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O que explica o crescimento do leite no Nordeste?

LEITE FUTURO

EM 09/07/2024

3 MIN DE LEITURA

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O Nordeste brasileiro vem se transformando num polo promissor na produção de leite. Em 2012, a região respondia por 10,8% da produção nacional, com 3,5 bilhões de litros. Dez anos depois, em 2022, esses números saltaram para 5,7 bilhões de litros, representando 16,5% do total do país.

Nesse período, o Brasil cresceu 2,3 bilhões de litros e o Nordeste, sozinho, cresceu 2,2 bilhões. O que explica esse crescimento? 

Para responder essa questão, o novo episódio do leite futuro, uma iniciativa do MilkPoint que tem a participação de Marcelo P. Carvalho, Paulo do Carmo Martins e Ricardo Cotta Ferreira, convidou Bruno Girão, CEO da Alvoar Lácteos para destrinchar os elementos que contribuíram para o crescimento da produção no Nordeste. 

Assista o episódio completo e confira como foi a discussão:

Bruno Girão destaca a relevância da implementação de obras hídricas estratégicas e da condição climática “favorável”. Segundo ele, "já faz mais de 10 anos que não temos secas relevantes", permitindo o desenvolvimento da produção de leite em áreas específicas. 

Na discussão Bruno trouxe à tona um questionamento importante para a produção para região: “quanto desse leite vem de fato de forma sustentável ou quanto é voo de galinha, que em um eventual problema climático vai sentir.”

O economista Paulo do Carmo Martins complementa a análise enfatizando as mudanças e oportunidades do setor.  “O mais relevante foi o aumento da produtividade das vacas, mas o que está começando a fazer a grande diferença são as pessoas. O nível de organização que começa a existir.” 

“O custo de oportunidade de quem atua no leite é menor, então onde se tem menos alternativas também há uma possibilidade muito grande do produtor se ele tiver algum apoio, assistência técnica e se as cadeias começarem a se estruturar. Somado ao investimento público, o leite tem uma perspectiva muito grande de continuar crescendo e gerando emprego no interior dos estados.”, argumenta Paulo.

Apesar do panorama promissor, os especialistas também abordaram os desafios que precisam ser superados. Bruno Girão expressa sua preocupação com a competitividade. “A indústria para ser competitiva na região nordeste, produzindo leite em pó e queijo, vai sofrer de cara com problema de importação de países muito mais competitivos.”

Ricardo Cotta Ferreira complementa, alertando para a necessidade de se garantir a sustentabilidade do crescimento. “Estamos crescendo em cima de algo que às vezes não seja sustentável. A maior parte dos produtores é produtor pequeno sem muito embasamento, consequentemente sem muita qualidade e sem muita produtividade. Ou seja, é um voo de galinha.”

As dificuldades logísticas e a precária infraestrutura em algumas áreas também foram discutidas. Bruno Girão ressalta a importância da distribuição eficiente para o sucesso da Alvoar, destacando a estratégia da empresa em investir em logística, marca, mix de produtos e parcerias. Ele enfatiza que "só ganha a guerra quem coloca o produto na gôndola". 

Os participantes do podcast também exploraram os caminhos para o futuro do leite no Nordeste, incluindo a reestruturação do mercado, as tendências de consumo e o impacto de fatores externos, como o "efeito borboleta", onde acontecimentos em outros setores, como o crescimento de medicamentos para controle de peso, podem afetar o consumo de lácteos.

Fizeram parte do debate:
Marcelo P. Carvalho
 é engenheiro agrônomo formado pela ESALQ/USP em 1992, com Mestrado em Ciência Animal e Pastagens também pela ESALQ/USP, em 1998. Fundador e CEO da MilkPoint Ventures.

Paulo do Carmo Martins é economista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), Mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Doutor em Economia Aplicada pela USP/Esalq. Atualmente é professor da FACC/UFJF.

Ricardo Cotta Ferreira é economista Mestre em Economia Aplicada pela ESALQ/USP e MBA pela Fundação Dom Cabral (FDC) com mais de 20 anos de experiência em Agronegócios e Indústria de Alimentos.

Bruno Girão é administrador pela Northeastern University, com Mestrado em Direito Empresarial pela Ibmec e CEO da Alvoar Lácteos.

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