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Influência da sazonalidade na reprodução das ovelhas e cabras

POR MARIA EMILIA FRANCO OLIVEIRA

PRODUÇÃO

EM 19/10/2012

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A atividade reprodutiva nas fêmeas ovinas e caprinas segue o padrão de ciclo estrais, entretanto, restrito a determinados períodos, conferindo a denominação de poliéstricas estacionais. Sob influência do fotoperíodo, a reprodução dessas fêmeas é assinalada por épocas em que não se registra comportamentos de estro e ovulações (anestro estacional) e outras em que há o retorno dos ciclos estrais (ciclicidade).

O que determina esse efeito são as variações no comprimento dos dias ao longo do ano. De acordo com a localização geográfica do sistema de criação esta mudança é mais ou menos marcante ou até ausente. Regiões com latitudes superiores a 35° tem expressiva influência do fotoperíodo sob a reprodução dos pequenos ruminantes, caracterizando os dois períodos bem definidos, anestro e ciclicidade. No Brasil, pode-se observar ao Sul uma grande influência sob as raças de ovelhas lanadas lá criadas, enquanto ao Norte e Nordeste este efeito pode ser considerado ausente.

O incremento da atividade ovariana, nestas espécies, ocorre nos meses entre o outono e inverno, em virtude da diminuição das horas de luz nestes dias em relação a primavera e verão. A influência reprodutiva ocorre devido ao aumento da produção e liberação da melatonina. Como este hormônio é sintetizado durante as horas de escuridão (noite), nos dias mais curtos observa-se suas maiores concentrações. A melatonina, por sua vez, tem efeito estimulatório sobre os hormônios reprodutivos (GnRH, FSH e LH), nos pequenos ruminantes. Dessa maneira, as funções ovarianas são estimuladas fazendo com que estes animais se reproduzam em dias curtos.

O padrão estacional da reprodução direciona naturalmente a estação de acasalamento para o outono e inverno e nascimento dos cordeiros e cabritos para a primavera e início do verão, épocas consideradas adequadas pelas temperaturas mais amenas e alta disponibilidade das pastagens.

Como exposto anteriormente, em regiões tropicais e equatoriais a estacionalidade é pouco expressiva, exibindo uma temporada reprodutiva mais prolongada que em regiões temperadas. Vale ressaltar ainda que outros fatores, climáticos e nutricionais, podem muitas vezes ser responsáveis por influências negativas à reprodução, resultando no aparecimento de anestros ou ciclos anovulatórios, assim como, reduzida fertilidade ou prolificidade, mesmo em locais de baixa latitude.

A característica estacional da reprodução das ovelhas e cabras tem expressivo efeito econômico negativo. A eficiência reprodutiva e produtiva é comprometida pelo padrão sazonal de produção de crias, elevado intervalo entre partos e grandes períodos improdutivos. A alternativa para melhorar a eficiência, sob estas condições, é utilizar técnicas de manipulação hormonal ou de manejo para indução e sincronização do estro e ovulação. Dessa forma, durante o anestro estacional estes animais são induzidos a retornarem ao padrão de ciclicidade e podem emprenhar em diferentes épocas do ano.

MARIA EMILIA FRANCO OLIVEIRA

www.mariaemilia.vet.br

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DEIZINHO

SEABRA - BAHIA - ESTUDANTE

EM 10/01/2014

boa noite queria saber tudo sobre para criacao de raca santo ins e doencas moro na capada diamantina na bahia estou pretentendendo criar esta raca cruzada co drope
CLEIDSON TOMAZ

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - ESTUDANTE

EM 06/08/2013

Muito boa as explicações sobre o fotoperiodo relacionado a reprodução!
ABISAI DE OLIVEIRA SOUSA

SÃO LUÍS - MARANHÃO - PESQUISA/ENSINO

EM 05/11/2012

Desenvolvemos com alguns colegas um trabalho com bubalinos no vale do Ribeira (SP) que demonstra comportamento sazonal parecido com os ovinos, e observamos que a luminosidade só interfere quando superior a 13 horas e 15 minutos de fotoperíodo, em experimento a campo.
ELDAR RODRIGUES ALVES

CURITIBA - PARANÁ

EM 26/10/2012

OLa

Amigo  Enei, apesar de teres esse problema , eu continuaria fazendo esse acasalamento, mas tambem poderas fazer com corriedale (grande vantagem pois não perdera valor da lã e teras otimos borregos para venda de carne)  outra vantagem é a de que  corriedale tem bastante femeas na regiao, . Outro bom acasalamento seria com  hampshaire (esse cruzamento originou uma raça na  europa que  é  impressionante   que se chama dorsetdawn .  agora  nada  bate o cruzamento com suffolk que originou na australia a raça white  suffolk . Como voce  pode ver para fazer o cruzamento por absorção muitas podem ser as opções , o poll dorset é muito racador  eapartir de 3\4  as  cruzas ja estão com morfologia quase que total de poll dorset, um  fato imperioso é que a linhagem de poll dorset  usada seja com  sangue  australiano ou neozolandesa , jamais usar linhagem  americana pura. pois são direcionadas a carre e nossa cultura no Brasil  é de pernil, assim as pessoas acham a linhagem americana muito  comprida porem fina. Concluindo  caro amigo o  Poll DORSET  consegue melhorar carcaça cruzando ate  com santa ines ,           nao desmerecendo essa raça ,  que  tem  incrivel capacidade de sobrevivencia no calor , mas  peca  muito  em  carcaça.Tambem no Alegreyte temos otimas experiencias com cruza com ideal veja  no meu  face   ELDAR  Alves

  Abraço

Eldar
ENEI ROBERTO VEIGA DA SILVA

ARROIO GRANDE - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE

EM 25/10/2012

Oi Eldar! Obrigado pela atenção.

