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Muito além da climatização

POR JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

COWTECH

EM 09/03/2012

3 MIN DE LEITURA

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Conversando com profissionais envolvidos na atividade e produtores tenho constatado uma certa aversão à implantação de projetos muito tecnificados envolvendo o controle e melhoria das condições ambientais (conforto) para se produzir leite. Sempre escuto: "não tudo bem, você está falando isso de fulano mas o cara possui um free-stall com ventiladores, aspersores e tudo mais... eu não tenho isso e a atividade não gera receita suficiente para investirmos em projetos caros!". É verdade?! Podemos concordar?!

Se não estivermos ligados numa conversa como o exemplo acima e, dependendo do nosso interlocutor (produtor ou técnico experiente) corremos risco de concordar, de repente, com este raciocínio. No entanto, discordo sobre o conceito geral do mesmo e concordo com apenas alguns aspectos. Realmente, para o produtor está complicado investir. A atividade é difícil. Todos nós sabemos. Então, como fazer? Pois bem, recomendo, primeiramente, conhecer a tecnologia de perto e seus eventuais benefícios. Posteriormente, levantar o custo efetivo do projeto e depois, não desanimar se não houver dinheiro em caixa para o investimento. Recomendo conversar com o fornecedor e criar, de alguma maneira meios para se concretizar o negócio (financiamentos, captação de recursos em banco porque produtor pode ser descapitalizado mas tem terra, que é patrimônio), principalmente quando falamos de conforto térmico para produção de leite em clima tropical.

Infelizmente, as melhores vacas (mais produtivas) são mais sensíveis e necessitam de cuidados. São animais que trabalham mais do que qualquer um de nós. Como grande produtoras, muitas vezes nem o predicado período de 60 dias de descanso entre um parto e outro é possível. Todo dia, dois ou três turnos de trabalho (ordenhas). Com chuva, sol, vento, calor ou frio, no Natal, feriados, Ano-Novo. Sem restrições. Então entra em cena o "manager" ou "herdman", aquele que controla o rebanho. Que é responsável pelo mesmo. E insiste em querer que este animal produza de qualquer maneira. "E a produção, como vai?", perguntamos. "Vai mal, muito calor!". "E a reprodução como vai, tá duro de dar cio?!", "não só tá duro como tem muita vaca perdendo embrião..." Este papo é comum, correto?!

Ok, quando avalio problemas em fazendas, procuro sempre analisar sob o ponto de vista do animal em si. Vacas não falam e devem ser interpretadas. Seus sinais são evidentes e claros e mesmo trabalhando há muitos anos com este animais, muitas vezes, confesso, tenho dificuldade em "decifrar" determinadas mensagens. 

Para amenizar os problemas do árduo verão nacional, recomendo muito o investimento em projetos de climatização. Hoje, o  custo de um bom projeto gira ao redor de 500,00/vaca. Se fizermos uma conta simples, temos um custo diário de 1,37/vaca/dia. Traduzindo em leite e considerando um suposto preço recebido/litro no valor de 0,95 temos o equivalente a 1,45 litros/vaca/dia a serem investidos com projeto de climatização. Agora a pergunta. Com a implantação de um sistema adequado de ventilação e aspersão com controlador de ciclos (aspersão x ventilação) conseguimos fechar essa conta? Em outras palavras a vaca aumenta sua produção?

Não vou entrar no mérito da discussão se a vaca aumentará 1, 2 ou 2,5 litros/dia. Dependendo das condições de um sistema sem climatização teremos uma curva de resposta. Os valores ilustrados são perfeitamente passíveis de serem obtidos (1 a 2,5 litros de leite a mais por dia), certamente. No projeto que acompanhei obtivemos resposta muito positiva, mas o que mais me agradou nesse investimento não foi somente o resultado em termos de aumento de produção. O que me surpreendeu e me alegrou foram os demais índices envolvendo o sistema como um todo. Ao investirmos em conforto proporcionamos:

- aumento na produção
- melhores índices reprodutivos (mais cios, mais prenhezes)
- menores problemas de casco (animais mais tempo deitados)
- menores índices de mastite (animais mais sadios com melhor quadro imunológico)

Menciono 4 fatores que considero muito importantes. O canal para discussão está aberto. Provoco: quem tem dúvidas sobre a validade do investimento?!

JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

Espaço para artigos e debates técnicos expostos por especialistas e equipe de consultores.

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TULIO ANDRÉ PAIVA

EM 15/03/2021

Bom dia Dia, tudo bem? Você tem algum trabalho que fez uso de ar condicionado? Gostaria de estuda-lo?
JOSE HUMBERTO GARCIA JUNIOR

CAMPO BELO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 30/06/2013

O email da Fazenda para agendarmos sua visita é fazendavaledosaojoao@gmail.com
Será um prazer ajudar vcs.
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 08/01/2013

Prezado José Humberto G. Júnior,

Peço, por gentileza, se possível, atender às solicitações do Luiz Bomfim Tavares, conforme mensagem do mesmo.

