h40min quando estariam em pé para a ordenha e chamariam ou teriam prendido as feras.
  •  Fomos com este até a cidade buscar seu trator, voltamos e desatolamos o caminhão.
  • Às 9h atolamos pela terceira vez. O motorista ligou para um colega em serviço que, depois de muito tempo, conseguiu que uma patrola da prefeitura viesse nos ajudar.
  • Um produtor nos deu alguns pães para nosso almoço, pois não havíamos levado nada para comer.
  • A chuva continuava e, às 12h30min atolamos pela quarta vez, próximo à entrada de um produtor, faltando apenas cinco na rota.
  • Conseguimos um trator com este, coletamos o leite dele, mas na saída atolamos, pela quinta vez, agora dentro da propriedade. Chamamos o produtor, que nos tirou dali também.
  • Continuamos a rota. Ao estarmos chegando à cidade, atolamos novamente (sexta vez!), mas por sorte, a ajuda foi rápida e desatolamos fácil.
  • Chegamos à fábrica às 14h30min. Esperei com o motorista até descarregarem e levei as amostras para o laboratório...
  • Tenho a relatar que este motorista trabalha com prazer. É realmente um ótimo profissional no ramo. Tem um bom cuidado com a higiene do caminhão, equipamentos, amostras e durante a coleta. Homogeneíza bem o leite dentro dos latões antes de retirar as amostras. Faz o teste do alizarol em todos os latões. Agitava bem as amostras da qualidade, sempre cuidando a quantidade certa de leite e número de gotas do conservante.
  • Considero um bom trabalho feito pelo motorista.”

Há casos piores e mais penosos ainda. O que importa aqui é registrar que nossas estradas municipais e também os acessos internos de muitas propriedades são incompatíveis com os volumes e a qualidade que necessitamos transportar e se nada mudar neste sentido, continuaremos marcando passo.

Veja o tipo de acesso interno que os transportadores da Nova Zelândia enfrentam. Vivi quase sete anos lá, conheci todo o país e nunca vi um caso que fosse diferente destes exemplos abaixo. Os solos deles são siltosos, escorregadios e atolavam muito no passado. Hoje, para ser produtor de leite, é condição inegociável ter acesso interno fácil e trafegável em qualquer tempo e, ainda, apresentar um anel de retorno de acesso ao resfriador, que permite um caminhão articulado (romeo e julieta) engatado entrar e sair da propriedade sem manobras (o início deste anel aparece nas fotos abaixo).



Acessos internos de propriedades leiteiras na Nova Zelândia, com anel de retorno para romeo e julieta.

Essa empresa neozelandesa opera lá com romeo e julieta de 40.000 litros e agora os está substituindo por novos de 54.000 litros (direto propriedade-fábrica, não existe segundo percurso). Para ajudar na minha argumentação, a empresa também está presente aqui no Brasil (em joint venture com outra) só que aqui, apesar de valerem os mesmos princípios de escala e economicidade, tem que se contentar com tanques muito menores e a acessar as propriedades sem o reboque (julieta), porque nossas estradas e acessos internos não permitem nada maior. Mesmo assim, seus caminhões vivem atolando, como os de todas as demais empresas (clique na imagem abaixo para assistir vídeo ilustrando o problema).



À esquerda, estradas municipais (vicinais) na Nova Zelândia. À direita, a realidade brasileira.

A diferença entre a realidade vivida por esta companhia lá e aqui é o resultado da péssima estrutura que o Brasil oferece comparada com o que a Nova Zelândia construiu sem corrupção, sem desvio de impostos, com foco em eficiência e com um produtor que sempre teve força em cobrar retorno de suas contribuições.

Isso também compõe nosso custo Brasil. Então quando falarmos do problema que é ter países colocando leite mais competitivo em nossas barbas, não acusemos subsídios imaginários, nem dumping — verdadeiras desculpas de nosso atraso coletivo. Lembremos dessas diferenças, vamos baixar a cabeça e mudar essa vergonha nacional.

“Ah, mas lá o país é pequeno!” Só sabemos dar desculpas. Essa é mais uma. Se vamos arrumar desculpas, por que perder tempo lendo as colunas no MilkPoint? Aqui é lugar de buscar idéias e estímulo para superarmos barreiras. Só avançamos quando reconhecemos nossas falhas. Entre países, o que manda na estrutura viária é produção de impostos por km2 (fruto da produtividade) e retorno destes por decisão política. Não tem nada a ver com tamanho da nação. Se fosse assim, todos os pequenos teriam somente belas estradas (o Paraguai tem?) e EUA e Canadá seriam um atolador e uma buraqueira só.

