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Sobre a representação de produtores de leite

MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

EM 19/02/2016

6 MIN DE LEITURA

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Sempre que o preço do leite cai ou a margem encolhe, o tema “representação de produtores de leite” volta à tona, como pode ser visto nas cartas após o artigo escrito pelo nosso colega Valter Galan, do MilkPoint Mercado (Não é o R$ 1,5/litro ao produtor...). Nestas discussões, os produtores reclamam da ineficiência (ou mesmo ausência) das instituições de representação, que não fazem o suficiente para proteger o produtor quando a situação aperta.

É absolutamente compreensível que reclamações e protestos ocorram quando os preços caem a ponto de não remunerar a atividade, ou quando há uma percepção de ganhos assimétricos na cadeia. Na Europa, por exemplo, são comuns os protestos de produtores, com derramamento de leite e fechamento de estradas. Também, é de conhecimento de todos que a produção de leite é uma atividade sensível, já que o produtor não tem como estocar o produto ordenhado diariamente. Disso, depreende-se a existência de políticas protecionistas em vários países, bem como a estruturação de cooperativas que, em tese, aumentam o poder de barganha do produtor.

Antes de continuar, aviso que este artigo não é nem a favor, nem contra as atuais entidades de representação. Meu intuito é dar uma visão de quem está de fora do processo (não é produtor, não é indústria, não é entidade) e, portanto, tem a liberdade proporcionada pela neutralidade.

O primeiro aspecto que considero relevante colocar é que, com ou sem deficiências, o fato é que as entidades existentes conseguiram, em momentos passados, vitórias importantes para a estabilização do preço do leite brasileiro, mesmo diante de condições de mercado adversas no exterior. O gráfico 1 mostra a flutuação de preços em dólar do leite brasileiro versus os valores convertidos a partir do leilão gDT, que norteia parte dos negócios lácteos no comércio internacional.

Gráfico 1. Preços convertidos em dólar – leite brasileiro x leite segundo o leilão gDT.


Fonte: MilkPoint Inteligência, a partir de dados do Global Dairy Trade, CEPEA e BACEN.

Pelo gráfico, ficam evidentes 2 pontos: primeiro, nosso leite, via de regra, esteve precificado acima do preço internacional. De fato, desde julho de 2008, em 63% dos meses o leite brasileiro valeu mais do que o internacional. Na média acumulada deste período, o preço internacional foi de US$0,39/litro e o nosso, US$0,41 /litro.

O segundo ponto é que a variação dos preços, pelo menos até meados de 2015, foi bem menor no Brasil do que no exterior, como o gráfico mostra. Estes dois pontos – preços mais altos e menos voláteis – estão na raiz do forte crescimento do leite brasileiro de 2008 a 2014. Neste período, o leite com SIF cresceu 4,2% ao ano, ao passo que nos Estados Unidos o crescimento foi de 1,4% e na Argentina apenas 0,7%, para ficar em alguns exemplos.

Como conseguimos permanecer imunes ao que vinha ocorrendo no mercado internacional? A resposta disso está na Tarifa Externa Comum, de 28%, aplicada pelo Mercosul e que sempre teve no Brasil seu principal defensor (aliada às tarifas anti-dumping, que dificultam a entrada de leite na Nova Zelândia e Europa, mediante impostos adicionais). Sem entrar no mérito se essa prática é interessante no longo prazo, o fato é que com a proteção, os preços aqui seguiram a lógica do mercado interno (que consumia cada vez mais) e permitiram que o produtor tivesse, em sua maioria, bons momentos de mercado nos últimos anos.

Assim, minha leitura é que as entidades lograram sucesso em algumas iniciativas que protegeram o setor e isso contribuiu, ainda que provisoriamente e talvez criando uma falsa sensação de competitividade, para o crescimento da atividade. Certamente, outros exemplos poderão ser lembrados.

