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Prejuízos de longo prazo da mastite clínica causada por Escherichia coli

POR MARCOS VEIGA SANTOS

MARCOS VEIGA DOS SANTOS

EM 17/03/2015

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Tiago Tomazi*
Marcos Veiga dos Santos

Escherichia coli
é o principal coliforme causador de mastite clínica em rebanhos leiteiros. Este micro-organismo é considerado um patógeno ambiental e pode causar mastite clínica com sintomas agudos. A sintomatologia clínica da mastite causada por E. coli pode variar de leve, com apenas sintomas inflamatórios na glândula mamária, até a forma super-aguda, com sintomas sistêmicos que incluem estase ruminal, desidratação, choque, e até mesmo, a morte da vaca. Além disso, infecções intramamárias persistentes causadas por E. coli podem ocorrer.
O tratamento com o uso de antimicrobianos ou a secagem do quarto mamário afetado, na maioria das vezes, elimina a infecção, porém, o completo restabelecimento da glândula mamária pode levar mais tempo do que a melhora clínica da vaca acometida. No momento da infecção, cepas genotipicamente similares de E.coli podem ser isoladas tanto do leite quanto do sangue, o que sugere que os fatores de virulência associados com a septicemia podem afetar a vaca por períodos superiores à fase clínica. Além disso, o impacto econômico da mastite causada por E. coli inclui efeitos pós-infecção que irão culminar na perda de produção e redução da qualidade do leite por períodos prolongados.
Um grupo de pesquisadores de Israel estudou os efeitos de longo prazo de infecções intramamárias causadas por E. coli associadas com diversas apresentações clínicas sobre a produção e a qualidade do leite, em especial, sobre os parâmetros de coagulação do leite. Primeiramente, amostras de leite dos quartos mamários afetados com mastite clínica foram submetidas à cultura microbiológica para identificação dos patógenos causadores da infecção intramamária. Vacas diagnosticadas com E. coli, tiveram mensurações diárias da produção, composição e contagem de células somáticas (CCS) do quarto mamário afetado. Análises de contagem diferencial de leucócitos e de parâmetros de coagulação do leite também foram realizadas a partir das amostras coletadas. Além disso, os isolados de E. coli foram submetidos a análise de diferenciação genotípica para identificação de subespécies.
As vacas avaliadas neste estudo possuíam, em média, 3,3 lactações, 131 dias em lactação e produziam 45,7 ± 8,4 L de leite por dia. Dois perfis de inflamação foram identificados durante o estudo: “inflamação de curta duração”, caracterizada pela redução inferior a 15% na produção diária de leite e menos de 30 dias para retornar à produção normal; e, “inflamação de longa duração”, caracterizada por redução superior a 15% da produção diária de leite e mais de 30 dias para atingir nova produção máxima de leite. A Figura 1 demonstra os dois perfis de inflamação decorrentes da mastite clínica causada E. coli.




Figura 1 –Curva de lactação de uma vaca caracterizando o perfil de inflamação de curta duração (A) ou de inflamação de longa duração (B). . A área marcada em cinza ilustra a perda de produção devido à infecção intramamária. As setas vermelhas indicam o início da infecção intramamária clínica causada por Escherichia coli. (Fonte: Adaptado de Blum et al. 2014).

