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A importância do cruzamento entre ovinos de raças de carne x raça leiteira na produção de cordeiros de corte - Parte I

POR LETIERI GRIEBLER

PRODUÇÃO

EM 15/12/2010

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Com as mudanças ocorridas na ovinocultura brasileira, a partir da década de 90, quando a produção de lã deixou de ter tanta importância no mercado mundial pela entrada dos produtos têxtil, a solução dos produtores foi buscar outras alternativas para quem sempre gostou da atividade de "produzir ovinos".

A partir desta mudança, a tendência atual da ovinocultura é a produção de carne, principalmente de animais jovens, com carcaças de alta deposição muscular e quantidade de gordura o suficiente para manter as características sensoriais da carne. Segundo a preferência do consumidor, procura-se produzir animais jovens de até 150 dias, com peso vivo de 28 a 30 kg e carcaças de tamanho moderado (12 a 14 kg), afirma Siqueira (1999).

Pesquisas recentes na linha de produção de carne de cordeiro visam selecionar matrizes com boa produção de leite, ou raças com aptidão leiteira cruzadas com raças de aptidão carne, obtendo neste cruzamento, fêmeas F1 com maior produção de leite, pela adição da característica produtiva da raça no cruzamento.

O leite produzido pelas ovelhas é, nas primeiras três semanas de lactação, a principal fonte de alimentação para os cordeiros. Este fornece nutrientes necessários durante um período em que o potencial de crescimento dos cordeiros é mais elevado, segundo Pires et al., (2000).

Nos sistemas de produção em que há disponibilidade de alimento em quantidade e qualidade para as matrizes, o desmame de seus cordeiros não é necessário, já que os mesmos podem alcançar o peso de abate aos três meses de idade ou até antes deste período. Para chegar neste objetivo, estas fêmeas devem apresentar uma produção de leite considerável, pois irá refletir diretamente no desempenho de seus cordeiros, justificando assim a importância da introdução de raças leiteiras no rebanho.

Este tipo de seleção e cruzamento para a produção de matrizes com maior desempenho leiteiro foi realizado no Laboratório de Ovinocultura da Universidade Federal de Santa Maria, no ano de 2007. A introdução do material genético da raça Lacaune (raça com aptidão leiteira), cedido pela Cabanha Dedo Verde do município de Viamão-RS, veio colaborar nesta linha de pesquisa.

As matrizes do Lab. de Ovinos da UFSM são oriundas do cruzamento das raças Texel e Ile de France. Estas fêmeas foram inseminadas com sêmen de reprodutores Lacaune, para obtenção das fêmeas F1 (½ sangue Lacaune + ½ sangue raças de carne), figura 1.

Figura 1 - Fêmeas F1, do cruzamento com as raças de carne x Lacaune.



Em 2009, realizou-se a primeira avaliação destas matrizes F1, com o objetivo de determinar a produção e a composição do leite destas ovelhas primíparas, de parto simples ou duplo, e o desempenho de seus cordeiros mantidos ao pé-da-mãe até o peso de abate de 30 kg de peso corporal após jejum, em pastagem cultivada de azevém anual (Lolium multiflorum Lam.)

Animais experimentais e avaliações

Foram avaliadas dezoito ovelhas F1 do cruzamento entre as raças Lacaune X raças de carne, primíparas (figura 2), acasaladas com reprodutor da raça Suffolk. O objetivo da utilização deste reprodutor foi a busca de um maior potencial de crescimento dos cordeiros.

Figura 2 - Primíparas F1.



A produção de leite destas ovelhas foi realizada durante oito semanas, com a permanência do cordeiro ao pé-da-mãe, segundo metodologia proposta por Susin et al.(1995). As ovelhas foram esgotadas e ordenhadas manualmente (após três horas da separação dos cordeiros), com auxilio 1UI (unidade internacional) de ocitocina aplicada por via intramuscular.