Por outro lado, sim, considero que falte uma representação dos produtores de leite no Brasil, como ocorre com outros segmentos. As entidades atualmente ativas – notadamente os sindicatos, federações e a confederação nacional – obviamente possuem uma pauta extensa de interesses – os interesses dos produtores rurais brasileiros. Por consequência, as pautas específicas de cada setor precisam ser encampadas por entidades que trabalharão em parceria com os atuais agentes. E, no caso do leite, não há hoje quem cumpra esse papel.

Quais as razões para que uma atividade com tamanha importância e abrangência nacional, que gera milhões de empregos diretos, não tenha uma entidade nacional, com uma agenda moderna e que possa ser a interlocutora do setor?

Acredito em várias razões possíveis. A primeira delas é o próprio desinteresse dos produtores, cuja capacidade de associação é, via de regra, pequena, ainda mais quando o mercado está favorável. Basta constatar que, nos últimos 5 anos, apenas agora o tema parece ganhar destaque! Enquanto os preços andavam suficientes, não ter uma entidade forte não parecia um problema. Uma entidade forte precisa existir tanto na alta quando na baixa, trabalhando uma agenda de mais longo prazo.

O outro ponto que arrisco colocar é que, dada a discrepância de preços no mercado brasileiro, os grandes produtores, àqueles que em tese têm maior capacidade de influência e articulação, têm estado em uma situação de mercado distinta da média dos produtores. Seus preços são sensivelmente mais altos e eles estão tomando conta de seus negócios para ampliá-los. Claro que são afetados por preços mais baixos e custos mais altos, como todos. Porém, considerando que recebem um adicional considerável por volume, talvez tenham um baixo incentivo para se envolver em entidades de classe. Em outras palavras, os problemas do setor, em larga medida, não são os seus problemas; não existe “o produtor de leite”, mas sim vários perfis de produtores.

O terceiro ponto, ligado a este último, é a alta heterogeneidade do setor. Como representar em uma mesma entidade um produtor de 50 kg/dia, no Nordeste, e um produtor de 50.000 kg em São Paulo? Não é tarefa fácil... apesar de ambos produzirem leite, estão em contextos de mercado completamente distintos.

Por fim, vem a questão: quem irá pagar? É muito comum a postura do “carona”: quer os benefícios, o bônus de se ter uma associação forte, mas não o ônus de sustentá-la. Ou ainda: exige, mas não participa. A cobrança compulsória, aquela forçada por lei, é praticamente inviável. Resta, portanto, a contribuição voluntária, o que torna bastante difícil a operacionalização e a sustentação da atividade, lembrando que, sem recursos, uma entidade tem pouco a fazer, por melhores que sejam as intenções. Se o setor produtivo de leite quiser estruturar uma entidade de representação, ou mesmo se envolver em alguma que já exista e que possa ser ampliada/renovada, aqui vão as minhas dicas para que o processo tenha futuro:

A) O processo tem que começar top/down: um grupo de grandes produtores precisa investir para que se crie uma estrutura de captação de recursos, a ser estendida a outros produtores, como por exemplo aqueles com mais de 500 litros/dia, com contribuição voluntária, com base em uma porcentagem da receita recebida.

B) Alguém (sempre há a necessidade de um “pai da criança”) precisa se dedicar de corpo e alma para fazer a coisa acontecer.

C) A agenda básica da entidade deve contemplar poucos itens, mas itens representativos, que sejam de interesse geral do setor.

D) A administração deve ser profissionalizada, com executivos contratados no mercado.

E) A governança precisa ser consistente, com transparência no uso dos recursos e forte prestação de contas.

F) Cargos políticos devem ter prazo definido e com reeleição limitada.

G) É preciso que se tenha representatividade regional, com delegados por mesoregião (exemplo) e estaduais, em número proporcional à produção de leite.

