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Um sistema de produção com potencial de mudar a realidade do Sul do país - veja vídeo

MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

EM 23/03/2011

2 MIN DE LEITURA

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 Na semana passada, tive oportunidade de conhecer um pouco da realidade do interior do Rio Grande do Sul, mais precisamente a realidade na região de Cruz Alta, no Noroeste no estado, onde vem ocorrendo aumento significativo de produção e onde estão sendo direcionados os investimentos em novas fábricas de laticínios. Uma região que vale a pena conhecer de perto, portanto.

Antes de falar sobre o que vi, vale comentar o motivo da minha visita. Fui dar uma palestra no Fórum Estadual do Leite, uma iniciativa da CCGL em parceria com a Cotrijal, de Não-Me-Toque. O evento ocorreu durante a exposição Expodireto que, aliás, me impressionou muito pela qualidade das instalações, organização, público e empresas presentes. No evento, discutimos as questões relativas ao mercado mundial e brasileiro de lácteos, com ênfase na realidade do RS.

O primeiro aspecto que chamou a atenção é que a região tem uma pujança agrícola muito forte (além da beleza dos campos do planalto riograndense). Para onde se olha, se vê soja. Como ocorre em muitas regiões, o leite se desenvolve onde há agricultura forte.

O segundo aspecto que chama a atenção é que há muito o que fazer em relação à eficiência de produção de leite na região, o que significa que o potencial é grande. A correta combinação de pastagens tropicais de verão, com pastagens de inverno seqüênciais, utilizando suplementação de forma estratégica, gado especializado e instalações simples parece muito promissora.

E há quem esteja fazendo muito bem essa lição de casa. Veja no vídeo abaixo o exemplo da CCGL, que através de sua divisão de Tecnologia tem procurado desenvolver um sistema de produção que otimiza o uso de pastagens, reduzindo os vazios de outono e de primavera, com resultados muito bons. Nesse sistema, a produção por vaca passa dos 30 kg/dia e a produção por área passa dos 15.000 kg/ha/ano, com custo operacional de menos de R$ 0,40/litro (fora remuneração do trabalho do produtor, depreciações e custo de oportunidade da terra – aliás, elevado, entre 10 e 15 sacos de soja por hectare/ano, o que daria cerca de R$ 520/ha/ano ou 3 a 4 centavos por litro de leite).

Veja nesse vídeo de cerca 10 minutos a entrevista com o engenheiro agrônomo Wagner Beskow, pesquisador da CCGL Tec e que tem sua formação em terras neozelandesas, conhecendo a fundo a realidade de lá.

O que você achou desse vídeo e do conteúdo apresentado? Envie seu comentário abaixo.

Em tempo: visitei também a fábrica da CCGL de leite em pó. Fiquei impressionado – sem dúvida a fábrica mais moderna que conheci, além de estar em região belíssima.

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WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 17/06/2013

Prezado Giovani:

No ano passado estive palestrando em tua faculdade, não sei se estavas presente. Alguns pontos a notar sobre teus questionamentos:

1) A perda média em produção devido ao calor é de 30-35% no RS e SC. Essa é a realidade dominante hoje. Na tua região, por causa da umidade dos rios, etá mais para 35% frente ao pico que se tem em junho/julho.

2) Os dias quentes de verão requerem mudanças no manejo do pastoreio e no manejo alimentar como um todo com os quais se consegue alto consumo voluntário de pasto e mínimo uso de silagem no período.

3) Tal conhecimento vem integrado ao que chamo de SIPS (sistema intensivo a pasto com suplementação). Sem conhecer este sistema nada faz sentido e a reação das pessoas é duvidarem. Com ele, a queda de verão comparada a julho no sul do Brasil passa a ser devido às forrageiras serem inferiores. Contorna-se grandemente o impacto do calor. A queda total devido a ambos os fatores fica em 11% e não mais 35%, com investimento e gastos extras = zero. Para não ter estes 11% de queda, aí sim teríamos que ir para o caminho que questionas. É uma questão de benefício/custo que tem que ser avaliada caso a caso.