Na tabela 1 estão os pontos máximos de produção de leite, que foram de 3,0 kg/dia nas ovelhas que tiveram cordeiros gêmeos, já as ovelhas de parto simples tiveram uma produção de 2,6 kg/dia. Para a produção total de leite nas oito semanas de avaliação, as ovelhas de parto duplo produziram em média 2,5 kg/dia, enquanto que as de parto simples tiveram uma produção total de 2,3 kg leite/dia. Esta diferença de produção de leite é explicado pela habilidade dos cordeiros gêmeos em esvaziar completamente as glândulas mamárias no início da lactação.


Tabela 1 - Pico e produção total de leite (kg/dia) de oito semanas de lactação de ovelhas do cruzamento entre as raças Texel x Ile de France x Lacaune (F1), amamentando cordeiros de parto duplo ou simples.



A composição do leite ovino apresenta algumas diferenças na sua constituição em relação ao leite das demais espécies, principalmente por possuir elementos mais ricos em sua composição (Brito, 2004). Na tabela 2, estão os valores médios da composição do leite das ovelhas F1, e pode-se observar diferença nos teores protéicos e de lactose entre os tipos de parto. Os teores de proteína são inversamente proporcional à quantidade de leite produzido, sendo maior ou mais concentrado (teor de proteína) nas ovelhas de parto simples, que tiveram uma produção de leite inferior que as de parto duplo.

Tabela 2 - Valores médios do teor de proteína (%), teor de gordura (%), teor de lactose (%), densidade e acidez (°Dornic) entre os tipos de parto.



O desempenho dos cordeiros mantidos ao pé-da-mãe em pastagem foram de 0,394 kg/dia para os cordeiros de parto simples e 0,292 kg/dia para os cordeiros gemelares. Esta diferença de ganho de peso entre os tipos de parto explica-se pela disponibilidade de leite não ser igual para os cordeiros, pois as ovelhas de partos gemelares não produzem o dobro de leite que as ovelhas de parto simples, portanto a quantidade de leite é menor para os gêmeos. Além disso, a influência do teor de proteína, que foi maior nas ovelhas de parto simples, pode ter afetado o desempenho deste cordeiros.

A disponibilidade de leite ao cordeiro até o peso ideal de abate (30 kg de peso corporal em jejum), levaram a uma média de 88 dias ao abate. Esta média poderá ser reduzida em 15 dias quando o peso de abate for de 28 kg de peso corporal em jejum.

Tabela 3 - Médias de ganho médio diário (g/dia), peso de abate (kg de peso corporal com jejum) e idade de abate (dias) de cordeiros de parto duplo e simples mantidos em pastagem ao pé-da-mãe.



Vale salientar, que a dieta disponível para estas fêmeas F1, seja em quantidade e também em qualidade, suprindo suas exigências, pois os altos requerimentos nutricionais para a produção de leite e mantença são maiores no período de lactação. Portanto, o acompanhamento das reservais corporais destas ovelhas F1 deve ser mais rigoroso, para que as mesmas possam expressar todo o seu potencial produtivo.

O experimento demonstra a importância da introdução de raças com maior propensão a produção de leite no cruzamento de raças com aptidão para produção de carne, sem a necessidade do desmame de seus cordeiros, obtendo maior desempenho destes animais e na conseqüente redução de dias para atingir o peso adequado de abate.

Referências bibliográficas

BRITO, M. A. Variação dos perfis metabólico, hematológico e lácteo de ovinos leiteiros em confinamento. 2004, 59 f. Dissertação de mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Veterinária.

GRIEBLER, L.; PIRES, C. C.; WOMMER, T. P.; et al. Produção e qualidade do leite de ovelhas primíparas em pastagem cultivada de azevém anual com diferentes níveis de oferta de forragem. In: REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE DE ZOOTECNIA, 47, 2010, Salvador, BA. Anais... Salvador: SBZ: 2010.
PIRES, C.C., SILVA, L.F., SCHLICK, F.E. et al. Cria e terminação de cordeiros confinados. Ciência Rural, v.30, n.5, p.875-880, 2000.

