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Cruzamento em gado leiteiro - novidades lácteas

POR RAFAELA CARARETO POLYCARPO

E JUNIO CESAR MARTINEZ

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/08/2007

2 MIN DE LEITURA

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O objetivo primário da melhoria genética do gado leiteiro é aumentar a eficiência da produção de leite. Muitos produtores consideram o cruzamento como uma alternativa para alcançar esse objetivo. O fácil acesso ao material genético de todas as partes do mundo, junto com a padronização das avaliações genéticas, são fatores que fazem do cruzamento uma ferramenta cada vez mais viável.

Certos climas podem ser muito rigorosos para vacas leiteiras especializadas, especialmente durante o verão. Como os preços dos alimentos podem variar, esses fatores afetam o desempenho produtivo, reprodutivo e a saúde dos animais.

O volume de sólidos do leite é cada vez mais importante, uma vez que os preços do leite estão cada vez mais influenciados pela composição do produto. O cruzamento é uma alternativa para melhorar a composição do leite, saúde e fertilidade das vacas leiteiras, dados os benefícios do vigor híbrido.

Entretanto, historicamente os produtores têm preferido trabalhar com raças puras, o que tem limitado a aceitação de cruzamentos nos rebanhos leiteiros.

Vigor híbrido é a diferença entre a média dos animais utilizados no cruzamento, com base na média das raças puras. Portanto, o vigor híbrido depende das diferenças na freqüência genética entre as populações parentais. A heterose será máxima quando diferentes alelos estão fixados em cada uma das linhas parentais. Assim, deferentes valores de vigor híbrido serão obtidos ao se cruzar Jersey e Holandês, ou Pardo Suíço e Holandês. As Tabelas 1 a 3 mostram o efeito do vigor híbrido sobre algumas características dos indivíduos.

Tabela 1. Pontos para a sobrevivência dos bezerros. (Adaptado de Caraviello).


1= pobre; 5= excelente.

Tabela 2. Pontos para facilidade ao parto (Adaptado de Caraviello).


1= muitos problemas; 5= poucos problemas.

Tabela 3. Pontos para fertilidades das vacas (Adaptado de Caraviello).


1= fertilidade pobre; 5= excelente fertilidade

Uma das grandes diferenças entre Jersey e Holandês é a composição do leite (Figura 1).

Figura 1. Comparação entre a raça Holandesa e Jersey para gordura, proteína, conteúdo de células somáticas e vida produtiva nos EUA.


Fonte: Adaptado de Caraviello.

Diferentes esquemas de cruzamento podem ser realizados para produzir animais híbridos. O sistema rotacional de duas ou mais raças é um dos mais viáveis (Figura 2).

Figura 2. Esquema de cruzamento, rotação de duas raças.


Fonte: Adaptado de Caraviello.

Os animais cruzados podem ser superiores em uma das linhas parentais puras para quaisquer dos caracteres independentes, mas serão mais rentáveis quando se considerar todos os caracteres de forma conjunta e considerando a produtividade ao longo da vida.

Estudos realizados com 50 produtores que tinham praticado cruzamento, 40 planejam continuar com este procedimento, seis iriam parar e quatro ainda não tinham decidido.

Facilidade ao parto, fertilidade, composição do leite, longevidade e vitalidade do bezerro são as vantagens principais. As desvantagens apontadas foram relacionadas a problemas de venda dos animais para o abate, bezerros machos, falta de uniformidade do resultado da cruza, dificuldade de fazer pareamentos para a próxima geração e redução do volume de leite produzido.

Fonte:

Reproducción y Genética número 610, 2004. Instituto Babcock - Universidade de Wisconsin.

RAFAELA CARARETO POLYCARPO

Profa. Dra. Universidade de Brasília - UnB

JUNIO CESAR MARTINEZ

Doutor em Ciência Animal e Pastagens (ESALQ), Pós-Doutor pela UNESP e Universidade da California-EUA. Professor da UNEMAT.

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LEANDRO MOTTA

EM 09/06/2020

Eu iria de indubrasil
DANIEL

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS

EM 01/12/2013

Bom dia,

gostaria de saber informações sobre criadores de gado pinzguaer ou pinzgauer.