Pelo visto vou ter que conviver com esse problema, pois as minhas matrizes são Texel ou cruzas de Texel. Qual a raça que mais se adequa como matriz para a absorção do Poll Dorset?

Estou numa encruzilhada! Gostaria de uma dica, se possível. Abraço

ELDAR RODRIGUES ALVES

CURITIBA - PARANÁ

EM 24/10/2012

Caro Enei voce  colocou macho poll  dorset emfemeas texel, se foi   isso é natural   alguns problemas de  parição  ,  pois  é  sabido que o  texel é  uma  otima   raça  paterna, mas  tem problemas de parição quando  utilizada  como raça materna, mesmo quando cruzadas com poll dorset, que tem caracteristica das crias nacerem finas e compridas  ,com   baixo peso ao nacer , pois é selecionada para isso na Australia.

Fico contente de voce estrar  gostando, Nesse  momento  estão na estrada mais alguns carneiros que vendi para canguçu,minha terra natal,   ano passadoeles usaram eestão maravilhados

Abraço

Eldar

http://www.cabanhakingsize.com.br

fone 41 88416520

JOAO MONTEIRO DA GAMA

ARANDU - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/10/2012

Está caminhando o processo de abertura do livro de registros da raça ROMANOV.

Veja na página 3: http://www.aspaco.org.br/download.php?file=1132



Assim que tiver noticias, escrevo.

Nos falamos, João
SANDRA BECKER

ILHÉUS - BAHIA - PESQUISA/ENSINO

EM 24/10/2012

Interessantes as informações sobre a raça Romanov. Quem está criando essa raça no Brasil?
ENEI ROBERTO VEIGA DA SILVA

ARROIO GRANDE - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE

EM 23/10/2012

Ok. Agradeço a dica do Eldar. Eu já fiz, este ano, o F1 da Poll Dorset com Texel. Achei a produção excelente, apesar de alguns problemas de parto, nas primíparas.

Quanto à nova raça citada, eu pedi maiores detalhes por curiosidade, apenas.
JOAO MONTEIRO DA GAMA

ARANDU - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/10/2012

ELDAR RODRIGUES ALVES

CURITIBA - PARANÁ

EM 22/10/2012

Aqui na Cabanha king size  ,criamos ovinos da raça POLL DORSET, e não temos problema reprodutivo pois a raça poll dorset cicla  o  ano  todo   e tem alto indice de parto gemelar e  com leite suficiente para a   cordeirada, um  fato  muito importante é que as femeas f1 do acasalamento com qualquer outra raça ,  ja  apresenta essa caracteristica,  não é atoa que 75% dos cordeiros que vao ao prato tem sangue poll dorset,  o  Brasil ja descobrio essas qualidades e começou a usar a raça em varios estados, estamos com otimas experiencias nos estados do  sul, são  Paulo ,Minas Ceara e Goias
ENEI ROBERTO VEIGA DA SILVA

ARROIO GRANDE - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE

EM 22/10/2012

Gostaria de saber mais sobre a raça Romanov.
JOAO MONTEIRO DA GAMA

ARANDU - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/10/2012

A raça Romanov, recentemente importada, vem aportar essas qualidades reprodutivas ao rebanho comercial nacional. Trata-se de uma raça com alta precocidade sexual, os borregos machos e fêmeas já são férteis aos três meses de idade e logo precisam ser separados para evitar gestações indesejadas. 80% das borregas parem pela primeira vez aos 12 meses. Para se aumentar a frequência dos partos (3 partos em 2 anos) se faz necessária uma raça sem estacionalidade de modo que possa apresentar cio e ficar prenhe em qualquer época do ano. Na raça Romanov, tanto as fêmeas como os machos não sofrem influencia do fotoperiodo (# de horas de luz solar durante o dia) ou da temperatura ambiente, fatores que fazem a fertilidade de algumas raças diminuir durante o inverno e, portanto, dispensam qualquer tipo de tratamento com luz artificial para melhora da fertilidade. Além disso, as ovelhas Romanov têm gestação um pouco mais curta que as outras raças: 140-144 dias contra 150-155 normalmente. As ovelhas Romanov, devido a sua alta fertilidade (90% das ovelhas encarneiradas parem anualmente) e ausência de anestro pós-parto, acabam tendo uma grande longevidade no rebanho, já que raramente são descartadas por problemas reprodutivos. Os reprodutores Romanov têm alta libido e são eficientes na capacidade de serviço, sendo usados comumente também como rufiões. Todas essas qualidades são transmitidas em grande parte para as ovelhas F1 cruzadas.
MARCELO GOMES

SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL

EM 22/10/2012

Olá Maria,

gostaria de saber se existe algum estudo com o uso de luz artificial para estimular a ovulação das femeas?

Obrigado.