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Coberturas para instalações avaliadas quanto à eficácia no controle do stress térmico

POR COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

COWTECH

EM 23/06/2000

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João Paulo V. Alves dos Santos

As trocas de calor envolvendo organismos vivos ocorrem de maneira contínua, através de processos denominados: condução (troca de calor entre dois corpos sólidos), convecção (troca de calor entre um corpo sólido e o ar), evaporação (perda de calor no estado líquido) e radiação (transferência de calor de um corpo para outro de menor energia ou temperatura, através de ondas eletromagnéticas que atravessam o meio que os separa, de forma que o corpo mais frio receba mais calor).

Nos países de clima tropical e subtropical, é comum encontrarmos elevados índices de temperatura e umidade do ar, fatores que têm limitado o desenvolvimento, produção e reprodução de animais de alta produtividade. Tais condições ambientais desfavoráveis atuando em conjunto são responsáveis pelo stress térmico desenvolvido, principalmente, por bovinos de leite de alta capacidade de produção diária. Um animal em situação de desconforto térmico produz mais calor do que pode dissipar, alterando, assim, seu metabolismo, comprometendo seu rendimento e capacidade de ingestão de alimentos.

Segundo BOND (1976), um animal é capaz de receber energia das diferentes secções da sua vizinhança, e cerca de 21% da carga térmica de radiação incidente sobre ele é proveniente do material utilizado na cobertura.

A variação da temperatura interna de uma construção ocorre em função de uma série de fatores. Entre eles, podemos destacar:

- penetração de calor através da insolação, principalmente pela cobertura

- geração de calor por animais e equipamentos

- trocas térmicas por transmissão de calor, de fora para dentro (durante o dia) e de dentro para fora (durante a noite), através das superfícies que limitam o ambiente habitado

- trocas térmicas de aquecimento (durante o dia) ou esfriamento (durante a noite), em função do ar de ventilação.

A abordagem dos problemas acima tem gerado bastante polêmica quanto à melhor opção de cobertura para instalações de bovinos de leite. A opção mais barata para proteção à radiação incidente é o sombreamento natural ou artificial, de acordo com as circunstâncias da região. O tamanho, a orientação e pé direito do telhado são fatores que afetam a magnitude dos componentes da carga térmica radiante.

Nos últimos anos, diversas opções de cobertura foram testadas e avaliadas no Brasil e outros países. Em pesquisa conduzida no Deptº de Engenharia Rural da ESALQ-USP/Piracicaba no verão de 1993, foram testadas as seguintes coberturas:

- telha de barro tipo capa canal

- telha ondulada de cimento amianto

- telha térmica de perfil trapezoidal (composta por 2 chapas de alumínio de 0,5mm de espessura de poliuretano rígido expandido entre elas, perfazendo espessura final de 30mm)

- telha de zinco ondulada

- telha de alumínio ondulada

- telha de fibra de vidro translúcida

Para cada tipo de cobertura foram calculados a Carga Térmica Radiante (CTR) e o Índice de Temperatura de Globo e Umidade (ITGU), através dos dados obtidos pelos instrumentos coletores (termômetros de máxima e mínima, globo negro, bulbo seco e bulbo úmido), sendo a caracterização do ambiente das instalações realizada de acordo com os dados climáticos de posto meteorológico do Deptº de Física da mesma universidade. Os resultados obtidos, em termos de conforto são descritos conforme a tabela a seguir:

Tabela


Comentário MilkPoint: O barro foi o material que apresentou melhores índices de conforto, porém apresenta alto custo de implantação (gastos com madeiramento e telhas), sendo então recomendado a adoção do uso de telha de alumínio ou térmica (de acordo com melhor opção econômica disponível na região do produtor). A cobertura de cimento amianto ou de zinco não é recomendada em função dos índices de conforto obtidos, porém podem ser utilizadas se forem pintadas de branco e respeitarem um limite mínimo de 4 metros de pé direito. A opção da cobertura com fibra de vidro não é recomendada em hipótese alguma, sendo caracterizado como material extremamente desconfortante para uso em instalações animais.

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fonte: Trabalhos publicados na revista Engenharia Rural vol.1, vol.2, vol.8 e revista Scientia Agrícola

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