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Conhecimento: o insumo da mudança

POR MARCELO DE REZENDE

PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/12/2014

12 MIN DE LEITURA

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 * Colaboraram com esse artigo os técnicos Mario Barbosa Filho e Adilson Gastaldello, da Cooperideal

A Fazenda Barreiro possui uma área total de 166 hectares e está localizada no município de Bandeirantes, a menos de 70 quilômetros de Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul. O estado é o 12º maior produtor de leite e está entre os principais produtores de gado de corte do país.

Situada em local tradicional na produção de gado de corte, a propriedade nunca se especializou nessa atividade. Sempre atuou recriando animais para a produção de carne a partir das crias das vacas que produziam leite na fazenda, situação comum de grande parte das propriedades da região. Em torno de 60% da área total da fazenda era destinada à atividade leiteira. No restante, era feita recria e engorda dos machos leiteiros destinados ao corte. O produtor buscava, por meio da junção das duas atividades, geração de renda que fosse capaz de custear as despesas da fazenda e que proporcionasse alguma sobra financeira suficiente para a manutenção da família, que há muitos anos vivia em situação de dificuldade.

A atividade leiteira na Fazenda Barreiro era conduzida utilizando os mesmos conceitos aplicados no gado de corte: áreas de pastejo grandes demais, dificultando o manejo adequado das pastagens e do rebanho, inviabilizando investimentos na melhoria da fertilidade do solo. Também não era realizada a suplementação volumosa adequada no período da seca, e o rebanho era composto por vacas aparentemente sem nenhuma aptidão leiteira.

Com um rebanho de mais de 60 vacas em lactação, a produção não ultrapassava os 150 litros/dia, e o produtor era obrigado a acordar às duas horas da manhã para conseguir ordenhar manualmente as vacas em produção. Um trabalho penoso e que terminava somente por volta das oito horas, quando o caminhão chegava para levar a produção ao laticínio. O dia já se iniciava com o produtor cansado de trabalhar. Os anos foram passando sem que a atividade apresentasse qualquer perspectiva de melhora.


Figura 1 - Início do trabalho técnico, quando era feita a ordenha manual de 60 animais.

Em 2007, por meio de um primo que havia visitado algumas fazendas produtoras de leite na região de Dracena (interior de São Paulo), o produtor Waldemar Godinho, dono da Fazenda Barreiro, ouviu falar, pela primeira vez, do Projeto Balde Cheio. Empolgado com a possibilidade de obter os mesmos resultados vistos e descritos pelo primo nas fazendas visitadas, onde gente, com muito menos terra e recursos financeiros, tinha conseguido dar a volta por cima e fazer da atividade uma boa fonte de renda.

Então, o produtor percebeu que aquela também poderia ser a sua saída. Buscou orientação na assistência pública local e colocou a mão na massa. O que já parecia difícil, logo se tornou um verdadeiro pesadelo, pois com orientação técnica deficiente e sem nenhuma metodologia, as ações executadas não trouxeram os resultados esperados.

O produtor investiu toda a reserva financeira que tinha na formação de 13 hectares de capim Mombaça, estabelecidos sem nenhum critério. O rebanho continuava andando longas distâncias e a produção de leite permanecia a mesma. No final de 2007, já cansado de pelejar com o negócio, decidiu que era hora de colocar um ponto final naquela vida de sofrimento no meio rural e partir para a cidade.

Não havia saída! A situação da Fazenda Barreiro refletia a situação de tantas outras propriedades rurais, cujos programas de extensão rural se mostram incapazes de oferecer uma solução adequada aos problemas enfrentados pelos produtores. Programas assistencialistas, como muitos que ainda existem, agem na periferia do problema. Limitam-se a oferecer calcário, tanque de expansão, kits de irrigação e material genético. Estas ferramentas, por si só, são incapazes de promover a mudança na realidade das fazendas produtoras de leite. E assim, a renda continua minguada e o produtor em dificuldades. Nesse tradicional pacote de “benefícios” sempre faltou o principal, que é o conhecimento.

Investe-se em soluções fantasiosas, ferramentas mirabolantes, soluções técnicas do tipo “faça você mesmo”, missões técnicas que mais se parecem com visitas à Disneylândia. Isso tudo com o intuito de vender a falsa perspectiva de que a atividade leiteira é fácil e que não há necessidade de comprometimento e esforço por parte do produtor. Passa-se a ideia que somente os tais programas e seus técnicos, com pequenos ajustes e ações isoladas, são capazes de promover a redenção dos produtores.

