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Particularidades do comércio de vacas leiteiras

POR ANTONIO NOVAES DA SILVA

ESPAÇO ABERTO

EM 27/02/2013

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É impressionante o fascínio causado por uma boa vaca, com úbere correto e produzindo bastante leite e imagino que deva ser gostoso ter dinheiro para adquirir destes animais. Assim como em outras situações, o prazer pode custar caro. Um comprador de vacas está exposto a alto risco de desilusão, e pior, o capital investido talvez nunca mais retorne. Ao vendedor também se reservam algumas supresas desagradáveis.

A situação é típica, o indivíduo se propõe a produzir leite ou quer expandir seu negócio e sai comprando vacas. Em alguns casos, sem experiência e estrutura adequada, com mão-de-obra mal treinada e sem assistência técnica especializada.

Basta freqüentar ou assistir os leilões para encontrar pessoas orgulhosas comprando vacas adultas, com o úbere cheio de leite (represado há horas) por valores altos, enquanto algumas pessoas aplaudem a sua atitude, uma festa.

Existem ainda negócios realizados nas próprias fazendas, atualmente em menor escala. Analisando sem puritanismo, se um comprador chega à fazenda disposto a comprar animais, o fazendeiro vendedor tem obrigação de se esforçar para que o negócio se concretize (a atividade leiteira depende parcialmente da venda de animais).

“É aí que mora o perigo”. Se o vendedor disponibilizar bons animais a preços justos, ainda assim, o comprador pode não ser capaz de mantê-los tão produtivos. Caso o vendedor apresente animais baratos com algum defeito, mesmo alertando o comprador, este “se esquece” que foi alertado. Existe ainda a possibilidade de pura má fé. Ou seja, o risco de aborrecimentos é uma constante para ambos, vendedores e compradores.

As leiloeiras recebem comissões à vista, vendedores rezam para receber as interminavéis parcelas, compradores suam para pagar animais que não corresponderam a sua expectativa. Em casos extremos, por falta de pagamento, o vendedor tem que buscar os animais de volta, frequentemente em péssimas condições de saúde.

As liquidações de plantéis, que no passado representavam oportunidades de bons preços, se tornaram verdadeiros “espatifadores de problemas”.

Alguns produtores ofertam vacas “bombas relógio” ou que apresentam vícios ocultos, fazendo que a reputação destes eventos piore ainda mais. Existem pessoas que são profissionais de leilões, comprando aqui e vendendo ali. Não são criadores e sim marreteiros de vacas.


Repletos de glamour são os leilões “elite”, que deveriam se chamar “Me engana que eu gosto”. Nestes casos, pouquíssimas são as vendas efetivas, as defesas são feitas a preços irreais que acabam desestabilizando e confundindo o mercado e ninguém mais sabe quanto vale uma vaca. Preparam-se verdadeiras arapucas esperando cair uma presa indefesa. Haja decoração, pró-seco, vaidades e músicos caros!!! Pairam dúvidas se são benéficos à nossa pecuária.

A entrada de novos produtores, quase sempre capitalizados, é interessante a todos os segmentos envolvidos com a produção leiteira, porém, indivíduos animados e mal orientados acabam tomando atitudes tecnicamente incorretas. Em pouco tempo aumentam a fila dos reclamadores da atividade e a abandonam.

Com a maior disponibilidade de crédito, existem programas em que o governo oferece dinheiro a juros convidativos, assim pequenos produtores se aventuram comprando animais. Estes financiamentos deverão ser pagos com os resultados obtidos pela produção, pois são indivíduos com poucos recursos. Trata-se de um desafio ainda maior.

Os investimentos são equivocados em muitos outros itens, tais como: escolha do sistema de produção, tipo de instalação, equipamentos etc. Quando consultados, os técnicos e prestadores de serviços devem alertar os novos fazendeiros. Na verdade são estes que mais recorrem e reconhecem o valor da assistência.

Em regiões com pecuária leiteira desenvolvida, no Brasil ou no exterior, os produtores criam bem suas bezerras para repor as vacas que, quando adultas, praticamente têm sempre o mesmo destino, o abate.

