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O Produtor de leite

POR JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

COWTECH

EM 30/04/2012

4 MIN DE LEITURA

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Quantas vezes não recebemos visitantes, sejam representantes de vendas, visitas, prestadores de serviço ou até mesmo familiares que aparecem de quando em quando e nos deparamos com afirmações do tipo: "nossa, que beleza...! mas você, mora aqui? trabalha aqui?!", "que maravilha, uma tranquilidade, uma qualidade de vida, um ar puro... nossa viver com essas vacas..."

A primeira colocação que faço é a seguinte: "quer trocar?!" Let´s make a deal, ou seja, vamos fazer um acordo, um combinado: "Você realmente acha isso uma maravilha, uma beleza, correto?! Então acorde a hora que eu acordo e passe um dia comigo, andando do meu lado, fazendo exatamente aquilo que faço. Você vai me ajudando, a decidir a escolher, a resolver os problemas, a... pensar". Claro que este convite acaba nunca se concretizando mas abre margem para a réplica: "mas porque você está dizendo tudo isso...? isso aqui é uma beleza!!", insistem, muitos. Realmente. Avaliar uma fazenda "de fora" é bem diferente e acaba promovendo uma visão, distorcida da realidade.

Vacas leiteiras, por sua natureza comportamental, são animais lentos, preguiçosos. Se movem devagar, não se agitam. Seja no pastejo ou no confinamento, se tudo está certo em termos de manejo, não encontramos grandes movimentações, de fato, numa fazenda de leite. Talvez este seja o motivo do aparente status de "tranquilidade" na atividade. A prática, é muito diferente. Na verdade a cabeça de um produtor de leite quase sempre "anda a mil"... Afinal, são muitas as variáveis a serem controladas. Quando este chega em casa escuta da mulher: nossa mas como você anda estressado!!

Então vamos lá (retratos imaginários cotidianos): “vai levantar cedo hoje? Mesmo com esse frio e essa chuva? (e você pensa: puxa é verdade, e a botina vai molhar e congelar o pé). Como foi a produção? Aumentou, ok. Caiu, porquê? Vamos correr atrás. Houve sobra no cocho? Faltou comida? Pode ser. E a sala de ração? A batida foi tudo ok? Vamos olhar. Ok! Deixa eu dar uma corrida no silo. Ah, certo. Tá ok, também. Alguma vaca entrou no cio? Hum, não sei, deixa eu checar. Os bebedouros estão limpos, não faltou água, não é verdade?! O Carlinhos disse que não! Ah, então tá. O que foi? Quebrou o cardan? De novo! De qual trator? Do do trato? P.. que p...riu! Foi turno de quem? Ele outra vez!! Já falei para esse cara que não pode ficar fazendo aquela curva com o vagão funcionando. Olha aí, olha aí. Vou ter que rasgar para a cidade agora. Queimou a luz? Todo o fundo o barracão tá sem luz?! E como alimentaram as bezerras de manhã?! Deixa eu ligar para o eletricista! Caixa postal, só dá caixa postal. E o gerador? Tá armando chuva pesada para hoje. Ele já arrumou?! Não???! Ele havia dito para mim que tinha passado e deixado em ordem na semana passada... Desgraçado! Eu não pude acompanhar, estava na cidade correndo atrás do pneu traseiro do Massey... Vou ligar para ele de novo agora!! Caixa postal de novo! Quem? quem disse que não vem mais? A Dona Celeste?! Como assim?! Não estou entendendo? não vai trabalhar? Já não vem na ordenha agora do almoço?! Mas porquê? Ela avisou alguém? Não, não avisou... certo, e agora? Quem pode substituí-la agora? O Claudio, pode ser? Vamos lá na casa dele? Saiu.. mas foi para cidade justo hoje?! Puxa é verdade, é folga dele, mesmo. Onde ela está? Não quer levantar? Comeu bem ontem? E hoje de manhã? Chama o pessoal lá embaixo, vamos tirar ela da cama já. Pega o soro, o cálcio, vamos aplicar para ver se ajuda. Quem chegou. O representante da onde? Nossa, mas agora??! Esses caras aparecem sem marcar hora. Tudo bem, avisa lá que eu vou levantar a vaca aqui, já vou atendê-lo, mais uns dez minutos...”