Porém, quem acompanha de perto o dia a dia das propriedades leiteiras sabe que a realidade é bem mais dura. Para que as promessas desses programas se materializem e deixem de ser apenas sonho, falta o acompanhamento técnico sistemático na aplicação do que é orientado. E isso só é possível por meio da atuação de um profissional preparado, com capacidade e estrutura de trabalho para atuar na rotina da propriedade, e que tenha conhecimento suficiente para a aplicação segura de conceitos básicos da atividade. Além disso, é preciso priorizar os investimentos produtivos, atuando nos gargalos do negócio, com aptidão suficiente para desenvolver o interesse por uma nova forma de fazer, capaz de renovar o ânimo e resgatar a autoestima. A partir de resultados palpáveis, será possível cultivar a esperança de que dias melhores são possíveis no campo.

Falta, enfim, preparar um extensionista com condições de desempenhar adequadamente o papel da transferência de tecnologia (e não somente da difusão!), sendo elo de ligação entre pesquisa e produtor. Esta função é negligenciada na avalanche de programas criados que, pela falta de seriedade, não conseguem o mínimo resultado esperado – a manutenção do produtor no campo.

Disposto a se afastar dessa realidade, o produtor Waldemar Godinho se preparava para arrumar as malas e partir rumo à vida na cidade. Trabalharia na construção civil, fazendo uso do elementar nível de conhecimento que possuía na área.

Nesta mesma época, o engenheiro agrônomo Mário Barbosa Filho, capacitado pelo Projeto Balde Cheio e técnico da Cooperideal, buscava conhecer as propriedades leiteiras da região. Recém-chegado de Minas Gerais, foi apresentado ao produtor por um técnico de captação de leite local.

Já na propriedade, sentados à sombra de uma cobertura de folhas de coqueiro, estabeleceram uma longa conversa, na qual o produtor pôde detalhar suas frustrações com a vida na fazenda, as dificuldades com a atividade e sua decisão de abandonar a vida rural. O técnico mostrou a ele que, tecnicamente, sua propriedade era viável e que a atividade, se bem conduzida, poderia promover a geração de renda e a melhoria na qualidade de vida de sua família. O que faltava era juntar o conhecimento técnico com a dedicação ao trabalho. Com estas duas pontas, unidas, certamente colocariam a fazenda em outro patamar de eficiência.

Ao final da conversa, o produtor resolveu tentar mais uma vez. Em 2008, o trabalho técnico da Cooperideal começava efetivamente na Fazenda Barreiro. A área a ser intensificada e utilizada pelas melhores vacas do rebanho foi definida: dos 13 hectares de capim Mombaça que a propriedade havia formado anteriormente, quatro receberam a correção e adubação adequada. Essa área ainda foi dividida em dois sistemas menores de pastejo, que receberiam dois lotes de vacas, divididos de acordo com a produção. Foi estabelecido também um canavial que seria utilizado para a alimentação dos animais no período de seca. O trabalho inicial visava combater a falta de alimento volumoso na propriedade, fator responsável pelo baixo desempenho produtivo e reprodutivo dos animais.


Figura 2 - Vacas em pastejo de Capim Mombaça recuperado.

Com as pesagens mensais da produção das vacas em lactação foi possível a divisão dos lotes de pastejo. As vacas mais produtivas ficariam no sistema mais próximo e receberiam também alimento concentrado, de acordo com a produção. As vacas menos produtivas iriam para o segundo sistema, mais distante, e só receberiam concentrado caso produzissem mais que o oferecido pela pastagem em termos nutricionais. Posteriormente, foram estabelecidos sistemas de pastejo de Tifton 85 irrigados.


Figura 3 - Vacas em pastejo de Tifton 85 irrigado. 

Tudo passou a ser anotado e gerenciado na fazenda. As mesmas vacas foram mantidas no rebanho e tanto a média de produção por vaca quanto a produção diária evoluíam à medida que as condições da propriedade melhoravam, conforme observado no gráfico 1.

Gráfico 1: Evolução da produção das vacas em lactação e do volume de leite da Fazenda Barreiro após melhorias de alimentação e manejo




A produção diária da propriedade era de 150 litros em 2007, período anterior ao início do trabalho técnico. Após, saltou de 232 litros, em 2008, para 422 litros ao final do primeiro ano de trabalho (2009). Em 2010, subiu para 603 litros até atingir pico de 1.213 litros, em 2013 (média de 985 litros no período 2013-2014). O resumo dos índices zootécnicos e econômicos da fazenda estão descritos no Quadro 1.