Há 25 anos atrás conhecemos um fazendeiro no alto paranaiba mg que tinha vários animais cruzados com girolando, guzolando e holandês com média de produção de 20 litros/dia/vaca.Eram as famosas jaguanesas e cintadas de roxo com excelente rusticidade, peso, facilidade de parto, realmente de duplo propósito.Mas hoje não mais achamos essa excelente raça pra comprar.

obrigado
LEANDRO JOSE BATISTA CORDEIRO

PIRACANJUBA - GOIÁS

EM 16/07/2012

vou trabalhar com leite tenho 9 vacas e 13  novilhas jerssolanda e girolanda eu ainda nao tenho tourinho qual seria o melhor opçao
obrigado
MARIO MACHADO PASCHOAL

BRAZILÂNDIA - DISTRITO FEDERAL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 25/01/2012

Prezados companheiros que trabalham com pecuária leiteira: primeiro esclareço que sou extensionista da rede pública e tive a oportunidade de já ter vivido um bocado neste meio; avalio que existe dois "universos" , considerando que a produção de leite com animais especializados (holandês e jersey) está plenamente estabelecida, consolidada e não há o que discutir (com condições adequadas). Conheço fazenda em pleno calor de Unaí-MG (e é muito quente) produzindo com holandês PO 2000 litros ´de leite /dia sem free-stall, sem ordenha de foço, tudo muito simples, com silagem de milho como base alimentar, é claro, gerenciado pelo proprietário que mora na fazenda. Rebanho feito no local a partir de 9 matrizes, com i.a. Ou seja tudo é possível, desde que.....O outro lado é o mundo tropical existente no Brasil, onde ocorre a produção de 80% do leite do mercado brasileiro, através de vacas mestiças, e aí que ocorre o seguinte: desde muito tempo (década de 50) o produtor tenta "balancear" o tipo de animal com holandês e zebuino (hoje leiteiro). Aí surgiu o denominado girolando, posteriormente iniciou-se a busca pelo Puro Sintético, que hoje só existe nas mãos dos produtores comerciantes de genética da região de Uberaba, e vem a dicussão em torno do 1/4 de sangue e mais não sei. No entanto, a nossa valorosa EMBRAPA, assim como outros pesquisadores de outra instituições e universidades já publicaram os resultados CIENTÍFICOS da importância de se utilizar da heterose e que realmente tem importância a partir de raças distantes entre suas origens, e estou falando da F1 hol. x gir leiteiro: chega de confusão chega de desserviço ao agropecuarista de ofício, principalmente a agricultura familiar, que é induzido a fazer experiências com o chamado girolando, e só obtém retrocesso genético. A ciência já demonstrou: genoma de 50% de holandês e 50% de sangue gir leiteiro é só no F1; o resto pode tudo. Porém, existe saída além do F1, e está lá escrito no Manual Técnico da Embrapa: é o Cruzamento Alternado Simples, que se aproxima do meio sangue, com 67% de heterose, feito com disciplina (e hoje com todo o material genético do gir disponível), a cada geração impregnando, banhando novamente com a outra raça, é fantástico. Convido a todos a conhecerem resultados práticos já conquistados. Apelo mesmo a usar o bom senso e dissipar essa imensa confusão: heterose que fato tem sentido para a pecuária brasileira, e no mundo tropical (o brasil possui o melhor zebu leiteiro do mundo e que todos os paises "quentes" necessitam para a mestiçagem; se ainda não  possui genética brasileira é porque os gringos ainda não deixaram...) é com holandês e gir leiteiro, e o resto (cruza com jersey, etc..) é pura decisão de experimentação, condicionante da livre iniciativa de cada um. Nós técnicos temos o dever de esclarecer aos quatro cantos do mundo tropical: PRODUTORES DE LEITE SE APROPRIEM DA HETEROSE, que a natureza nos dá de graça e usufruam dos maravilhosos resultados, como outros setores.
RICARDO SCHMIDT DIAS -

PRESIDENTE GETÚLIO - SANTA CATARINA - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 04/06/2011

Em uma tese de mestrado de ciência animal na Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC estavam fazendo o estudo sobre o cruzamento Jersey e Holandês, porém ainda não sei se a tese ja está pronta. Durante a pesquisa se tinham resultados positivos positivos principalmente na vitalidade das bezerras.
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/06/2011

Prezados Rafaela e Júnio César: Vamos por partes. 1) Em primeiro lugar, o objetivo de uma seleção será, sempre, o aprimoramento de determinada raça. No caso citado, como se destina ao leite, ou Jersey ou Holandês. 2) Ora, sabemos nós que, por serem raças especializadas em produção de leite, à medida que evolui o grau de sangue de uma delas, caminhando para o puro de origem ou de cruzamento, há, via de regra, considerável avanço em produção e qualidade do leite produzido. 3) Em assim sendo, por que fomentar cruzamentos que irão, em tese, diminuir o potencial produtivo dos indivíduos? Melhor seria o sistema adotado por mim e pelo Wilson Mota da Silva: criar ambas as raças puras e misturar só os leites. Assim, aumenta-se o teor de sólidos totais e atende-se o mercado. Quanto ao questionamento do Luiz Henrique de Andrade, companheiro de Lima Duarte, MG., peço licença a vocês para informar que, como estou na região (Olaria fica há 16 Km de Lima Duarte), o melhor é o Gado Holandês, puro e confinado, já que o clima ameno e relevo acidentado assim o recomendam.


