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EUA: rBST e o fim de uma era

ESPAÇO ABERTO

EM 07/06/2017

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Por Jim Dickrell, para a Dairy Herd Management

Até o final deste ano, muito poucos processadores de lácteos aceitarão leite produzido com rBST. Ainda haverá alguns recebendo aqui e ali no Centro-Oeste e possivelmente em Idaho, mas, na maioria das situações, o rBST desaparecerá na história - fato direcionado por ignorância, desinformação e medo.

rBST - produção de leite

Parte da culpa é da própria indústria de lácteos. Os defensores tentaram explicar, mas nunca puderam convencer sobre os benefícios da tecnologia e como essa poderia fornecer mais produtos lácteos a um custo menor, sem comprometer a segurança alimentar ou a saúde das vacas. Os oponentes, tanto dentro como fora da indústria, tocaram nos medos dos consumidores e, pior ainda, em como poderia afetar o crescimento e o desenvolvimento das crianças. O exemplo mais recente veio no mês passado, quando a Arla Foods USA lançou um anúncio de 30 segundos voltado para crianças da escola primária.

Antes de seu lançamento em 1994, os oponentes do rBST dentro do setor temiam um excesso de leite e uma queda nos preços do leite como resultado. Isso nunca aconteceu, com as taxas de adoção provavelmente nunca chegando a um quarto de fazendas. Dados do economista de lácteos da Universidade de Wisconsin, Brian Gould, mostram um crescimento bastante estável, de 2,2%, na taxa de crescimento anual composta desde o final da Segunda Guerra Mundial. Os dados não permitem perceber o momento da introdução do rBST, não tendo havido mudança perceptível a partir de sua introdução em 1994. E o declínio no número de vacas, na verdade, diminuiu em meados dos anos 90, quando o uso de rBST estava provavelmente em sua taxa mais elevada.

Mas a oposição ao rBST, com base nesse medo, ajudou a criar o ambiente de paranoia do consumidor sobre tecnologia de alimentos em que nos encontramos agora. É um lugar feio entre ‘uma pedra e um lugar difícil de estar’.

Por si só, a perda do rBST não é tão grande coisa. Os produtores de leite no Nordeste que perderam a tecnologia aprenderam pela primeira vez a viver sem ela, e dentro de um ano ou dois, estão produzindo tanto leite por vaca quanto antes. Mas eles tiveram que intensificar seu manejo reprodutivo, talvez se tornando ainda mais dependentes de tratamentos reprodutivos para que as vacas voltassem a dar cria. Esses tratamentos agora podem ser submetidos a um maior escrutínio do consumidor, novamente impulsionado pela desinformação dos ativistas?

A preocupação ainda maior é a crescente angústia sobre culturas geneticamente modificadas. Tire essas ferramentas e a produtividade diminuirá, o uso de pesticidas aumentará e a incrível história de ganhos de sustentabilidade da indústria de lácteos desde a Segunda Guerra Mundial desaparecerá.

A agricultura tem que encontrar uma maneira melhor de contar sua história. Talvez a nova campanha publicitária da indústria de lácteos, que espera reconstruir a confiança nos produtores de leite ("Undeniably Dairy"), seja um lugar para começar. Esperemos que sim.

A matéria foi originalmente publicada pela Dairy Herd Management, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint.

 

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ANDREW JONES

FERNANDÓPOLIS - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 10/06/2017

vejo com um pouco de preocupação este assunto de proibição do uso do BST sob o ponto de vista de queda de produtividade de leite. se pensarmos no BST ele tem sido uma excelente ferramenta de manejo produtivo em rebanhos. Nosso rebanho Girolando vem se beneficiando bastante no sentido de aumentar a persistência na lactação e o DEL. Tenho dados interessantes sobre o uso de BST em um rebanho Girolando de 800 vacas lactantes e 425 vacas tratadas com BST que me traziam um mês a mais de produção de leite no ano como se fosse um decimo terceiro mês de produção. Imagina o impacto financeiro disto em uma propriedade.

Espero que esta decisão seja muito cientificamente baseada em reais prejuízos para a saúde de pessoas e não uma posição "politicamente correto".