4) Para saber mais sobre o SIPS e, se desejar, indicar seu interesse em aprender, visite http://www.transpondo.com.br/ e responda a enquete ali disponível.

5) Não estou mais ligado à empresa acima e muita coisa já evoluiu depois dete vídeo que o Marcelo fez. Para mais informações procure postar em artigos do meu Blog aqui no MilkPoint (http://www.milkpoint.com.br/mypoint/transpondo/ clique em "Blog" abaixo da foto) ou contate diretamente através do e-mail wagnerbeskow@transpondo.com.br .
GIOVANI R. FIN

TRÊS DE MAIO - RIO GRANDE DO SUL - ESTUDANTE

EM 06/05/2013

Boa Tarde!

Sou estudante de Medicina Veterinária da faculdade de Itapiranga-SC (FAI-Faculdades) e filho de produtor de leite de Boa Vista do Buricá-RS.
Quero primeiramente parabenizá-los pelo trabalho realizado e acho que cada vez mais deve se iniciar trabalhos nesse sentido para deixar a atividade leiteira sempre com uma boa viabilidade financeira.
Minha dúvida quanto a esse sistema é referente a verão, ao consumo de MS de tifton que se consegue alcançar, onde se tem temperaturas extremamente altas, mesmo as vacas tendo disponibilidade de consumo durante a noite e quanto a médias produzidas no verão, se concegue manter essa alta produção sem utilizar silagem na sombra ou em instalações ventiladas? gostaria de saber também o custo médio por quilo de MS da pastagem?

Mais uma vez Parabéns!!!
Obrigado!!
DANIEL DE MIRANDA FURTADO GOMES

RIO GRANDE - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/04/2011

Bom dia Rodger , sera que voce poderia me enviar seu e-mail.nao consegui descobrir pela pagina.obrigado.Daniel
RODGER DOUGLAS

JABORANDI - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/04/2011

Wagner,

Obrigado pela informacao tirou as duvidas que tinha.

Chega a ser bem frio mesmo, os dados do agritempo que vi estavam mostrando outra coisa, sabe se os dados sao geralmente confiavel?

Consigo entender portuguese pois morei ai em MG e SP por dois anos quando eu fui mais jovem. O meu portuguese escrito nao e dos melhores pois nunca estudei direito e aprendi na pratica.

Mais uma vez parabens pelo sucesso e talvez um dia te visitar quando esta com 5 vacas por ha na festuca irrgado, com silagem de miho em terras arrendado e vacas frisio de 520kg produzindo 35-40mil litros/ha/ano a um custo de R$0.35/l, vai ficar bonito mesmo.

Rodger Douglas - DairyNZ
MARCIO RANGEL BORGES

GUAÇUÍ - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/04/2011

Vagner estudei um pouco sobre as tecnicas adotadas pelo prof. Sila Carneiro, entendi que a quantidade de MS que a pastagem oferece é o principal requisito para o sucesso, em meu sistema de monbaça pastegem perene é um sistema simples mas entendi que o manejo correto supre todas a duvidas e necessidades que temos no dia-dia.

queria ver mais de perto so sistema de CCGL, porém estou muito longe, assím agradeço a oportunidade de tirar duvidas, muito obrigado.

marcio rangel borges
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 31/03/2011

MÁRCIO:

Na CCGL Tecnologia nós desenvolvemos, testamos e agora validamos em escala comercial um sistema de produção completo, que vai da adubação até a obtenção do leite e seus custos.

Pretendemos poder compartilhá-lo com todos, mas vamos fazê-lo de forma completa, informativa e responsável assim que chegar o momento.

Posso te adiantar que sim, as vacas passam a noite nos piquetes e que só se justifica doutra forma em casos de risco real de abigeato.