Outrora contei e descrevi essa situação para um colega "de fora", de outro ramo. Um "manager" urbanóide bem sucedido. Ouvi: "você está perdendo tempo". Eu fiz que sim, com a cabeça, mas sem concordar com o pensamento, convidando-o a concluir. "Você, com sua formação deveria pensar, apenas. Trabalhar estrategicamente, avaliando os pontos fracos e fortes do seu business". "Tá certo.." (pensei). Completou ainda: "você não pode fazer isso, fica muito caro... precisa arrumar um bom gerente, um cara que faça isso tudo por você". Como se estivéssemos em tempos de exportação e mão-de-obra e grande facilidade para encontrar, justamente, um "gerente produção de leite". Achei melhor concordar, nem dar início a discussão ou tentar explicar: "uma fazenda de leite". Como diria minha amiga Marlizi ("é pácabá!!").

Concordo que, analisando de modo frio, talvez acabamos nos envolvendo em nossos negócios de tal forma que "ficamos cegos" e passamos a pecar em muitos aspectos. No entanto, não é fácil. Fico assustado com o que vejo por aí. Estando presente, constantemente e diariamente, resolvendo, correndo e procurando decidir da melhor forma, acredito que falho, tenho falhado, e muito.

Quando vou a encontros do setor ainda me apresentam: "fulano de tal, produtor de leite, também". Conversa vai, conversa vem, queixas, reclamações; a atividade é difícil, tudo é muito complicado e tal, então não deixo de fazer a perguntar chave: "mas o senhor mora na propridade ou vai lá todo dia?" Resposta: "ah, não! eu passo lá nos finais de semana" ou "vou lá pelo menos 3 dias na semana". Fico calado e vem o seguinte pensamento (sem menosprezo): "o Sr. pode ser qualquer coisa, até um grande empresário rural, mas não pode ser chamado de: produtor". Produtor de leite (com "P" maiúsculo) é outra coisa...

JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

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JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/06/2012

Prezado Paulo Cortizo,

Novamente, obrigado pelas considerações.

Um abraço!
PAULO CORTIZO

ILHÉUS - BAHIA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/06/2012

Legal. Mostra a realidade da atividade leiteira, humanizando nesta explanação nossa lida diária.
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 28/06/2012

Prezado Jacques N. Porto,

Agradeço suas considerações e comentários.

Existem sistemas empresariais em andamento, bem conduzidos, sem a tal "presença" do proprietário. No entanto, no Brasil ainda são poucas propriedades com este perfil. A grande maioria são pequenos e médios produtores. No caso dos pequenos, a presença é constante. A maioria trabalha no dia-a-dia da propriedade e mora nas mesmas. No caso de sistemas intermediários, temos diferentes casos. Como a atividade é muito complicada e difícil, à medida em que o sistema cresce, os desafios aumentam. E a necessidade do acompanhamento e presença, também. É isso aí!

Um abraço, até!
JACQUES NOGUEIRA PORTO

CARLOS CHAGAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/06/2012

Caro João Paulo,

Parabéns pelo artigo. Ilustra perfeitamente o dia-a-dia, da grande maioria, dos produtores de leite do Brasil. A luta diária é constante, e os problemas (previstos e imprevistos) estão SEMPRE presentes, nos testando e nos fazendo lançar mão de soluções criativas a todo tempo. Por isso, considero importantíssimo a presença permanente do proprietário, ou de funcionário capacitado, para a tomada de decisões, que quase sempre, devem ser rápidas...

Até mais.


JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 23/05/2012

Marlizi!

Satisfação em "encontrá-la" por aqui...

Agradeço muito suas palavras e considerações que são importantes para o enriquecimento da nossa discussão. Sua citação é muito importante. Com a sua experiência, relata que não conhece fazenda bem sucedida "que não tenha mão na massa do proprietário" (fazendo uso de suas palavras...). Nem todos concordam com isso (conforme comentários e discussões, acima). Alguns acreditam que é possível, sim, gerenciar à distância, com competência... Respeito a argumentação de todos, todavia, concordo com você.

O raciocínio sobre o tema, de certa forma, é bastante simples. Temos atividades econômicas mais simples e mais complexas. No meio agropecuário, acredito que a pecuária de leite seja "a mais" ou uma das mais complexas disponíveis no mercado. Trabalhando "dentro" do negócio, encontramos muitas dificuldades e muitos desafios (opinião e conclusão generalizada dos participantes de fórum). Acredito que administrar "de longe", não seja impossível, entretanto e certamente, os desafios são e serão ainda maiores e as chances de sucesso, por sua vez, diminutas (com raríssimas exceções disponíveis no mercado, como por exemplo o relato e experiência compartilhada pelo nosso colega Guilherme A. de Mello Franco).

