ESQUECI MINHA SENHA CONTINUAR COM O FACEBOOK SOU UM NOVO USUÁRIO
Buscar

Produtores do Paraná deixam de vender leite in natura

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 05/03/2003

2 MIN DE LEITURA

0
0
A imagem do sitiante vendendo leite in natura de porta em porta está com os dias contados no Paraná. A maioria dos produtores que comercializa dessa forma está inserida no projeto "Cadeia Produtiva do Leite", realizado através de uma parceria entre Emater, Prefeitura, Universidade Estadual de Maringá e Cesumar.

O programa foi iniciado no ano passado. Desde então 30 produtores receberam investimentos que totalizam R$126 mil em instalações e equipamentos. Além de eliminar bactérias e microorganismos, o processo de pasteurização também garante o controle sanitário.

Os pequenos produtores só podem comercializar o leite pasteurizado. Normalmente eles possuem uma clientela fixa e entregam em garrafas descartáveis. Dos 30 criadores registrados pela Emater, pelo menos 12 comercializam desta forma.

Todos também conseguiram recursos a fundo perdido junto ao programa Paraná 12 Meses, do governo do Estado, para a aquisição de equipamentos e adequação das instalações. "O leite é a principal fonte de renda da família e responsável por mantê-los no campo", disse o técnico da Emater, Egon Arns.

Cerca de 15 produtores participam do projeto em Iguatemi, onde o leite será pasteurizado e empacotado na Fazenda Experimental da UEM a partir de março. O leite terá a marca Iguatemi e a produção total dos agricultores deve chegar a mil litros diários. Maringá será atendida em uma segunda fase do projeto.

Tomando a frente

Em Maringá muitos pequenos produtores não esperaram a segunda fase do projeto e comercializam o leite pasteurizado através da Associação dos Produtores de Leite de Maringá (Aprelmar). É o caso de Genivaldo da Rocha Alves. Através do Paraná 12 Meses ele adquiriu um resfriador.

O rebanho de Alves produz uma média de 120 litros por dia. O leite é ordenhado mecanicamente, levado à Aprelmar e pasteurizado. O próprio Alves se responsabiliza em comercializar o produto. Vende aos mercados a R$ 0,80 o litro e nas casas a R$ 0,90. A renda de toda família é baseada na venda do leite. "Se fosse entregar para laticínio ganharia mais ou menos R$0,25. Não compensa", comentou.

Pioneira

A Aprelmar foi criada há quatro anos e possui 28 associados. A entidade tem o único laticínio registrado pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM) em Maringá.

Responsável pela pasteurização e comercialização de quatro mil litros diários do Leite União Integral Tipo C, ela surgiu com o objetivo de tirar o leite clandestino das ruas. "Boa parte do comércio foi tirado, mas ainda continua. Estamos batalhando para que os órgãos de vigilância continuem os serviços de fiscalização", disse o presidente da entidade Delvan Santos.

Todo o leite produzido é comercializado dentro de Maringá. Alguns produtores vendem a própria produção e o restante é distribuído entre vendedores credenciados. O preço é discutido em reuniões semanais e hoje é vendido, no atacado, a R$ 0,80 o litro. O produtor recebe R$ 0,48 se a Aprelmar comercializar o produto e R$ 0,66 se ele mesmo vender. A diferença é dividida entre os revendedores e a associação.

Fonte: Diário de Maringá/PR (por Fábio Massalli), adaptado por Equipe MilkPoint

0

DEIXE SUA OPINIÃO SOBRE ESSE ARTIGO! SEGUIR COMENTÁRIOS

5000 caracteres restantes
ANEXAR IMAGEM
ANEXAR IMAGEM

Selecione a imagem

INSERIR VÍDEO
INSERIR VÍDEO

Copie o endereço (URL) do vídeo, direto da barra de endereços de seu navegador, e cole-a abaixo:

Todos os comentários são moderados pela equipe MilkPoint, e as opiniões aqui expressas são de responsabilidade exclusiva dos leitores. Contamos com sua colaboração. Obrigado.

SEU COMENTÁRIO FOI ENVIADO COM SUCESSO!

Você pode fazer mais comentários se desejar. Eles serão publicados após a analise da nossa equipe.

MilkPoint AgriPoint