Sugestão: procura conhecer o trabalho da Esalq/USP em gado de leite, especialmente do Prof. Sila Carneiro da Silva. Também o trabalho desenvolvido pelo Prof. Adilson Aguiar, Prof. das Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU) e Universidade de Uberaba (UNIUBE); Consultor - Sócio da Consupec - Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda e da Alc@ance - Consultoria e Planejamento Rural.

O Sila foi meu colega na Nova Zelândia e o Adilson visitou a NZ e um de meus experimentos quando eu fazia doutorado na Massey.

Dois profissionais gabaritados neste tema, especialmente em Brasil tropical. O Sila na visão acadêmica e o Adilson na visão aplicada.

Boa sorte,

Wagner

MARCIO RANGEL BORGES

GUAÇUÍ - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/03/2011

Wagner, os animais pastam o dia todo, então como funciona a rotina das vacas no dia dia de pastoreio e na parte da noite elas dormem no piquete?
obrigado.
abraço,
Marcio Rangel Borges
JOSÉ TADEU FRANÇA GUIMARÃES

GUARATINGUETÁ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/03/2011

Parabéns Marcelo, pela feliz divulgação desse trabalho, que vem melhorando a capacidade do produtor leiteiro nacional de estabelecer-se dignamente na atividade.
MÁRCIO FONSECA DO AMARAL

ALEGRETE - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 26/03/2011

Olá Wagner, parabéns mais uma vez pelo trabalho desenvolvido e o nosso reconhecimento à seriedade com a qual a CCGL vem conduzindo este projeto, pois já são vários anos de trabalho e nunca ouvimos, pelo menos daqui de longe, intenção em desistirem, mesmo frente aos períodos de menor entusiasmo do setor.
Esperamos que, uma hora dessas possamos realizar a nossa idéia de trazê-lo até a fronteira, a qual conheces bem - pois és fronteiriço - para ajudar-nos a desenvolver mais esta sistemática de produção aqui na região, a qual estamos procurando fazê-lo com o auxílio de vários parceiros, mas que acreditamos possas contribuir de forma significativa, com a turma aqui do Alegrete.
Sabemos da dificuldade de agenda, mas não desistiremos da proposta. Quem sabe uma hora dessas, o Jair concorde em vir junto, já que ele já esteve colaborando conosco em outra oportunidade. Grande abraço e obrigado ao Marcelo por divulgar o potencial produtivo deste pedaço do Rio Grande ao restante do Brasil. Márcio Amaral
LUÍS OTÁVIO DA COSTA DE LIMA

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 26/03/2011

Wagner e Marcelo, parabéns pela reportagem!
Eu como fiel seguidor do Dr. Wagner, posso afirmar que este sistema é muito mais que revolucionário! Além de altamente rentável e a baixa exigencia de mão de obra, por ser simples é facilmente adotado por qualquer produtor que tenha a mente preparada para o avanço...
Quando implantamos este sistema nas propriedades, é muito comum aumentos de 30, 40% no volume do leite em poucos dias, apenas com ajustes no pastoreio!
Raramente sistemas com resultados concretos e promissores são simples e podem ser adotados por qualquer produtor.... investimento zero (exceto adubação)...

Um Abraço e parabéns novamente!
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 26/03/2011

AZAEL ROSSLER:

Pelo teu perfil, parece que serás um veterinário diferenciado (custos, eficiência econômica e pasto passam a ser áreas de domínio obrigatório para o Veterinário do século XXI). Boa sorte na futura profissão e obrigado pelo feedback.

RODGER DOUGLAS:

Os 17.700L/ha/ano é num sistema completo (cria, recria e produção) computando produção total (leite vendido consumido pelas bezerras) sobre a "superfície leite" (toda a área útil envolvida na produção). No conceito neozelandês de "milking plataform" seriam 24.000L/ha/ano (ainda sem irrigação). Recém agora vamos incorporar irrigação, pois precisávamos primeiro demonstrar o efeito do manejo com investimento zero.