Um abraço!
LUIZ BOMFIM TAVARES

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/01/2013

JOSE HUMBERTO
Vc poderia fornecer o seu e-mail para contato, acabei de construir free stall para 62 vacas em São Tiago, próximo a sua cidade e ainda não implantei sistema de climatização. Preciso conhecer algumas fazendas com sistema de climatização de baixos custos.
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 05/09/2012

Prezado José Humberto G. Júnior,

Obrigado pela participação e comentários.

Interessante sua observação (compra de controlador mais barato). Eu tenho uma opinião, entretanto, que temos que tomar cuidado com sistemas mais tecnificados no quesito: garantia, peças de reposição e, principalmente, assistência técnica. Aliás, esta última tem sido um grande desafio para muitas empresas. Conseguir vender e garantir uma assistência eficiente e capaz. Todos meus equipamentos instalados foram comprados mediante essa condição.

Um abraço!
JOSE HUMBERTO GARCIA JUNIOR

CAMPO BELO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/09/2012

tambem concordo plenamente.portanto estou construindo meu free stall com o sistema de ventilaçao e asperçao,inclusive o pessoal anda vendendo o aparelho de controlar o mecanismo muito caro.no brasil custa 5000 e nos Eua custa 400 dólares.
comprei la.
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 29/03/2012

Prezado Albino,

Obrigado pela participação.

Por questões éticas e mercadológicas, sendo este canal um espaço público, recomendo que entre em contato diretamente comigo (jpvasantos@hotmail.com) para que eu possa fazer minhas indicações.

Um abraço, até!
ALBINO GONÇALVES NUNES NETO

PATROCÍNIO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/03/2012

Muito interessante o assunto, porem gostaria de saber onde eu arrumo empresas para fazer esse projeto de asperssao na linha do cocho? Qual bomba, qual espacamento , qual a frequencia, qual tipo de aspersores, onde comprar ??? Voce tem ideia ??
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 29/03/2012

Prezado Sandro,

Obrigado pela participação em nosso debate.

Bom, vamos lá, para explicar os 500,00/vaca, transcreverei novamente o que escrevi: "Para amenizar os problemas do árduo verão nacional, recomendo muito o investimento em projetos de climatização. Hoje, o custo de um bom projeto gira ao redor de 500,00/vaca." Repare que estou me referindo ao problema do verão de um país de clima tropical (Brasil). Repare que estou recomendando e me referindo a um bom projeto de climatização e não a construção de um sistema de produção em regime de confinamento total através do alojamento de vacas em free-stall. Para amenizarmos problemas de stress térmico temos que criar alternativas de acordo com o sistema de produção vigente. Para confinamentos, seria interessante proporcionar sombra no cocho, pelo menos e, se possível, climatizar a linha de alimentação (linha de cocho). Se for pastejo, buscar opções de sombreamento natural ou artificial (sombrites, por exemplo). Tudo isso, em linhas gerais, claro.

Esclareço nessa oportunidade que, em momento algum me referi ao "custo total" do empreendimento. Se essa foi a sua interpretação, a mesma foi incorreta.

Sobre a capacidade de técnicos para montar um sistema como esse, concordo parcialmente. Estou de acordo que existam poucos profissionais "especializados". No entanto isso faz parte do mercado como um todo. Para necessidades específicas, profissionais específicos, se assim podemos classificar. Não podemos fazer confusão. Experiência em construção de galpões como esse você encontrará somente em profissionais (técnicos) que trabalham "full time" em sistemas de produção. Consultores servem para orientar, para dar diretrizes, evitar erros (escrevi até um post no passado sobre o papel efetivo da consultoria: http://www.milkpoint.com.br/mypoint/11521/p_o_papel_do_consultor_tecnico_especializado_quando_devemos_procuralo_215.aspx). Técnicos que gerenciam rebanhos e que trabalham integralmente em propriedades muitas vezes montaram e/ou acompanharam processos de construção e instalação de free-stalls. Existem produtores com muito mais conhecimento do que técnicos no "quesito: construção de instalações" pois vivem do negócio, pagam as contas, decidem e fazem as escolhas para o empreendimento. Mesmo assim, você pode encontrar técnicos com vasta experiência e capacidade para acompanhar e "montar" como você diz, "um sistema como este". Precisa pesquisar. Recomendo sempre a visita à propriedades, conversa com produtores que construíram, etc. Você deve visitar, estar in loco, resolver dúvidas, anotar, tirar medidas. O norte do Paraná é um "celeiro" para essa demanda e exemplo para o Brasil. Conheço muita gente e contatos que possam ajudá-lo, havendo necessidade.

