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O que acontece com a qualidade do leite até chegar a indústria e ser processado ?

POR LAERTE DAGHER CASSOLI

CLÍNICA DO LEITE/AGRO+LEAN

EM 13/08/2013

6 MIN DE LEITURA

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Por Laerte Dagher Cassoli
 
Esta é uma pergunta que merece atenção e que gostaríamos de compartilhar com os leitores algumas informações. Alterações na qualidade do leite podem ocorrer durante o percurso entre a fazenda e a indústria, em especial sobre na contagem bacteriana total (CBT). Há grande preocupação, por parte das indústrias, em promover a melhoria da qualidade do leite proveniente de seus fornecedores por meio de projetos de fomento e remuneração por qualidade. Como já publicamos em artigos da Revista Leite Integral, é evidente que indústrias que pagam por qualidade têm, como fornecedores de leite, produtores que prezam em suas fazendas por uma produção de melhor qualidade, isto é, com menor CBT. Entretanto, será que a qualidade alcançada pelos produtores não está sendo perdida ao longo da cadeia? O leite que está sendo processado por estas indústrias é realmente de boa qualidade? Qual a responsabilidade que cada elo do processo produtivo, seja ele produtor, transportador ou fábrica, possui na qualidade final do leite?

O que muda na qualidade do leite ao longo do tempo

Quando se fala em alterações da qualidade do leite ao longo da cadeia, nos referimos em especial à CBT, pois os demais indicadores como gordura, proteína e contagem de células somáticas não se alteram durante o percurso entre a fazenda e a indústria, isto é, entre a coleta do leite no fornecedor até o momento de seu processamento.

A alta contagem bacteriana pode trazer grandes prejuízos para indústrias que produzem leite pasteurizado, UHT, fermentados e queijos, gerando impactos específicos para cada tipo de derivado em diferentes graus. No caso do leite UHT, por exemplo, quando produzido a partir de um leite com alta CBT, há maior risco de precipitação da caseína por ação de enzimas produzidas pelas bactérias antes do processo térmico, o que certamente reduzirá o tempo de prateleira (shelf-life) do produto. Além disso, para se ter um maior controle microbiológico, é necessário aumentar a frequência de limpeza dos equipamentos processadores, o que impactará em um acréscimo nas despesas com produtos de limpeza e nos custos de manutenção dos maquinários e que, por consequência, aumentará os custos de produção.

Diante disso, apresentaremos a seguir alguns resultados de análises realizadas pela Clínica do Leite em diferentes indústrias que evidenciam o quanto a qualidade, alcançada no campo, pode ser perdida facilmente ao longo da cadeia, até o momento do processamento.

Os pontos críticos para a CBT

É preciso, em um primeiro momento, identificar os fatores que podem fazer com que a CBT seja elevava, desde o momento em que o leite é coletado na fazenda até o processamento na indústria. Desta forma, segue abaixo uma figura ilustrativa do caminho que o leite percorre e os principais fatores que podem afetar a CBT em cada ponto do percurso:

Cadeia


Como podemos observar, existem três principais momentos nos quais é importante realizar a medição da CBT ao longo da cadeia:

  • Leite armazenado no tanque da fazenda: Toda indústria ligada ao SIF deve amostrar, pelo menos uma vez por mês, o leite produzido e fornecido por cada produtor no momento da transferência para o caminhão. Até este momento, a CBT do leite é de inteira responsabilidade do produtor.

  • Leite armazenado no caminhão: As indústrias que possuem um controle de qualidade mais bem estruturado, para um melhor monitoramento da contagem microbiológica, fazem o mesmo tipo de amostragem nos caminhões tanque no momento em que é feita a descarga do leite na recepção da indústria. Com isso, se torna possível verificar qual foi o aumento da CBT da fazenda até a chegada à indústria.

  • Leite armazenado no silo: Infelizmente são poucas as indústrias que realizam a coleta de amostra do leite armazenado nos silos. Esta amostragem deveria ser feita imediatamente antes de se iniciar o processamento do leite, pois a partir de uma análise destas amostras, seria possível mensurar o acréscimo da CBT desde o momento da descarga do caminhão até o processamento do leite.