Tabela 1: Resumo dos índices econômicos e zootécnicos da Fazenda Barreiro - Comparação de dois períodos de trabalho 



Os índices iniciais da propriedade representavam com exatidão o que era a atividade leiteira na região. A produção diária média por vaca era muito baixa (3,1 litros), fator que, relacionado com o uso ineficiente da terra, resultava em uma produtividade irrisória de 846,8 litros/ha/ano.

Dados do IBGE de 2010, mostram que a produção média por vaca no Mato Grosso do Sul continua por volta de 3,0 litros/dia, e que a produtividade se mantém ao redor dos 900 litros/ha/ano. Ou seja, sem orientação técnica a atividade leiteira local patina.

A aplicação de conceitos básicos relacionados à alimentação dos animais, priorizando, inicialmente, as vacas em lactação, e de melhoria das condições de manejo e conforto dos animais promoveu ganhos significativos de produção no mesmo rebanho, inicialmente tido como ruim. Em seis anos de trabalho, a média por vaca na fazenda aumentou mais de quatro vezes, saindo de 3,1, em 2007, para 13,2 litros/dia, em 2013, demonstrando o quanto se perdia na Fazenda Barreiro e o quanto se perde na pecuária leiteira quando os animais não têm comida e conforto.

O fluxo de caixa (sobra de dinheiro após o desembolso com pagamento de todas as despesas operacionais e investimentos) foi negativo em R$ 20.766,92 no primeiro ano de trabalho (2008). Isso mostra que resultados econômicos palpáveis, normalmente, são obtidos somente no médio e longo prazo, a partir de respostas de um trabalho de reestruturação da propriedade, não por meio de ações pontuais de curto prazo.

No primeiro ano de trabalho, o produtor teve que colocar dinheiro na atividade para honrar suas dívidas e manter o negócio vivo. Tal situação explicava o desejo de abandonar a área rural e buscar melhores condições em outros locais. Por vários anos essa situação de falta de renda havia se repetido. Porém, dessa vez, a confiança trazida pelo técnico que acompanhava a fazenda foi suficiente para que o produtor entendesse que a situação em breve seria superada.

No ano seguinte, o fluxo de caixa já era positivo, R$ 23.268,67, crescendo a cada ano. Chegou a R$ 185.516,05 no período de setembro/13 a agosto/14, equivalente a uma sobra financeira mensal de R$ 15.459,66.

Uma das maiores dificuldades das propriedades maiores, que utilizam grandes extensões de área para a produção, é obter ganhos por hectare que sejam compatíveis com outras atividades, principalmente aquelas relacionadas à agricultura. Os baixos ganhos por área de terra utilizada permitem que culturas como a cana-de-açúcar, por exemplo, possam ser mais competitivas, e passem a utilizar terras, até então, disponibilizadas para a pecuária. Isso é que o vem acontecendo em diversas regiões do Mato Grosso do Sul e acontecia também na Fazenda Barreiro.

Com a evolução da renda disponível para a família, foi possível o investimento em melhorias que diminuíssem o volume de atividades braçais realizadas na propriedade. A ordenha, inicialmente manual, passou a ser mecânica. O corte da cana-de-açúcar no período da seca, atualmente, é feito por um trator adquirido há dois anos. As pastagens são irrigadas e a reprodução é feita por meio de inseminação artificial. Tudo isso aconteceu em menos de sete anos de trabalho, e pouca coisa hoje lembra o passado da propriedade.


Figura 4 - Nova sala de ordenha, agora mecânica.


Figura 5 - Corte da cana deixou de ser manual

A melhoria das condições de vida e de trabalho na fazenda Barreiro promoveu um resultado ainda mais importante que todos os citados até aqui. O filho do produtor, Lucas Godinho, que passou a infância e adolescência acompanhando as dificuldades dos pais na propriedade, tinha como sonho partir para a cidade. Porém, à medida em que a situação da fazenda mudava, passando a gerar resultados, o rapaz sentiu que seu futuro poderia ser construído ali mesmo, junto da família. Com disponibilidade de recursos, os pais puderam oferecer a ele a possibilidade de cursar veterinária. O jovem abraçou a oportunidade, estudou com afinco e, no final de 2014, estará formado e, orgulhoso, fala em tocar a fazenda ao lado da família.


