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Gestão, produtividade e bem - estar animal na moderna ovinocultura de corte

VÁRIOS AUTORES

PRODUÇÃO

EM 27/05/2008

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Para sua transição e consolidação como agronegócio, a ovinocultura de corte necessita ser norteada e conduzida para atender critérios e princípios específicos como produtividade e desempenho econômico satisfatórios, sanidade e bem-estar animal, impacto ambiental, saúde pública, responsabilidade social e ética empresarial.

Antes de tudo, deve ocorrer uma mudança de mentalidade, onde a ovinocultura de corte passa a ser vista como um empreendimento e o ovinocultor, um empreendedor, tomando consciência de que através do gerenciamento sanitário e financeiro da propriedade, a atividade pode proporcionar o retorno esperado.

Mesmo sendo um negócio economicamente rentável, a produção e oferta de carne ovina ainda não atende o mercado interno. Dessa forma, o Brasil continua sendo um importador desse produto, com um déficit de produção estimado em 13.200 toneladas/ano.

Além de indicar boas oportunidades de negócios para o produtor rural, tal contexto também justifica a importância do agronegócio da ovinocultura de corte como estratégia para o desenvolvimento regional sustentável.

Com o potencial de crescimento e desenvolvimento de produção e demanda de consumo, atrelado aos índices produtivos de rebanhos ovinos, que podem produzir até 4,5 vezes mais que os bovinos, são evidentes e marcantes a importância social e econômica que a ovinocultura pode desempenhar no contexto nacional.

O mercado, cada vez mais competitivo, exige do produtor rural uma organização financeira e qualidades técnicas muito maiores do que exigidas no passado. Além disso, deve conhecer a organização da cadeia de produção da ovinocultura de corte para que todos os segmentos sejam satisfatoriamente integrados, objetivando fornecer ao consumidor final uma carne de qualidade, com regularidade de oferta através da produção em escala a um preço competitivo. Esse é o grande desafio da ovinocultura de corte brasileira.

De todos os elementos envolvidos no gerenciamento da ovinocultura de corte, destaca-se a gestão sanitária, que deve priorizar a promoção da saúde, a prevenção de doenças, a biosseguridade e a qualidade dos alimentos produzidos a partir dela.

Desempenho econômico e produtividade na ovinocultura de corte

Conhecer e interpretar os custos de produção e os índices econômicos resultantes é fundamental para o gestor estabelecer as prioridades, identificar a possibilidade e ou necessidade de novos investimentos e avaliar a viabilidade econômica da ovinocultura de corte.

Quando da elaboração de um projeto de criação de ovinos é preciso descrever os investimentos necessários, os custos e seus diferentes componentes e as estimativas de receita do empreendimento, gerando assim o "fluxo de caixa" do projeto pretendido e conseqüentemente a avaliação da sua viabilidade econômica.

Os conceitos de custo de produção, que é representado pelo somatório de todos os gastos realizados no ciclo de produção de ovinos, podem ser calculados com diferentes níveis de precisão, variando conforme a realidade de cada criatório. O ovinocultor deve realizar as anotações dos gastos diretos e indiretos com a criação, estimando a sua renda bruta e receita líquida (renda bruta menos os custos), possibilitando assim uma análise consistente da lucratividade do seu sistema de produção.

Aliar os conceitos de produtividade e rentabilidade é fundamental para sustentabilidade do sistema de criação explorado, e para tanto, os custos de produção devem ser compatíveis com o mercado consumidor a ser atendido e a remuneração pretendida e a alcançada.

Planejamento de saúde animal (PSA)

Planejamento é o princípio básico da gestão sanitária da ovinocultura de corte. O PSA deve ser implantado em propriedades como forma de organizar os procedimentos adotados na produção de ovinos para, principalmente, prevenir a ocorrência de enfermidades as quais o rebanho esteja susceptível.