Realizando as amostragens na fazenda, durante a descarga do caminhão e posteriormente no silo, torna-se possível para a indústria verificar em qual momento a qualidade do leite está sendo comprometida. Vale ressaltar aqui, que o fundamental para a indústria é a CBT no momento do processamento do leite.
 
Ao longo deste processo, pode-se chamar a atenção para alguns fatores, como a temperatura de armazenamento do leite e o tempo gasto entre a coleta na fazenda e a industrialização. Se o leite não for armazenado sob baixas temperaturas, inferiores a 4oC, haverá crescimento bacteriano, da mesma forma que, quanto maior o tempo entre a coleta e o processamento, maior será a multiplicação microbiológica. Como exemplo, há estudos que mostram que o leite, quando armazenado sob temperatura de 7oC, poderá conter o dobro da CBT, entre o 3o e o 4o dia após a coleta, do que o leite sob refrigeração inferior a 4oC.

É sabido que há grandes limitações no processo de transporte, descarga e estocagem na indústria e é exatamente isso o que discutiremos com base nos dados apresentados a seguir.

O que está ocorrendo com a CBT nas nossas indústrias?

Dentre as 360 indústrias do banco de dados, monitoradas pela Clínica do Leite, usando o critério de monitoramento da CBT nas 3 etapas acima citadas (fazenda, caminhão e silo), foram selecionadas apenas 14 para o estudo. Considerou-se o período de 6 meses para se ter um maior número de observações.

Destas 14 indústrias, três foram selecionadas e identificadas como “Empresa A”, “Empresa B” e “Empresa C” que possuíam situações bem distintas entre si.
Calculou-se a média geométrica de CBT das amostras coletadas em cada etapa do processo, isto é, na fazenda do produtor, no caminhão durante o descarregamento e no silo.

Como pode ser observado nos gráficos abaixo, as três empresas analisadas possuíram CBT muito baixa nas amostras coletadas nos seus fornecedores (Empresa A = 22 mil UFC/mL, Empresa B = 62 mil UFC/mL e Empresa C = 12 mil UFC/mL).


Gráfico 1. Contagem bacteriana (mil UFC/mL) - Empresa A
emp1


Gráfico 2. Contagem bacteriana (mil UFC/mL) - Empresa B

emp2

Gráfico 3. Contagem bacteriana (mil UFC/mL) - Empresa C

emp3

No entanto, quando são analisadas as amostras de leite coletadas durante o descarregamento, pode-se ver claramente que as Empresas A e B perderam muito em qualidade durante o transporte.

Quando analisamos os resultados das amostras de Silo, nota-se que a Empresa A apresentou a mais alta CBT no momento do processamento e, portanto, foi a indústria que mais “perdeu” qualidade. A Empresa B, obteve um aumento da CBT na análise da amostra do Silo em comparação com a do caminhão, mas este aumento não foi tão intenso quanto o apresentado pela Empresa A.

Diante dos resultados apresentados pela Empresa C, pode-se considerá-la como uma referência e exemplo a ser seguido. A Contagem Bacteriana Total extremamente baixa proveniente da análise do leite coletado nos produtores (12 mil UFC/mL) foi mantida após o transporte (62 mil UFC/mL) e bem controlada também até o momento do processamento (Silo com 182 mil UFC/mL).

Comparando as Empresas A e C, ambas possuem um fornecimento de leite de qualidade, entretanto, a Empresa C é a que está conseguindo de fato um leite de melhor qualidade até o momento do processamento e, consequentemente, está obtendo melhores benefícios provenientes desta qualidade superior.

Qualidade, um compromisso de todos

Diante do que foi discutido, fica evidente que a qualidade do leite é um compromisso de todos os envolvidos na cadeia. Eventualmente, há indústrias que conseguem comprar um leite de excelente qualidade, e que muitas vezes pagam mais por isso, mas que, por descuido em outras etapas do processo, não estão colhendo os benefícios. Problemas de logística em indústrias, que acarretam um longo tempo de rota, são muito comuns de serem observados, como também a ocorrência de tanques muito antigos, com problemas de fissura, longo tempo de espera no pátio da indústria para descarregar, além do problema de capacidade de estocagem na fábrica, o que pode ocasionar o “remonte” de leite no silo. Todos estes problemas acima citados podem gerar um crescimento intenso de bactérias e, consequentemente, comprometer a qualidade do produto final.