Um abraço,








GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO


FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
RUDI BRANCO

TEUTÔNIA - RIO GRANDE DO SUL

EM 02/06/2011

Sou   médico  veterinário,  formado  faz  32  anos.  Dedico minhas  atividade  faz  muito  tempo  à  pecuária  leiteira,  em  uma  região  -  Vale  do  Taquari  -   distante  100  km  de  Porto  Alegre,  sentido  norte.  Tenho  visto  aqui  na  região  os  produtores  ter  muita  dificuldade  com  o  gado  holandês,  que  prevalece  em  mais  de  90%  dos  plantéis.  Tenho  feito  minhas  experiências  com  raças  como  o  Norueguês  vermelho. Temos  na  região  alguns  exemplares  de  vacas  dando  leite,  animais  meio  sangue  e  por  enquanto  tenho  sentido  que  os  animais  correspondem  as  minhas  expectativas.  Gostaria  de  saber  se  existem  algum  trabalho  feito  com  estas  raças  cruzadas  com  holandês,  jersey  ou  outras.
WASHINGTON GERALDO NUNES

DIVINÓPOLIS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/12/2010

Sou criador da raça Jersey, estou pensando em desenvolver o PARDOJERSEY, o que você me dizem, pardo suiço com jersey?
ARNO RICARDO GOELZER

QUINZE DE NOVEMBRO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/11/2010

Bom dia, parabéns pelas atitudes novas em exposição. sou produtor de leite e suínos em uma área de 25 ha sendo agricultáveis 14 ha, gostaria de saber da rentabilidade com as f-1 hol x jersey se serão mais rentáveis que minha hol puras e jersey puras, tenho duas f-1 acasalada mas não realizei nenhum trabalho de análise de lucratividade resido em quinze de novembro - rs e produzo média 22,5 lts / dia / animal. Minha tecnologia de produção é média. Desde já agradeço.
MARCELO ERTHAL PIRES

BELÉM - PARÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/07/2010

Aprecio muito seus artigos, Dra.Rafaela e Dr.Junio, são de esforços desta envergadura que podem fazer a nossa pecuária atingir sua plenitude, como sempre VCs que atigem frontalmente, minhas areas de enteresse; desta forma não tomem minhas posições como belicosas, mas de forma a matar minhas dúvidas. Falando de regiões de clima tropical de baixa altitude, os felizardos que estão nos altos da Serra da Mantiqueira e outras tantas regiões privilegíadas com clima bem ameno, estão de fora destas minhas expeculações. Nos tropicos não vejo vantagens do cruzamento entre raças Taurinas puras ou dando continuidade a seus intercruzamentos, os animais que exitiam na propriedade Jersolando, foram excluídos do rebanho. Mesmo porque para fazer um Tricross, teriamos que passar pelo Jersolando para depois ir de Gir. O Gir, já melhora muito a gordura do leite nos cruzamentos com a raça Holandesa; fonte de um ítem para a formação de Jersolando, não vejo vantagens; salvo para a produção de rufiões. Existe, ainda, a hora de tirar o décimo terceiro salário do pecuarista com a venda das bezerras e novilhas, que o mercado valoriza menos do que Holandês x Gir,. Não conheço ninguém que foi na propriedade dos vendedores de vacas "para ver à gordura", só se vai "PARA VER O LEITE"; mesmo por que os sólidos do leite não estão sendo pagos, na imensa maioria das colocações do nosso leite. E, ainda não falei de estresse calórico, resistência à parasitos, problemas de casco e a MUITO TRISTE "tristeza bovina" que desfigura e atrasa os taurinos; quanto mais puro pior! Não acredito e cruzamentos com Guzerá ou Nelore, estas raças na origem (Índia), não são raças para leite, mas sim, voltadas para a tração animal, tal como no trabalho agrícola e cívil, como os animais que moviam os exércitos dos marajás, ocasionamente, um ou outro animal ,por epistásia, forneciam um pouco de leite, mas não estão voltados para esta finalidade. Com o maior apreço, agradeço!!!!!!!!!!
GEAN ALVES MAIA

