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Probiótico em leites fermentados: células viáveis ou inativas são igualmente promotoras de saúde?

ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

EM 15/10/2014

1 MIN DE LEITURA

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Uma forte tendência de mercado são os iogurtes ou demais leites fermentados contendo culturas reconhecidas como probióticas. Para esses produtos a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) estabelece que a quantidade mínima viável de probióticos deva estar situada na faixa de 108 a 109 UFC (unidades formadoras de colônias) na porção diáriado produto pronto para o consumo, conforme indicação do fabricante. Assim sendo, a legislação brasileira é clara: cultura viva e abundante!

Desta forma, os laticínios precisam garantir a viabilidade das referidas culturas durante toda a vida de prateleira dos produtos, com todos os desafios tecnológicos e logísticos que isso representa. Mas existem trabalhos científicos que também demostram que células inativadas de microrganismos probióticos podem favorecer a saúde humana (com ação anti-inflamatória e/ou imunomoduladora, por exemplo), criando-se um novo conceito onde tais culturas seriam chamadas de “ghostprobiotic” (probiótico fantasma).

A FAO (Foodand Agriculture Organization) também faz coro à necessidade de que probióticos devam ser administrados viáveis e em quantidades suficientemente elevadas, para proporcionar o efeito de promoção da saúde. Outros países que seguem o mesmo caminho são França, Itália e Canadá, além do Brasil, com já dito.

Pelo senso comum, é fácil chegar a uma conclusão final sobre o caso: se “probiótico fantasma” pode favorecer nossa saúde; probiótico vivo mais anda! Vida longa aos probióticos! Vida longa para seus consumidores!

Referências Bibliográficas:

ANVISA. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Alimentos com Alegação de Propriedades Funcionais e ou de Saúde, Novos Alimentos/Ingredientes, Substâncias Bioativas e Probióticos. 2008. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/alimentos/comissoes/tecno_lista_alega.htm.

TAVERNITI, V., GUGLIELMETTI, S. The immunomodulatory properties of probiotic microorganisms beyond their viability (ghost probiotics: proposal of paraprobiotic concept). Genes Nutr., v. 6, p. 261-274, 2011.
 

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ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

Docente da Faculdade de Ciências Aplicadas-FCA/UNICAMP. Graduação em Nutrição (UFPEL), Mestrado em Ciência e Tecnologia Agroindustrial (FAEM/UFPEL), Doutorado em Alimentos e Nutrição (FEA/UNICAMP), Pós Doutorado no TECNOLAT/ITAL.

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ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

LIMEIRA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 17/10/2014

Oi Paulo.

Sim, alguns estudos já comprovaram que culturas inativas também podem ter ação benéfica. O artigo que referenciei (TAVERNITI, GUGLIELMETTI, 2011) se fundamenta em trabalhos científicos que encontraram efeitos positivos. Mas culturas probióticas ativas certamente apresentarão maior potencial de promoção de saúde.  
PAULO MAURICIO B BASTO DA SILVA

CASTRO - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 17/10/2014

Obrigado por sua ajuda. Então podemos dizer que as culturas "inativas" ou "fantasmas" teriam algum efeito em função do material do DNA das células ou das membranas ser aproveitados (absorvidos) pelo organismo de quem a consome e com isso promover efeitos benéficos???
ADRIANE ELISABETE ANTUNES DE MORAES

LIMEIRA - SÃO PAULO - PESQUISA/ENSINO

EM 16/10/2014

Olá Paulo. Excelente pergunta! Certos efeitos fisiológicos dos probióticos podem estar determinados no DNA da cultura (que não precisaria portanto estar ativa). Outra possibilidade é o feito promotor de saúde estar relacionado à metabólitos liberados pelas culturas. Por fim, alguns efeitos, como estímulo ao sistema imune, podem estar relacionados com componentes da membrana celular destas bactérias.

Espero ter esclarecido satisfatoriamente sua dúvida.
PAULO MAURICIO B BASTO DA SILVA

CASTRO - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 16/10/2014

Prezada Adriane, como uma célula inativada pode ter sua função ativada como probiótico???
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