 

 

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ALEX CAMPOS MACHADO

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 26/09/2013

Guilherme, obrigado pela atenção e carinho. E que as vezes a gente fica muito revoltado com a situação, tenho 15 anos de campo, ai os clientes acabam virando grandes amigos, e acabamos por sentir as dores.

Fique com deus.

Alex
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 20/08/2013

Prezado Alex Campos Machado: Dou um exemplo pessoal meu. Tenho um sistema de ordenha sem nenhum contato manual com o leite e o mesmo não entra em contato com o ambiente até chegar ao tanque de resfriamento, com a utilização de pré e pós "dip", sanidade de rebanho impecável, esterilização completa, equipamentos sempre avaliados e limpeza irrepreensível de todo o sistema (também automática, sem contato com o ambiente). Enfim, ambiência quase cirúrgica (rsrsrs). Minha última análise de CCS e CBT 22000.
Não é que, antes de eu adotar um sistema de análise paralela, de vez em quando acusava-se, pelo Laticínio, valores de CBT e CCS alterados, com desconto de valores na fatura?
Hoje, a análise que eu faço é norma para o Laticínio e, não fiz como o seu cliente - não mudei de comprador - que reconheceu o erro e devolveu os valores antes abatidos da nota.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
ALFA MILK
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
www.fazendasesmaria.com
JOSÉ SOARES DE MELO

PIUÍ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/08/2013

Bom dia professor Laerte
Muito interessante e esclarecedor sua pesquisa. Ela confirma que os técnicos brasileiros já sabem onde estão os problemas e como atuar sobre eles.
Infelizmente sou pessimista quanto ao nosso país vir a se equiparar aos países desenvolvidos nessa questão. A razão do meu pessimismo é que temos tudo, menos CORAGEM POLÍTICA, para agir.
O maior entrave, a meu juízo, é a existência de milhares de laticínios clandestinos espalhados por todo o Brasil, que mantem um mercado para leites sem qualidade. Se uma empresa cumpre a lei e penaliza um produtor por disconformidade, ele simplesmente muda de empresa. Muitas vezes a nova empresa até compra leite rejeitado pela anterior para incentivar a mudança do produtor. O produtor não tem nenhuma perda.
A solução é clara, mas pressupõe atitudes corajosas políticamente. Atitudes de estadistas, infelizmente ausentes em nosso país.
Que atitudes seriam essas? É simples. Basta fazer o que o Chile fez. Quando o leite de um produtor estiver fora das normas, a empresa compradora o notifica, comunica ao órgão governamental de cadastro e o produtor fica impedido de mudar de empresa até se adequar. Esse produtor só poderia mudar após um longo tempo de conformidade com as normas. As empresas também estão sujeitas a punições severas se descumprirem a lei.
No Brasil a aplicação de tais medidas seria muito simples. Todos os produtores de leite do país têm o NIRF (Número de Inscrição na Receita Federal), que poderia ser usado como se fez no Chile.
Com certeza nada disse será feito, pois nossos políticos não são estadistas. Seus olhos só enxergam a próxima eleição. Talvez na próxima geração... ou em 2050 ...talvez....
José Soares de Melo
Presidente da Cooperativa Centra MinasLeite
CLÍNICA DO LEITE

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 19/08/2013

Olá João Paulo,

Agradeço pelo seu comentário e participação.

Certamente existe muito a ser feito, mas o importante de tudo é que é possível. Temos exemplos de indústrias que estão fazendo um trabalho de excelência, como voce mesmo mencionou.

