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Probióticos e prebióticos em fórmulas para lactentes

ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

EM 12/01/2016

2 MIN DE LEITURA

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Todos sabemos que o leite materno é o melhor alimento que um bebê pode receber tanto do ponto de vista nutricional, imunológico e fisiológico como psicológico, considerando a interação da mãe com seu filho. Mas nem todos os bebês têm esse privilégio, por diversas razões. Felizmente existem opções de leites maternizados, que mesmo que não sejam capazes de substituir de forma global o aleitamento materno, representam a melhor alternativa. Isto porque bancos de leite têm limitação de fornecimento (destinando-se para bebês prematuros e de baixo peso) e o leite de animais de outras espécies (como da própria vaca) não apresentam composição adequada para serem oferecidos diretamente para nossos bebês.

As fórmulas de leite maternizado são desenvolvidas a partir de estudos detalhados e estão constantemente sendo aprimoradas. Já se sabe de longa data que o leite materno apresenta açúcares específicos que têm ação prebiótica, ou seja, ajudam a estimular o crescimento de bactérias benéficas no intestino. Desta forma, incorporar agentes prebióticos na elaboração de leites maternizados é altamente recomendável.

Uma descoberta mais recente é que o próprio leite humano apresenta microrganismos probióticos (promotores de saúde). Essa combinação de probióticos e/ou prebióticos observada no leite humano tem como objetivo proporcionar aos bebês uma colonização intestinal adequada, beneficiando inclusive a função imune. Imitar a natureza parece ser o melhor caminho mais uma vez. Desta forma, além de todos os macro e micronutrientes adicionados às formulas infantis, enfatizamos nesta matéria a importância de serem agregados probióticos e/ou prebióticos para oferecer aos bebês que não estão recebendo leite de suas mães e consequentemente os benefícios semelhantes ao que estão sendo alimentados exclusivamente com leite humano.

É claro que existem desafios a serem suplantados para fabricação de fórmulas infantis contendo tanto probióticos como prebióticos. Como os prebióticos quimicamente são açúcares, eles são mais fáceis de serem adicionados e se manterem estáveis nas fórmulas, mas probióticos são células vivas e que precisam se manter viáveis durante o armazenamento do produto. E mesmo no preparo doméstico, se o leite for aquecido em temperaturas acima de 50ºC-60ºC, os probióticos serão destruídos! Informações de preparo precisam estar muito claras no rótulo do produto. Outro ponto fundamental é a garantia de que o probiótico empregado é seguro e está sendo empregado na quantidade adequada.

Nossos “hermanos argentinos” saíram à frente e lançaram uma fórmula infantil contendo probióticos que foram obtidos do próprio leite materno. O produto se chama Puleva®.

Tomara que o Ano Novo traga novidades para o mercado de fórmulas para lactentes!
 

ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

Docente da Faculdade de Ciências Aplicadas-FCA/UNICAMP. Graduação em Nutrição (UFPEL), Mestrado em Ciência e Tecnologia Agroindustrial (FAEM/UFPEL), Doutorado em Alimentos e Nutrição (FEA/UNICAMP), Pós Doutorado no TECNOLAT/ITAL.

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ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

LIMEIRA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 13/01/2016

Prezada Priscila



Agradeço seu comentário! Concordo que é importante oferecer aos lactentes opções de produtos semelhantes ao leite materno.Quanto mais semelhantes, melhor!  



Cordialmente



Adriane
PRISCILA TURA SAKAMAE

CAMPINAS - SÃO PAULO - ESTUDANTE

EM 12/01/2016

Adorei a matéria! Parabéns prof Adriane, muito clara e sobre um assunto muito importante! Espero que as indústrias tenham em mente agregar probióticos em suas fórmulas infantis, seria incrível para os bebês que não podem ser amamentados.

Obrigada,

Abraços

Priscila ;)
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