A implantação, condução e monitoramento de um PSA requerem profissional especializado e que conheça todos os pontos problemáticos da propriedade. O ideal é que o PSA seja elaborado como forma de prevenir situações que causem comprometimento do bom estado sanitário de uma propriedade. Porém, o que ocorre com mais freqüência é a requisição de tal serviço quando um problema já se encontra instalado e, em alguns casos, com alguma enfermidade já acometendo parte ou até mesmo todo o rebanho.

A elaboração do PSA requer tempo para que o profissional faça um levantamento detalhado de todas as características da propriedade tais como: a área total; localização e condição das instalações; raças que farão parte do rebanho, tipo de alimentação oferecida, manejo zootécnico a ser adotado; outras espécies animais que eventualmente se encontre na mesma área; relevo; solo predominante; textura do solo; fonte de energia elétrica; disponibilidade de água; vento predominante; destino dos dejetos produzidos; instalações suficientes e adequadas; mão-de-obra e condições sócio econômicas do produtor. Também deve-se observar preliminarmente os tipos de manejo sanitário, reprodutivo e nutricional a que os animais são submetidos.

De posse de todos esses elementos e após as devidas análises e interpretações, será possível então a elaboração da ferramenta fundamental da gestão sanitária estratégica: o calendário zoosanitário. Esse é a melhor maneira de se aperfeiçoar os procedimentos relacionados aos manejos sanitário, zootécnico e reprodutivo do rebanho e suas diferentes categorias animais, onde o planejamento das ações e programação das atividades ao longo de todo o "ano zootécnico" pode ser apresentado e distribuído em semanas e ou quinzenas.

É importante salientar que não existem fórmulas ou modelos padrões para a realização de um calendário zoosanitário, já que não se encontram criatórios com as mesmas necessidades e adoção de sistemas de produção exatamente iguais. Atualmente, ovinocultores e profissionais da área de produção de ovinos contam com diferentes e eficientes softwares para gerenciamento e monitoramento das diversas etapas e ações técnicas exigidas pela moderna ovinocultura.

Portanto, o ovinocultor-empreendedor deve encarar o PSA como investimento, sendo o retorno financeiro representado pela melhor produtividade e rentabilidade, pois possibilita otimizar a mão-de-obra, uso eficiente de instalações, insumos e demais recursos, apontando ainda as oportunidades, desafios e os pontos de estrangulamento da atividade.

Impacto ambiental da produção de ovinos de corte

A produção de carne ovina pode implicar em danos ambientais muitas vezes desapercebidos pelo ovinocultor. O uso indiscriminado de diversos insumos químicos, principalmente daqueles voltados para o controle e/ou erradicação de parasitos, podem causar desequilíbrios na população ou habitat natural de diferentes seres vivos, danos esses que muitas vezes podem se tornar irreversíveis.

Ainda na questão do uso errôneo e ou exagerado de ecto-endoparasiticidas, a resistência de vários parasitas, em especial dos nematódeos (entenda-se principalmente o Haemonchus contortus), às atuais moléculas químicas causam enormes perdas diretas e indiretas à criação de ovinos, com reflexos em toda a cadeia de produção.

Uma ferramenta pouco utilizada pelos criadores e que é fundamental para a diminuição no uso de quimioterápicos e, conseqüentemente, no impacto ambiental causado pela ovinocultura, é o diagnóstico laboratorial das enfermidades. O envio regular de amostras para exame de um número significativo de animais do rebanho e daqueles que serão incorporados ao rebanho possibilita a verificação do real status sanitário para um manejo inteligente. Pode-se combater e controlar aquelas enfermidades que estão causando prejuízo e, uma vez controladas, monitorar e nortear estratégias preventivas. Apesar desses testes também apresentarem um custo, ele se paga a longo prazo com os benefícios obtidos.

Outros aspectos neglicenciados por muitos ovinocultores são traduzidos pelo uso inadequado de várias bases químicas de desinfetantes, detergentes , inseticidas e demais produtos tóxicos utilizados para limpeza e desinfecção de fômites e instalações e também no controle de vetores.