Mão de obra qualificada

Alguns contratantes se queixam que “os piores motoristas de caminhão, os que não deram certo em outro tipo de carga, acabam caindo no leite”. Eu vejo diferente. Alguns simplesmente não querem uma vida correndo 5.000 km por viagem, de sul a norte, sendo assaltados e longe de casa todo o tempo, e isso não significa que sejam menos que os outros. Boas empresas, com boas condições de trabalho, pagamento justo e possibilidades de crescimento conseguem e mantém bons motoristas. De problema eles passam a membros da equipe, vestem a camiseta e passam a contribuir com ideias, soluções e melhorias.

O que tem que mudar é o perfil na seleção de transportadoras pelas indústrias e de profissionais pelas empresas transportadoras. Foi-se o tempo de motorista “pau pra toda obra”, tosco e bruto. A demanda hoje é por profissionais flexíveis, capazes de aprender, adotar equipamentos e tecnologias novas e que não pensam que sabem tudo. Dedicados, atenciosos e higiênicos. Só que não é possível (é ilusão) formar e treinar estes exclusivamente no trabalho. A realidade não permite tempo para isso.

Faltam-nos cursos de formação especial e cursos preparatórios para esse tipo de emprego, pois não basta mais ter uma CNH categoria C. Sem tal formação prévia vamos nos arrastar, pois nenhuma empresa transportadora de leite consegue arcar com tais custos (mesmo que seja só o de ter o motorista parado, a indústria pagando/fornecendo treinamento), ainda mais com a rotatividade atual de empregados. Resultado? Muita gente sem treinamento, ou com treinamento superficial e feito às pressas “para inglês ver”. Os resultados mostram isso.

O transportador de leite deve ser um bom e responsável transportador de carga pesada com conhecimentos e habilidades extras que se assemelham aos de um auxiliar de laboratório. Não é emprego para “brucutus” e isso se consegue formando e selecionando com critérios.

Nos países desenvolvidos o transportador tem curso de formação e certificado. Não que papel faça diferença, mas seriedade no treinamento faz.

Relação transportador-indústria

Falei antes dos “donos de rota” e do problema que isso acarreta, mas há casos em que certas indústrias optam por deixar os produtores na mão dos transportadores. Por sorte as crescentes cobranças da inspeção federal teem dificultado o “repasse do bastão”. As indústrias não podem mais simplesmente empurrar para o “freteiro”.

No entanto, tampouco é viável para elas assumir integralmente a logística de transporte de leite, a ponto de comprar frota de caminhões e contratar motoristas como muitos gostariam de ver acontecendo. Isso, hoje, não se paga. O meio-termo parece ser a melhor saída e é o que empresas sérias teem feito: contratam boas empresas de transporte (não importa o tamanho) mediante rígidos e bem pensados contratos, fornecem todo o treinamento (que tem que ser permanente) e cobram resultado. Creio ser o caminho e essa estratégia já está levando a uma seleção de bons prestadores de serviços com reflexos como produtores mais satisfeitos, leite de maior qualidade e menor custo logístico.

Notem que a adesivagem do caminhão e do tanque são o primeiro indicador de que tipo de relação existe entre aquele transportador e a empresa que ele serve. Por que vemos tão poucos caminhões logados? E muitos logos mal aparecem? Por que há poucas relações de contrato de co-responsabilidade, menos ainda de exclusividade e raríssimas de total confiança entre as partes. Em condições assim, como estampar uma marca?

Concorrência desleal

Assim como acontece com as indústrias, o transportador que é correto também é prejudicado pela concorrência desleal. Enquanto ele observa a legislação trabalhista, limites de horários (descansos), folgas, férias, itens de segurança, de higiene, treinamentos, emite nota, paga impostos, etc. outros não investem nem na frota nem nos funcionários e só fazem “esquemas” em tudo que podem. Cabe à própria indústria por uma basta nisso, pois se ela não fizesse negócio com esse tipo de transportador, eles já teriam abandonado o leite. Algumas delas fazem e depois ainda se queixam do resultado, inclusive frente à fiscalização.

Há uma escassez de boas empresas transportadoras de leite no mercado. Portanto, aí está uma oportunidade. Os dias dos “caminhões gambiarras” e motoristas despreparados estão contados.

