FAZER LOGIN COM O FACEBOOK ESQUECI MINHA SENHA SOU UM NOVO USUÁRIO

Qual o potencial produtivo em pastagens irrigadas?

EDUCAPOINT

EM 23/01/2020

0
0
A irrigação é uma tecnologia que permite produzir forragem de forma mais constante e controlada, minimizando as oscilações nos sistemas pecuários baseados em pastagens – tanto em produção de leite, como de carne.
 
Quem pretende utilizar essa tecnologia precisa saber como montar a infraestrutura da área, como manejar as áreas de pastejo, administrar os recursos forrageiros, bem como analisar a viabilidade técnica e econômica do sistema.
 
Do ponto de vista técnico, deve-se analisar a viabilidade em relação à outorga de uso da água, tipo de solo a ser explorado, declividade do terreno, fertilidade do solo, fatores ambientais, entre outros fatores que vão determinar o potencial produtivo.
 
O potencial produtivo de pastagens irrigadas é determinado por diversas variáveis. Confira abaixo os principais fatores:
 
Balanço hídrico
 
O balanço hídrico é a diferença entre a precipitação e a evapotranspiração. Quanto mais negativo for esse valor, maior o potencial de resposta em pastagens irrigadas. Nesse caso, percebe-se que o fator clima tem uma interferência direta no potencial do sistema também.
 
Solo
 
O potencial produtivo de pastagens irrigadas é estabelecido pelo solo, considerando seus aspectos fisicos, em termos de relevo (quanto mais plano, melhor), profundidade (quanto mais profundo, melhor), drenagem (o ideal é que seja bem drenado) e fertilidade. A fertilidade do solo pode ser corrigida através do uso de corretivos e fertilizantes.
 
Com base no potencial dado pelo clima, pelo balanço hídrico e pelas características do solo se estabelece o potencial de produção de forragem. 
 
Já o potencial produtivo do animal, ou seja, a produção de carne ou leite, depende da eficiência pela qual a forragem é colhida pelos animais, o que depende muito do manejo do pasto.
 
Em sistemas de produção de carne, depois de uma vez estabelecido o potencial pelo clima, solo e eficiência de pastejo, o que vai definir produtividade são:
 
* número de animais, ou seja, a taxa de lotação;
* desempenho individual dos animais.
 
Em sistemas em que os animais são suplementados apenas com suplementos minerais, já tem sido estabelecido em fazendas comerciais potenciais entre 60 a 70 arrobas por hectare por ano. Quando esses animais recebem suplementos múltiplos ou até mesmo concentrado em diferentes níveis, o potencial pode alcançar até 170 arrobas por hectare por ano. Porém, como referência, potenciais entre 80 e 100 arrobas por hectare por ano tem sido alcançado.
 
Já em sistemas de produção de leite, as variáveis são maiores, não depende apenas do clima, solo, eficiência de pastejo e lotação, vai depender também da estrutura do rebanho. O potencial vai depender da proporção do rebanho que é composto por vacas e, dentre essas, quais estarão em lactação. Depende também do nível de suplementação do rebanho.
 
Considerando que a estrutura do rebanho é bem dimensionada e que pelo menos 50% dos animais do rebanho são vacas e 80% dessas estejam em lactação, em sistemas em que os animais recebem apenas suplementação mineral, o potencial de produção de leite por hectare por ano é de 30 a 35 mil litros, considerando que a pastagem irrigada é explorada apenas pelas vacas em lactação. Se as vacas em lactação representarem 40% do rebanho, esse potencial cai para 12 mil a 15 mil litros de leite por hectare por ano.
 
Porém, em sistemas de produção de leite a pasto, as vacas precisam ser suplementadas. Assim, quando se considera a suplementação, esse potencial passa para 50 mil a 70 mil litros de leite por hectare por ano se a pastagem irrigada for ocupada apenas por vacas em lactação. Se apenas 40% do rebanho forem vacas em lactação, esse potencial cai para 20 mil a 30 mil litros de leite por hectare por ano.
 
Assim, fica claro que o potencial depende tanto do ambiente como do manejo da fazenda. É fundamental que esses potenciais sejam alcançados porque, em pasto, a forragem mais cara é a produzida em pastagem irrigada, em comparação com pastagens intensificadas, mas não irrigadas, e, principalmente, com pastagens extensivas. Por isso, para justificar esse aumento do custo de produção é necessário explorar o máximo potencial do sistema, que é muito alto, mas às vezes não é alcançado por dificuldade do produtor de gerir as variáveis do sistema.
 
Quer aprender mais sobre irrigação de pastagem? Acesse o conteúdo completo do curso Irrigação de Pastagens. Neste curso, os instrutores Adilson Aguiar e Mateus Caseta, especialistas no assunto, abordam conceitos essenciais para implementar um sistema irrigado e obter melhores resultados em produções a pasto.
 
Lembrando que você pode adquirir cada curso individualmente e ter acesso a esse material para sempre. Ou você fazer um plano de assinatura semestral ou anual da plataforma EducaPoint, que lhe dará acesso a TODOS OS CURSOS oferecidos (cerca de 165!) durante o período de assinatura. Clique aqui e escolha seu plano.
 
Mais informações:
contato@educapoint.com.br
Telefone: (19) 3432-2199
WhatsApp (19) 99817- 4082

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.