A estimativa de perda de leite durante o estudo foi de 200 L para as vacas com inflamação de curta duração, e de 1.500 L para as vacas com inflamação de longa duração. Nesta estimativa de perda de produção está incluído o leite descartado durante os períodos de tratamento e carência dos antimicrobianos utilizados. Durante o período de estudo, E. coli acometeu 24 vacas e foi responsável pela perda de aproximadamente 30.000 L de leite no total. Cinco vacas foram descartadas durante o estudo, todas com inflamações de longa duração.
Mesmo com terapia antimicrobiana, uma vaca acometida 14 dias após o parto permaneceu persistentemente infectada com E. coli por mais de 175 dias. Esta vaca apresentou novos episódios de mastite clínica aos 2, 4 e 6 meses após o primeiro diagnóstico, nos quais, a mesma cepa de E.coli foi isolada de amostras de leite.
Diferenças de composição e qualidade do leite de vacas infectadas com E. coli também foram observadas entre inflamações de curta e longa duração. A gordura e a lactose permaneceram alteradas durante todo o período de estudo em vacas com inflamação de longa duração. Nos casos de inflamação de curta duração, a gordura retornou aos níveis normais antes da lactose. Em relação à produção de derivados do leite como o queijo, a lactose não é um parâmetro essencial, porém, em níveis muito baixos está correlacionada com a infiltração de íons e soro sanguíneo no leite devido ao aumento da permeabilidade do epitélio mamário resultante da inflamação.
Para a produção de queijos em particular, dois parâmetros são importantes e devem ser usados para avaliação da qualidade do leite, os quais são definidos pelo tempo de coagulação do leite e a firmeza do coágulo. Quanto maior for o tempo de coagulação do leite e menor for a firmeza do coágulo, menor será a qualidade do leite para a produção de queijos. No estudo, ambos os parâmetros sofreram alteração breve no leite produzido por vacas com inflamação de curta duração, no entanto, permaneceram alterados durante todo o período do estudo em vacas com inflamação de longa duração. O aumento no tempo de coagulação e a redução da firmeza do coágulo em vacas que apresentaram longo período inflamatório pode ter ocorrido em razão de alterações na estrutura ou composição da caseína por resíduos presentes no leite. As alterações nos parâmetros de coagulação do leite permaneceram por longos períodos após a vaca ter eliminado completamente a infecção, o que foi indicado pela baixa CCS e ausência de isolamento bacteriano.
A reação imune da mastite clínica após quatro dias do diagnóstico também foi diferente entre as vacas caracterizadas com inflamação de curta duração em comparação com as vacas que apresentaram inflamação de longa duração. As vacas com inflamação de curta duração apresentaram contagens mais altas de neutrófilos polimorfonucleares (PMN) e mais baixas de macrófagos que as vacas que apresentaram inflamação de longa duração. A CCS e a distribuição de leucócitos de vacas que apresentaram inflamação de curta duração retornaram ao normal em 28 dias após o diagnóstico da mastite clínica, enquanto que as vacas com inflamação de longa duração permaneceram com a CCS significativamente elevada com mais de 80% de PMN até o término do estudo. A alta concentração de PMN no leite de vacas com inflamação de longa duração sugere a existência de lesões graves no tecido mamário. Além disso, isto demonstra que o processo inflamatório permanece ativo independente da cura clínica pela glândula mamária.
Os resultados deste estudo sugerem que os efeitos causados por infecções intramamárias causadas por E. coli vão muito além do impacto econômico direto em torno do episódio de mastite clínica. Pode ocorrer prejuízos de longo prazo sobre a produção e composição do leite, em decorrência do processo inflamatório da mastite causada por E. coli, bem como a perda de qualidade do produto in natura e de seus derivados. Além disso, o potencial de persistência de infecções intramamárias causadas por E. coli é uma informação relativamente nova e que deve ser considerada em práticas de manejo e prevenção de mastite nos rebanhos.

Fonte: Blum et al. (2014). Long term effects of Escherichia coli mastitis. The Veterinary Journal, v. 201, 72-77.
*Pesquisador em nível de doutorado do Programa de Pós-graduação em Nutrição e Produção Animal, FMVZUSP.



MARCOS VEIGA SANTOS

Professor Associado da FMVZ-USP

Qualileite/FMVZ-USP
Laboratório de Pesquisa em Qualidade do Leite
Endereço: Rua Duque de Caxias Norte, 225
Departamento de Nutrição e Produção Animal-VNP
Pirassununga-SP 13635-900
19 3565 4260

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JONAS FELIPE MEDEIROS TAVARES

EM 12/02/2019

em relação a forma de contaminação, qual seria a principal fonte? porque a casos em que tem se a presença de E. coli na aguá, então no momento da lavagem do teto pode ocorrer a contaminação, gostaria que o senhor comentasse !
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 29/03/2019

Prezado Jonas, a água usada durante a ordenha pode sim ser uma fonte de contaminação por coliformes, como a E. coli. A importância de cada fonte de contaminação (água ou ambiente) vai depende de cada fazenda, principalmente da fonte de água usada (se é clorada ou não). De forma geral, a principal fonte é o ambiente que a vaca fica alojada, principalmente por esterco.

Atenciosamente, Marcos Veiga
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 30/03/2015

Prezado João Leonardo,

No texto, a secagem em questão é com o uso de tratamento de vaca seca (antibiótico). A E. coli não tem como padrão de infecção casos crônicos de mastite, mas pode ocorrer em cepas que são adaptadas à glândula mamária. Nestes casos, a recomendação seria tratar com antibiótico com ação contra Gram-negativos, como as cefalosporinas de 3a ou 4a geração ou a ciprofloxacina (estas sugestões são de produtos intramamários para secagem).