O descarte de animais mortos, placentas, abortos e outros materiais biológicos de animais doentes muitas vezes também não recebem o devido destino, o que implica na conscientização da necessidade de local e manejo apropriado no criatório para tal prática.

A ovinocultura de corte pode contribuir de forma determinante na redução de impacto ambiental negativo gerado pela atividade ao utilizar-se de modo racional resíduos agropecuários e também de fontes alternativas de adubos para produção vegetal visando à alimentação animal (formação/manutenção de pastagens, capineiras, silagens etc...).

A alimentação representa elevado custo em sistemas de produção de ovinos, e o aproveitamento de alimentos alternativos locais, quando adequadamente tratados e tecnicamente orientados, não afetam o desempenho zootécnico, melhoram a viabilidade econômica dessas atividades e contribuem de forma marcante no desenvolvimento regional sustentável.

Bem-estar animal e sistemas intensivos de produção de carne ovina

O sucesso financeiro da atividade depende da produtividade alcançada, e essa tem relação direta com os conceitos de bem-estar animal, que podemos definir como sendo o seu estado em relação às suas tentativas de adaptação ao ambiente, variando de um contínuo bom até o ruim, monitorado através de critérios científicos específicos.

Segundo as diretrizes da Organização Mundial de Sanidade Animal (OIE), animais criados com finalidade de produzir alimentos têm direito de sobreviver dignamente e, dessa forma, comprovadamente, a produção tende a melhorar conforme melhores são as condições de vida do rebanho. Em uma propriedade produtora de ovinos, por exemplo, os animais que não sofrem estresse engordam mais rapidamente, as fêmeas produzem mais leite aos filhotes, os animais lanados produzem lã de melhor qualidade, o manejo reprodutivo transcorre-se com menos incidentes indesejáveis, bem como com melhores índices de fertilidade e natalidade.

A OIE determina que princípios básicos sejam respeitados para que o bem-estar animal seja garantido. Dentre esses princípios estão as chamadas "cinco liberdades":

1-Liberdade psicológica: em que os animais não podem estar submetidos a medo, ansiedade ou estresse.
2-Liberdade comportamental: os animais devem ter liberdade para expressarem seus comportamentos naturais.
3-Liberdade fisiológica: os animais não podem ser privados de água e alimentação.
4-Liberdade sanitária: onde o animal não pode estar exposto a doenças, injúrias ou dor.
5-Liberdade ambiental: deve permanecer em ambiente adequado, proporcionando, principalmente, conforto térmico.

Quando quaisquer desses princípios não forem respeitados, existem grandes chances que ocorram as chamadas situações de estresse.

Os ovinos, particularmente, são mais susceptíveis ao estresse que outros animais de produção. Entretanto ações específicas de manejo podem ser adotadas com finalidade de que se diminua o estresse na lida diária com os animais. Para isso deve-se:

- Conhecer o comportamento e as particularidades dos animais;
- Ter contato gentil;
- Fornecer alimentação adequada e água limpa;
- Fornecer sombra natural ou artificial;
- Utilizar instalações que propiciem aos animais uma zona de conforto térmico;
- Fazer pouco barulho ao manejar os animais;
- Movimentar-se lentamente quando perto dos animais;
- Evitar o manejo de muitos animais em áreas pequenas;
- Evitar juntar animais de categorias diferentes;
- Não usar ferrão para tocar os animais;
- Evitar transportes estressantes;
- Evitar isolar ou transportar apenas 1 animal e
- Evitar o uso de cães sem o devido treinamento no pastoreio.

Na busca por maior produtividade e rentabilidade, muitos ovinocultores optam pelo sistema intensivo de produção, quase sempre em detrimento dos conceitos de bem-estar animal.