Rodger, o que mais limita Tifton aqui é frio mesmo, a ponto de morte da parte aérea de maio a setembro. Temos mínimas de -5oC, sendo isto equivalente a -7 a -9oC na relva (ground level), muitos dias com mínima de 0-5oC e máxima de 15oC. Nos últimos cinco anos, em dois deles houve morte de aveia branca por frio!

Nossa taxa média de crescimento das pastagens (fertilidade e manejo atendidos) é de 40kgMS/ha/ano no inverno e 80kg no verão, com máximas bem próximas aos números que citaste (isso sem irrigação). Com Tifton elimina-se o vazio de primavera, mas continua o de outono (principal). Com as perenes C3 teremos que aceitar uma limitação de aprox. 20tMS/ha/ano.

Nossa vaca média pesa 600kg (yep, too large! But we're working on that as well) e come 2200kgMS de concentrado. O rebanho (todas as categorias) consome 12tMS pasto/ha/ano (consumo efetivo). A produção de pasto é de 17t/ha/ano por causa dos vazios de transição.

Sim, monitoramos o pasto e fazemos silagem de inverno nas sobras de set-out, mas apenas em anos que estamos apertados de reserva para a transição de primavera. Como reserva normal recomendamos a silagem de milho pela vantagem do custo bem mais baixo aqui. Como se deduz acima (40 versus 80 kgMS/ha/dia), no verão sobra metade da área.

O aumento na lotação vai ocorrer e os custos vão cair ainda mais quando pudermos nos ver livres destes buracos de outono/primavera. Teu argumento da irrigação sobre festuca como forma também de amenizar o impacto das altas temperaturas é interessante (bem pensado).

Espero ter respondido as questões que levantas, todas fundamentais. Now, where the heck did you learn Portuguese like that? And apparently you understood 99% of the vídeo too!!! I've got a friend at DairyNZ Hamilton (Alvaro Romera). Great hearing from you. Cheers.

DARCI e DANIEL: obrigado a vocês.

MÁRCIO BORGES: uma vaca tem que pastar dia e noite se quiseres ter lucro e no verão pastam mais de 3 horas à noite! Se investir em pasto e falhar nisso acaba saindo mais caro por litro que confinamento.
MARCIO RANGEL BORGES

GUAÇUÍ - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/03/2011

Wagner parabéns pelo trabalho de vcs, tenho piquetes de monbaça e no inverno quando a qualidade do pasto cai uso cana com ureia mas com suas informações estou achando que a silagem pode ser mais cara porem com menos disperdicio de % de N ureico escretado, a ração que vc fala no video tem teor de 16% de pb se não estou enganado, queria saber quantas horas por dia os animais pastam e se usa um piquete por dia.

abraço marcio rangel borges
DANIEL DE MIRANDA FURTADO GOMES

RIO GRANDE - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/03/2011

Obrigado pela resposta Wagner.Tche , até ja pensei em relação ao custo do pre secado,mas como sempre temos sobra de azevem na primavera achei que o custo beneficio se paga, pq tivemos no minimo um aumento de 15% de produção..E como tenho apanhado p as pastagens de verao (sorgo e milheto),resolvi usar o pre-secado.tenho usado tifton p feno p terneira e vaca seca.hehehe.Na realidade sei muito pouco,mas como sou apaixonado pela produção leiteira, tenho procurado aprender bastante.abraço, sucesso e obrigado.
DARCI DE ALMEIDA

CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 25/03/2011

PARABENS AO WAGNER E AO MARCELO PELA EXCELENTE MATERIA APRESENTADA, ESTE E O CAMINHO A SER PERCORRIDO.
PARABENS.
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 25/03/2011

Daniel Gomes:

Sobre tamanho de piquetes e consumo de pasto, como trabalhamos com critérios próprios, um tanto diferentes do que se encontra na literatura e como não publicamos nossa metodologia ainda, vou ter que te deixar na vontade, por enquanto. Estamos vendo como melhor disponibilizar essas informções publicamente.

