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Trabalhadores da unidade da Parmalat em Itaperuna/RS estão sob aviso prévio

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 04/03/2004

2 MIN DE LEITURA

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Os 284 funcionários da fábrica da Parmalat em Itaperuna (RJ) já estão assinando aviso-prévio, determinado pelo interventor Keyler Carvalho Rocha. Até ontem, aproximadamente 70% dos empregados da unidade haviam assinado os papéis. Hoje será realizada uma nova assembléia-geral na sede da Parmalat Brasil.

O problema decorre das práticas adotadas pelos interventores em Itaperuna, segundo carta divulgada pelo administrador judicial provisório da empresa, Keyler Carvalho Rocha. De acordo com Rocha, eles compraram leite e o envasaram nas embalagens da Parmalat, imprimiram notas fiscais e abriram nova conta bancária, desconhecida pela empresa, na qual os compradores depositam os valores. O faturamento ficaria para os interventores e à Parmalat caberia pagar a folha de salários e as despesas administrativas da empresa, como energia elétrica. "Esse é o maior absurdo que já vi em minha vida profissional", afirmou. Segundo ele, os salários dos empregados só serão pagos se os interventores enviarem à empresa os recursos arrecadados.

Em função dessa situação, Rocha determinou o aviso prévio, com desligamento dos funcionários após 30 dias, caso a situação não seja revertida.

impostos
Rocha suspeita ainda de que os interventores em Itaperuna estejam sonegando impostos. "Como não temos cópia das notas fiscais, temo que essa unidade da empresa esteja deixando de recolher tributos estaduais e federais", declarou.
Em sua opinião, fatos como esse ocorrem porque as decisões tomadas pelas justiças estaduais são isoladas: além de Itaperuna, foi determinada a intervenção da Parmalat em São Paulo e da empresa subsidiária Batavia, no Paraná, da qual a Parmalat detém 51% do capital.

soluções para Parmalat

Keyler Rocha apontou três soluções que serão apresentadas ao Poder Judiciário com o objetivo de promover o saneamento da Parmalat.

A primeira seria a venda e o arrendamento das unidades menos rentáveis da empresa, com a concentração da Parmalat em três ou quatro unidades mais expressivas. Assim, ainda que mais enxuta, ela poderia retomar seu crescimento. "Será um passo atrás para dar outro à frente", afirmou Rocha.

Outro caminho apontado é a criação de uma nova subsidiária da empresa, para a qual seriam destinados os ativos da Parmalat. Como a subsidiária estaria livre de débitos passados, teria maior facilidade no relacionamento com o sistema financeiro. "Essa não é uma solução nova. Foi adotada nos casos Mesbla, Itapuã, Banco Nacional", afirmou.

A terceira hipótese é que a empresa venda ativos para gerar capital de giro. O impasse nesse caso é que a venda depende de aprovação do Poder Judiciário, responsável por emitir um laudo com preços mínimos dos bens, valores estes que, na avaliação do administrador, dificilmente seriam aceitos pelos compradores. "Eles querem se aproveitar da situação da empresa e comprar a preço de banana", sentencia Rocha.

Segundo Keyler Rocha, a Parmalat continua em atividade, com 25% da produção normalizada. Em sua opinião, a empresa dificilmente chegará ao faturamento de R$ 130 milhões mensais do período anterior à crise. Em fevereiro, ela faturou apenas R$ 30 milhões. Na avaliação de Rocha, a Parmalat passa por um círculo vicioso: "sem recursos para pagar fornecedores, fretes, embalagens, os prestadores recusam-se a prestar os serviços e o faturamento cai. Precisamos injetar recursos na empresa para manter salários em dia e pagar esses fornecedores no curto prazo", disse.

Fonte: Agência Câmara e Correio do Povo (RS), adaptado por Equipe MilkPoint

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