Devemos lutar para que o comércio de animais se restrinja à bezerras e novilhas. Infelizmente nossa realidade é outra, mas precisa mudar. Atualmente já existem fazendas promovendo leilões somente de bezerras, genotipadas, descendentes de pais e mães positivas para produção e saúde.

É interessante observar o comportamento dos produtores estabilizados, que normalmente são vendedores de vacas adultas e nunca compradores, eles não perdem oportunidades na compra de bezerras ou novilhas. Enquanto isso, os produtores não estabilizados são ávidos compradores de vacas adultas.

Cabe ressaltar que os investimentos com a cria e a recria de uma novilha do nascimento até o parto são diários, ou seja, feitos paulatinamente durante cerca de dois anos, enquanto o dinheiro para compra de um animal já formado tem que estar disponível à vista ou em poucos meses.

Didaticamente, os descartes são classificados como: involuntários: animais que são obrigatoriamente descartados (infertilidade permanente, problemas sanitários, acidentes) e voluntários: animais que são vendidos por não apresentarem desempenho ou características funcionais exigidas pelo proprietário (produção, adaptação ao sistema de produção, docilidade). Fazendeiros experientes sabem muito bem disso.

Atualmente, existe um consenso na busca por animais mais longevos. A relação longevidade versus produção não é muito simples de ser analisada. Quando existe seleção, a fazenda tende a manter no rebanho as vacas mais produtivas (e assim tornam-se mais longevas). Sabe-se ainda que vacas muito produtivas estão sujeitas a riscos maiores e assim sobrevivem menos tempo. Neste paradoxo, o conforto que é oferecido aos animais parecer ser preponderante.

No comércio de vacas leiteiras existem outros agravantes. Muitas vezes as vacas não confirmam a produção e a reprodução descritas pelo vendedor, não por mentira, mas pelo simples fato que elas estavam adaptadas em uma fazenda estruturada, com conforto e manejo corretos, alimentação farta e sem variações bruscas de qualidade e seguem para uma fazenda “nova” que quase sempre tem problemas.

Nas fazendas em implantação ou em expansão, geralmente os índices de mortalidade são mais elevados e a freqüência de transtornos que atrapalham as vacas produzirem bem, também é maior. Em suma, produzem menos e tem a vida útil encurtada.


Algumas considerações finais
:

O produtor deve definir o volume de leite que pretende produzir (dentro da sua real capacidade de investimento e das limitações da propriedade). Quando se atinge este patamar, o rebanho se estabiliza, o produtor deixa de ser um comprador e passa a ser um vendedor de vacas.

Como isto raramente acontece, as mudanças de metas impossibilitam a estabilização do rebanho, o produtor continua comprando vacas adultas, sendo forçado a manter vacas velhas e recriando até as novilhas com aptidão leiteira questionável.

Os controles reprodutivo e sanitário, a criação das novilhas, a seleção e o melhoramento genético merecem atenção máxima para que a fazenda tenha muitos nascimentos, poucas mortes, produza animais precoces, com boa aptidão e livre de doenças. Lutando para atingir o chamado “Rebanho Fechado”.

Nas compras, quando inevitáveis, o fazendeiro deve ponderar a interrelação entre os seguintes fatores: idade X qualidade X sanidade X preço. Muitas ofertas baratas são de qualidade e/ou sanidade questionáveis. Animais saudáveis e realmente produtivos poderão ter um preço muito elevado e não conseguirem se pagar ao longo de sua vida produtiva, principalmente se forem adultos (3ª cria ou mais).

Os leilões são meios interessantes para se vender vacas, mas para comprá-las os riscos são muito grandes. Normalmente, nestes eventos as vacas estão mojando ou recém paridas, fato que só garante que o animal não é estéril, mas se tem uma subfertilidade é impossível se detectar. Úbere cheio de leite pode mascarar um animal de baixa persistência na lactação, que produz bem no início, mas em pouco tempo estará secando.

Resumindo, o cenário onde há compradores entusiasmados, vendedores experientes, ambiente agitado, falsas promessas, cerveja e até mesmo aplausos, pode induzir negócios arriscados. Para o comprador, a ressaca poderá durar semanas ou meses. O vendedor passa a acompanhar preocupado com os depósitos das parcelas e quando o telefone toca, ele pensa: deve ser aquele comprador chato, reclamando de novo...