O sistema de coleta de leite e suas amostras

Atualmente, este é um ponto de grande atrito de todos com o transportador, não digo aqui pelas fraudes já tratadas, mas pelos erros cometidos na coleta. Há um protocolo a ser seguido passo a passo, como numa receita de bolo. Se falhar um passo, não sai bolo. O problema é receber essa “massa abatumada” na fábrica porque o processo foi atropelado e ter que explicar para o laboratório interno ou para a fiscalização o que aconteceu. Simplesmente erros aqui são inadmissíveis por razões de saúde pública, qualidade do produto, correções/penalidades e pagamento justo ao produtor.

Embora o sistema de coleta e anotação manual funcione bem quando bem realizado, ele é demorado e dá muita margem para erros e contaminação. O caminho é, sem dúvida a automação.

À esquerda coleta e anotação manual nos EUA, idêntica a que se usa no Brasil até hoje. No centro e à direita, primeiro sistema automático a entrar em funcionamento no Brasil.

À esquerda, sistema automatizado na Alemanha e, à direita, na Nova Zelândia, já com com muitos anos de uso, mostrando a coleta no compartimento central, em frente ao transportador, a caixa térmica na esquerda dele, computador e impressora emitindo comprovante na direita. Notem tudo funcionando sozinho enquanto ele, inclusive, se distrai e olha para trás (não ele não está de brincos, é protetor auricular mesmo).

Ah aquela mangueira! Já perdi as contas de quantos produtores de leite ouvi reclamar: “para que luvas, álcool gel, amostra indo para laboratório, nós tomando todos os cuidados com as vacas e equipamentos, fazendo tudo certinho para ter um leite com baixa CBT se o freteiro chega e enfia aquela mangueira nojenta, suja e cheia de terra dentro do leite?”

Recentemente acompanhei uns produtores de leite australianos que visitaram o Brasil e a primeira coisa que me perguntaram foi: por que aquela mangueira exposta assim? Simples: por economia e porque tem sido aceita. Não é para “enfiar no leite” só que mesmo no resfriador muitos a mergulham, pois é mais rápido que conectar na válvula de saída. E os latões como fica? A mangueira tem que ser higienizada antes da coleta e depois (Item 6.7 e 6.8 do Regulamento Técnico da Coleta de Leite Cru Refrigerado e seu Transporte a Granel), mas quem o faz assim? Muito poucos.

Algo que o produtor não entende, com uma certa razão, é por que o leite de qualidade é misturado com o do “vizinho que não cuida nada”. Todos tem que ter leite de alta qualidade e, mesmo não tendo, os de boa melhoram a média, então essa discussão é morta. A segregação só acontece com linhas de produção e silos diferentes e, mesmo assim, tem que coletar toda a rota, ou a coleta se torna inviável. Essa é a realidade.

Infelizmente, nos momentos que falta leite, ainda temos empresas que coletam até de litrão, desde que o produtor leve na beira da estrada.

Custos, resultado econômico e qualidade do leite

Capacidade de carga e distância percorrida são dois fatores fundamentais na composição dos custos e no resultado econômico do transporte de leite. Além destes, mão-de-obra e manutenção também pesam bastante. Notem que a qualidade das estradas tem impacto sobre todos estes, até na mão-de-obra. Combinados, todos eles impactam no tempo de percurso e este na qualidade do leite.

Lembre disso: a qualidade do leite em termos de UFC/CBT depende de BTT = bactérias, temperatura e tempo! Em quais desses o transportador tem impacto? Em todos? Não em melhorar, mas em preservar o que recebeu. Embora treinamento e equipamentos adequados garantam os dois primeiros e influenciem o terceiro, tempo é principalmente uma função de distâncias e qualidade das estradas.

Precisamos poder aumentar a capacidade de carga dos tanques transportadores para diluir custos e todos ganharem mais, mas com essas estradas e acessos? Como?

Atualmente, o sistema predominante de pagamento do frete é por volume. Isso estimula as fraudes de leite e a pressa na coleta e tem que terminar. Ocorre que quem segue pagando por volume “do que é branco” leva vantagem na guerra da entressafra, pois seu transportador briga por produtor e por leite enquanto os outros “batem lata”.