Estas são apenas algumas ideias que, em minha opinião, criariam uma entidade diferente, com representatividade e com potencial de realmente contribuir. Certamente há outros pontos importantes que podem e devem ser considerados. Outro ponto que sempre surge nestes momentos é se a AgriPoint pode organizar esse processo. Ficamos muito orgulhosos com esse voto de confiança, mas está além de nosso papel, que abrange toda a cadeia do leite, gerando informações que melhorem a capacidade do setor em tomar decisões e se aperfeiçoar técnica e administrativamente. Porém, se houver interesse dos produtores em estruturar algo dessa natureza, estaremos dispostos a contribuir com ideias e apoiar a iniciativa.


 

MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

Engenheiro Agrônomo (ESALQ/USP), Mestre em Ciência Animal (ESALQ/USP), MBA Executivo Internacional (FIA/USP), diretor executivo da AgriPoint e coordenador do MilkPoint.

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MAURO WELLINGTON G PEREIRA

OURO FINO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/03/2016

Prezado Marcelo,

Parabéns pela forma com que abordou o tema. Fiquei muito feliz.

Minha sugestão, a princípio é que esta discussão faça parte da agenda dos eventos organizados pela Agripoint. Penso que assim, tanto grandes quanto pequenos produtores podem conversar, contribuir e construir um caminho sustentável e sadio.

Quem sabe outras entidades promotoras de eventos e cursos no leite também se sensibilizem e promovam um tempo para este debate em seus encontros.

Mas, começar nos eventos da Agripoint seria um bom começo, eu acredito.

Abraço a todos
MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO

EM 02/03/2016

Obrigado Paulo Fernando, Cicero, Paulo Cruz e Antônio Carlos, pelos comentários e elogios ao artigo. Acho que a formação de lideranças é um aspecto muito relevante. Uma formação que abranja não só como se dá a estrutura de representação atual, mas as tendências futuras do setor e outros aspectos. Vocês me deram algumas ideias...:)
PAULO CRUZ MARTINS JUNQUEIRA

LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 02/03/2016

Olá! Entregamos este documento ao Secretário João Cruz Reis Filho, em 17/02/16.



PROPOSTAS DAS COOPERATIVAS E LIDERANÇAS DA CADEIA PRODUTIVA DO LEITE NA ZONA DA MATA MINEIRA

Reunidos na sede da Cooperativa LAC, em Leopoldina/MG, vários representantes da cadeia produtiva do leite da Zona da Mata Mineira, discutiram sobre a crise econômica que assola a atividade e está gerando a paralisação da produção leiteira em muitas propriedades, além de estar engessando cooperativas e pequenos laticínios, causando um efeito de sufocamento nos produtores.



A Zona da Mata Mineira é, vocacional e tradicionalmente, uma grande produtora de leite e grande parte de sua renda vem desta atividade!



Identificamos que, com o passar dos anos, a distribuição de renda oriunda da cadeia produtiva do leite entre produtores, indústria e comércio, a fatia dos produtores vem diminuindo sensivelmente. O preço do leite pago aos produtores é risível, se não for trágico! A conseqüência deste achatamento na renda do produtor de leite é desestímulo, desemprego e falta de vontade na continuidade dos negócios familiares, gerando êxodo rural e levando lavradores e suas famílias às periferias das pequenas e médias cidades da região, agravando esta situação de miséria social que está estabelecida na Zona da Mata Mineira, antes tão pujante. Pensamos, neste momento, estar contribuindo para o Plano de Desenvolvimento estabelecido pelo governo do Estado de Minas Gerais.



Também um olhar especial para as cooperativas de leite, visando restaurar suas forças e permitir novos investimentos voltados a viabilizar seus negócios, suas gestões e suas participações no mercado lácteo.



Assim sendo, as lideranças que subscrevem este documento, vem, respeitosamente, trazer idéias e propostas no sentido de viabilizar e reaquecer a atividade leiteira em nossa região. Abaixo, listamos as mais importantes delas, dentre tantas outras que podem ser adotadas:



1)     Financiamento, com juros subsidiados, com prazo de pagamento entre 8 e 10 anos, tanto para produtores como para as cooperativas.