RIO VERDE - GOIÁS - ESTUDANTE

EM 16/02/2009

Sim, vocês são muito bons. Sou estudante no IFET GOIANO - CAMPUS RIO VERDE, de zootecnia estou no 4º periodo fazendo uma pesquisa.
Obrigado!
SEJ JOHN

VALENÇA - RIO DE JANEIRO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 03/01/2009

A exploração comercial da atividade leiteira, dependendo do manejo, condições climáticas e índice técnico da propriedade, tem-se mostrado vantajosa com a utilização do cruzamento Hol x Jersey, bem como outros: Hol x Montbleiard ou Simental, Hol x SRB, Hol x Guernsey, Hol x Normando, Hol x Ayrshire, Hol x Dairy Shorthorn etc. Isso em zonas temperadas.

Vários são os estudos mostrando que o tricross - Hol x jersey x SRB, por exemplo, mantem uma taxa de heteroze alta. No Brasil, tendo em vista o clima da maior parte de nosso território e das fronteiras onde a atividade leiteira vem se estabelecendo, o Girolando nos diversos graus de sangue já esta consagrado e tende a melhorar com a seleção do Gir para leite.
Ainda assim, o tricross garante um indice de heteroze maior e dependendo das condições de manejo, tecnificação e mercado de captação em que o empreendimento está situado, o tricross Hol x Gir x outras raça europeia leiteira (Jersey, Guernsey, SRB, Simental/Montbeliard, Normando) pode ser muito interessante (ou com Guzerá / Indubrasil leiteiros substituindo o Gir).

Para "descobrir" qual o "mix" ideal de cada empreendimento e/ou a "fórmula" (que jamais é fixa e sim flexível) de sucesso, só mesmo com um acomanhamento detalhado e cuidadoso mostrando quanto está "custando" o leite produzido e qual o "lucro" obtido com toda a operação, além dos indices de produtivos - produção/animal, produção/hectare, produção/mão de obra, produção / investimento etc.
Não há mais lugar na pecuária (leite ou corte) para "achismos" ou sentimentalismos "românticos" para quem pretende "viver" do negócio...
Agora, se voce dispõe de outra fonte de renda e a pecuária lhe serve de terapia ocupacional anti-stress ou hobby - vale tudo, e o que vier é "lucro" desde que voce esteja feliz da vida.
ANGELO MARTINEZ PEREIRA

AIMORÉS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/05/2008

Olá, tenho uma pequena propriedade rural em Minas, e lá tenho vacas comuns, ganhei um touro de inseminação, o pai era considerado muito bom, a mãe dava 20 litros dia, coloquei ele nas vacas comuns, posso ter alguma melhora no leite com esse touro?

Angelo

<b>Resposta do autor</b>

Prezado Angelo,

Caso o touro seja mais especializado ara produção de leite que suas atuais vacas, sim, a produção média de leite de suas filhas poderá ser melhor que de suas mães, desde que o manejo nutricional seja adequado.
VALDIJAN ALBINO FERREIRA FILHO

IMPERATRIZ - MARANHÃO - ESTUDANTE

EM 31/03/2008

Quais seriam as melhores raças para eu produzir mais sólidos no leite, já que mas na frete, não vai ser pago por quantidades de litros e sim por quantidade de solidos no leite.

<b>Resposta do autor</b>

Prezado Valdijan.

Em percentagem, a raça Jersey tem o maior teor de gordura e o maior teor de sólidos não gordurosos no leite. Por outro lado, a raça Holandesa produz leite com teores de sólidos inferiores a raça Jersey, mas em
compensação produz um volume muito maior.

Portanto, no final do dia, a quantidade em quilos de sólidos produzidos por uma vaca Holandesa possivelmente será maior. Assim, outros fatores como eficiência alimentar, longevidade, adaptabilidade, precocidade, prolificidade, consumo de alimentos,etc entram na balança para tomada de decisão.

Portanto, não sou fiel a uma raça "x" em questão. ntendo que a raça escolhida deverá ser aquela que melhor se adequar a capacidade do produtor em fornecer condições ideais, ou próximas das idais, para máxima produção de leite por área (sistema de pastagens) ou por animal (confinamento).

Assim, para um produtor que somente poderá fornecer aos animais um sistema extensivo, apenas uma ordenha, talvez uma ordenha manual, ou seja, um sistema bastante rústico, um animal especializado omo o Jersey ou o Holandês poderá não ser a melhor escolha. Ao passo que, um produtor que tenha capacidade de fornecer excelentes pastagens, instalações adequadas, manejo sanitário eficiente, etc, deverá obrigatoriamente escolher animais de bom padrão genético.