Medidas corretivas
 
  • Estradas, estradas, estradas! Cobrar mais ativamente das prefeituras.
  • Encontrar formas de estimular ou facilitar a melhoria dos acessos internos às propriedades.
  • Remuneração com forte peso em quilometragem, não apenas volume.
  • Valorizar os bons transportadores, dando preferência a estes na contratação de empresas ou motoristas.
  • A cadeia deve começar a ouvir os transportadores! Eles não são ouvidos e nunca são chamados a coisa alguma, mas são os que mais conhecem o conjunto produtor-indústria e seus problemas em comum. A final eles são o elo entre os dois.
  • Ao desligar uma empresa transportadora por inconformidades deveria ser obrigatório informar ao MAPA os motivos do cancelamento do contrato para que a mesma não siga com as mesmas práticas em empresa concorrente (o mesmo com produtores).
  • Criar um sistema de formação de transportadores de leite e aprimorar os treinamentos. Caberia contar com algum dos "S" como SENAI, SEBRAE, SENAC ou SENAR? Ou quem?
  • Considerar a possibilidade de tornar ilegal o transportador comprador/negociador de leite que não tenha contrato nem responsabilidades.
  • MAPA se estruturar para, aleatoriamente, fiscalizar caminhões em momentos de coleta, transborde itinerante ou em percurso (a simples possibilidade que isso possa ocorrer de fato já inibiria muita coisa errada).
  • Tratamento urgentemente uniforme nas fiscalizações sanitárias das esferas federal, estaduais e municipais com abolição urgente de problemas de fiscais “coniventes” com alguns e duros com outros.
O futuro

Enquanto discutimos maneiras de fazer o leite chegar como leite na indústria, a Nova Zelândia inova em tecnologia de adesivagem de caminhões e tanques criando pintura mais visível de dia e de noite para aumentar a segurança no trânsito já que os caminhões-tanques entram e saem das estradas com muita frequência (vídeo aqui, em inglês, mas com belas imagens para quem não entende a língua). Todo este lindo e emocionante projeto foi feito consultando e ouvindo os transportadores e só aconteceu porque eles corrigiram os problemas acima 40 anos atrás.

O futuro é automação, código de barras, GPS, sistema online com a indústria, grandes volumes por carga, profissionalização e fim do amadorismo. Quem viver, verá. Gosto de acreditar que chegaremos lá.

Wagner Beskow
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TRANSPONDO Pesquisa, Treinamento e Consultoria Agropecuária Ltda. - Wagner Beskow

[Link para o website Transpondo]

Leia a Parte I deste artigo clicando aqui.

Veja também:

Artigo Fraudes na cadeia do leite: como detectá-las.

Vídeo Instrução ao transportador nos EUA (Kentucky) (em inglês, mas vale as imagens para todos).

Instrução Normativa No. 62 (em pdf).

Regulamento Técnico da Coleta de Leite Cru Refrigerado e seu Transporte a Granel (texto).
 

WAGNER BESKOW

TRANSPONDO Pesquisa Treinamento e Consultoria Agropecuária Ltda: Leite, pastagens, manejo do pastoreio, rentabilidade, custos, gestão, cadeia do leite, indústria, mercado. palestras, consultoria, cursos e treinamentos.

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WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 08/03/2018

Prezada Caroline,

O transportador de leite é o elo de ligação entre indústria e produtor. Ele é responsável pela coleta higiênica e idônea do leite, que somente deverá ocorrer se o leite apresentar condições normais ou mínimas de uso para a industrialização e alimentação humana. O teste do alizarol (que é álcool mais um corante chamado alizarina) é o padrão no Brasil para testar acidez. No entanto, ele também detecta a instabilidade da proteína ao tratamento térmico na indústria. É o LINA, leite instável não ácido.

A temperatura do leite é avaliada e registrada, assim como ele deve avaliar aspecto (aparência geral) e odores impróprios. Um exemplo: o leite passou no alizarol, está na temperatura mas tem aroma de óleo diesel. Ele NÃO deverá coletar.

A coleta TEM que ser feita rigorosamente seguindo o protocolo que ele aprende, que envolve agitar o leite, usar luvas, coletar com concha no recipiente certo, fechar e colocar na ciaxa térmica imediatamente.

Ele também deve medir e registrar o volume coletado.

Além dessas responsabilidades, no RS temos agora a "Lei do Leite" (Lei 1483/2016), que instituiu novidades importantes.

