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Desde 1889 no ramo, Queijos Roni mantém a tradição com receitas originais

RAQUEL MARIA CURY RODRIGUES

EM 23/02/2017

5 MIN DE LEITURA

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A Roni está no ramo de queijos desde 1889, quando o patriarca da família, Pedro Talarico, veio da Itália, mais precisamente da região da Calábria, para o Brasil. Com ele veio também o conhecimento na arte de fabricar queijos artesanalmente, que logo passou a ser aplicado em um pequeno laticínio na cidade de São Lourenço, em Minas Gerais. A princípio eram fabricados queijos de origem italiana como muçarela, ricota fresca, cacio cavallo e provolone entre outros. Aos poucos, os produtos fabricados por Pedro Talarico tornaram-se também conhecidos na já próspera cidade de São Paulo, onde começaram a ser comercializados na região do antigo Mercado do Parque Dom Pedro.

Em 25 de janeiro de 1933, com a inauguração do Mercado Municipal Paulistano, os queijos Roni passaram a ser vendidos no Box 2 da Rua D, por Rocco Peta e Josephina Talarico Peta (2ª geração, genro e filha de Pedro Talarico, respectivamente). Anos depois, no final dos anos 60, o filho mais velho do casal –Miguel Peta (3º geração) – deu continuidade aos negócios da família com duas novas fábricas no estado de São Paulo: uma localizada em Vargem Grande do Sul e outra no município de São José do Rio Pardo. Em 1976, foi inaugurada em São Sebastião da Grama uma unidade mais moderna, centralizando, assim, a produção dos queijos Roni. Nesse período foram desenvolvidos queijos de origem brasileira como minas frescal e o Minas padrão. Atualmente, quem administra a empresa é Roque Bruno Tadeu Peta (4° geração), com a ajuda do seu sobrinho Rafael Peta (5° geração). Não por acaso, o lema da empresa é família, tradição e qualidade.

queijos Roni

“O Queijos Roni tem um fábrica que está localizada em São Sebastião da Grama, interior de São Paulo e quase divisa com Poços de Caldas/MG. A empresa nasceu da ideia de um imigrante que tinha conhecimento sobre a produção de queijos e viu no Brasil uma oportunidade de desenvolver este trabalho para sustentar a sua família. Atualmente, buscamos manter os princípios e tradição do fundador da empresa, os quais foram passados de gerações a gerações, pois queremos entregar um produto de qualidade aos nossos clientes, respeitando as receitas originais”, comentou Rafael Peta, gerente responsável pelas vendas e distribuição em São Paulo, em entrevista exclusiva para o MilkPoint.

A fabricação dos Queijos Roni segue as normas do Ministério da Agricultura no que se refere à higiene e limpeza, como também segue o Manual de Boas Práticas, APPCC, entre outros. Além disso, a empresa desenvolveu processos adicionais de controle próprios. Os grandes diferenciais realmente são a obtenção de matéria-prima (leite), que tem que ser de ótima qualidade, e o processo de fabricação, no qual são usados fermentos produzidos pelo próprio laticínio.

queijos Roni

Os pré-requisitos para a matéria-prima são: leite com acidez D°15/16, CBT 100mil ufc/ml, CCS 250mil/células/ml, gordura 3,5/3,8%, e estrato seco total 12,50/12,80.  Segundo Luiz Giacon, sócio responsável pela produção em São Sebastião da Grama, o principal diferencial é que o leite é coletado diariamente, ou seja, o leite não fica dois ou três dias nos tanques de expansão esperando a coleta, o que contribuiu muito com a qualidade dos produtos.

“Os principais desafios são os trabalhos de conscientização junto aos produtores, bem como a higiene dos animais, dos ordenhadores e das instalações, que são ações fundamentais. Para uma correta higienização, os ordenhadores devem limpar e desinfetar as instalações e utensílios utilizados, lavar as mãos antes e depois da ordenha, desinfetar as tetas do animal e realizar testes de mastite antes de cada ordenha. Ainda, exigimos que o leite seja resfriado rapidamente”.

queijos Roni - fabricação
  
O leite é captado nas fazendas e sítios da região (São Sebastião da Grama, Divinolândia e Vargem Grande do Sul), diretamente dos produtores, no raio de até 70 km da fábrica, o que facilita muito o horário de recebimento do leite e, consequentemente, sua qualidade. Hoje o laticínio capta entre 18 e 20 mil litros por dia e produz em torno de 2 toneladas de produtos/dia.

De acordo com Roque Bruno Tadeu Peta, sócio responsável pela administração de São Paulo, a empresa treina os colaboradores constantemente para as novas tecnologias, sem perder tradição e a receita original dos queijos.

“Hoje em dia fabricamos Manteiga, Muçarela, Muçarela Nozinho, Minas Frescal, Minas Padrão, Ricota Fresca, Ricota Defumada, Provolone Defumado, Provolone Fresco, Caccio Cavalo, Butirro e Sanclixe. Nós temos duas lojas próprias, uma é a loja de fábrica em São Sebastião da Grama, e a outra está localizada em São Paulo no Mercado Municipal Paulistano (Mercadão). Temos alguns revendedores dos nossos produtos, os quais são empórios, sacolões e queijarias. Para saber qual é a mais próxima da casa do cliente, pedimos que entre em contato conosco para indicarmos.  Nossos queijos também são muitos utilizados pra produções dos pratos em restaurantes italianos, bares, pizzarias, entre outros estabelecimentos”. Vale ressaltar que os Queijos Roni são usados em pizzarias bem tradicionais na cidade de São Paulo, como a Pizzeria Vituccio.

Roni queijos - provolone

queijos Roni - nozinho

Os entrevistados acreditam que este ano será um pouco melhor que o ano passado, pois em 2016 a empresa passou por um período difícil com a queda de produção de leite. “Por conta disso, ocorreu uma inflação nos preços dos queijos. Quanto à crise referente ao nosso varejo e revendedores, conseguimos contorná-la, já que oferecemos um produto fresco com muita qualidade e com preço justo, o que evitou problemas no nosso varejo próprio e fez com que nossos revendedores conseguissem vender bem os produtos. Já a questão de fornecimento para restaurantes, teve uma queda significativa, visto que com a crise muitas pessoas perderam emprego ou começaram a repensar como gastar seu próprio dinheiro. Sendo assim, uma família que comia fora de casa seis vezes por mês passou a diminuir essa quantidade, resultando na diminuição da demanda pelos nossos produtos e, consequentemente, nossas vendas reduziram para estes estabelecimentos”, destacou Rafael.

queijos Roni - cabacinha

Segundo Roque, como todos os administradores, a empresa quer crescer. “Acreditamos que isso será possível já que atualmente os consumidores estão valorizando os produtos pouco processados, buscando produtos sem conservantes e com uma maior qualidade: tudo isso se encaixa em nosso negócio. Estamos trabalhando duro para conseguir os melhores queijos para os nossos clientes, mas pensamos sempre em um crescimento sustentável e exponencial”.

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RAQUEL MARIA CURY RODRIGUES

Zootecnista pela FMVZ/UNESP de Botucatu e Coordenadora de Conteúdo do MilkPoint.

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IDALINA VICICONTE

EM 22/08/2019

Gostaria de saber as receitas porque eu sou cliente
GERSON

EM 24/02/2017

É admirável saber que existem empresas genuinamentes brasileiras,que mantém longa

tradição familiar,solidificando assim sua permanência no mercado.
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