Logo do site MilkPoint
Entrar
  • NOTÍCIAS & MERCADO
    GIRO DE NOTÍCIASPANORAMA DE MERCADOCONCEITOS DE MERCADOMILK EXPRESS
  • PREÇOS & PRODUÇÃO
  • COLUNAS
  • MILKPLAY
  • ARTIGOS
    PRODUÇÃO DE LEITEINDÚSTRIA DE LATICÍNIOSESPAÇO ABERTOE-BOOKSCRUZADINHA
  • EVENTOS
    MILK PRO SUMMITINTERLEITE BRASILDAIRY VISIONFÓRUM MILKPOINT MERCADOPRÓXIMOS EVENTOS
  • TOP 100
  • EMPRESAS
    CEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMALDELAVAL - PRODUÇÃO DE LEITE EFICIENTEMSD SAÚDE ANIMAL - MAXI-LEITENOVIDADES DOS PARCEIROS
  • MILKIA
  • CONTATO
    NEWSLETTERANUNCIEENVIAR UM ARTIGOFALE CONOSCOTRABALHE CONOSCOQUEM SOMOS
Acesse sua conta Ou cadastre-se
INÍCIO
NOTÍCIAS & MERCADO
GIRO DE NOTÍCIASPANORAMA DE MERCADOCONCEITOS DE MERCADOMILK EXPRESS
PREÇOS & PRODUÇÃO
COLUNAS
MILKPLAY
ARTIGOS
PRODUÇÃO DE LEITEINDÚSTRIA DE LATICÍNIOSESPAÇO ABERTOE-BOOKSCRUZADINHA
EVENTOS
MILK PRO SUMMITINTERLEITE BRASILDAIRY VISIONFÓRUM MILKPOINT MERCADOPRÓXIMOS EVENTOS
TOP 100
EMPRESAS
CEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMALDELAVAL - PRODUÇÃO DE LEITE EFICIENTEMSD SAÚDE ANIMAL - MAXI-LEITENOVIDADES DOS PARCEIROS
MILKIA
CONTATO
NEWSLETTERANUNCIEENVIAR UM ARTIGOFALE CONOSCOTRABALHE CONOSCOQUEM SOMOS
  • Acesse o MilkPoint Ventures MilkPoint Ventures
  • Acesse o CaféPointCaféPoint
  • Acesse o MilkPoint Mercado MilkPoint Mercado
  • Acesse o Milk Pro Master Milk Pro Master
  • Acesse o Milk Monitor Milk Monitor
  • Acesse o MapLeite MapLeite
Ourofino
  1. Início >
  2. Produção de leite

Por que não se usa altura de pasto como referência de manejo na Nova Zelândia?

Por que o produtor de leite da Nova Zelândia não usa a altura do pasto como referência de manejo? Saiba neste artigo quais são as referencias utilizadas por lá.

Publicado por: MilkPoint

Publicado em: 27/08/2021 - Atualizado em: 23/05/2023 - 4 minutos de leitura

Ícone para ver comentários 2
Ícone para curtir artigo 7

A Nova Zelândia é tida como o país de referencia na produção de leite a pasto, o que já é de conhecimento de muitos. Devido à uma série de motivos, principalmente climáticos e econômicos, os produtores foram obrigados a buscar eficiência ao manejar o pasto, o principal volumoso produzido para alimentação animal.

Uma das principais técnicas usadas pelos produtores para gerenciar o manejo são as diferentes ferramentas que determinam a densidade do pasto em quilos de matéria seca por hectare (Kg MS/ha), com estes dados o produtor consegue mensurar a oferta de forragem, o crescimento diário e a demanda de forragem pelo rebanho, podendo assim tomar as decisões de manejo que vão resultar na máxima eficiência de produção de pasto e de pastejo, sendo as alturas de pré e pós-pastejo usadas por eles mais como indicadores de eficiência de manejo.

Diversas pesquisas comprovam e recomendam o ponto ideal para a colheita de forrageiras usadas para pastejo, uso de informações como interceptação luminosa (IL), número de folhas por perfilho, densidade de forragem em Kg MS/ha e altura de entrada e saída do pasto são exemplos que determinam o ponto ótimo pra que a forragem seja pastejada.

No Brasil o estabelecimento das alturas ideais de pré e pós-pastejo já são práticas bem difundidas entre produtores que buscam tecnificação e melhorias no manejo de pasto em suas propriedades.

Mas usar somente o referencial de altura do pasto é suficiente para a tomada decisões objetivando manter a altura almejada do dossel forrageiro durante todo o ano? Seguindo a filosofia Neozelandesa, saber quantos quilos de pasto está crescendo, sendo consumidos, assim como ajustar a área sendo pastejada, são fermentas essenciais para alcançar esta altura ideal do pasto.  