Ele tem que ser PJ (pessoa jurídica), esta empresa de transportes tem que ter contrato com a indústria, ele não pode mais ser "comprador de leite" e o caminhão tem que ser identificado para uso exsclusivo de lácteos.

Esse são os principais pontos que me ocorrem. Abaixo selecionei algumas passagens da lei do leite que dizem respeito à tua pergunta:

"... Somente podem ser transportadores de leite pessoas físicas ou jurídicas cadastradas pelos estabelecimentos de processamento e pelos postos de refrigeração de leite e autorizadas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação...

... o transportador deve receber treinamento que contemple os requisitos mínimos exigidos pelo Serviço Oficial de Fiscalização, por meio de normativa específica, para proceder à coleta de leite cru e seu transporte a granel, promovido pelos estabelecimentos de processamento ou pelos postos de refrigeração de leite...

... A comprovação do treinamento deve ser feita mediante apresentação de certificado emitido pela entidade responsável, aprovada pelo Serviço Oficial de fiscalização...

... O veículo responsável pela coleta e pelo transporte de leite cru deve ser exclusivo para transporte de leite e estar devidamente identificado para esta finalidade, conforme especificações previstas pela Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação..."

O produtor de leite é o principal fiscal e tem que alertar, inicialmente a ele, mas se preferir, direto à indústria, quando detecta algo errado, como leite mal coletado, por exemplo.

Espero ter ajudado.
CAROLINE GAUER

PORTO LUCENA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 08/03/2018

Dr. Wagner. Podes me explicar qual é, de fato, a responsabilidade do transportador? Como ele deve zelar pela qualidade do produto que está coletando e transportando? E exigido ao transportador apenas o teste de álcool/alizol:?
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 18/11/2015

Prezada Marcia: Agradeço teu feedback e ficou contente em saber que o artigo foi útil para vocês. Muita coisa avançou desde estes dois artigos. Acho que caberia até uma revisão ponto a ponto, pois realmente são muitos avanços, considerando o curto espaço de tempo.

Tais avanços têm acontecido graças a ações como a que descreves. Finalmente, parece que as coisas começam a se encaixar. No final, RS e SC sairão fortalecidos de todo esse doloroso processo. Grande abraço e continuamos em frente.
MARCIA ELIZA CATTANIO

GUARACIABA - SANTA CATARINA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/11/2015

Dr. Wagner foi extremamente útil essas suas postagens. Trabalho com treinamento para transportadores de leite via Senar em SC e gostaria de lhe informar que foi uma visão muito boa para abordar nos treinamentos. Apesar de todas as dificuldades dentro das possibilidades que os mesmos tem, procuramos aprimorar, e repassar a importância das coletas e sensibilizar quanto são importantes na cadeia do leite. Na maioria das vezes, nem se dão conta disso. E hoje encontramos muitos profissionais no transporte do leite e sem dúvida nenhuma merecem o nosso respeito. Obrigada
VANDER ZALTU BARROS FILHO

RIO VERDE - GOIÁS - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 25/06/2015

Parabéns Dr. Wagner pelo artigo. Transporto leite já faz 5 anos e encontramos diversas dificuldades no inicio, mas conseguimos superá-las pouco a pouco. Hoje para nos o maior problema é a mão-de-obra de nossa região, encontra-se diversos motoristas parados devido a seu próprio descaso para com nos transportadores, hoje temos 10 motoristas para 5 caminhões e já houve época de trocarmos 3 vez em 1 mês motoristas. Outra questão que complica também é o nosso relacionamento com produtores, a grande maioria é tranquila de lidar, mas tem uma pequena porção que não facilita com nosso trabalho e as vezes falta até com desrespeito para como nossos motoristas. Graças a deus hoje a empresa para qual prestamos serviços é de fácil relacionamento para conosco e principalmente nos paga corretamente. Mas de pouco em pouco iremos mudar para melhor o transporte de leite em nosso cenário nacional. Mais uma vez lhe parabenizo pelo seu artigo. Obrigado
DIRCEU RODERIGUES DE OLIVEIRA

EM 24/06/2013

Parabens pelo artigo bem exposto. quem conhece o campo, tem o mesmo pensamento.
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 04/06/2013

Prezado PAULO PEREIRA: Conclui-se que já não deveriam haver transportadores pessoa física e nem pessoas jurídicas sem vínculo contratual com a indústria. Bem observado!