Lembrando que quanto mais specializado o animal for para produção de leite, mais exigente o mesmo será em termos de nutrição, controle de endo e ecto-parasitas, tratamento de asco, controle de temperatura, etc.
WILLIAN NUNES DE CARVALHO

BELO ORIENTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 07/03/2008

Eu posso fazer o cruzamento de gir com fêmeas 3/4 se quiser mais rusticidade? Mas perco muito em média de leite?

<b>Resposta do autor:</b>

Prezado Willian,

Vacas 3/4 já são consideravelmente rústicas. Talvez seja melhor mais uma geração com inclusão de sangue europeu e somente depois dar um "choque" de sangue, podendo-se no caso utilizar a raça Gir Leiteiro.

Junio
WILLIAN NUNES DE CARVALHO

BELO ORIENTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/03/2008

Olá, Rafaela e Junio!

Tenho uma pequena propriedade rural em Açucena (MG) e estou iniciando a produção de leite. Tenho vacas "pé duras" e agora comprei um touto Gir. A produção das filhas dessa vaca vai melhorar? Ou um touro 3/4 Holandês seria melhor?

<b>Resposta do autor:</b>

Prezado WILLIAN,

Melhores produções de leite vão sendo conseguidas a medida que melhorias vão sendo feitas me termos de genética, alimentação e manejo do rebanho.

Como as vacas são pé duro, um sangue Gir vai incrementar um pouco. As filhas podem ser casaladas com Holandês ou Jersey. A medida que vai apurando o sangue Europeu, pode-se voltar com o Gir por uma geração, caso tenha-se interesse em manter a rusticidade.

Junio
JUNIO CESAR MARTINEZ

TANGARÁ DA SERRA - MATO GROSSO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/01/2008

Prezado Geraldo Antonio,

O mais recomendado é o cruzamento de Holandês com Jersey. Mas nada impede que se faça também cruzamentos entre Gir e Jersey. As filhas serão um pouco menores e menos produtivas, em compração ao acasalamento entre Holandês e Jersey. Lembre-se sempre que quanto maior a heretose, maior o vigor híbrido.
GERALDO ANTONIO DA COSTA

MONTES CLAROS - MINAS GERAIS - EMPRESÁRIO

EM 28/01/2008

Tenho uma pequena própriedade rural em Montes Claros/MG norte de minas região muito quente e seco. Crio Cavalo mangalarga. Tenho excesso de pasto e estou querendo criar vacas jersey . Tenho um touro girolando e gostaria de saber se poderia de utilizar como reprodutor com o cruzamento das jersey. Que ajuda vocês poderia orientar com esta minha ideia.
Geraldo Costa.
NIVALDO SILVA

GOVERNADOR VALADARES - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/12/2007

Olá, Rafaela e Junio. Estou preparando um pastejo rotacionado irrigado de mombaça, e gostaria de saber se posso trabalhar com vacas 3/4 Holandesas, uma vez que minha região é muito quente no verão. Com boa comida o gado supera o calor? Quais vacas seriam melhor? Desde já agradeço e feliz ano novo para todos.

<b>Resposta do autor:</b>

Nivaldo, somente o tipo de capim não é determinante para decidir sobre qual grau de sangue ou raça de bovinos leiteiros a se explorar. O mais importante no seu caso, onde o calor é intenso, é preparar uma área de descanso com uma sombra muito agradável, como de uma árvore bem frondosa, para os animais se abrigarem durante as horas mais quentes do dia. Aliado
a proteção do sol nas horas quentes do dia, deve-se ter cuidado com a sanidade e balanço nutricional dos animais.

Junio Cesar
ANDRÉ SOARES FARIA

PARAIBUNA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 18/12/2007

Bom dia... Temos no sítio vacas mestiças sem raça, que meu pai foi fazendo o cruzamento de Jersey com Girolando sem planejamento algum, e hoje temos lá vacas "comuns". Agora que estamos mudando pra sistema de pastejo rotacionado, queremos melhorar a genética do gado, sem altos custos visto que o rebanho é pequeno e os dinheiro é curto. O que vocês sujerem para melhorarmos o nosso gadinho?

Muito Obrigado

<b>Resposta do autor:</b>

Olá. É recomendado que se utilize genética especializada para leite. Uma vez sendo as condições de alimentação e manejo adequadas,pode-se
incluir o Holandês para melhorar a produtividade do rebanho. Caso o manejo alimentar, ambiental e sanitário deixe um pouco a desejar,
utilize Jersey ou mesmo Gir.

Abraços.

Junio Cesar Martinez
MilkPoint AgriPoint