Os valores financiados seriam pagos levando-se em conta cerca de 30% da renda do produtor compromissada para o pagamento do financiamento, podendo ser rotativo na medida em que forem sendo quitadas as parcelas, anualmente. Ideia: um grupo de estudos para desenvolver esta proposta o mais rápido possível, de forma a viabilizar investimentos e custeios.  

2)     Viabilizar, se não proteger, a participação do leite em pó produzido em Minas Gerais na merenda escolar, uma vez que a maioria do leite em pó hoje consumido na merenda escolar mineira vem do Rio Grande do Sul.

3)     Discutir a política de fiscalização do uso de produtos variados (água, soro, etc), irregularmente, no leite UHT, que reduz a qualidade do produto e desprestigia o consumo e desvaloriza o leite como produto essencial à saúde humana.

4)     Desenvolvimento de um programa específico entre a SEAPA e as Cooperativas Lácteas, de forma a desenvolver um programa de fortalecimento das mesmas, uma vez que o enfraquecimento das cooperativas leva, diretamente, ao enfraquecimento do cooperado.

5)     No caso da Zona da Mata Mineira, estamos sofrendo com a diferença de tributação, ou seja, é cobrado quase 12% de impostos na compensação tributária dos produtos comercializados para o Rio de Janeiro, o que inviabiliza uma maior participação neste grande mercado. Ideia: discutir uma nova fórmula para diminuir esta diferença, como compensação ou subsídio fiscal às cooperativas.

Sabemos que muitas outras ideias existem, mas, neste momento, são estas as que consideramos mais urgentes e plausíveis de serem apresentadas, discutidas e postas para funcionar, visando um novo incentivo à nossa região e sua principal atividade, a agropecuária, principalmente, a agropecuária leiteira.

Não desejamos favores governamentais, mas desejamos, sim, condições adequadas de trabalho e possibilidade de desenvolver nossa atividade com dignidade, gerando emprego, renda e fixação do homem ao campo, contribuindo para uma melhor distribuição de renda no país e mais eficiência da estabilidade social.

Sendo o que se apresenta para este momento, reiteramos nosso compromisso com a SEAPA como nossa parceira incondicional na luta pela melhoria das condições da vida rural na Zona da Mata Mineira e aproveitamos para renovar nossas estimas e considerações, atenciosamente,

Marcelo Resende Vieira - Cooperativa dos Produtores de Leite LAC - Leopoldina

Juvenal Cardoso de Mattos - Cooperativa Agropecuária de São João Nepomuceno

João Batista G. de Rezende - Cooperativa dos Produtores de Leite de Mar de Espanha

Mário Cezar Barbosa Rosa - Laticínios Alzira - Argirita

Pedro Augusto Junqueira Ferraz - Cooperativa Leste - Leopoldina

Rodrigo Reis Ferraz - Cooperativa Agropecuária de Volta Grande

Paulo Cruz M. Junqueira - Associação Criadores Girolando Sem Fronteiras - Leopoldina

Djanir Baquero - Conselho de Desenvolvimento Rural Sustentável de Leopoldina

James Stewart Villela - Cooperativa dos Produtores de Leite de Além Paraíba

Marco Aurélio Pimentel - Cooperativa dos Produtores de Leite de Ribeiro Junqueira

Salviano Junqueira Ferraz Fº - Sindicato Rural de Leopoldina

Henrique Aquino - Sindicato Rural de Muriaé

Rodrigo Sant'Anna Alvim - Sindicato Rural de Volta Grande

Luiz Claudio Bastos de Moura - Assoc. Comercial, Industrial e Agropecuária-Leopoldina



Leopoldina, 17 de fevereiro de 2016





Ao Ilmo Sr.

Dr. João Cruz Reis Filho

D.D. Secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Estado de Minas Gerais
ANTÔNIO CARLOS DE SOUZA LIMA JR.

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 01/03/2016

Marcelo, muito boa a reflexão!