Atenciosamente, Marcos Veiga
JOÃO LEONARDO PIRES CARVALHO FARIA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/03/2015

Professor Marcos,

Desculpe a confusão.
O que eu quis dizer, é, se a secagem do quarto mamário , que na maioria das vezes elimina a infecção, como citada no começo da matéria, se refere a secagem tradicional com antibiótico de vaca seca ou à secagem do teto, com a infusão de tintura de iodo, para casos de animais com mastites crônicas e reincidentes.
Eu faço a questão porque muitas vezes animais com quadros crônicos de mastites clínicas por agentes como a Escherichia, qual seria a melhor opção
a secagem com antibiótico de vaca seca ou a secagem do teto com Iodo?
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 30/03/2015

Roberto,

Na minha opinião, a vacina teria mais chance de ter resultados em rebanhos com prevalência de S. aureus elevada. Um estudo recente que avaliou a eficácia da vacina contra S. aureus, utilizou um rebanho com prevalência média de 5% de vacas com isolamento positivo de S. aureus. Em um estudo que fizemos com análise de leite de tanque 100% dos rebanhos eram positivos para S. aureus, com prevalência média de 10% das vacas (mastite subclínica).

Nos casos de rebanhos com um excelente controle de S. aureus, as principais fontes deste agente seriam as novilhas (que podem estar infectadas antes do parto) e a compra de vacas. Quando não houver um bom controle deste dois pontos, entendo que a vacina teria espaço como uma medida auxiliar de controle.

Atenciosamente, Marcos Veiga
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/03/2015

Marcos, considerando uma fazenda sem Aureus, a vacina deveria ser considerada como medida de prevenção ou isso deve ser avaliado apenas quando houver um índice considerável? Pergunto isso porque a vacina para Aureus é substancialmente mais cara que a para colli.
obrigado.
BÁRBARA CAROLINA VEIGA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO

EM 28/03/2015

Olá Pessoal, tudo bem?

Quem deseja saber mais sobre o tema, não pode perder a oportunidade de adquirir o Dvd do curso online sobre controle e prevenção de mastite ministrado pelo professor Marcos Veiga.

Confira o conteúdo e o adquira, acessando: http://www.agripoint.com.br/dvd/mastite/

Qualquer dúvida, encaminhe um e-mail para: cursos@agripoint.com.br ou telefone para: (19) 3432-2199, estamos à total disposição.

Grande abraço;
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 28/03/2015

Prezado João, não entendi a sua questão. Por favor, reveja e faça mais algum esclarecimento, pois da forma como está colocada, que não consegui entender. Atenciosamente, Marcos Veiga
JOÃO LEONARDO PIRES CARVALHO FARIA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/03/2015

Professor Marcos,

a secagem do quarto mamário citada no início, se refere a secagem do teto com antibiótico de vaca seca ou à secagem do teto com a sua consequente perda da função?
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 28/03/2015

Prezado Prof. Madalena,

Primeiramente, muito obrigado pelo comentário. Concordo que este assunto ainda é pouco estudado, considerando a importância para a lucratividade das fazendas leiteiras.

Atualmente, estamos desenvolvendo um projeto de pesquisa (doutoramento), no qual uma das etapas é avaliação do impacto da mastite sobre o custo do leite. O projeto ainda está em fase de desenvolvimento, mas espero em breve pode divulgar alguns resultados parciais.

Um outro estudo foi feito sobre este tema:

http://www.scielo.br/pdf/aib/v79n4/a03v79n4.pdf

Atenciosamente, Marcos Veiga
FERNANDO ENRIQUE MADALENA

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 28/03/2015

Prezados Dres. Tiago Tomazi e Marcos Veiga dos Santos,
O assunto é da maior importância e infelizmente carecemos de suficientes pesquisas brasileiras. Há alguns anos tentamos estimar o impacto econômico da mastite em seis fazendas de Araxá-MG, nas que haviam dados disponíveis, da seguinte forma:

Custo anual com mastite por fazenda = gastos com medicamentos + gastos com serviços veterinários para tratamento e prevenção + gastos com mão-de obra extra para tratamento e prevenção + perdas provocadas pela redução da produção de leite + descarte de leite + custos de reposição de animais por causa de mastite.

