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Vacas estressadas? Cuidado com problemas no casco!

EDUCAPOINT

EM 14/04/2020

5 MIN DE LEITURA

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Você já reparou que tende a ocorrer muito mais casos de claudicação de vacas no outono? Ou que suas vacas recém-paridas recomeçam a ter problemas nos pés assim que começam a atingir o pico de produção de leite?
 
Isso não é coincidência. As vacas costumam apresentar sintomas de problemas podais cerca de 4 a 6 semanas após um período de estresse.
 
Existem três incidências primárias que podem desencadear eventos de claudicação em vacas:
 
1) Estresse por calor;
2) Qualquer episódio de vacas em pé por muito tempo;
3) Período de transição.
 
Estresse térmico
 
O estresse térmico afeta os pés? Sim, porque as vacas quando estão com calor ficam mais em pé para tentar se refrescar. Quando as vacas estão em pé, o sangue não flui com a mesma eficácia para os pés, e há naturalmente mais pressão e compactação no osso do pedal e articulações na estrutura do casco.
 
Ao mesmo tempo, os mecanismos internos de resfriamento da vaca também fazem com que o sangue seja redirecionado para longe de suas extremidades, incluindo pés e pernas. Com uma circulação mais pobre, as vacas não conseguem resolver a inflamação nos pés, e o córtex do casco é privado de oxigênio e nutrientes. Isso abre a porta para o desenvolvimento de úlceras e lesões de linha branca, e torna mais difícil para a vaca regenerar o tecido saudável do casco, levando a solas finas.
 
A falta de oxigênio cria condições ideais para o desenvolvimento de outro flagelo da claudicação: dermatite digital. As bactérias que causam essa enfermidade prosperam em um ambiente anaeróbico ou com baixo oxigênio.
 
Também existem fatores nutricionais relacionados ao estresse térmico e claudicação. As vacas podem periodicamente consumir menos ração durante o estresse térmico, e sua salivação aumenta. A saliva fica menos disponível para proteger o rúmen, e a ingestão irregular pode afetar ainda mais o equilíbrio microbiano do rúmen.
 
O resultado pode ser acidose subclínica do rúmen (SARA). Essa condição tem sido associada à claudicação ou “laminite”, embora os mecanismos de como ela ocorra não sejam totalmente compreendidos.

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Vacas muito tempo em pé
 
Existe conexão entre dois dos três principais instigadores de claudicação. As vacas em pé por muito tempo não apenas causam pressão e desgaste nos pés, mas geralmente criam períodos de estresse por calor. Dois importantes fatores colaboram para que as vacas fiquem muito tempo em pé: aguardar na sala de espera para ser ordenhada e ficar em troncos para procedimentos de manejo e veterinários. Ambas são situações em que as vacas ficam amontoadas e ficam quentes, mesmo que a temperatura ambiente esteja relativamente moderada.
 
A dinâmica social e o uso de baias também podem afetar drasticamente a quantidade de tempo que as vacas ficam em pé. Em estábulos onde as vacas ficam empoleiradas ou vagando em busca de um lugar para se deitar, há muito mais problemas de claudicação. 
 
Problemas no período de transição
 
Nos meses imediatamente anteriores ao parto, os hormônios e enzimas circulantes fazem com que os ligamentos do corpo se soltem. Se os pés das vacas não forem aparados adequadamente, os ligamentos nos pés podem esticar-se, deixando-os propensos a infecções e ferimentos.
 
No final da gestação, o ângulo do pé também muda levemente, com maior inclinação para os ossos dentro do casco. Novamente, se os pés não estiverem adequadamente aparados e equilibrados, eles estarão vulneráveis ??à claudicação.
 
Surpreendentemente, a causa mais comum de claudicação nos primeiros 60 dias de lactação é a podridão dos pés. Isso é atribuído à menor imunidade no período de transição, juntamente com condições de instalações potencialmente menos sanitárias em comparação com o rebanho em lactação. A integridade da pele pode ser comprometida nessas situações, abrindo a porta para invasão bacteriana. Infelizmente, a imunossupressão e a menor integridade da pele também criam as bactérias que causam as dermatite digital.
 
Passos para evitar claudicação das vacas
 
As causas múltiplas e sobrepostas da claudicação exigem uma abordagem multifacetada da prevenção. Os especialistas sugerem:
 
Mantenha as vacas frescas - sombra, ventiladores e outras formas de manejo podem promover o resfriamento das vacas.
 
Minimize o tempo de espera - procure liberar o máximo de tempo possível no total diário de 24 horas para descanso das vacas, monitorando a eficiência da produção da sala de espera e minimizando o tempo gasto em contenções. É necessário um mínimo de 12 horas de descanso por dia, mas até 14 é o ideal.
 
Não se esqueça das novilhas - as novilhas de primeira cria precisam de 6 a 8 semanas para se ajustarem ao concreto e aos free stalls, especialmente se elas foram criadas em currais. Também é recomendável o primeiro ajuste funcional para novilhas de 3 a 8 semanas antes do parto previsto. O monitoramento de dermatite digital deve começar por volta dos 10 meses de idade. 
 
Casquear antes da transição - É fundamental que toda vaca tenha um casqueamento funcional na secagem. É necessário que os pés estejam equilibrados no período de transição. 
 
Construa instalações pensando na saúde dos pés das vacas - Muitas instalações são construídas para durarem décadas, mas os pisos muitas vezes duram apenas alguns anos. O piso de concreto deve suportar o tráfego de várias centenas ou milhares de vacas que passam sobre ele todos os dias. É importante combinar a resistência à tração no local. Uma baia de contenção, por exemplo, precisa suportar mais peso e desgaste do que o piso de um free stall.
 
Trate precocemente - Quando uma vaca é diagnosticada com claudicação, o protocolo é fazer o casqueamento dentro de 24 horas. Os cascos devem ser aparados conforme necessário, e antibióticos sistêmicos e/ou terapia de suporte administrados de acordo com os protocolos veterinários. As dermatites digitais devem ser tratadas com um antibiótico tópico prescrito pelo veterinário e enfaixado para garantir o contato.
 
Use pedilúvios preventivos - Os pedilúvios são importantes para controlar a podridão dos pés e a dermatite digital, mas não devem ser vistos como um tratamento. Idealmente, vacas e novilhas devem começar a usar pedilúvios 1 a 2 semanas antes do parto. Se a dermatite digital for um problema sério no curral de novilhas, deve-se utilizar pedilúvios aí também.
 
* Baseado no artigo Stressed Now, Lame Later, da Dairy Herd Management.
 
Mais informações:
contato@educapoint.com.br
Telefone: (19) 3432-2199
WhatsApp (19) 99817- 4082

Fonte consultada:

Stressed Now, Lame Later (https://www.dairyherd.com/article/stressed-now-lame-later)

 
 

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