O sistema será caro, se for mal dimensionado ou empregado no momento errado em sistemas de produção confinado. Nesse aspecto a consultoria técnica especializada (competente) serve para que isso não aconteça.

Um abraço, até!
SANDRO MAGNO DE M. POTENCIANO

BELA VISTA DE GOIÁS - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/03/2012

Joao paulo, quando você fala em 500,00 por vaca, explique melhor como você fez esta conta, pois não e só a climatização existe também a estrutura. E quando se fala em estrutura esbarramos em um outro problema que não e só o custo de implantação neste projeto, mas também em orientação para construcao e instalação para um sistema deste, pois ainda são poucos técnicos capacitados para este sistema. Na década de 90 eram poucos técnicos que realmente eram capazes de dar assistência técnica para produtores de leite, e hoje melhorou muito, mas quando se parte para um sistema intensivo (free Stall), são poucos técnicos capacitados para montar um sistema deste. E aí corremos o risco de fazer um sistema caro e com diversos problemas.

Obrigado e agradeço a quem comentar!
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/03/2012

Fernando,

A "casa é sua" para interagir com nosso prezado Guilherme.

Um abraço, até!
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/03/2012

Prezado Fernando Cela Pinto: O estresse térmico é um dos maiores limitantes na produção de alta performance de leite. Por isso, em face de fatores climáticos, a produtividade decai se o conforto termal não for respeitado, produzindo, não só a baixa na produção como, também, doenças metabólicas. Quando minimizamos este estágio contrário, sanando as alterações calóricas, a resposta produtiva é imediata. Portanto, quando estabilizarmos a temperatura ambiente a tendência de aumento da produção é grande, já que as vacas estarão aptas a atingir sua plenitude de lactação. Todavia, como eu afirmei, este não é um fator isolado, mas, sim, integrante de um vasto sistema de criação profissional. Neste caso, "MAIS" é, com certeza, sinônimo de melhor. Finalmente, a não oscilação das temperaturas representa menos perda de energia para o ambiente, menos uso de medicamentos e extrema diminuição do estresse individual e coletivo do rebanho. Isto já vem sendo observado com o uso dos aspersores e ventiladores, mas, com a implantação do sistema de ar condicionado, o problema deixará, definitivamente, de existir.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/03/2012

Prezado Fernando,

Concordo, plenamente com suas colocações em relação à questão da quantidade. Com certeza, quantidade não implica em lucratividade. No entanto, as margens em sistemas de produção de leite são pequenas (confinamento ou pastejo) e a escala de produção passa a ser um grande diferencial. À partir do momento em que passamos a produzir com escala, minimizamos o impacto de custos operacionais, ou seja, o diferencial passa a ser produzir mais leite com a mesma infra-estrutura em termos de instalações e com o menor número possível de funcionários.

Sobre sua escolha, respeito. Muitos não simpatizam ou simplesmente não podem nem acreditam que seja necessário tantos "inputs" como você colocou. A minha vivência e experiência profissional me permite dizer que sistemas INTENSIVOS, do ponto de vista técnico e, em termos de complexidade de manejo são muito semelhantes e equiparáveis. Como mencionei anteriormente, acredito que existe a falsa impressão de que se produzir leite à pasto com EFICIÊNCIA é menos trabalhoso e mais simples.

Não conheço a sua região mas, pela sua latitude, não pensaria duas vezes em escolher o pastejo como meio para se produzir leite. Pastagens, em linhas gerais (forrageiras tropicais) necessitam de água + luz + temperatura. Em São Paulo, muitas vezes falta luz (latitude) = fotoperíodo, o que não é fator limitante em zonas próximas ao à linha do Equador. Por este motivo, com administração correta de água, podemos produzir muita massa vegetal ao longo do ano.

No fim, acabamos, felizmente, por concordar que: "para cada situação uma proposta adequada...". Por isso creio que devemos respeitar e acreditar sempre em sistemas (independentemente de qual, em questão) bem conduzidos com gestão eficiente e profissional.

Um abraço, até!
FERNANDO CELA PINTO

SOBRAL - CEARÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/03/2012

Prezados João e Guilherme,

Suas considerações são pertinentes e abalizadas, no entanto, me parece muito estranho botar vacas holandesas dentro de um recinto refrigerado pra q elas produzam MAIS leite. Nem sempre mais é o melhor. As vacas holandesas apesar de mais produtivas são bem mais exigentes e quando essas exigências não são satisfeitas é um desatre do ponto de vista produtivo. Elas não aguentam desaforo. Sei também que nem sempre o menor custo significa maior lucratividade, mas, sou adepto da produção leiteira com menos "in puts": menos energia exógena, menos medicamentos, menos ração e concentrados e menos estresse para os animais.
Mas, ao final concordo plenamente com o João Paulo: para cada situação uma proposta adequada.