Em média, estas seis fazendas tinham 42 vacas em lactação, com produção de 10,3 l de leite/vaca/dia e 4,9% de quartos afetados por mastite clínica, sendo as perdas econômicas equivalentes a 17% da produção de leite.

Mais detalhes em Impacto econômico da mastite em seis fazendas de Araxá - Minas Gerais, Brasil E. V. Holanda Junior , F. E. Madalena , Eve D. Holanda , Wesley M. Miranda , Marcelo R. Souza, Arch. Latinoam. Prod. Anim. 2005. Vol. 13 (2): 63-69 ou em http://www.fernandomadalena.com/site_arquivos/702.pdf
Saudações cordiais
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 28/03/2015

Prezado Valdenir,

A recomendação geral é nunca tomar leite cru e sim tomar leite pasteurizado ou UHT. Os dois processamentos (pasteurização e UHT) eliminar os agentes patogênicos, oq ue inclui a bactéria E. coli. Sendo assim, o risco de transmissão de E. coli para leite que tenha passado por um tratamento térmico é praticamente zero.

A E. coli é uma bactéria que pode ser altamente patogênica e a origem principal são as fezes. Somente em situações de consumo de leite cru, pode-se pensar no leite como fonte de transmissão de E. coli.

Desejo melhoras, Atenciosamente, Marcos Veiga
VALDENIR COUTINHO

EM 28/03/2015

queria saber se tomar leite contaminado com e coli pode contaminar ser humano digo isto porque estou fazendo um tratamento porque estou com esta bactéria a 3 meses e ainda não terminou sempre volta estou tratando em sp hospital cirio libanes com bons médicos meu mail vmcouto2006@gmail.com valdenir moraes coutinho
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 28/03/2015

Prezado Maurício,

As vacinas contra mastite devem ser usadas como ferramentas auxiliares de controle e não devem ser usadas para substituir outras medidas de prevenção e controle (manejo de ordenha, tratamento de vaca seca, manutenção de equipamento de ordenha, tratamento de casos de mastite clínica, descarte e segregação de vacas com mastite crônica, limpeza de ambiente).

Atualmente, as vacinas mais estudadas e disponíveis no mercado são: 1) Staphylococcus aureus; 2 ) Escherichia coli.

Quando o rebanho apresenta alta prevalência destes tipos de agentes causadores, a vacinação seria recomendável e poderia ser usada como ferramenta auxiliar. Os estudos indicam uma eficácia da vacina contra S. aureus de 50-60% e para E. coli de 70-80%.

Os protocolos mais usados são os recomendados em bula: 3 doses (uma na secagem; reforço 30 dias depois e mais uma dose no primeiro mês pós-parto). Outro protocolo possivel é a vacinação de todas as vacas, mais um reforço e revacinação a cada 3-4 meses.

Atenciosamente, Marcos Veiga
MAURICIO PERIN

SANTO CRISTO - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/03/2015

Marcos, em relação as vacinas preventivas . Qual seria sua recomendação?
Tipo a usar ?
Protocolo de vacinação ?
E que taxa de prevenção posso esperar ?

Grato.
Mauricio
MARCOS VEIGA SANTOS

PIRASSUNUNGA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 21/03/2015

Roberto, não conheço nenhuma recomendação fixa com base em estudos sobre o que seria considerado adequado em termos de contagem de coliformes para areia. O que os estudos indicam é que areia fresca (antes do uso) tem contagens de coliformes variando de 1000 ( mil) a 10.000 (dez mil) ufc/ml, o que indica boa condição da areia.

A "recomendação geral" mais usada é que a contagem de coliformes ultrapassa 100.000 (cem mil) ufc/ml, existe um risco maior de contaminação dos tetos e consequentemente de novos casos de mastite ambiental. A avaliação da contagem de coliforme na cama de areia ao longo do tempo indica que um nível de contaminação acima de 100.000 ufc/ml ocorre a partir do 6-7 dia de uso, o que indica que a reposicao de cama nova deveria ocorrer antes deste período.

Atenciosamente, Marcos Veiga
ROBERTO JANK JR.

DESCALVADO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 21/03/2015

Marcos, qual seria um nível normal de Colli em análises de cama de areia de baias de Frestall (ufc/ml)?
obrigado
abs