Figura 6 - Casal Waldemar e Cleide Godinho

Esta mesma realidade de mudança de cenário pode ser observada em outras regiões do Mato Grosso do Sul, onde atuam os técnicos da Cooperideal. Atualmente, a Fazenda Barreiro é assistida por outro técnico, o Eng. Agrônomo Adilson Gastaldello, também da Cooperideal. Seja no leste do Estado (na chamada região do Bolsão), trabalhando em parceria com o Sindicato Rural de Paranaíba ou nos outros sete municípios onde Adilson Gastaldello acompanha produtores, que sem nenhum tipo de apoio institucional, pagam do próprio bolso pelo trabalho que recebem, a realidde vem mudando para melhor a cada ano.

Outro importante trabalho, com excelentes resultados, é realizado com apoio da Fundação Banco do Brasil, em assentamentos da região sudoeste do Mato Groso do Sul, em parceria com a Fundação Educacional para o Desenvolvimento Rural (Funar). É lá que os técnicos Mariluci Foresti Neves e Daiane Latri (Ponta Porã), César Santos (Sidrolândia) e Thiago Câmara (Terenos), atualmente em processo de capacitação, executam este mesmo trabalho em outras 79 propriedades, coordenados pelo Técnico Mário Barbosa Filho. Isso mostra a grande potencialidade das propriedades localizadas em assentamentos rurais, quando recebem acompanhamento técnico de qualidade. A Brasil Foods (BRF) é outra importante empresa parceira no desenvolvimento de unidades produtivas de leite no Mato Grosso do Sul, nas regiões de Sidrolândia e Terenos.
Os resultados obtidos em fazendas de leite do Mato Grosso do Sul, assistidas pela Cooperideal, são frutos de um trabalho sério e intenso. Produtores, técnicos e parceiros têm conseguido mostrar que a realidade, apesar de difícil, pode ser mudada.
De nada adianta a constante criação de programas de fomento se não houver método, objetivos claros e conhecimento para ser transferido. É essencial a existência de pessoas merecedoras de investimentos e que, por meio do crescimento gerado pelo trabalho direcionado para os resultados, devolvam à sociedade, em forma de desenvolvimento, aquilo que receberam como incentivo.

ARTIGO EXCLUSIVO | Este artigo é de uso exclusivo do MilkPoint, não sendo permitida sua cópia e/ou réplica sem prévia autorização do portal e do(s) autor(es) do artigo.

MARCELO DE REZENDE

Eng.Agrônomo, Diretor e Técnico da Cooperideal - Cooperativa para a Inovação e Desenvolvimento da Atividade Leiteira.

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LEONARDO DE SIQUEIRA MENDES

ALAGOA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/03/2015

Parabéns pelo artigo, muito esclarecedor e bem escrito! Venho incentivando os produtores de leite da minha região em investir no conhecimento técnico e profissional, pois é fundamental e indispensável nos dias atuais, mas também encontramos muitas dificuldades no incentivos dos órgão públicos com Emater e Embrapa.    
NIVALDO SEZERINO

CAMPO GRANDE - MATO GROSSO DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/01/2015

Parabéns a todos pela matéria aos técnicos da cooperideal balde cheio e também ao produtor
CLAUDIR JORGE KUHN

TOLEDO - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/12/2014

Não só no setor leiteiro, mas em todos os setores da agricultura, somente  permanecerão os que investirem nesse insumo básico. Triste é chegar numa propriedade e lá eles acharem que sabem tudo, e nem saberem o que é C.C.S ou C.B.T . Compram vaca registrada e a cruzam com o touro do compadre. Quem sabe que não sabe, e aceita ser instruído certamente crescerá e continuará por muito tempo, não só ganhando dinheiro, mas produzindo alimentos para matar a fome de muitos. Feliz 2015 a todos.
MARCELO DE REZENDE

LONDRINA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 29/12/2014

Caro Ronaldo, tudo bem? Me passe seu email ou envie uma mensagem para marcelo@cooperideal.com.br que te responderei em seguida. Não é comum firmamos um contrato de trabalho com produtores individuais, neste caso a relação de prestação de serviços é baseada em um acordo verbal com cada produtor, neste acordo são definidos intervalos entre as visitas técnicas, obrigações relativas ao desenvolvimento do trabalho, valores etc. Mas posso te disponibilizar o modelo de contrato que utilizamos para a execução do trabalho com pessoas jurídicas, que bem pode ser utilizado para a formalização da relação de trabalho com produtores individuais. Todos os nossos clientes (pessoas físicas ou jurídicas) pagam pelo trabalho realizado mediante a emissão de NF relativa ao serviço executado.
RONALDO MARCIANO GONTIJO

BOM DESPACHO - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/12/2014

Caro Marcelo,



Você tem como disponibilizar o contrato que vocês da Cooperideal fazem com os produtores no momento da contratação do serviço?
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