Abc
Laerte
CLÍNICA DO LEITE

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 19/08/2013

Olá Eduardo,
O seu comentário é muito pertinente, e diria que comum entre os produtores. Coincidência ou não, escrevemos 2 artigos para a Leite Integral (um deles já publicado) que abordam estas questões. Num deles tratamos sobre a questão de número mínimo de amostras para pagamento por qualidade (nele abordamos a questão da variação nos resultados dentro de uma mesma fazenda e o impacto na classificação do leite). No outro, que será publicado na edição de setembro, mostraremos os "bastidores" de um laboratório de qualidade do leite, e o que é feito para garantir a qualidade dos resultados. Acredito que grande parte das questões são respondidas nestes artigos, mas aproveito a oportunidade para compartilhar algumas outras informações:

a) Se a amostra for mantida sob refrigeração (abaixo de 10oC e com conservante), poderá ser analisada em até 9 dias após a coleta, sem qualquer impacto ao resultado.

b) A estabilidade dos equipamentos analíticos é checada a cada 100 amostras dentro de uma mesmo lote (para análise de composição/CCS, já para CBT é a cada 20 amostras). Se o lote tiver menos que 100 é feita pelo menos 1 verificação. Para isso temos o que chamamos de "amostra piloto (ou controle)", amostra com valor conhecido. Caso o equipamento apresente tendência/desvio, é feita verificação com material de referencia e ajuste da calibração. Este ajuste também é feito de forma periódica 3x por mês. Além disso, existem vários outros controles de qualidade previstos pelas normas da ISO/IDF (International Dairy Federation) e que o laboratório deve seguir. O objetivo é que uma amostra analisada em qq laboratório do mundo que siga as normas, apresente resultados estatisticamente semelhantes.

c) Cada ensaio tem o que chamamos de incerteza de medição. No caso de componentes, por exemplo, a incerteza é de no máximo +/- 0,07 unidades. Exemplo: uma amostra com teor de gordura de 3,50% se analisada inúmeras vezes no mesmo equipamento, apresentará resultado de 3,43% a 3,57%. Ressalto que esta incerteza é a máxima aceitavel, geralmente ficando entre +/- 0,05. Para CCS, este limite é de +/- 10%.

Qualquer dúvida adicional, estaremos a disposição.
Segue abaixo meu email
laerte@clinicadoleite.com.br

Saudações,

Laerte


EDUARDO AMORIM

PATOS DE MINAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 19/08/2013

Prezado Dr. Laerte Cassoli,

Nos últimos 12 meses venho monitorando mais atentamente as nossas analises de leite do tanque e estão ocorrendo variações atípicas dentro de um mesmo mês (3,23 para 2,95) principalmente no teor de proteína e na gordura (3,94 para 3,74) só para citar os exemplos mais recentes. A variação da proteína e mesmo de gordura num sistema de confinamento em Free Stall com sistema de resfriamento (ventiladores e aspersões na linha do cocho), dieta com vagão total mix, pisos de borracha, escovas de massagem, limpadores automáticos nos corredores, não deveria ser significativa mas esta ocorrendo, ainda mais no inverno com Índice de temperatura e umidade - ITU baixos . Em mais de uma oportunidade enviei amostras espelho da coleta feita pela DPA e também houve variações significativas em amostras coletadas nas mesmas condições. Diante do exposto tenho algumas dúvidas: O tempo entre a coleta e a analise afeta o teor de sólidos no leite? Os equipamentos da Clinica são aferidos de quanto em quanto tempo? Qual a margem de erro para proteína e para gordura? Desde já agradeço a atenção.
Eduardo Amorim
Fazenda Caatingueiro
Patos de Minas
COWTECH - CONSULTORIA E PLANEJAMENTO

LENÇÓIS PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 19/08/2013

Parabéns Laerte, Professor e toda equipe da Clínica, pela divulgação de mais um importante trabalho com dados reveladores.

Fica claro que há muito ainda por fazer e que a questão da qualidade do leite e seus desafios não deve ser avaliada somente dentro das fazendas.

Confesso que fiquei surpreso e, um tanto quanto decepcionado ao perceber que o esforço de técnicos e produtores para produzir leite de forma correta acaba sendo comprometido por problemas como os descritos no texto acima.

Como produtor e consultor de fazendas, cansei de ver motoristas relaxados e mal treinados fazendo mal serviço, bem como mangueiras e caminhões mal higienizados entrarem em fazendas para coletar matéria-prima de boa qualidade. Cabe ao produtor trabalhar em parceria com a Indústria, acusando e denunciando irregularidades na coleta, para que os laticínios possam, também avaliar pontos de estrangulamento.