É isso aí!

Companheira: um forte abraço!
MARLIZI M. MORUZZI

PIRACICABA - SÃO PAULO - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 23/05/2012

Caro amigo João Paulo,

A atividade leiteira é muito mais que produzir leite. É dedicar-se inteiramente às rotinas, aos animais, ao acompanhamento dos detalhes - pois esses sim fazem toda diferença nos centavos finais.
Não conheço uma fazenda bem sucedida que não tenha a "mão na massa" do proprietário. Se existem, são exceções. E por melhores que sejam os gerentes - profissionais raríssimos atualmente, considerando que mão-de-bra rural está praticamente em extinção - o olho clínico do produtor no dia a dia da fazenda é fundamental.
Admiro seu empenho - aliás, com um conhecimento técnico destacável -, buscando sempre trabalhar da melhor maneira, e obtendo excelentes resultados. Por mais trabalhoso que seja, o mérito é todo seu! Orgulhe-se sempre.
Como se diz por aí... Ser produtor de leite é mais que uma profissão...é uma paixão.
Parabéns por toda dedicação e trabalho!

Grande abraço,
Marlizi
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 21/05/2012

Prezado Paulo,

Agradeço sua participação, bem como a melhor elucidação sobre os tópicos debatidos.

Acredito que estamos caminhando na mesma direção (e com congruência de ideias).

Um abraço, até!
PAULO SERGIO AMORELI SILVEIRA

ALFENAS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 19/05/2012

João Paulo
Pois é, eu também não acredito que existe um modelo, concordo com você, só acho que devemos estar sempre aberto ao aprendizado, vivemos um desfio diário, concordo demais com você que a presença diária em uma fazenda de leite faz toda diferença, só acho que devemos saber diferenciar o que é importante nossa participação, ou não, eleger prioridades, também sempre me vejo como você diz, mas estou sempre me questionando, e policindo.
Abraço.
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/05/2012

Prezado Paulo Sergio,

Obrigado pela participação, considerações e comentários.

Concordo com você que a vida e o suposto modelo "P" de "Produtor" é contestável. Sinceramente, não sei se esta é a melhor maneira de se conduzir o negócio leite. No post, relatamos uma realidade comum para muitas fazendas. Como disse em resposta a vários comentários, considero produtor "P" aquele que, efetivamente, correr atrás de "tudo". No mercado, todavia, temos inúmeros modelos de sucesso que não estão atrelados à presença constante no gerenciamento. O próprio Guilherme, apenas para citá-lo, novamente, considera ser possível trabalhar à distancia, sem maiores problemas.

Eu não acredito em modelos pré- concebidos. Acho que podemos ter sucesso de diferentes formas. Concordo com você que precisamos criar mecanismos para que possamos transferir muitas das nossas atribuições diárias para que tenhamos tempo para "pensarmos". Este é um desafio. E uma busca, também.

Um abraço, até!
PAULO SERGIO AMORELI SILVEIRA

ALFENAS - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/05/2012

Prezado João Paulo,
Primeiramente queria parabeniza-lo
Como você estou como profissional da area a 31 anos, trabalhando com assistência a fazendas de leite, e projetos em diversas regiões do Brasil, e também como produtor na região de Alfenas, concordo com todas suas colocações, as coisas em uma fazenda não são fáceis, os imprevistos acontecem a todo momento, mas não posso deixar de concordar com o colega Guilherme, se tenho um planejamento estratégico e operacional, onde posso criar um "procedimento operacionail padrão" (POP) as coisas podem ser diferentes, pessoas podem ser treinadas para desempenhar funções que achamos que só nós podemos fazer, se nossos colaboradores não são capazes, eficientes no desempenho de suas tarefas pode ser porque não os treinamos o bastante para tal, ou não dizemos a eles como deve ser feito, e porque deve ser feito, dizer isso é muito facil, mas se não começar a pensar nisso vamos sofrer desse mal a vida inteira, não quero dizer que estamos errados, mas podemos deixar de lado nossos "modelos" de produtores "P" que achamos que somos e passar a ter tempo para pensar estratégicamente no nosso negocio, comprar melhor, vender melhor, descobrir novas oportunidades de negocio etc.
um grande abraço.
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/05/2012