Leia também um contraponto do texto: Com vendedores sérios, a compra será bem feita, comenta leitor, sobre leilões e a carta enviada por Roberto Jank, diretor-presidente da Agrindus S/A no Novidades dos Parceiros: Agrindus oferta fêmeas com provas genômicas no leilão que acontece dia 13 de abril  



ANTONIO NOVAES DA SILVA

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ROGERIO FABIO VARELA DE OLIVEIRA

NATAL - RIO GRANDE DO NORTE - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 31/03/2013

Artigo bem redigido com argumentação clara e pragmática. Expressa as ideias de forma racional e verdadeira.
EGLEIDE LOPES

TAUBATÉ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/03/2013

Parabéns , realidade que todos sabemos mas só em papos informais é dito, e em um artigo é um alerta a todos. Um pouco de conhecimento e experiencia pode  ajudar. Muitas vezes é vendido um sonho uma idealização e o produtor iludido acaba levando a frustração e isto é lamentável.
ANTENOR NOVARINO

ITAPERUNA - RIO DE JANEIRO - INDÚSTRIA DE INSUMOS PARA A PRODUÇÃO

EM 12/03/2013

A Realidade é Clara Amigos , para que serve uma vaca de leite , qual é o seu produto final =leite, somente leite . então temos que cair na realidade , uma vaca para produtor de leite não pode valer mais que 3000 a 4000 mil reais , a conta é simples . Estava todo mundo achando que ia vender a vida toda vacas de 10000-12000 , para produzir leite , podem fazer a conta que quiser , que nunca vai fechar(ela nunca vai ser pagar), a realidade que 99% de consumidores de vacas , são somente produtores(tiradores de leite) . todo mundo entrou fazendo fiv , de qualquer animal , achando que só por ser de fiv , vale 3 a 4 vezes mais que um bom animal de inseminação para produzir leite . Nada contra animais de elite , fornecedores de genetica , mas banalizar igual estão fazendo , é brincadeira . conheço muito animal de IA e até de monta natural que dão show em animais de fiv .  vamos cair na realidade , esse é o meu recado
JOHNNY ROBERTY BIBE DE SOUZA OLIVEIRA

TAUBATÉ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 06/03/2013

Parabéns Toninho!



O setor leiteiro precisa profissionalizar as ações para poder avançar.
JOÃO LUCRECIO MIRANDA CAMARGO

TAUBATÉ - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/03/2013

Parabéns Toninho.
FRANCISCO DINIZ ARANTES

RIBEIRÃO PRETO - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 05/03/2013

Parabens pelo artigo.

Não devemos condenar os leilões, mas se interar de quem está vendendo, da leiloreira, pois existem algumas que não prezam pela qualidade dos animais e nem fazem uma vistoria prévia destes animais que vão para leilões.

Aos compradores recomendo que busquem acessorias de tecnicos capacitados para escolherem os animais a serem adquiridos.

É comum escutarmos nos leilões que um animal que vem a seguir é sempre melhor que o outro que já foi leiloado, precisamos ficar atento nas vacas em produção pois o tamanho do úbere que apresenta, normalmente é de leite represado a não sei quantas ordenhas.
KELLI CRISTINA FERREIRA CUNHA

FORMIGA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 05/03/2013

Antônio,



    Você traduziu o que vinha pensando!  Já fui em vários leilões e nunca consegui comprar vacas, considerando exatamente as suas ponderações.

Sou favorável à criação de futuras vacas na própria fazenda. Realmente é um investimento parcelado que fazemos, com a certeza do que teremos no futuro.