No nosso caso, particular, por exemplo, entregamos para grande empresa do setor e o intercâmbio e colaboração (como confiança) são mútuos.

Novamente, parabéns pelos dados apresentados. Simples e concretos.

Um abraço à todo da Clínica!
ANDREA TROLLER PINTO

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 19/08/2013

Prezado!
Muito bom! Vou usar, como ferramente de ensino/aprendizagem na disciplina de Inspeção e tecnologia de leite e derivados da Faculdade de Veterinária da UFRGS, obviamente citando a fonte! Acho fundamental que os futuros médicos veterinários tenham o contraponto prático e este artigo é perfeito! Um grande abraço e minha admiração!
ALEX CAMPOS MACHADO

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 17/08/2013

Bom dia Laerte ! Parabens pelo artigo.

Bom dia Guilherme!

Guilherme, faço minhas as sua palavras, inteirando um detalhe já vivenciado com produtor da NESTLE.

Nestle estava penalizando o produtor pela alta CBT. fiz uma analise nos dois equipamentos de ordenha deste cliente, não foi constatado nenhum foco de UFC,equipamento bem dimensinado, e seguindo todas as nomas do CBQL.

- Chamei o gerente de linha para fazer a analise do leite deste cliente, na minha presensa, o cliente tem 4 resfriadores de leite, em um dos resfriadores, sempre ficava o restante de leite da ultima ordenha (a qual se tornava a 5a ordenha, e esta 5a ordenha condenava toda a qualidade). em resumo o leiteiro na ansia de chegar mais cedo em casa, não respeitava os horarios estipulados para coleta.

Moral da historia: Produtor foi penalisado financeiramente, Nestle reconheceu o ERRO, e não fez a restituição dos valores devidos ao produtor.

PRODUTOR MUDOU DE LATICINIO.

HOMILTON NARCIZO DA SILVA

GOIÂNIA - GOIÁS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 17/08/2013

Parabens Sr.Laerte. São pesquisas assim que nos esclarecem situações que muito eu tinha minhas duvidas, porque tenho um leite tido por nalises, de ótima qualidade, e este meu leite é colocado junto com leite de toda qualidade, então o meu capricho, nesta hora, pouco adiante com relação á qualidade, porque nenhuma empresa tem separador de leite em caminhões, e nem adiantaria ´se na hora da coleta do meu leite ou de outros considerados bons, são feito uma pré analise, antes da coleta, e com a comparação que foi feita, também as industrias não tem ou não empemham em conservar as qualidades que sairam das fazendas.
Abraços Homilton
SERGIO LUIS DA SILVA

TEUTÔNIA - RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 17/08/2013

É isso aí Laerte, qualidade é compromisso de todos....
BLZ... ótimo matéria, que esse tema seja lido por todos que trabalham com laticínios e também seja colocado em prática para melhorar qualidade dos nossos produtos.

Abraços!
LOMANTO ARANTES MORAES

ANÁPOLIS - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/08/2013

Parabéns Laerte!!!
Se o que interessa é o resultado no momento da transformação!!!
Não seria prudente(digo, no mínimo mais inteligente e talvéz até mais econômico) o SIF usar como porteira de apartação, os resultados de CBT (e todos os outros como inibitórios e pesquisas diversas), resultantes de coletas de amostras de todas as descargas realizadas na Industria, colhidas por fiscais e realizadas na RBQL e disponibilizadas num rank?
Aí sim, acho que a qualidade apareceria.
MARIO THEDY

BARRA DO QUARAÍ - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 16/08/2013

Sorprendente .....como pequeño productor me llamo mucho la atencion. Son tan habiles estas industrias que muchas veces nos hacen creer que la calidad es responsabilidad solo nuestra. O mayormente nuestra y de esta forma haciendo terribles descuentos. Soy uruguayo en la frontera con Brasil....hasta hace poco tiempo remiti a una industria de unos mexicanos instalada en Salto norte de Uruguay. Me fundieron.
CLÍNICA DO LEITE