Sobre pré-secado, tu pareces estar bastante preocupado com rendimento físico. É importante, mas tens que olhar para resultado financeiro líquido (fruto deste menos custos). Concordo que cai leite ao entrar no Tifton, mas a opção do pré-secado te deixa muito menos dinheiro no bolso... (cai menos a produção, mas custa muito mais). Constatamos que a queda de produção desaparece a partir do quinto dia no tifton, para animais que vem de um milheto, por exemplo. Há uma clara adaptação, ao que exatamente não sabemos, mas tudo indica que é ao tipo de fibra do tifton (mas pode ser oxalatos).

Ou seja, cai, mas se não se ficar em entra e sai do Tifton, isso é grandemente superado. O limitante de consumo do Tifton é muito da proporção folha/caule ofertada (manejo).

Sinto não poder te responder melhor a essas alturas, por ora.

Pareces entender bastante do tema para um "papa-areia" (riograndino, por os leitores de fora do RS).

Grande abraço e sucesso na atividade!

Wagner Beskow
RODGER DOUGLAS

JABORANDI - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/03/2011

Obrigado Wagner e Marcelo pela entrevista,

Gostei muito do trabalho Wagner e eu queria dar ums comentarios que talvez podem ajudar.

Achei muito interresante esta materia, gostei deste foco na producao por vaca junto com producao por area. Ai no Brasil os seus investimentos e tambem a maioria dos custos variaveis sao relacionada ao numero de animais entao para maximizar o retorno sobre capital e importante manter um foco neste parte da sistema.

Quando voce falar em 17700l/ha ta incluido toda a area que e usado incluindo a recria? ou esta falando da ideia do "milking platform"? se for isso achei baixo a lotacao de 2 vacas/ha, voce nao falou mas com estas medias e os volumosos e animais holandes norte americanos que usam deve estar usando por volta de 2000-2500kgMS/vaca/ano em concentrado? Nestas contas estariam consumindo por volta de 9tMS/ha/ano que parece pouco com tifton sobresemeado com azevem com as temperaturas e chuva que tem. Mesmo com estas duas epocas do ano que tem baixo crescimento devido a mudanca de especies teria semanas que deve crescer 150kgMS/ha/dia no tifton e 80-100kgMS/ha/dia na azevem? E especulacao minha mas talvez tem a possibilidade de aumentar a lotacao fazendo um monitoramento do crescimento do pasto e tirando a superoferta quando acontece para silagem por estes periodos dificeis.

Ao seu ponto sobre o frio, com certeza a frequencia de geadas faz um diferenca ai no sul mas em media nao e mais frio que um grande parte do Brasil, se dar uma olhada no agritempo vai ver que em media ao longo do ano tem temperaturas semelhantes ou ate mais alto que a Embrapa pecuaria sudeste onde foi nascido o projeto balde cheio ou aonde esta implantado o projeto leite verde la na bahia. O que realmente faze diferenca em relacao as plantas C4 e o fotoperiodo.

Gostei desse ideia de pastagens temperados perenne para aumentar a qualidade do alimento e tambem reduzir custo sendo perenne. Estava certo que e realmente quente demais para a azevem perenne e ate aqui no norte de nova zelandia temos problemas com a persistencia. Ao festuca e uma opcao ja melhor sendo que tem temperaturas otimas mais elevados, mas parece pelos dados climaticos que e ainda um pouco quente ai, a saida seria a irrigacao para dar uma ajuda para conseguer passar pelos periodos muito quente no verao e especialmente os veranicos fortes que tem de vez enquanto. Se nao as regiaos mais altos (provavelmente 800m para cima) tem uma clima chegando mais perto do ideal.

Parabens pelo sucesso.