SIQUEIRA, E.R. Confinamento de ovinos. In: SIMPÓSIO PAULISTA DE OVINOCULTURA E ENCONTRO INTERNACIONAL DE OVINOCULTURA, 5., 1999, Botucatu, Anais... Botucatu: UNESP, CATI, IZ, ASPACO, 1999. P. 52-59.

SUSIN, I. et al. Effects of feeding a high-grain diet at a restricted intake on lactation performance and rebreeding of ewes. Journal of Animal Science, v.73, p.3199-3205, 1995.

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DAVID BRUNL

ARACAJU - SERGIPE - PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE

EM 04/09/2015

Bom dia, sou iniciante na criação de ovinos e tenho uma certa duvida em quais raças devo adotar, se seria interessante utilizar animais F1 1/2 dorper com 1/2 santa ines e delas cruzar com um Macho santa ines PO, originando animais 3/4 santa ines até chegar a um grau de pureza para o santa ines no proximo cruzamento assim teria uma reposição de matrizes dessa raça e animais puro por cruzamento

Essa minha linha de raciocio é coerente?  

Obrigado e Parabéns pelo Texto
JOSUÉ MARIANO BORGES

SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE OVINOS DE LEITE

EM 05/07/2015

Cara Letieri bom dia.

Saberia informar cabanas de Frisonas  com "pedigree puras de origem"?

Pode ser aqui no Brasil ou Argentina.

Segue meu e-mail: technosplanta@hotmail.com

Grato,

Josué Mariano Borges
LOURENÇO SALBEGO

LUZIÂNIA - GOIÁS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 03/12/2013

Ola Letieri. Tambem sou do RS, Sta maria. Criavamos ovinos ai e sempre optamos por esse tipo de cruzamento o qual se refere, nunca desmamamos nenhum borrego, porem ai no sul so se tem um parto por ano!  Atualmente tenho u pequeno rebanho de ovinos em Goias , femea Sta ines e carneiro Dorper. Aqui podemos obter dois partos por ano, (o que venho fazendo), se não desmamarmos , como poderemos fazer essas femeas entrarem no ciu e fazer monta com elas amamentando????
OCTÁVIO ROSSI DE MORAIS

SOBRAL - CEARÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 16/07/2013

Caro Jaime, sua observação procede, mas até o momento não temos tido problemas nem de mastite, nem de secar as ovelhas 1/2 Lacaune x Santa Ines. Parece que o problema da mastite está muito fechado na Santa Ines e com um simples cruzamento a propensão diminui fortemente. Por outro lado, para reforçar o que te digo, observamos alta incidência de mastite em Santa Inês com baixa produção leiteira também!
JAIME DE OLIVEIRA FILHO

ITAPETININGA - SÃO PAULO - OVINOS/CAPRINOS

EM 15/07/2013

Realmente podemos ter produtos mais rápidos,mas fica um ponto importante na questão do manejo para secar essas ovelhas que ficarão caracterizadas pela longa lactação,se muitos produtores encontram problemas com mastites na Sta Ines,fico pensando com essa F1,deve ser ter soluções para orientação  para que não frustrem alguns novatos.
JOÃO BOSCO M PINTO

DELFIM MOREIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE

EM 14/07/2013

Srta. Letieri, gostei de seu depoimento, mostra conhecimento. Parabéns. Exploramos uma pequena propriedade na Serra da Mantiqueira, cerca de 1350 m.acima do nível do mar, com invernos rigorosos e estaçòes de calor quentes. Há um ano iniciamos um projeto de cria de ovinos para corte. As matrizes que adquirimos sào uma mistura casual entre Dorper e Santa Inês, as quais estão sendo cobertas com Ille de France. Elas comem a pasto com capim estrela e de manhã tem um trato básico com capim napier picado e pouca ração. Tomam bastante sol e dormem fechadas. Por gentileza, dê-nos uma opiniào técnica, sim? Antecipadamente agradeço. JBosco
SERGIO SARETTO

