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Vendas de leite A2 crescem nos EUA e demonstram grande potencial

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 09/09/2020

3 MIN DE LEITURA

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Um tipo relativamente novo de leite, chamado leite A2, chegou ao mercado dos EUA. O leite agora é vendido em 20.000 lojas nos EUA, incluindo muitos varejistas grandes. As vendas de leite A2 estão crescendo rapidamente, mas o mercado total, tanto lá quanto no exterior, é relativamente pequeno, avaliado em US$ 6 bilhões a US$ 7 bilhões. No entanto, o potencial de crescimento é enorme. O MarketWatch observa que o mercado deve crescer a uma taxa média composta de 22% entre 2020 e 2025, alcançando US$ 22 bilhões em vendas até 2025.

Embora os estudos sobre os benefícios do leite A2 sejam escassos e muitas vezes conflitantes, alguns resultados mostram ele pode ser mais fácil de digerir para algumas pessoas que pensam que são intolerantes à lactose – um açúcar do leite, mas que na realidade podem ser sensíveis à proteína A1 do leite. Para essas pessoas, beber leite A2 pode resultar em menos problemas digestivos e inchaço do que beber leite convencional ou sem lactose, mostram os estudos.

De acordo com Betty Berning, analista do Daily Dairy Report, “o leite A2 distingue entre duas proteínas beta-caseína encontradas no leite de vaca, A1 e A2. A2 é uma característica recessiva, o que significa que uma vaca deve ter duas cópias do gene a2 para produzir leite A2.”

Algumas pessoas consideram a proteína A2 uma forma mais natural de beta-caseína, devido à possibilidade de o gene A1 ser uma mutação, diz Berning. Os cientistas acreditam que a razão de haver duas versões da proteína beta caseína, A1 e A2, foi uma mutação genética que ocorreu na época em que o gado foi domesticado na Europa – cerca de 5.000 a 10.000 anos atrás. Naquela época, Berning diz que se acredita que o gene A1 mutado se espalhou pela população de gado na Europa e nos Estados Unidos.

A a2 Milk Company, com sede na Nova Zelândia, a maior empresa que vende leite A2, relatou ganhos fiscais de US$ 1,13 bilhão em 2020, um aumento de 33% em relação a 2019. A maioria dos lucros da empresa se origina de seus produtos de nutrição infantil vendidos principalmente na Austrália, Nova Zelândia e China. As vendas da empresa nos EUA de US$ 43 milhões são exclusivamente leite fluido.

“As vendas da empresa nos EUA, embora representem apenas uma pequena parte das vendas totais, estão crescendo rapidamente”, observa Berning. “As vendas da empresa nos EUA em 2020 cresceram 91% em relação ao ano anterior, apesar do produto ser vendido por um preço mais alto, de US$ 4 por 1,7 litros. Isso é mais do que o dobro do preço do leite convencional.”

O crescimento não passou despercebido pela indústria de laticínios dos EUA. “Alguns produtores de leite começaram a converter seus rebanhos para todas as vacas A2 e alguns estão até mesmo engarrafando e comercializando seu leite, porque existem opções limitadas para vender leite A2 diretamente a um engarrafador dos EUA com um preço premium”, disse Berning.

As empresas de genética estão ansiosas para capitalizar no leite A2. Cerca de 60% dos touros oferecidos por empresas de sêmen são agora a2a2, o que significa que eles têm duas cópias do gene A2, disse Brand Heins, cientista leiteiro do Centro de Pesquisa e Extensão West Central em Morris, Minnesota, ao Daily Dairy Report. Além disso, as empresas de genômica dos EUA agora oferecem serviços de teste que variam de US$ 25 a US$ 40 para determinar se uma vaca tem dois genes A2.

“Seria fácil para as fazendas converterem suas vacas em A2A2 por meio de programas de melhoramento”, disse Berning, observando que raças como Guernsey, Jersey, Brown Swiss e Normande Red têm maior probabilidade de carregar o gene recessivo do que Holsteins.

Se os consumidores mostrarem que estão dispostos a pagar mais por leite A2, a indústria de laticínios pode aumentar rapidamente a produção A2, observa ela. “Mas se os suprimentos aumentassem substancialmente, isso poderia corroer o prêmio A2 com o tempo”, acrescenta ela.

As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

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