O equilíbrio da cadeia do leite e o seu fortalecimento passa, necessariamente, pela existência de instituições fortes, representativas de seus elos.

É inconcebível as margens percebidas pelo varejo no PIB da cadeia produtiva.

Os elos a montante precisam organizarem-se melhor e inverter a "governança" imposta à indústria e, por consequência, ao produtor.  

O consumidor, certamente, não imagina que o queijo pago por ele a R$30,00 (ou algo em torno) é entregue pela indústria por R$15,00 ou menos ao atacado.

É preciso sim um debate como este lançado por este artigo.
PAULO CRUZ MARTINS JUNQUEIRA

LEOPOLDINA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/02/2016

Marcelo, parabéns por entrar no assunto, que é delicado. Penso que o Rio Grande do Sul tem feito está discussão, mas pra nós, em Minas, estamos longe.

A não reeleição de dirigentes sindicais e de federações já seria um grande passo. Mas fica a pergunta: temos lideranças suficientes, e esclarecidas suficientemente, para renovar a todo tempo estas representações?

Creio que essa discussão é frutífera e pode ser edificante. Pra encerrar, ouvi, recentemente, de alguém que representa o setor produtivo de forma efetiva há pelo menos 20 anos, uma frase desanimadora: "quem não abre não de mim lá, é a indústria."

Vamos em frente, conte com nossa região pra está discussão. Um abraço!
CICERO CANDIDO

EM 25/02/2016

Quando se lê matéria omo essA VOLTAMOS  acreditar em nosso país!  Com profissionais dessa competência tudo muda.
PAULO FERNANDO ANDRADE CORREA DA SILVA

VALENÇA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/02/2016

Marcelo,

Sinto nas dificuldades de coordenar a nossa associação vários dos pontos que vc levantou: desinteresse dos grandes produtores em função dos preços mais remuneradores que estes recebem, falta de valorização das sinergias geradas pela união ( cultural), dificuldade em formar uma agenda comum para faturamentos tão desiguais.



Acredito que com a enorme experiencia adquirida com o AgriPoint, seu grupo possa catalizar o esforço para, partindo de uma agenda comum a todos ( qualidade, remuneração conpulsòriamente vinculada à qualidade, divulgação do produto entre outras) dar um passo a frente nesta direção.

Desconheço instituição mais qualificada do que o seu grupo para este mister.

Paulo Fernando APLISI
MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO

EM 24/02/2016

Obrigado a todos pelos comentários. Espero que o artigo seja analisado criticamente pelo setor produtivo e que dele saiam boas ideias.
FRANCISCO MARINS PALACIO

SÃO CAETANO DO SUL - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/02/2016

Caro Marcelo, parabens por sua iniciativa ,voce esta coberto de razoes ,seus comentários tem muito conhecimento acumulado sobre o assunto .Aproveito esta oportunidade para propor na premiação dos Top 100 que o assunto seja levado como uma proposta buscando esta organização .
OSMAR REDIN

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 23/02/2016

Parabéns Marcelo!

Fizestes uma análise muito precisa da situação.

Sem o envolvimento direto dos produtores, os protagonistas da atividade leiteira, não há como pensar em alguém que os defendam.

Quando falo em envolvimento é tanto em participação pessoal efetiva como com a contribuição financeira para sustentar a instituição que irá defender os interesses dos produtores, pois os demais elos da cadeia são em número menores e portanto mais organizados.

Votos que tenhamos em breve uma representação forte também dos produtores.
VALDIR GOERGEN

AUGUSTO PESTANA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/02/2016

Parabens pela iniiciativa Marcelo.