Parabéns pelo artigo e aos comentários dos Colegas Produtores.
NETTO FERNANDES

VARGEM GRANDE DO SUL - SÃO PAULO

EM 04/03/2013

Não desejo que meu caso de insucesso ao comprar bezerras ditas girolando em um certo leilão seja tomado como exemplo. Em 2006 iniciei um projeto de formar um plantel a partir de bezerras de boa procedência, de mães de produção média, rústica, criadas a pasto. Durante 2 anos acompanhei criteriosamente o desenvolvimento do lote inicial, fazendo a cada 06 meses exames de sanidade, especialmente de brucelose e tuberculose. Não houve registro de qualquer destas doenças ou outra, que pudesse comprometer a continuidade do projeto. Em 2008, desejoso de ampliar o plantel, resolvi comprar 30 novilhotas de grau de sangue 1/2 a 3/4 HPB. Fui a uma propriedade que realizaria  leilão de liquidação de plantel, acompanhado de um veterinário experimentado, para conhecer os animais, antes da realização do evento. Examinei os relatórios de sanidade de cada lote que me interessava. No dia do Leilão, adquiri os animais que me interessaram, ao preço que me convinha. Passados 10 meses da aquisição decidi realizar nas rezes adquiridas os mesmos exames que tradicionalmente já era rotina na propriedade. Resultado: grande parte das novilhotas adquiridas eram portadoras de graves patologias, o que levou-me a sacrificá-las, sem no entanto ter conseguido responsabilizar o vendedor, estando pagas todas as parcelas. Foi a primeira e última vez que participei de um leilão. Não quero dizer que todas as rezes vendidas, especialmente em liquidação de plantéis, estejam doentes ou sejam portadoras de defeitos, visíveis ou ocultos. Porém, como não dá para ler na testa do vendedor sua ética, sua honestidade, resolvi, mesmo que demore mais tempo, continuar a formar meu próprio plantel, em cruzamentos absorsivos, a partir do rebanho existente inicialmente, descartando para abate aquelas rezes que não tiverem boa aptidão leiteira. Não posso culpar o leiloeiro, mas que houve má-fé do vendedor, isto é inquestionável, pois pude apurar que a liquidação foi realizada em razão de problemas sanitários existentes em muitas rezes adultas, muitas delas, certamente mães de diversas novilhotas que adquiri, e, que futuramente iriam mostrar todo o potencial da bomba-relógio, que não falou.
KÉLCIO A. SALGADO. LEMOS

CÁSSIA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 03/03/2013

Eu pergunto: se a gente pensar que o vendedor é o produtor de leite que procura melhorar seu rebanho, cria bem suas bezerras, conhece seus animais para promover o descarte, dificilmente introduz novos animais e ao fazê-lo toma todas as precauções para garantir a sanidade do seu rebanho ;quem vai comprar estes animais? Talvez esteja faltando produtores e sobrando especuladores, como na bolsa., uns perdem outros ganham.
DUARTE DE VARGAS FERREIRA

VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 03/03/2013

É uma grande verdade. Hoje nós produzimos nossas novilhas, para fugirmos dessas armadilhas.
ERNANI FLAVIO LOPES BARBOSA

OUTRO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/03/2013

O certo, honesto e ético, seria pensar que animais improdutivos, ou com problemas "ocultos", deveriam ir para o abate e não serem vendidos a compradores inexperientes e de boa fé. A brucelose e tuberculose aumentou muito no estado de Goiás, devido principalmente a vendedores inescrupulosos que venderam animais positivos,com exames mascarados.
ISMAEL MATEUS CAVAZINI

PELOTAS - RIO GRANDE DO SUL

EM 02/03/2013

A grande sacada é não segurar animais improdutivos e ou com problemas crônicos na propriedade, além de causar prejuízos com tratamento e não corresponder as expectativas de produção, ele está comendo os lucros das vacas produtivas, terneiras com genética duvidosa, filhas de mães  não tão produtivas devem ser descartadas, vendidas pelo preço do sêmen se for o caso, assim como todo e qualquer macho é inviável ter na propriedade, terneiras que apresentem problemas crônicos de diarreia e ou broncopneumonia, também deve-se descartar, pois ela não vai corresponder as expectativas quando adulta!!!
CRISTINA

ITAPERUNA - RIO DE JANEIRO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 02/03/2013

Parabéns pelo artigo, pelo alerta aos desavisados, inexperientes ou iniciados no ramo ...

Apesar de ser Light, valeu por desencadear a discussao..








