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Probióticos, posbióticos e paraprobióticos: entendendo as diferenças

ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

EM 16/08/2017

2 MIN DE LEITURA

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A era dos probióticos chegou e daqui para frente encontraremos cada vez mais produtos com alegações funcionais por conterem tais culturas. Com isso todos ganham, as empresas por agregarem valor e qualidade aos seus produtos e os consumidores por ganharem mais saúde e bem-estar.

Primeiramente, precisamos definir que probióticos são micro-organismos vivos (bactérias ou leveduras) que são capazes fazer um upgrade à nossa saúde. Quando consumidos regularmente uma “pequena revolução” acontece: nossa flora intestinal encontra um balanço mais favorável e isso pode resultar em adequação do hábito intestinal, combatendo constipação ou diarreia, por exemplo. Nosso sistema imune fica em alerta e percebendo que são culturas “amigas” ele sinaliza homeostase, o que significa harmonia fisiológica.

Como os probióticos competem com bactérias putrefativas, uma quantidade menor de metabólitos tóxicos é liberada no intestino o que pode resultar em redução do risco de câncer de cólon. Pressão arterial pode ser normalizada pela presença de peptídeos bioativos liberados por determinadas culturas. A saúde da mulher é beneficiada pela redução do risco de candidíase pelo equilíbrio da microbiota vaginal. Até mesmo estresse e ansiedade podem ser combatidos em resposta ao consumo de probióticos, devido ao eixo intestino-cérebro. Chamamos de crosstalk essa “conversa” que se estabelece entre nós e os micro-organismos de nossa flora intestinal e quando as culturas são “amigas”, as sinalizações são boas. A ciência a cada dia aponta para novas linhas de ação, então o futuro deve ainda guardar novidades no campo dos probióticos.

Mas falando em futuro, podemos dizer que estamos a um passo de revolucionar a linha de estudos e aplicações de probióticos. Novos conceitos que estão em voga são: posbióticos e paraprobióticos. O primeiro se refere a probióticos (ou frações de suas células) que foram inativados e o segundo são substância produzidas por probióticos e que podem ter efeito nutricional, metabólico ou no sistema imune.

Desta forma, novas avenidas de possibilidades são estabelecidas para obtenção de produtos com alegações de saúde. Mesmo que em um produto os probióticos não estejam viáveis (porque foi aplicado tratamento térmico e/ou pressão, por exemplo), ou mesmo sem a adição de probióticos, mas, especificamente de substâncias por eles sintetizadas, benefícios à saúde poderiam ser alegados. Exemplo de vantagens do emprego de paraprobióticos em relação aos probióticos viáveis seriam sua menor interação (ou não interação) com os alimentos preservando shelf-life; indicação de serem adicionados em alimentos previamente ao processo térmico; simplicidade de transporte e estocagem, entre outros. Os posbióticos apresentam propriedades semelhantes, podendo por exemplo ser isolado um peptídeo com propriedade de reduzir pressão arterial e ser incorporado em algum alimento destinado ao público dos hipertensos.

Ainda assim, na minha opinião particular, quando assumido que posbióticos e paraprobióticos podem trazer benefícios, maior ainda serão quando as culturas probióticas estiverem ativas e em quantidades elevadas. Até o momento, os lácteos são as matrizes alimentares mais favoráveis para essa sobrevivência e veículo.

Referências bibliográficas

ALMADA, C. N. et al. Paraprobiotics: evidences on their ability to modify biological responses, inactivation methods and perspectives on theis application in food. Trends in Food Science and Technology, v. 58, p. 96-114, 2016.

MANARINI, T. A era dos probióticos. Saúde é vital. Julho 2017, p. 30-35.

 

ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

Docente da Faculdade de Ciências Aplicadas-FCA/UNICAMP. Graduação em Nutrição (UFPEL), Mestrado em Ciência e Tecnologia Agroindustrial (FAEM/UFPEL), Doutorado em Alimentos e Nutrição (FEA/UNICAMP), Pós Doutorado no TECNOLAT/ITAL.

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ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

LIMEIRA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 22/08/2017

Agradeço suas palavras Sthéfano!



Cordialmente



Adriane
STHÉFANO PEREIRA SABINO

CAMPINAS - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 22/08/2017

Tema extremamente interessante e instigante. Parabéns!
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