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Como ficará o agronegócio neste novo governo Dilma?

POR JOSÉ LUIZ TEJON MEGIDO

ESPAÇO ABERTO

EM 10/02/2015

3 MIN DE LEITURA

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As perspectivas são sombrias. E, por isso mesmo, carentes de alertas. O agronegócio em 2014 teve um superávit na balança de pagamentos do Brasil de US$ 80.13 bilhões. Enquanto o déficit da balança brasileiro foi de US$ 3.93 bilhões – o pior desde o ano 2000. E o que temos pela frente? Na safra 2014/2015 ainda uma perspectiva de manutenção das receitas obtidas no ano passado, mas, ao plantarmos a safra 2015/2016, poderemos estar imersos num custo consideravelmente maior de produção, com preços, na melhor das hipóteses, estabilizados nos patamares atuais. A tecnologia vai sofrer, a produtividade cair, e ainda rezando para São Pedro comparecer e salvar a lavoura com regime de chuvas.

O que salvou o ano das safras 2013/2014/2015 foi a soja que mesmo com preços menores foi equilibrada por uma oferta maior. E as carnes fundamentalmente frango e carne bovina em 2014. O caos foi no setor de açúcar e álcool, com um faturamento em 2014, menor em 24% comparado ao ano anterior.

Agora vamos imaginar se tudo o que está desenhado na economia, com inflação crescente, dólar valorizado perante o real – pode parecer bom para vender a safra de exportação, mas terrível para construir o próximo custo de produção; o nosso cliente chinês, mantendo as posições atuais, sem perspectivas de crescimentos extraordinários, um preço do petróleo apertando nossos principais clientes do Oriente Médio, e a própria Rússia; além de uma perspectiva de maior oferta de commodities agrícolas, pelos concorrentes globais, e da eficácia competitiva maior de muitos deles – vamos amargar uma potencial crise no agronegócio brasileiro, fundamentalmente para o ciclo 2015/2016. E ainda contando com uma improvável competência de liderança do governo e da governança de todo o entorno do agronegócio nacional.

De 2009 a 2014, o custo da agropecuária brasileira cresceu em media 74% - no lado dos fatores de produção. Do lado de fora das porteiras das fazendas, o custo lavoura-porto em 2003 era na média US$ 20; em 2014: US$ 90 por tonelada, comparáveis a US$ 23 dos Estados Unidos e US$ 20 da Argentina.

Os produtores brasileiros que tenho conversado no país inteiro, estão como sempre plantando, trabalhando, mas muito apreensivos, de olho no próximo ano agrícola. Este governo vive hoje totalmente agrodependente, e a confiança com investimento, não podem ser palavras e práticas generalizáveis para o futuro próximo, do lado dos campos brasileiros.

Hora de apertar os cintos no agronegócio e rezar para que a gestão econômica, política e estratégica do Brasil (de volta Mangabeira Unger!), possam ter boas sementes de sensatez.

Sobre o CCAS

O Conselho Científico para Agricultura Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.

O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.

Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.

A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça.

Acompanhe o CCAS no Facebook: http://www.facebook.com/agriculturasustentavel 

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JOSÉ LUIZ TEJON MEGIDO

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MARCELO ERTHAL PIRES

BOM JARDIM - RIO DE JANEIRO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 15/09/2015

Infelizmente,

as pessoas que compõem este governo nos vendem a todos produtores (exceto os assentados)  com latifundiários e mal-caráter, esquecendo o quanto a agropecuária fez pela balança Comercial Brasileira e para manter os nossos supermercados abastecidos com ótimos produtos !



                  Um abraço a todos e votos de sucesso !!!
ENOS ALEXANDRE DA SILVA

REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 15/09/2015

O PROBLEMA È QUE SE RETIRA OS FINANCEAMENTOS EM REAIS, E COM A DECADENCIA FRENTE AO DOLAR ALAVANCA-SE JUROS INCONTROLAVEIS DESVALORIZANDO NOSSOS PRODUTOS
MOIZES MARRE

NOVA VENÉCIA - ESPÍRITO SANTO

EM 23/02/2015

Bem, como muitos já relataram o setor agropecuário passa por um momento decisivo, pois, aumentamos e muito nossa produção, um desses fatores está relacionado ao nosso credito que era para poucos agora está acessível a todos. Infelizmente temos sim problemas relacionados a infraestrutura, pois passamos tecadas de governos anteriores sem temos investimentos nesse setor, fato disso é só lembramos a desvalorização que tinha o campo é agora está ao contrario.

Não podemos olhar o setor agropecuário somente pela produção das commodites ele é principalmente composto por gente, solo, água, cultura,.....

concordo com o Nei Antônio é impossível tirar o viés politico do debate, temos que ser realista e a coragem de debater e enxergar os fatos atuais e acima de tudo relaciona-lo ao do passado.
ROBERTO

PERNAMBUCO

EM 22/02/2015

Parabéns Sr.Megido! Bem realista sua matéria !
NEI ANTONIO KUKLA

UNIÃO DA VITÓRIA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 18/02/2015

Nesses debates é imprescindível, porém na maioria das vezes seria utopia acreditar a necessidade de se tirar da discussão o viés partidário da realidade, neste caso, a triste realidade que o agronegócio vive e não é de hoje com problemas conhecidos não somente pela Ministra da Agricultura Kátia Abreu mas conhecido também pelo mais humilde consumidor dos alimentos produzidos e que de longa data sustentam a balança comercial. Ora: a logística brasileira com estradas, portos, ferrovias são extremamente precárias e insuficientes, o crédito rural cheio de ??? pois ao meu ver não basta anunciar sucessivos Planos Safras sem que não seja atendido os anseios do produtor que ano após ano tbm pede por reformas, nossa capacidade de armazenamento não atende a produção, pois aqui não é feito um programa de estímulo para o produtor ter seus silos na própria fazenda .... e agora inflação, combustível, corrupção....

Quando vão nos enxergar?
WALDERI FRANCISCO DE CARVALHO OLIVEIRA

CAMPO MAIOR - TOCANTINS - PRODUÇÃO DE OVINOS DE CORTE

EM 16/02/2015

Não quero  entrar no mérito dessa questão até  porque no momento talvez não  elaborasse comentário adequado acerca do assunto, porém,  uma coisa é certa, o país jamais poderá  prescindir do agronegocio,  portanto é  inevitável que se lance olhar para o campo de modo visualizar a realidade sem máscaras,  afinal de contas sem a produção dessa área, a vaca " Brasil" vai literalmente pro brejo e tiver chuva vai morrer atolada.
IRAPOAN SILVA AGUIAR JUNIOR

PORTO FRANCO - MARANHÃO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 12/02/2015

Caro Josmardo. É preocupante vermos o depoimento de uma pessoa igual a você , que está a 35 anos no agronegócio,morando em uma região como a sua e ate agora não acordou para a realidade. Pessoas iguais a vc é que  atrapalham o desenvolvimento da  nação.   
JOSMARDO PENHA FELIX

ORIZONA - GOIÁS

EM 11/02/2015

O texto do Megido foi feito em algum gabinete do DEM ou do PSDB?Trabalho na agropecuária há pelo menos 35 anos e,graças a Deus,nunca fui atrás de pessimistas tipo Megido,ainda mais quando influenciados por interesses políticos e/ou de empresas!
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