Como rotina em uma fazenda neozelandesa, a mensuração da densidade do pasto em Kg MS/ha é seguida criteriosamente e é uma atividade essencial em todas as propriedades, assim como ordenhar vacas e alimentar as os animais.

Continua depois da publicidade Vansil Saúde Animal!

Semanalmente ou quinzenalmente são feitas leituras em toda a área utilizada para pastejo usando ferramentas como o Raising Plate Meter, C-Dax, leituras de satélite e até mesmo leituras visuais para determinar quantos Kg MS/ha de forragem estão disponíveis.

Além de ser uma rotina para colher dados de produção e consumo de pasto, esta prática é apreciada pois a pessoa responsável tem a oportunidade de olhar pro pasto, tomar decisões, diagnosticar problemas e buscar soluções. Apesar de ser uma rotina complicada de ser feita com gramíneas tropicais pois ainda não temos ferramentas para mensurar o pasto com tão facilidade e confiabilidade, esta prática oferece inúmeras ferramentas de manejo.

Estes dados de produção de forragem oferecem a taxa de crescimento diária de pasto, que podem ser comparados com o histórico da fazenda e da região, como por exemplo na região de Canterbury NZ esta taxa de crescimento pode variar de 35kg MS/há/dia no início da primavera para 80kg MS/ha/dia no início do verão (Pasture Growth Data DairyNZ).

A produção diária de forragem cruzada com o consumo diário de forragem pelos animais fornece ao produtor dados importantíssimos para tomar decisões como por exemplo: em uma fazenda 150ha de pasto e 500 vacas consumindo 17kg MS/animal de azevém terá demanda diária de 8500kg MS/ha/dia de forragem, dividindo a demanda diária pela área total de forragem (8500kg/150ha) vemos que a quantidade consumida é de 56kg MS/ha/dia, ou seja; valores de crescimento de forragem diário abaixo de 56kg MS/ha forçará o produtor a alimentar o rebanho com suplementação, e valores de crescimento acima da demanda diária permitirá o produtor a reservar áreas para fazer silagem de azevém por exemplo, como resultado o produtor trabalhará mais próximo da altura ideal do dossel forrageiro do azevém.

Ainda graças aos dados de produção e consumo de forragem usadas pelo produtor neozelandês, ele consegue controlar a área em hectares a ser utilizada por dia com foco de manter o período de descanso dos seus piquetes o mais próximo do ideal, visto que a variação do período de dias de descanso na Nova Zelândia varia muito, como exemplo entre os meses de julho e agosto o período de dias de descanso preconizado é de cerca de 80-100 dias, já nos meses de janeiro e fevereiro este período pode reduzir para 21 dias (Farmfact: 1-12, DairyNZ 2011).

Para controlar este período de descanso o produtor necessita saber quantos hectares ele usa por dia, como exemplo da mesma fazenda de 150ha e 500 vacas consumindo 8500kg MS/ha/dia de pasto, se este produtor dividir a demanda animal (8500kg MS/ha/dia) pela oferta de forragem disponível por hectare de azevém de 1400kg MS/ha como exemplo, ele saberá que ele necessita disponibilizar 6ha/dia para seu rebanho, disponibilizando 6ha/dia ele verá que o período de deias de descanso atual de sua fazenda e de 25 dias (150ha divididos por 6ha/dia), o que é ideal para os meses de março a abril por exemplo, onde seu pasto conseguirá atingir maturidade sem perder qualidade.

É de consenso que o levantamento de produção de massa de forragem em gramíneas tropicais, principalmente as de crescimento cespitoso é uma prática relativamente complicada, pela falta de equipamentos e, de acordo com as pesquisas, a acurácia na coleta de dados não é tão precisa.

Porém, se baseando no manejo praticado pelos produtores neozelandeses onde cada informação coletada e decisão tomada visa a manutenção de um dossel forrageiro com qualidade e máxima produtividade, vemos que há um potencial a ser trabalhado no Brasil.

Continua depois da publicidade GlobalGen

Manejo usando a altura do pasto bem feito pode ser eficiente, mas, de acordo com os neozelandeses, usar dados concretos e mensurar mais que a altura do pasto são praticas fundamentais na produção de leite a pasto. 

Gostou do conteúdo? Deixe seu like e seu comentário, isso nos ajuda a saber que conteúdos são mais interessantes para você.

Quer se especializar? Confira o curso “Aplicação do sistema neozelandês de produção de leite a pasto no Brasil" do EducaPoint!

 

Autor
Matheus Lobo - Médico Veterinário formado pela UFG Regional jataí -  Assistant Manager em fazenda na Nova Zelândia.