Parabens também para o Paulo Centenaro, está mais que na hora para tomar

alguma iniciativa.
JANDER CITTY MARTINS DA COSTA

ITABIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/02/2016

Ótimo texto!!!  Levando em consideração os itens apresentados para que todo o processo de representação tenha sucesso...... Percebo que a cooperativa de produtores da qual sou cooperado vai de mal a pior.... Temos que mudar!!!!!  Basta....
ARNALDO BANDEIRA

CURITIBA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 20/02/2016

Otimo artigo! Uma organizaçao nacional de representaçao dos produtotes podera ser util tambem para melhorar a coordenaçao de toda a cadeia de suprimento, implementando o compartilhamento de informaçoes estrategicas com os outros segmentos e ampliando o foco da gestao dos produtores e dos demais segmentos para alem do seu proprio negocio.
SÁVIO COSTA SANTIAGO DE BARROS

LAVRAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 19/02/2016

Parabéns pelo artigo Marcelo;



Muito se fala de parar o fornecimento de leite x dias, jogar leite fora em praça pública, dentre outras ações revolucionárias contra o que?



O mercado é auto-regulável, e quem tem mais força em determinado momento dita as regras, inclusive os produtores;



Os números mostram que a atividade leiteira está longe de ser um mal negócio no meio rural, a não ser para o ineficiente;



Não sou contra manifestações ou mudanças, só acho que sem saber o que reivindicar o resultado de jogar 5 dias de leite fora será perder cinco dias de leite;



Mais uma vez parabéns pela visão no ponto certo;
WEDER DE LIMA VIEIRA

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/02/2016

Ponto de vista muito sóbrio e com muitos argumentos que vemos no dia a dia da produção de Leite. Meus parabéns pelo artigo.
MARCELO DE REZENDE

LONDRINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 19/02/2016

Marcelo, parabéns pelo texto! Sua abordagem toca em pontos fundamentais para o fortalecimento da representatividade do produtor de leite. Não será fácil a criação de uma organização que entenda e defenda verdadeiramente os anseios do produtor, mas em algum momento isso terá que ocorrer, pelo amor ou pela dor.

Uma questão que parece criar um grande incômodo junto aos produtores se refere ao fato das redes varejistas determinarem os rumos da cadeia sem de fato se importarem com seu desenvolvimento. Parece claro que, de maneira geral, produtores e indústria têm se esforçado para melhorar o setor, buscando, na medida do possível, atender a demanda dos consumidores. Estes são também os elos que absorvem  os prejuízos pela falta de interesse que, a meu ver, demonstra o varejo em valorizar o produto lácteo. Um dia desses estava no supermercado de uma grande rede varejista na Vila Mariana, em SP, e ao chegar na área onde estava o leite UHT tomei um susto. Uma bagunça terrível, caixas de leite amontadas de qualquer maneira, marcas misturadas, embalagens jogadas pelo chão. Apesar dessa rede não ser um exemplo de organização, essa unidade é frequentada por pessoas de bom poder aquisitivo (o que não é o meu caso, diga-se de passagem!) e, diferentemente da bagunça do setor de leite, no restante da loja, inclusive na área de sucos, tudo estava organizado, bonitinho... De maneira geral o setor varejista se aproveita impiedosamente da desorganização da nossa cadeia e não vê nela futuro algum. Um exemplo disso foi a venda do setor de lácteos de uma grande empresa de alimentos, amplamente defendida por um varejista, presidente do conselho da empresa. Provavelmente ele via no leite um péssimo negócio! A valorização do nosso produto passa necessariamente pela criação e fortalecimento de entidades fortes, cujas ações demonstrem a grande importância desse produto para a população, com ações que interrompam este contínuo processo de depreciação tanto do produto quanto do produtor.  

Um abraço!
PAULO CESAR CENTENARO

IJUÍ - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/02/2016

Fico extremamente feliz de ver pessoas serias abordando tal assunto. Há muito discuto com outras pessoas a existência de algum órgão que defenda os produtores de leite, que não seja sindicato, nem órgãos governamentais, cujos representantes os utilizam como plataformas eleitoreiras. Precisamos de instituições que defendam a classe de calotes de empresas recolhedoras, de índole discutível e que ainda se mantem no mercado por mudar de razão social quando convém.
MilkPoint AgriPoint