ADILSON DA MATTA ANDRADE

MURIAÉ - MINAS GERAIS

EM 02/03/2013

Bom dia para todos, fico preocupado em ver uma reportagem desta gerar tantos comentários, e muitos deles sem fundamento, os leilões de vacas continuam e vende-se milhares ao ano e a maioria dos compradores estão satisfeitos com a compra e estão comprando novamente, a prova é o número crescente de eventos de venda, o que acontece que como  em todo ramo tem o percentual de  desonestos que vendem e informam gato por lebre. O leilão é somente uma forma de comercialização, que se a firma leiloeira assim como o vendedor forem sérios (assim como é a maioria, pois vivem disto), a compra vai ser bem feita. Eu como técnico e presto acessória tanto a vendedores como compradores temos tido um altíssimo grau de satisfação das duas partes.

Quanto a festa e ao oba oba, é o mesmo usado para vender o carro que faz 20km por litro de gasolina, e ou, uma cerveja que uma vês tomada aparece uma manequim ao seu lado apaixonada por você. Isto é apenas uma ferramenta de marketing, cabe ao comprador experiente comprar aquilo que achar mais conveniente para o seu caso de acordo com a sua realidade, se não tem experiencia que se acessore com um técnico com experiencia no ramo para não ter decepção, não é difícil encontrar em um leilão uma vaca com produção de 30kg de leite e o vendedor dizer que ela esta a pasto comendo apenas 3kg dia de concentrado (nesta estória da carochinha só cai os mais desatentos com o ramo), este comprador leva para fazenda e lhe fornece os 3kg e se decepiciona com ela, quando deveria decepcionar apenas com o vendedor, e não com a intituição leilão e muito menos o leiloeiro que apregoa o que o vendedor lhe passou. E os altos valores dos animais de elite chegam,é por valor genético que através  da FIV pode ser multiplicado em vários animais concertando a genética de muitos rebanhos, alem da ferramenta de marketing para a propriedade por estar adquirindo um animal de alto potencial genético. O que ocorre é que os poucos decepcionados com compras em leilão são despreparados para isto, tanto que culpam o leiloeiro que muita das vezes esta apenas lendo uma informação no catálogo e passando para o publico.

Parabéns ao Antonio Novaes por levantar a polemica, o triste é que virou uma lamentação e não um debate, o tema merece ser discutido  com carinho, principalmente para corrigir as falhas existentes, mas a minha experiencia mostra que as decepções são devido ao desconhecimento do comprador que acredita em vendedores inescrupulosos que existe em toda areá de venda (imoveis,carros, motos, roupas, etc). Até para identificar o vendedor sério tem que ter conhecimento. Um amigo entrou recentemente em um leilão de pedras semi preciosas e tomou um prejuízo imenso pois não entendia e nem se assessorou.
LUIS TAVOLARO

BROTAS - SÃO PAULO

EM 02/03/2013

Excelente artigo. Só faltou citar aqueles "consultores" contratados, que ficam mentindo deslavadamente sobre a qualidade dos animais durante o leilão, persuadindo os inocentes que acreditm naquele monte de mentiras e calculos fictícios. Se falam, deviam assumir responsabilidades.
ERNANDO LOPES

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/03/2013

Antônio, gostei muito do seu artigo. Todo fazendeiro que dedica à.produção de leite devia lê-lo.  Contiue trasmintindo-nos sua experiência.
DARLANI DE SOUZA PORCARO

MURIAÉ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/03/2013

Boa matéria , muita gente esquece que o leite está no prêço de 0,80 centavos mais ou menos , e a arroba  80,oo , e a vaca é um animal sujeito a ter muitos problemas , então o  risco é alto para compensar  uma compra  por um valor muito alto.
LUIZ GOUVÊA LOPES JARDIM

SÃO PAULO - SÃO PAULO

EM 01/03/2013

Prezado Antonio,

Com todo o respeito não é caso de pedir deculpas, pois, a matéria teve enorme repercussão e atingiu seu objetivo.

Por esse fato, não pare de apresentar suas críticas, aliás, de natureza construtiva.

Luiz Jardim
MARIANA MOURA LOURENÇO

LAVRAS - MINAS GERAIS - TÉCNICO

EM 01/03/2013

Exelente artigo, PARABÉNS!
MÚCIO PAIXÃO DE ARAÚJO

LUZ - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAPRINOS DE CORTE

EM 01/03/2013

O seu artigo não tem defeitos!Não peça desculpas se ofendeu alguém,pois se alguém se sentiu ofendido com este artigo,é porque tem "culpa no cartório".