Prezado João Paulo: Permita-me, antes de interagir com o Ricardo Cordeiro, que me dirija ao amigo Antônio Elias Silva:
Prezado amigo Antônio Elias Silva: Este tipo de equipamento depende de vários fatores. O primeiro deles - e, talvez, o mais importante - é se na sua propriedade há sinal de internet, já que o sistema de monitoramento à distância depende, em tudo, desta ferramenta (como o caso da irrigação, não é em todo lugar que funciona - rsrsrs). O segundo, da quantidade de câmeras que serão implantadas.
O terceiro, se serão câmeras apenas diurnas ou que funcionem à noite (aconselho estas últimas, pois lhe darão apoio vinte e quatro horas).
Vencidas todas estas questões, o preço depende da disponibilidade técnica aí da sua região, já que varia de empresa para empresa. Mas, não é muito caro (algo, por exemplo, em torno de R$ 2.000,00, para quatro câmeras noturnas).
Procure um empresa especializada aí de Campo Alegre de Goiás, para fazer um orçamento. Repito, vale muito a pena.
Prezado Ricardo Cordeiro: Cursos como o que seu padrasto está frequentando são muito importantes, porque incutem no produtor a necessidade de adotar uma postura profissional em sua fazenda, entendendo a mesma como uma verdadeira empresa.
O Horácio Moreira Dias, grande confinador, é pessoa muito acessível e não é difícil visitar sua propriedade (muito mais fácil que a minha - rsrsrs) - Fazendas Reunidas HD, muito embora seja de bom alvitre entrar em contanto antes de se dirigir à mesma. Ele adota o sitema de confinamento integral de gado de leite. Até pouco tempo, o Eduardo Lopes, um dos grandes entendidos em Gado Holandês (Engenho da Rainha, Fazendas Reunidas HD) e que já foi meu Médico Veterinário (hoje é criador, tendo enveredado pela produção de embriões, em Barbacena - MG, e não mais presta assessoria). Vale a pena visitar.
Estou, todavia, às ordens, para os necessários esclarecimentos.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 13/05/2012

Prezado Ricardo Cordeiro,

Desejo boa sorte na empreitada.

Seus comentários foram direcionados ao colega Guilherme.

Vamos deixar a questão ser resolvida pelo lados de Minas Gerais.

Guilherme, meu caro, por favor:

Atenda as solicitações do nosso amigo Ricardo Cordeiro, se possível. Sinta-se à vontade. Faça isso em nosso espaço (Post - O Produtor de Leite) ou se achar necessário, execute o trabalho através do seu canal e referido Post recordista: " Leite a pasto e confinamento de gado leiteiro: o que os técnicos nunca dizem".

Abraço à todos!
RICARDO CORDEIRO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS

EM 13/05/2012

Sr. Guilherme Alves de Mello Franco

Após me enveredar por exaustiva - mas sem dúvidas construtiva -, maratona de leitura no tópico de sua autoria: " Leite a pasto e confinamento de gado leiteiro: o que os técnicos nunca dizem", acabei por novamente voltando meu interesse para o ramo leiteiro, e venho através deste espaço da Milkpoint, fazer um convite ao Sr. e aos demais interessados. Explico:

Hoje estou em Juiz de Fora para celebrar o dia das mães, e acabei de verificar que meu padrasto (possui uma pequena propriedade em Goianá MG), está participando de um pequeno curso de extensão rural. Ao meu ver é algo parecido com o " balde cheio", porém, mais generalista ( ensinando o produtor a perceber sua propriedade como uma oportunidade de negócio, levantar inventário, análise de solo.. )

Sei que lá pertinho, existe uma unidade da Fazendas Reunidas HD, apesar de se quer conhecer como funciona o negócio deles.

Pois bem, minha idéia era utilizar esta pequena propriedade como modelo, mas não sei bem por onde começar. Não sei quanto seria possível obter através de financiamento... Enfim, já que estou prestes a me formar, pensei em eu mesmo checar a possibilidade de transformar a propriedade em alguma coisa produtiva para minha família, mas tenho os pés no chão e percebi que sem a ajuda intelectual e a boa vontade de algum tutor, a jornada para este simples objetivo será 10 vezes árdua.

Tenho a oferecer minha vontade de aprender, e é claro, como quase Médico Veterinário, estarei realizado no dia que pude retribuir aos que me apoiarem.