 

Referencias

https://www.dairynz.co.nz/feed/pasture/growing-pasture/pasture-growth-data/

https://www.dairynz.co.nz/media/253624/112_early_spring_management_principles_of_the_spring_rotation_Planner.pdf

Ícone para ver comentários 2
Ícone para curtir artigo 7
Megaleite Abs

Publicado por:

Foto MilkPoint

MilkPoint

O MilkPoint é maior portal sobre mercado lácteo do Brasil. Especialista em informações do agronegócio, cadeia leiteira, indústria de laticínios e outros.

Ourofino

Deixe sua opinião!

Foto do usuário

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração.

João Leonardo Pires Carvalho Faria
JOÃO LEONARDO PIRES CARVALHO FARIA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 27/08/2021

Estamos anos Luz atrás!
Mateus Henrique Silva Lobo
MATEUS HENRIQUE SILVA LOBO

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/08/2021

Nosso desafio é maior, mas aos poucos chegamos na eficiencia almeijada!

Mais visualizadas de Produção de leite

11/06/2026

Três adversários do Brasil na Copa, três realidades lácteas: Marrocos, Haiti e Escócia

10/06/2026

O peso dos trópicos na produção mundial de leite

12/06/2026

O que separa produtores mais eficientes dos demais?

01/06/2021

Gado Jersey: história, características e produção da raça

30/05/2023

Carbúnculo Sintomático 'Manqueira': tem cura?

10/04/2013

Cetose bovina: causas, tratamento e prevenção

Destaques de hoje

Primeira quinzena de junho registra manutenção no GDT, spot e leites em pó
Panorama de Mercado

Primeira quinzena de junho registra manutenção no GDT, spot e leites em pó

Fazenda Cobiça e uma história de amor construída geração após geração
Giro de Notícias

Fazenda Cobiça e uma história de amor construída geração após geração

El Niño 2026 confirmado: agência americana aponta até 63% de chance de evento extremo
Giro de Notícias

El Niño 2026 confirmado: agência americana aponta até 63% de chance de evento extremo

O que separa produtores mais eficientes dos demais?
Produção de leite

O que separa produtores mais eficientes dos demais?

Dairy Vision Awards chega para reconhecer iniciativas do setor lácteo
Giro de Notícias

Dairy Vision Awards chega para reconhecer iniciativas do setor lácteo

Três adversários do Brasil na Copa, três realidades lácteas: Marrocos, Haiti e Escócia
Produção de leite

Três adversários do Brasil na Copa, três realidades lácteas: Marrocos, Haiti e Escócia

MegaLeite ABS

Assine nossa newsletter gratuitamente

E fique por dentro de todas as novidades do MilkPoint diretamente no seu e-mail.

Logo do site MilkPoint Logo do site MilkPoint Ventures

MilkPoint é um produto da rede MilkPoint Ventures

NOTÍCIAS & MERCADOGIRO DE NOTÍCIASPANORAMA DE MERCADOCONCEITOS DE MERCADOMILK EXPRESSPREÇOS & PRODUÇÃOCOLUNASMILKPLAYARTIGOSPRODUÇÃO DE LEITEINDÚSTRIA DE LATICÍNIOSESPAÇO ABERTOE-BOOKSCRUZADINHAEVENTOSMILK PRO SUMMITINTERLEITE BRASILDAIRY VISIONFÓRUM MILKPOINT MERCADOPRÓXIMOS EVENTOSTOP 100EMPRESASCEVA: JUNTOS, ALÉM DA SAÚDE ANIMALDELAVAL - PRODUÇÃO DE LEITE EFICIENTEMSD SAÚDE ANIMAL - MAXI-LEITENOVIDADES DOS PARCEIROSMILKIACONTATONEWSLETTERANUNCIEENVIAR UM ARTIGOFALE CONOSCOTRABALHE CONOSCOQUEM SOMOS

POLÍTICA DE PRIVACIDADE

Copyright © 2026 MilkPoint - Todos os direitos reservados

MilkPoint Ventures Serviços de Inteligência de Mercado LTDA. - CNPJ 08.885.666/0001-86

Avenida Cezira Giovanoni Moretti, nº 905, sala 11A - Loteamento Santa Rosa, Inova Park - Torre A - Piracicaba/SP - CEP: 13.414-157

Nexo Agro

Usamos cookies e tecnologias semelhantes para aprimorar sua experiência em nossos serviços, personalizar anúncios e oferecer conteúdo relevante. Ao continuar navegando em nosso site, você concorda com o uso dessas tecnologias. Confira nossa Política de Privacidade para mais detalhes sobre como protegemos seus dados.

Qual a sua dúvida hoje?