SOBRADINHO - DISTRITO FEDERAL - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 08/07/2013

Olá Latieri,



Achei muito bom seu artigo, eu estou instintivamente fazendo exatamente isso e até por acaso. Meu rebanho não é puro, tem algo de santa inez com alguma outra raça provavelmente Suffolk ou bergamacia. Mas enfim, surgiu a oportunidade de cruza-las com um carneiro Bergamacia Puro e as crias já estão com 2 meses e pretendo formar um plantel de femeas com este cruzamento. Não perdi nenhum cordeiro e o crescimento esta muito bom. Daqui um tempo poderei falar mais sobre o resultado, mas ate agora estou muito satisfeito.
ARCELI DA SILVEIRA

PORTO ALEGRE - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 22/04/2012

Olá Latieri, parabéns pelo seu artigo.

Pretendo fazer cruzamento de ovinos, utilizando matrizes da raça ile de france com reprodutor de raça leiteira, utilizando para cobertura das matrizes F1 reprodutor da raça suffolk. Gostaria de saber entre os reprodutores das raças leiteiras east frisian e a lacaune, qual você recomenda para esses cruzamentos? Se possível gostaria que você enviasse para meu e-mail arceli.sintargs@terra.com.br.

Abraço,

Arceli da Silveira.
ELISSA F. VIZZOTTO

FAXINAL DO SOTURNO - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 12/04/2011

Oii Letieri, parabens pelo seu trabalho, adorei ,muiito sucesso....
Bjos Sissa
ELDAR RODRIGUES ALVES

CURITIBA - PARANÁ

EM 01/02/2011

Caro Amigo Marcio
Concordo com voce, porem estou me referindo ao cruzamento industrial ( final ) entre raças, onde, geralmente todos os produtos vao para abate, se não fora assim , não seria eu cabanhista , vide meu site www.cabanhakingsize.com.br
sem mais
Eldar
LETIERI GRIEBLER

SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL - ZOOTECNISTA

EM 01/02/2011

Prezado Márcio Magossi,

O artigo sobre as características e qualidade das carcaças dos cordeiros avaliados logo estará disponível para os leitores da FARMPOINT.

Sobre a dissertação que comentei, trabalho o qual foi realizado na UFSM, está disponível no link http://w3.ufsm.br/ppgz/conteudo/Defesas/Dissertacoes/TatianaPfullerWommer.pdf

O cruzamento realizado entre as raças de carne versus a raça de leite Lacaune, foi realizado para que os cordeiros oriundos deste cruzamento, tanto os machos como as fêmeas F2, fossem para o abate.

Quanto ao custo de produção, não realizei a comparação de custos do presente trabalho com outro sistema de produção. Porém, é possível disponibilizar em outro artigo, os custos e lucros deste experimento para que qualquer pessoa possa fazer a escolha de qual melhor sistema de produção poderá se adequar.

Caro Márcio,
Respeito a sua opinião.
Mas como estamos inseridos em um centro de pesquisa de grande conceito (UFSM) ou em qualquer outra entidade de pesquisa, é nosso dever buscarmos alternativas, e claro, os melhores resultados para que possamos levar a ovinocultura brasileira a ter um conceito melhor.

Os nossos resultados com este cruzamento estão sendo muito satisfatórios até o momento.

Atenciosamente,

Letieri

MÁRCIO MAGOSSI

PIRACICABA - SÃO PAULO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 25/01/2011

Prezado Eldar,

Não sou gaúcho e também não sou purista, embora aprecie criar raças puras. Na verdade sou a favor do cruzamento industrial, feito com critério e técnica.

Mas se todos fizerem cruzamento, de onde virão os próximos animais puros para manutenção do rebanho?