Defendo que a forma ideal é o estímulo a mais e melhores empresas especializadas no transporte que façam contratos de prestação de serviço à uma determinada indústria, colocando, inclusive, a logomarca da indústria nos tanques (este detalhe é muito importante).

Não concordo com a tendência que observei aqui no RS de quererem que a indústria tenha frota e serviços próprios. Ela poderá se quiser, mas não deve ser obrigada.. Primeiro porque não é viável e nenhuma teria condições de fazer tal investimento assim. Segundo, é desnecessário. Basta cobrar contratos bem feitos e cumpridos.

Realmente, o item 9.2.5 do "Regulamento Técnico da Coleta de Leite Cru Refrigerado e seu Transporte a Granel" dá condições do MAPA agir (este.

Para os interessados, este é parte da IN 62 (também estava na 51) e pode ser encontrado num link no final do artigo acima. Fica na parte final da IN. Também o disponibilizei em separado.

Obrigado Paulo pelo teu feedback e observações. Grande abraço.

https://www.facebook.com/Transpondo
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 01/06/2013

Prezado WALDIR: É injusto permitirmos que todos os transportadores sejam vistos como fraudadores e criminosos, ou mesmo incompetentes. Temos pessoas e empresas muito boas nesse setor, mas infelizmente ainda são poucos e insuficientes. As condições descritas também tem que melhorar muito e urgentemente.

Obrigado por teu comentário e importante feedback.
LUIZ GOUVÊA LOPES JARDIM

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 24/05/2013

Prezado Wagner,
A sua matéria espelha o que é o Brasil. Quase tudo não funciona, Se não houver investimento em educação, pois, não há interesse dos políticos que isso aconteça, para que daqui a uns 20 anos possamos colher os frutos desse investimento. Concordamos em gênero e número, "Quem viver, verá, Gosto de acreditar que chegaremos lá"
Parabéns.
Luiz Gouvêa Jardim
PAULO SERGIO RUFFATO PEREIRA

RIO BONITO - RIO DE JANEIRO

EM 23/05/2013

Wagner Beskow, parabéns pelo artigo postado e com tanta riqueza de detalhes da historia e o dia a dia do transporte de leite entre produtor e industria, inclusive com lucidez e firmeza nos embates com alguns comentários.
Queria informar que em atenção as soluções elencadas, na parte que cabe ao MAPA na granelização(coleta direto do produtor), a IN 62 assim como a IN 51, prevê e proíbe a figura do "TANQUEIRO".
No item 9 - Obrigações da Empresa do Anexo IV da IN 62/2011/MAPA, estabelece entre outros subitens pertinentes e que regulam a relação e atividade do transporte:
...9.2.5. Para fins de rastreamento da origem do leite, fica expressamente proibida a recepção de Leite Cru Refrigerado transportado em veículo de propriedade de pessoas físicas ou jurídicas independentes ou não vinculadas formal e comprovadamente ao Programa de Coleta a Granel dos estabelecimentos sob Serviço de Inspeção Federal (SIF) que realizem qualquer tipo de processamento industrial ao leite, incluindo-se sua simples refrigeração.
Portanto concordo com você, quando diz que o MAPA deve se "estruturar", para fiscalizar esse elo, não só quando demandado por suspeita ou denúncias e quando adentram ao Estabelecimento, e que a Industria cumpra com a determinação legal acima descrita, não aceitando estes transportadores independentes.
WALDIR BRASIL SANTIAGO

ITATINGA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/03/2013

NÓS QUE AGRADECEMOS POR ESSA ABERTURA,NUM ASSUNTO DEVERAS PREOCUPANTE,POIS A DEMORA DO TRANSPORTADOR DE LEITE QUANDO DE VICINAIS
MAL REPARADAS OU ESQUECIDAS CAUSAM MUITO TRANSTORNOS AOS PRODUTORES DE LEITE,ADMINISTRATIVAMENTE E, FINANCEIRAMENTE.

TENHO CERTEZA WAGNER, QUE CUMPRISTES TUA MISSÃO COM ESTE ARTIGO,COMO TAMBÉM PORÁS TUA CABEÇA NO TRAVESSEIRO, AO DORMIR,COM A MAIOR SERENIDADE POSSÍVEL.

GRANDE ABRAÇO,
santiago
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 07/03/2013

Prezados leitores,

É gratificante ler a experiência e a opinião de todos vocês. Certamente um tema polêmico com muito a ser feito.