Saudações.
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 14/03/2012

Prezados Guilherme e Fernando:

A questão do trabalho de desenvolvimento e melhoramento genético é muito importante, sim. Reitero minhas considerações no comentário/resposta, direcionada ao Fernando, aqui, de forma resumida: para cada situação uma proposta adequada.

Um abraço, até!
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/03/2012

Prezado Fernando Cela Pinto: Há, ainda, um fator muito específico nesta história toda - produtividade. Em palavras outras, um animal mais adaptado aos trópicos não conseguirá produzir mais que uma vaca holandêsa, que, há anos luz à frente em termos de pesquisa genética e especialização para tal, é imbatível em grandes produções leiteiras, em persistência de lactação e em precocidade.
Portanto, sua assertiva, infelizmente, vem encontrar severo entrave para que se possa tê-la como caminho a ser seguido.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 13/03/2012

Prezado Fernando Pinto,

Obrigado pela sua participação!

Temos, certamente, animais mais adaptados às condições tropicais. A escolha de animais mais adaptados não implica, necessariamente, em maior lucratividade na atividade. O mesmo raciocínio vale para animais especializados oriundos de clima temperado.

O "lógico" para mim é trabalhar direito e com aquilo que você tem capacidade. Se a sua capacidade permite fazer investimentos e uso de tecnologias (conceitos) e tecnificação (estrutura + equipamentos/maquinários) você poderá, certamente, ser feliz com a escolha de um plantel holandês, puro, por exemplo. No entanto, se não tiver capacidade de gerenciamento, conhecimento e/ou investimento para montar um sistema de produção mais caro, certamente terá problemas.

No mercado e no universo envolvendo técnicos e produtores existe a falsa conotação de que ao se trabalhar com sistemas menos tecnificados com menores investimentos em termos de infra-estrutura e maquinários, é possível ser mais eficiente e é possível se produzir leite mais barato (de modo mais eficiente). Muitos se esquecem que para ser eficiente, é necessário trabalhar com tecnologias avançadas, como por exemplo, o pastejo rotacionado. Essa técnica é indicada para animais de menor potencial de produção, no entanto, o manejo da pastagem bem realizado e capaz de gerar resultados requisita assistência técnica especializada e muitos conceitos envolvendo fisiologia vegetal associada à fatores edafoclimáticos, bem como conceitos envolvendo reposição e reciclagem de nutrientes, entre outras temas. Os estudos nessa área avançaram muito e é necessário profundo conhecimento do assunto para diagnóstico eficiente de desafios envolvendo a produção de forragens. Muitos conceitos são tão ou mais complexos e envolventes que sistemas de arraçoamento baseados em fornecimento de alimento no cocho (tradicionais confinamentos).

Portanto, para os trópicos ou qualquer parte do mundo em que queira produzir leite você terá que escolher o caminho em que você conseguir ser eficiente. Independentemente da escolha do sistema de produção dos animais em questão.

Um abraço, até!
FERNANDO CELA PINTO

SOBRAL - CEARÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/03/2012

Prezado João,

Só uma pergunta:
Não seria mais lógico nós trabalharmos com animais mais adaptados aos trópicos?

Saudações.
JOÃO PAULO V. ALVES DOS SANTOS

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 13/03/2012

Prezado Guilherme,

Nosso espaço é democrático e quanto mais informações e comentários que enriqueçam o tópico debatido, melhor.

Prezado Ricardo,

Concordo com as considerações do Guilherme.

Aguardamos seu posicionamento sobre o tema.

Um abraço!
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 13/03/2012

Prezado João Paulo V. Alves dos Santos: Peço sua licença para expender um argumento ao Ricardo Portugal, de Pitanga, PR: o biodigestor somente seria viável com sistemas que adotam grande número de animais, já que o volume necessário de dejetos não será alcançado por rebanhos reduzidos. Por isso é que este modelo não tem sido adotado com tanto entusiasmo, pela pecuária leiteira, no Brasil, muito embora seja muito útil. No meu sistema, por exemplo, que tende a manter-se, na máxima carga, em torno de quarenta e cinco animais da raça holandêsa e quinze , da Jersey, dificilmente, seria viável o implante de um biodigestor.
Obrigado, João Paulo, pela oportunidade dispensada.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
FAZENDA SESMARTIA - OLARIA - MG
=HÁ SETE ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
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