Deixo aqui meu e-mail para contato, para quem sabe discutirmos essa e outras idéias. : rcjvet@gmail.com

Abraços,

Ricardo Cordeiro Jordão
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 10/05/2012

Prezado Antônio,

Obrigado por suas considerações.

Você abordou uma questão muito importante. Pelos comentários acima (geral), há um consenso sobre as dificuldades enfrentadas pelo produtor de leite que participa diariamente da rotina de uma fazenda. E a lucratividade? Outro assunto complicado e uma boa sugestão para abordarmos num futuro post.

Qual será o perfil dos produtores que conduzem sistemas lucrativos? Existem sistemas lucrativos no leite? Será que, de fato, os produtores sabem ou dispõem de dados suficientemente confiáveis para classificar seu sistema de produção como rentável ou não? Quando continua na atividade e quando sair da mesma? Quais seriam os critérios adequados para esta avaliação?

Enfim, novamente, obrigado pela participação e comentários.

Um abraço, até!
ANTÔNIO ELIAS SILVA

CAMPO ALEGRE DE GOIÁS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/05/2012

Caro Guilherme, João Paulo, demais,

Bem, Guilherme, concordo com suas assertivas. Gostaria de saber qto custa para implantar esse sistema de monitoramento? Estou pensando em adotar isso mais para minha aQulacultura, que precisa de monitoramento constante, já que a vazão de água é o mais importante.

João Paulo, foi mto bem descrito por vc a rotina de um produtor. No entanto, o problema central é o lucro, quase sempre inalcançado na vasta maioria das propriedades. Se a atividade remunerasse, poderíamos atrair bons profissionais, mas, como não remunera, não podemos atrair os mais qualificados, e entramos num círculo vicioso, pois os menos qualificados fazem o"negócio" dar mais prejuízos. A questão dos prestadores de serviço é um caso sério, sempre cai na caixa postal, ou se vc manda um e-mail ou sms nunca respondem, e no campo precisamos de tudo pra ontem, pois animais não param de comer e dependemos do regime de chuvas. Portanto, a solução passa pela produção de leite sob irrigação e o fortalecimento do cooperativismo. Daí, conseguiremos obter lucro e não dependeremos tanto do regime de chuvas.

Abraço a todos,
A Elias
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 10/05/2012

Guilherme,

É isso aí. Agradeço mais uma vez pela sua interação e comentários.

Um abraço!
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/05/2012

Prezado João Paulo: É noissa função sermos, sempre, sinceros naquilo que acreditamos e fazemos. Obrigado pela oportunidade de mostrar, mais um pouco do nosso trabalho de Produtor Profissional de Leite, ainda que à distância.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 10/05/2012

Prezado Luis Henrique,

Realmente a rotina é árdua e nada fácil.

Suas colocações refletem uma dura realidade de muitos Produtores.

Continue acreditando, persistindo e lutando. É a única forma de prosperarmos. Acredito que quem planta, sempre colhe.

Um abraço!
LUIZ HENRIQUE SILVA

SANTA JULIANA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/05/2012

João Paulo

Quem vive o dia dia de uma fazenda produtora de leite, sabe e MUITO, o tamanho da verdade que voce descreceu acima, muita gente que chega, olha as vacas bem alimentadas, bezerras saudaveis, tudo bonito de se ver, dái cria uma visão de que tudo e tão fácil, mas so quem vive o dia dia de uma fazenda produtora deleite sabe o quanto trabalho necessita, para ter vacas saudaveis bezerras bonitas, e o mais importante a atividade dar lucro...residuo na cidade vou todos os dias pra fazenda e sou eu quem cobre as folgas dos funcionarios, e quando é meu dia de folga eles ainda me ligam dizendo que o vagão quebrou e que nao tem como colocar trato, já é 8 da manha a energia nao voltou as vacas estao todas berrando e vazando leite como faço.
Tem que saber conviver com problemas quase todos os dias e saber resolver da melhor maneira possivel...

Parabens pelo descrito
Grande Abraço
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 09/05/2012

Guilherme,

Muito obrigado pela rápida resposta e sinceridade nas suas colocações à respeito e vamos lá:

Prezado Antônio,

Assim como nosso Guilherme, o espaço está aberto para suas considerações em relação aos comentários proferidos pelo mesmo.


Abraço à todos!

MilkPoint AgriPoint