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EUA: o que está por trás da queda na produção?

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 24/11/2021

2 MIN DE LEITURA

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O aumento dos custos com alimentação, mão-de-obra e material impactaram a rentabilidade dos produtores de leite dos EUA, aumentaram significativamente o custo de produção e resultaram em uma queda acentuada de 0,5% na produção de leite em relação ao ano anterior, conforme mostrou o recente relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

Na mesma linha, a produção por vaca caiu 2,7 quilos em relação ao ano passado, o terceiro mês consecutivo com menos leite por vaca.

De acordo com Matt Tranel da ever.ag, o relatório de produção do leite de outubro apresentou algumas surpresas em relação às suposições dos analistas. “A queda de 0,5% na produção de leite em relação ao ano anterior em outubro de 2021 foi mais agressiva do que o esperado, já que muitos estimaram até um leve crescimento”, disse ele.

Erick Metzger, gerente geral do National All-Jersey, afirma que a última vez que isso aconteceu foi há duas décadas, na primavera de 2001. “Acho que os preços dos alimentos estão influenciando a produção por animal”, diz ele. “Os produtores podem estar reajustando as dietas”.

Além disso, o número de vacas também diminuiu, com menos 14 mil animais em relação a outubro de 2020 e 22 mil a menos em relação ao mês anterior, levando-se em consideração a revisão do USDA feita no relatório de setembro do mês passado. “O número de vacas dentro do rebanho foi reduzido mais uma vez, pois o aumento do custo da ração é um problema muito real sentido em todo o interior do país e globalmente também”, observa Tranel.

Algumas das mudanças entre os seis principais estados produtores de leite são:

  1. Califórnia - 1,5 bilhão de quilos (-1,3%), número de vacas inalterado.
  2. Wisconsin - 1,2 bilhão de quilos (+ 2,7%), um aumento de 21.000 vacas em relação ao ano passado.
  3. Idaho - 617 milhões de quilos (+ 0,9%), mais de 6.000 vacas.
  4. Texas - 590 milhões de quilos (+ 3,9%), mais 22.000 vacas.
  5. Nova York - 580 milhões de quilos (+ 1,0%), mais 2.000 vacas.
  6. Michigan - 442 milhões de quilos (- 0,4%), mais 4.000 vacas.

 

Impacto do uso de sêmen bovino de corte

As fazendas leiteiras estão enviando vacas de menor produção para o abate, o que levou a um aumento nas taxas de abate nos últimos meses em relação ao ano anterior. Os estados que lideram o abate em termos percentuais são Novo México e Washington, embora, com possível aumento dos preços de leite das classes III e IV, o atual ritmo de abate pode desacelerar um pouco. Tranel aponta que este relatório de produção de leite é "certamente otimista e favorável ao aumento nos preços dos lácteos".

Dakota do Sul é outro estado de interesse, onde o número de vacas aumentou em 21 mil, um aumento de 15,3% em relação a outubro de 2020.

Metzger observa que, desde junho, o abate de vacas leiteiras aumentou em 75 mil em relação ao ano passado, mas o relatório mostra uma queda de mais de 100 mil cabeças a partir de maio. “Acho que parte dos motivos pode ser o aumento do uso de sêmen de bovinos de corte em vacas leiteiras”, diz ele. “Podemos não ter tantas novilhas entrando no rebanho de ordenha como normalmente teríamos.”

Ao olhar para as vendas de sêmen de corte da Associação Nacional de Criadores de Animais (NAAB) de 2015 a 2020, um pico ocorreu em 2018 em relação aos três anos anteriores. “As vendas de sêmen em 2018 teriam resultado no nascimento de bezerros em 2019, que entrariam no rebanho de ordenha em 2021”, observa Metzger.

No futuro, analisar a quantidade de sêmen bovino vendido em 2019 e 2020 será vital, pois impactará as novilhas de reposição nos próximos dois anos.

As informações são do Dairy Herd Management, traduzidas pela Equipe MilkPoint.

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