Atenciosamente

Márcio
MÁRCIO MAGOSSI

PIRACICABA - SÃO PAULO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS

EM 25/01/2011

Prezada Letieri,

Obrigado pela resposta.

Gostaria de ter acesso ao estudo de qualidade de carcaça, se possível. Se possível, me dê mais detalhes sobre a dissertação sobre avaliação da produção de leite que falou.

O que vocês planejaram para os F2? Abate de todos ou reprodução para as fêmeas?

Você realizou algum estudo sobre os custos de produção?

Apenas uma observação: não sou contra cruzamento industrial, muito pelo contrário. Mas não vejo com bons olhos misturar raças especializadas para corte e leite, parece ser "tatu com cobra" (ou o famoso cruzamento de Nelore com Holandês, que não é bom).

Atenciosamente

Márcio
LETIERI GRIEBLER

SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL - ZOOTECNISTA

EM 13/01/2011

Prezado Adilson Carvalho da Fonseca,

O objetivo deste trabalho foi realizar a terminação destes cordeiros aos 30 kg de peso corporal com jejum, juntos com as mães em pastagem de azevém SEM o uso de qualquer suplementação protéica ou energética, somente com a suplementação mineral.

Quanto a verminose, a maioria dos cordeiros não foram dosificados, principalmente os de parto simples. Aqueles que apresentavam menor desenvolvimento em relação aos outros cordeiros, receberam uma dose conforme o seu peso, levando-se em consideração os dias de carência do vermífugo.

Como relatado anteriormente, não realizei a suplementação dos animais experimentais, nem mesmo às fêmeas. O escore corporal era realizado nas fêmeas a cada 15 dias, porém as que mostravam escore muito baixo, não pode-se realizar nenhum tipo de suplementação individual. O pasto oferecidos (azevém anual) aos animais não era limitado e apresentava ótima qualidade bromatológica.
Na fase das primeiras semanas de lactação é comum das ovelhas perderem peso e baixar os índices de escore corporal, mesmo quando estas estão recebendo alimento de boa qualidade.

Espero ter tirado as tuas dúvidas.

Abraços,
Letieri.

ADILSON CARVALHO DA FONSECA

SÃO MANUEL - SÃO PAULO

EM 13/01/2011

Cara Letieri! Ótima pesquisa! Só me tire algumas curiosidades:

- os cordeiros receberam algum tipo de suplementação, como ração?

- como foi o comportamento dos cordeiros em relação à verminose?

- a suplementação das matrizes com cordeiros foi monitorada pela condição corporal?

Grato
Adilson Carvalho da Fonseca
Zootecnista - São Manuel SP - CATI/extensão rural

LETIERI GRIEBLER

SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL - ZOOTECNISTA

EM 10/01/2011

Prezado Klaus Carlos Bernauer,

Obrigada.
Realmente, somente com a pesquisa poderemos observar e testas quais metodologias, manejos ou produtos iram nos dar maiores rendimentos. Além disso, saber o que realmente o produtor poderá aplicar em sua propriedade.
Sobre a sua pergunta, trabalhei com dezoito ovelhas e 24 cordeiros testes desde o início do experimento, com um número variável de animais reguladores, para mantém a oferta de forragem desejada em cada potreiro.
Este número de animais (n) é baixo, porém não temos área suficiente para termos um "n" maior.

Abraços,
Letieri.
ELDAR RODRIGUES ALVES

CURITIBA - PARANÁ

EM 10/01/2011

Cara Letiere
Agradeço pela atenção , e quando poder nos brinde com novos estudos
sem mais
Eldar Alves
KLAUS CARLOS BERNAUER

BLUMENAU - SANTA CATARINA

EM 08/01/2011

Caro Letieri, boa tarde. Parabéns pelo belissimo trabalho realizado, pois é exatamente isto que falta ser realizado em nosso pais, somente assim que se cresce e desenvolve e mantem uma atividade profissionalmete, com estudos e pesquisas com duração de 2 ,3 5 anos ! é o que a vida me ensinou! pois 10 anos é pouco tempo na vida com trabalho com animais. Pergunto apenas gostaria saber qual a quantidade de animais utilizados desde a fase inicial?