Um sistema intensivo de produção prevê a maximização da utilização da propriedade rural, com o maior número possível de matrizes por área disponível e maior número de partos/ano, preferencialmente múltiplos, aumentando assim o número de cordeiros produzidos.

Algumas formas de criação pelo sistema intensivo podem proporcionar condições desfavoráveis à adaptação do animal ao ambiente, gerando assim, situação de estresse. Podemos então considerar que, com demandas exageradas dos mecanismos de adaptação animal, além das doenças infecciosas, podem prevalecer doenças metabólicas, nutricionais e comportamentais, de etiologias complexas, decorrentes da combinação de diversos fatores, ocasionando doenças multifatoriais.

Saúde pública e gestão de pessoal

A ovinocultura exige uma mão-de-obra especializada para o manejo dos animais. Essa mão-de-obra deve ser preparada adequadamente para que não ocorram situações que interfiram no bom andamento da criação.

O ovinocultor deve ter a consciência que incentivar a realização de treinamentos e capacitações para todas as pessoas envolvidas na atividade é um investimento que garantirá a viabilidade econômica do seu criatório.

Medidas devem ser tomadas em relação à eventual transmissão de doenças que podem ser comum entre os animais e o homem, as chamadas Zoonoses. Algumas zoonoses podem ser relacionadas diretamente à criação de ovinos, como por exemplo, a epidedimite ovina (bruelose ovina), a leptospirose, a toxoplasmose, a raiva e a linfadenite caseosa, e o ectima contagioso. A maior preocupação deve ser com os trabalhadores que lidam com os animais e que estão constantemente susceptíveis à possível transmissão dessas enfermidades vindas do rebanho.

Os equipamentos de proteção e segurança que serão utilizados pelos criadores e ou funcionários de uma propriedade produtora de ovinos têm importância fundamental para minimizar ou suprimir as possibilidades de contaminação, como por exemplo, a utilização de luvas e máscaras descartáveis quando no trato com animal doente ou em uma manipulação de ferimento em qualquer região do corpo do animal.

Não só no contato direto com o animal, mas também na limpeza e higienização das instalações e fômites diversos existe o risco de contaminação para diversas doenças, o que obriga também o uso de equipamentos de proteção e de desinfetantes apropriados.

É importante ressaltar que um funcionário que se encontre em condições precárias de saúde tem seu desempenho reduzido e está mais susceptível a enfermidades e a sofrer acidentes de trabalho, podendo interferir nos resultados produtivos e econômicos da propriedade. Dessa forma, o produtor deve se precaver de toda maneira para evitar qualquer prejuízo à saúde de seu funcionário, pois um empregado doente ou acidentado não só gera prejuízo para o empreendimento como para toda sociedade.

Também o empregado devidamente registrado, segundo legislação vigente, terá garantido seus direitos, inclusive sob forma de indenização, se ocorrer durante o período de trabalho, algo que inviabilize suas condições físicas ou psicológicas para a realização de suas tarefas ou funções. Quando garante ao funcionário boas condições de trabalho em suas funções, além do aspecto humanitário básico, o empresário mostra também que é responsável pelas suas obrigações na esfera das leis trabalhistas, responsabilidade social e da ética empresarial.

Conclusão

Devemos encarar essas necessidades técnicas e operacionais não somente como entraves para o ovinocultor, mas principalmente como desafios a serem suplantados através do investimento em conhecimentos e ferramentas de gestão da atividade, visando à viabilidade econômica e sustentabilidade da ovinocultura de corte.

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CARLOS FREDERICO DE CARVALHO RODRIGUES

FABIO HENRIQUE DE LIMA GABRIEL

JOÃO ELZEÁRIO CASTELO BRANCO IAPICHINI

Pesquisa/Ensino

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ESPEDITO ARRUDA LINHARES

TERESINA - PIAUÍ - ESTUDANTE

EM 29/11/2010

Boa Noite

Excelente este artigo.

Abraço

Att. Espedito Arruda Linhares