Segundo Fabrício Torres, gerente técnico da MSD Saúde Animal, o principal diferencial da solução está na capacidade de proteção fetal, especialmente diante dos desafios causados pela Diarreia Viral Bovina (BVD).
"A grande mudança que a Bovilis Vista 5 L5 traz ao mercado está associada diretamente à proteção fetal. Isso tem uma correlação muito especial com o fato de toda a fração viral da vacina ser composta por vírus vivos modificados. O grande destaque é a BVD, que é o vírus com maior capacidade de atravessar a barreira placentária, infectar o feto e gerar perdas gestacionais", explica.
De acordo com Torres, estudos demonstram que a tecnologia viva modificada proporciona níveis de proteção superiores aos observados em vacinas inativadas, principalmente quando o objetivo é evitar a infecção fetal causada pela BVD.
"Talvez esse seja o maior desafio entre as doenças virais da reprodução. Todos os trabalhos mostram que a Vista 5 L5 apresenta proteção fetal muito superior às demais alternativas disponíveis atualmente", afirma.
Hardjo-bovis: um agente emergente que ganha protagonismo
Outro destaque da vacina é a inclusão do sorovar hardjo-bovis, considerado um dos principais agentes causadores da leptospirose bovina em diversos países.
Embora ainda pouco discutido no Brasil, o tema vem ganhando relevância à medida que novos estudos apontam a circulação do agente nos rebanhos nacionais.
"O hardjo-bovis é um sorovar amplamente destacado na literatura internacional. O que talvez falte no Brasil é uma percepção mais clara da sua importância. Já existem trabalhos mostrando alta circulação desse agente no país e sabemos que ele tem impacto relevante sobre os índices reprodutivos", destaca Torres.
Segundo ele, o primeiro isolamento do hardjo-bovis em território brasileiro ocorreu em 2016. Desde então, o conhecimento sobre sua presença e seus impactos tem avançado rapidamente.
"Não tenho dúvidas de que, entre os sorovares de leptospira, o hardjo-bovis é hoje o mais emergente. Não porque ele não circulasse antes, mas porque agora estamos compreendendo melhor sua importância. Essa percepção tende a crescer muito rapidamente nos próximos anos."
Menos manejos, mais proteção
Além da abrangência sanitária, a proposta de dose única busca responder a uma das principais dificuldades enfrentadas pelos pecuaristas: a execução dos manejos sanitários. "A gente sabe que um dos grandes desafios da pecuária são os manejos. Ter uma vacina que entrega alta imunidade, proteção diferenciada e ainda funciona em dose única facilita muito a rotina das propriedades", comenta o gerente técnico.
Segundo Torres, a combinação entre resposta imunológica robusta e duração prolongada da proteção reduz a necessidade de reforços e oferece mais tranquilidade para os programas sanitários. "É um diferencial importante e disruptivo. A duração prolongada garante que não seja necessário fazer dose de reforço da 5 L5 nem encurtar o calendário vacinal diante de desafios sanitários mais elevados."
O benefício tende a ser ainda mais relevante em sistemas extensivos ou em fazendas com menor frequência de manejo, onde reunir os animais representa custos operacionais significativos.
Segurança e recomendações de uso
A utilização de vacinas vivas modificadas ainda gera dúvidas entre produtores, especialmente em relação à segurança em vacas prenhes ou em lactação. Segundo Torres, a tecnologia já está consolidada internacionalmente e apresenta segurança quando utilizada conforme as recomendações técnicas. "As vacinas vivas são utilizadas mundialmente há mais de 20 anos. É uma tecnologia consagrada e, quando usada dentro das recomendações de bula, apresenta total segurança", afirma.
Ele ressalta, entretanto, que alguns cuidados são fundamentais. Em animais que nunca receberam vacinas vivas modificadas, a aplicação não deve ser realizada durante a gestação.
"Em animais primovacinados, que nunca receberam uma vacina viva, não podemos vacinar durante a gestação. Embora os índices sejam baixos, existe a possibilidade de repercussões que podem levar à perda gestacional."
Outra orientação importante envolve programas de inseminação artificial. "Se o animal nunca recebeu uma vacina viva, especialmente para IBR, recomendamos um intervalo mínimo de um ciclo estral entre a vacinação e o início do protocolo de inseminação. O ideal é trabalhar entre 21 e 30 dias."
Com foco em proteção fetal, praticidade operacional e ampliação da cobertura contra agentes reprodutivos relevantes, a Bovilis® Vista® 5 L5 chega ao mercado apostando em uma estratégia que combina inovação tecnológica e simplificação do manejo sanitário — dois fatores cada vez mais valorizados por sistemas de produção que buscam eficiência e redução de perdas.