PIRACICABA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 15/08/2013

Olá Dalíriam,
Infelizmente para este levantamento, não temos registrado esta informação que certamente é um dos fatores que explica a diferença entre as empresas.
Acredito que a grande mensagem destes resultados é que, é possível se produzir leite com qualidade do produtor até o processamento.
Saudações,
Laerte
DALÍRIAM VIEIRA NOGUEIRA

INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA LATICÍNIOS

EM 15/08/2013

Excelente matéria, mostra de forma clara que de nada adianta o trabalho de apenas um setor.
Com base no estudo realizado, é possível saber o tempo que ambos gastarão entre coleta na propriedade, descarregamento e envio para produção?

Abraços!
VERA JOCK PIVA

MARINGÁ - PARANÁ - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 15/08/2013

Caro Laerte,
Parabéns pelo texto. Muito a fazer para a melhoria da qualidade do leite do produtor ao produto acabado.As tabelas são esclarecedoras, e apontam as falhas do monitoramento da matéria prima desde a origem : higiene e temperatura !
Abraços,

Vera Jock Piva - médica veterinária -servidora pública federal aposentada.
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/08/2013

Prezado Laerte Dagher Cassoli: Parabéns pela análise. O grande problema está na coleta das análises que são efetivadas sem a técnica necessária (esterilização do recipiente de coleta; agitação do leite no tanque, por, pelo menos, cinco minutos, para homogeneizar; frasco de coleta esterilizado, entre outros), o que altera, sobremaneira, aos quantitativos. Por outro lado, a armazenagem deficiente destas amostras e a longa permanência dentro dos transportes até o envio aos laboratórios responsáveis, de idêntica maneira, distorce aos resultados finais apurados.
Deflui daí que grande parte da realidade estampada nestes exames é moldada pelo despreparo dos prepostos das indústrias, em detrimento dos produtores que, assim, ficam à mercê destes maus profissionais, além de estarem subsumidos ao sistema de penalização, que somente beneficia às plantas industriais e que, a meu ver, beira à exploração, onde além de não pagar o estabelecido pela qualidade, ainda descontam o mesmo dos montantes financeiros quitados.
Resta, aos que têm conhecimento e condições para tanto, fazer, como nós, na Fazenda Sesmaria, análises em paralelo, para apurar a realidade de suas produções.
Em conclusão, enquanto existir este estado de coisas, o Brasil nunca terá suas análises aprovadas a nível internacional e a falta de qualidade de nosso leite sempre será creditada aos produtores, ainda que estes façam tudo correto dentro de suas porteiras.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
ALFA MILK
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
www.fazendasesmaria.com

PAULO FERNANDO ANDRADE CORREA DA SILVA

VALENÇA - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 15/08/2013

Laerte,
Muito interessante o enfoque sobre a qualiadade do leite até chegar na industria. A APLISI tem trabalhado tanto junto ao produtor, promovendo a utilização de agios e desagios no preço do leite para CBT e CCS cada vez mais agressivos, de forma que o deságio do leite ruim pague o ágio do leite bom, ficando assim o custo final transparente para a industria compradora, como também na fiscalização e parceria na logística na ponta do produtor com as industrias contratadas.
Parceria porque o produto final, leite e derivados para o consumidor são frutos de um processo que começa no produtor e termina na boca do consumidor.
Poleca. APLISI.
WILSON CAETANO DE SOUZA

PENÁPOLIS - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 15/08/2013

parabens Laerte pela matéria
ACIVALDO JOSÉ DE FREITAS

AMORINÓPOLIS - GOIÁS

EM 14/08/2013

Fica bem claro que a melhoria da qualidade do leite no Brasil está muito mais na profissionalização da indústria do que a criação de programas de pagamento por qualidade. Por mais importância que tenham os programas de pagamento por qualidade, não são confiáveis, pois na maioria das vezes quem conduz as coletas de amostras e o seu encaminhamento são as indústrias. E está provado que elas não tem competência para isso. Senão não permitiriam tanta perda de qualidade do leite quando este está sob sua responsabilidade, conforme demonstra o artigo.
MilkPoint AgriPoint