Somando os comentários acima com os feitos na Parte I ( http://ow.ly/ivdt8 ), fico ainda mais animado e certo de que estamos, muitos de nós, cientes, preocupados e alguns agindo para fazer mais e melhor.

Gratificante ver a participação de tantos transportadores, pessoas que ralam no barro e na poeira e rarissimamente se manifestam no MilkPoint.

O "elo esquecido" está vivo, é reconhecido, é ativo, sabe de muitas de suas próprias falhas e quer se superar. Isso é tudo que precisamos. Ficou bem claro também, reforçando o que o artigo ressalta, que não podemos julgar a todos como farinha do mesmo saco, de forma alguma.

Acredito na força dos bons exemplos. Isso vale para todos nós. Há muitos bons e até excelentes profissionais neste ramo e espero que eles tenham se sentido contemplados e valorizados e jamais esmoreçam. Vale a pena ser correto, o futuro lhes mostrará.

Também espero que os maus exemplos tenham refletido e notado que eles não estão passando despercebidos e que seus dias estão contados. Válido, certamente, para todos os demais apontados pela crítica, mas o artigo centrava nos transportadores de leite.

Igualmente gratificante foi ver o depoimento da Fiscal Federal Agropecuária Vera, mostrando que representantes do MAPA estão, sim, participando dos problemas enfrentados pelo setor como cidadãos que são, lendo, se atualizando e ouvindo, dispostos a ir além de sua obrigação diária com o livro ponto. Muito bom!

Nesse nosso tabuleiro, nesse nosso jogo, não há vilões nem heróis. Há um sistema interligado, igualzinho ao corpo humano. Falha o fígado, ou o cérebro, ou os intestinos, não importa, o sujeito está condenado. Um dia chegaremos lá e pararemos de apontar dedos (o que agrega, o que muda os rins falarem mal da bexiga?). Ou todos funcionamos e bem ou não somos nada. Seguiremos amadores especializados em chorar, em puxar a corda para seu próprio lado e encontrar problemas no governo, nos preços, no produtor, no "freteiro", em fim, nos outros.

Os poucos que não pensam assim já estão fazendo a diferença e um dia terão orgulho de ter ousado em ser "o joãozinho do passo certo".

Parabéns aos bons transportadores, aos idôneos produtores, aos fiscais de verdade, às indústrias exemplares, aos técnicos de resultado, a todos que sabem que não são perfeitos, mas trabalham fazendo seu melhor pelo que acreditam.

Obrigado pelos vários comentários, todos lidos e muito bem absorvidos por mim.
WALDIR BRASIL SANTIAGO

ITATINGA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/03/2013

HÁ MUITO TEMPO NÃO VEJO ESTUDOS ESTRUTURAIS EM GERAL,VISANDO PRODUÇÃO E ESCOAMENTO!!!.OS GOVERNOS MUNICIPAIS,ESTADUAIS E,FEDERAL GASTAM MAL E DESONESTAMENTE,POIS ESTÃO TODOS COM DÍVIDAS PÚBLICAS IMPAGÁVEIS.ISSO GERA DÉFICIT EM TODA A CADEIA ECONÔMICA NESSA ÁREA.

MESMICE,MESMICE...,ETC.COMO DISSE JABOR DE ANDRADE:¨VAMOS FINGIR QUE SOMOS IDIOTAS¨,POIS A IDIOTICE TRAZ-NOS FELICIDADE .

OU TEMOS UMA OUTRA ALTERNATIVA NESTE MUNDO DE CÃO BRABO,COMO DISSE O WAGNER?.
GERSON HAMAMURA

GUAIRAÇÁ - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 04/03/2013

Ola Wagner, adorei a matéria. É a realidade no transporte, apesar de prestar serviço para uma empresa (onde somos treinados de duas a três vezes por ano) e quando ha alguma normativa.
Fazemos nosso trabalho de acordo com as normativas.
Entretanto devemos ainda na parte do mangote, apesar de ser higienizado corretamente quando descarregamos.
Recebemos por km, (defasada) e estradas de mau qualidade no dia a dia.
Mas gostamos do que fazemos e dando o nosso melhor.
Com sua matéria esperamos melhorar em tudo ainda mais.
Abraços.
HERMENEGILDO DE ASSIS VILLAÇA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 28/02/2013



Muito bom o artigo.

Se não houver qualidade, não chegaremos a nenhum lugar.