Forte abraço

Klaus C.Bernauer - SC
LETIERI GRIEBLER

SANTA MARIA - RIO GRANDE DO SUL - ZOOTECNISTA

EM 07/01/2011

Prezado Eldar Rodrigues Alves,

Muito obrigada.
Concordo com a tua opinião de que devemos quebras paradigmas. A ovinocultura para ter sucesso no Brasil tem que buscar alternativas que sejam viáveis, não importando qual a raça ou tipo de cruzamento utilizado.

Sobre o índice de mastite nos exemplares do Lab. de Ovinocultura da UFSM foi de 4% na primeira lactação, índice que se repetiu este ano.
Quanto a metodologia para secar estes animais, foi a troca de alimentação (pastagem de azevém para o campo nativo) após o abate dos cordeiros e quando alguma ovelha mostrava sinais de excesso de leite na glândula, retirava-se uma pequena parte deste leite (apenas uma ou duas vez após a retirada do cordeiro), para que não houvesse a estimulação da produção de leite novamente.

Não testamos o cruzamento com carneiros de menor grau de sangue, mas acredito que possa sim diminuir a incidência de mastite, principalmente nas ovelhas de segunda e terceira lactação.

Caro Eldar,
Acredito que a alta produção de leite deste animais cruzados irá ser melhor aproveitado por cordeiros múltiplos, mesmo aumentando um pouco nos dias até o abate dos mesmo, porém a incidência de mastite será menor, pois com o aumento nos dias de lactação, menor será a produção de leite.

Espero ter colaborado.
Abraços,
Letieri.


ELDAR RODRIGUES ALVES

CURITIBA - PARANÁ

EM 07/01/2011

Olá Letieri, parabéns pelo artigo!

As pesquisas são de suma importância, principalmente para a quebra de paradigmas, continue. Gostaria de saber qual foi o índice de mastite, pois desmamando ovelhas meio sangue Lacaune (bem alimentadas) aos 90 dias de lactação, acredito que tenha sido altíssimo?
Qual foi a metodologia para secar essas ovelhas e quantos dias durou?

Não seria melhor ter sido utilizado um carneiro com grau menor de sangue Laucane, tipo no máximo 3/4?
Coloco isso, pois em uma época, pensei em fazer receptoras, meio sangue Lacaune para as T.E. e fui desaconselhado devido a mastite, me indicaram que o grau de sangue deveria ser bem menor. Assim passei a utilizar receptoras meio sangue e 7/8 Poll Dorset.

Caro Márcio Magossi
Nós do RS, realmente temos essa tradição de sermos "puristas" gostamos de falar meu rebanho é Texel, meu rebanho é Merino, meu rebanho é Suffolk. Outro dia ate conversávamos sobre isso com um amigo meu medico veterinário e técnico da Arco sobre essa tradição. Eu particularmente discordo disso pois quando vimos os rebanhos de países como Austrália, Nova Zelândia, contatamos que o cordeiro final para abate é oriundo de um bicross ou tricross, como esses criadores tem muito mais tradição do que nós, acreditam saber o que fazem.

Bem mas, se mesmo assim ainda quiserem seguir sendo puristas, (hehehe sei o quanto somos tradicionalistas hehehe) então é só colocarmos em nosso rebanhos, uma raça que, além de ser considerada o melhor sabor de carne do mundo, é uma raça aptidão carne, tem leite em ótima quantidade, porém já alerto, caso queiram desmamar os cordeiros, com 50, 60 dias (para confinar) terão que ter alguns cuidados especiais com as ovelhas.

Sem mais!

Eldar Alves
www.cabanhakingsize.com.br