Rodger Douglas - DairyNZ
AZAEL ROSSLER

ANÁPOLIS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 25/03/2011

Parabéns Marcelo e Wagner!
Sou estudante atualmente de Medicina Veterinaria-UFSM, tenho experiencia pratica em fazendas neozelandesas na N.Zelandia, Uruguai e Brasil!
Concordo com Wagner quando fala sobre o forte potencial brasileiro em ultrapassar a N.Zelandia e fico feliz em saber(pela reportagem e pelo XIII Forum de Producao Pecuaria-Leite/UNICRUZ) sobre a pesquisa com o uso de pastoreio, clima quente e custo baixo! Fatores que na propriedade de meus pais tambem sao fatores limitantes na busca de eficiecia produtiva!
Parabens!
Abraco!
MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO

EM 24/03/2011

Olá Wagner,

Obrigado pelo complemento e pela mensagem.

Grande abraço,

Marcelo
DANIEL DE MIRANDA FURTADO GOMES

RIO GRANDE - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/03/2011

Wagner ,sou produtor na cidade de Rio Grande , no sul do estado. parabens pela materia e pelo excelente trabalho.fiquei com algumas duvidas.Que criterio tu usa para determinar o tamanho da area a ser pastoreado no dia?qto de pastagem tu calcula que a vaca deve comer na materia seca?nao pensasse em fazer pre secado da pastagem de inverno para fornecer no verao?meu sistema é parecido com o de voces, porem uso pre secado no verao.Qdo tentei usar o tifton , minha media caiu, creio que devido ao limitante de consumo que o tifton tem.Obrigado
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 23/03/2011

Marcelo:

Foi um prazer contar contigo no Fórum do Leite da Expodireto-Cotrijal, tivemos feedback muito positivo sobre tua contribuição. Também foi ótimo que tenhas podido esticar até Cruz Alta para conhecer melhor o trabalho da CCGL na área industrial e de pesquisa em produção de leite. Muito obrigado pela visita e pelo incentivo ao nosso trabalho. Imagino que agora consigas contextualizar ainda melhor o que expus no Interleite Sul 2010 sobre a competitividade do RS.

Fabiano Barboza:

Está correta a correção do Marcelo. O custo operacional neste sistema varia de R$0,38 a R$0,42 (média R$0,40) e inclui DESEMBOLSO (gastos, custo direto) DEPRECIAÇÃO, mas não está incluido mão-de-obra. Segue uma visão de renda líquida disponível para a família viver.

Os 15.000L/ha/ano é em escala comercial. Na pesquisa estamos com 17.700L sem irrigação.

FORRAGEIRAS

No inverno usamos e recomendamos azevém anual, aveia preta e branca forrageira consorciados ( trevo branco para produtores de ponta no manejo).

Anuais de verão: milheto (para solo e gente desenvolvida), sudão/sorgo (situações mais desafiadoras). Perenes: Tifton 85 e quicuio. Estamos pesquisando e desenvolvendo nossos próprios materiais, mas por enquanto, estas são as melhores alternativas.

DIETA

Pasto de qualidade concentrado comercial tamponado ("ração"). Silagem de milho apenas quando começa a faltar pasto.

VÍDEO

No fundo aparece uma vaca de úbere profundo que será descartada, é a 716. Nas últimas 3 lactações atingiu 65L no pico neste sistema (todas com duas ordenhas e concentrado fornecido duas vezes apenas, mesmo para ela!).

O sistema está entrando no quinto ano de teste tal e qual descrito. Ainda tem gente que duvida ("vaca que caminha não produz, não mantém escore, não pega cria" etc.), mas já não estamos mais ligando para isso. Concentramos em quem quer avançar e está disposto a mudar.

Vejo que resides na NZ. Vivi quase 7 anos aí. Vamos deixar a NZ na poeira da estrada com esse paraíso que é o Brasil e com esses ajustes que precisam ser feitos. Volta para cá, tchê!!!

Abraço,

Wagner
MilkPoint AgriPoint