Muito bem colocada a questão da transferência do leite para o caminhão
MARCELINO WITTIG FRANCO

SETE LAGOAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 26/02/2013

Filho de transportador de leite por 32 anos, acompanhei a evolução do setor e hoje trabalho com Logística de Coleta de Leite além de produzir. Parabéns pela reportagem! Aponto porém algo que não foi citado: Para se ter transportadoras sérias, a indústria precisa pagar mais caro, e por Km rodado e não por Litro, como a própria reportagem evidencia. No entanto, muitos produtores (principalmente os maiores e os mais próximos das cidades) estabelecem janelas de horário de coleta estreitas em suas propriedades, por exemplo de 10 as 13h. Ou seja, a Transportadora precisa ter um número elevado de caminhões, que não podem sair cedo pois não podem coletar. Desta forma iniciam as atividades deste veículo por volta das 8:30h e as 15h já não tem mais serviço, pois acabam as propriedades logisticamente viáveis para este equipamento. Resultado: Um veículo de cerca de R$ 210 mil (leia-se capital empatado) que não consegue rodar 200 km/dia. Como cobrir os custos deste equipamento? Lembro também que os custos com frete influenciam no preço pago ao produtor.
Desta forma, seria no mínimo de bom senso da parte dos produtores (me incluindo), de permitirem a coleta do seu leite em qualquer horário ou, caso a restrição seja realmente necessária devido a rotina da fazenda, que se permita coletar o leite antes da 1a ordenha, entre as ordenhas e após a última ordenha do dia. Com isso o caminhão conseguirá realizar mais viagens durante o dia, diluindo-se os custos.
JOÃO MARCOS GUIMARÃES

CARRANCAS - MINAS GERAIS

EM 25/02/2013

Já vi tudo isso !! Impressionante a clareza e a precisão do relato. Parabéns!!!
NELSOMAR PEREIRA FONSECA

MUTUM - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/02/2013

Parabens pela brilhante segunda parte, e tambem do envolvimento de responsabilidades de toda a cadeia produtiva, pois quando se fala em qualidade do leite, segurança alimentar (leite), so pensa como é produzido pelo produtor, e voce tocou em toda a cadeia referindo as condições de estradas, conhecimento do prefeito, secretário de obras,do transportador, da industria e etc. esta é a verdade, responsabilidade de todos.
Aqui as nossas estradas estão intransitáveis o ano todo, quando não é barro com buraco, é buraco com pueira, e o nosso municipio produz aproximadamente 150 mil litros dia, e desde de agosto ou setembro de 2012 não é realizada uma laminada nas estradas municipais, e hoje o municipio não tem uma maquina em funcionamento, a adiministração anterior deixou todas quebradas e a atual ainda não as consertou.
NEI ANTONIO KUKLA

UNIÃO DA VITÓRIA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 22/02/2013

Insiro abaixo algumas considerações com o intuito de colaborar:

- A questão das mangueiras empoeiradas deve ser banida dos caminhões, este sistema é rídiculo mesmo;
- Quem dá um curso de capacitação aos puxadores de leite para fazer as amostragens corretas?
- É um absurdo os municípios que tem bacia leiteira e esta representa parte significativa da economia local e, esses municípios não oferecer condições de trafegabilidade em suas estradas;
- Produtos, técnicos, empresas captadoras-beneficiadores, Prefeitura, transportadores, órgãos de fiscalização e espaços como este, devem caminhar juntos para de vez profissionalizar o setor em todos os sentidos. É OBRIGAÇÃO daquele que produz o alimento (entenda-se a matéria prima até chegar na gôndola) e aí entra td o elo citado acima, oferecer um produto de qualidade ao consumidor. Produto de qualidade significa SEGURANÇA ALIMENTAR.
Parabéns ao nobre autor pelos apontamentos e tbm aos comentaristas das diversas regiões do país pelo enriquecimento da matéria.
DILMAR DE ARAUJO

CARAZINHO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/02/2013

Olá!

Percebi que a repercussão da matéria abordada está sendo enorme no setor, no bom sentido.
Gostei muito dessa segunda parte, que encaixa com o que eu penso. A 15 anos tenho defendido a categoria dos bons e que por muitas vezes são injustiçados, ou pela falta de estruturas ou por trabalharem com empresas"sangue-sugas" .
Estamos fazendo nossa parte e penso que cada um tem que fazer a sua e acredito tbém que existam bem mais bons do que ruins.

Abraço