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Demanda chinesa por produtos lácteos importados gera esperança entre produtores da UE

GIRO DE NOTÍCIAS

EM 09/08/2013

4 MIN DE LEITURA

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O fato de companhias chinesas e até mesmo turistas estarem comprando produtos lácteos para bebês em grandes quantidades está dando um vislumbre do que poderia ser o lado positivo das exportações em um período em que se teme a abertura do mercado de lácteos europeu.

A demanda da China por fórmulas infantis estrangeiras, resultado de uma profunda falta de confiança nos produtos domésticos depois do escândalo de contaminação do leite de 2008, tem sido vista pela Irlanda como uma saída para o leite excedente que o país planeja produzir quando a União Europeia (UE) remover de vez os limites na produção de leite determinados pelas cotas de produção, que já duram 30 anos, o que ocorrerá em 2015.

Nesse contexto, a Glanbia Ingredients Ireland, uma joint venture entre o grupo alimentício Glanbia e uma cooperativa de lácteos vem investindo no setor de lácteos: uma planta de leite em pó de 150 milhões de euros (US$ 199,60 milhões).

Companhias chinesas de lácteos já fecharam acordos no ano anterior para investir em plantas europeias. Entre elas, a Biostime se uniu com a Arla Foods da Dinamarca, enquanto a Synutra se uniu com a francesa, Sodiaal.
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O mercado de fórmulas para bebês na China deve dobrar em valor para US$ bilhões até 2017, de acordo com a Euromonitor, sendo uma ótima oportunidade para os produtores da União Europeia (UE), que se preparam para sair de um sistema de cota de produção de leite.

Pela primeira vez desde que as cotas foram introduzidas em 1984, para conter a sobre-oferta crônica resultado de subsídios rurais focados na produção da época, os países da UE terão a liberdade de aumentar sua produção.

O bloco europeu exporta somente uma pequena porção de sua oferta, principalmente para mercados próximos, como Rússia e norte da África, e tem uma presença limitada na China, comparado com o maior exportador mundial, a Nova Zelândia.

A Irlanda está entre os mais ambiciosos países da UE nesse processo de liberação do mercado, tendo determinado uma meta de aumentar a produção de leite em 50% entre 2015 e 2020. O governo projeta que isso geraria 1,2 bilhão de euros (US$ 1,59 bilhão) em investimentos e 5.000 empregos, dando suporte a uma recuperação econômica irlandesa.

Os custos de produção de leite em importantes países da UE estão agora próximos aos níveis dos Estados Unidos, após maiores preços dos grãos e o menor euro ter reduzido em 20-30% a vantagem dos produtores dos Estados Unidos na década anterior, segundo dados da IFCN.

O IFCN disse que o crescimento nas importações chinesas poderiam, em teoria, absorver toda a oferta extra prevista na UE até 2020, ou cerca de 7,5 milhões de toneladas de novos leites produzidos que deverão vir principalmente das principais regiões produtoras como Irlanda e norte do litoral europeu, indo da Dinamarca até o noroeste da França.

A UE não é a única que está de olho na China e um turbulento mercado varejista, onde as marcas estrangeiras de leite para bebês estão tendo seus preços investigados, tem seus riscos. Porém, analistas veem uma boa demanda em longo prazo na China e na Ásia, onde o crescimento populacional e as mudanças na dieta significam que a demanda está ultrapassando a produção local e a Europa está bem posicionada para fornecer o soro do leite, subproduto da produção de queijos, usado nos leites para bebês e muitos outros alimentos.

Os investimentos chineses em plantas na Europa também oferecem acesso ao mercado, sem riscos varejistas e fornecem um financiamento bem vindo para algumas cooperativas com fundos limitados. A Synutra está colocando até 90 milhões dos 100 milhões de euros (US$ 119,76 de US$ 133,07 milhões) de investimentos na planta de soro de leite em pó que está planejando com a Sodiaal.

Entretanto, a expansão da UE dependerá das condições de mercado. O Rabobank International, que previu que a produção de leite da UE aumentará em 7-8% entre 2015 e 2020, enfatizou que os países da UE ainda terão maiores custos do que alguns rivais exportadores e que a produção poderia ser contida por restrições de terras e capital.

Muitos produtores estão preocupados com o que um mercado mais aberto significa, apesar da atração das exportações e da garantia da UE de fornecer uma mudança gradativa no setor de lácteos em 2015.

Assim como em outros setores agrícolas, desde 2007 vem havendo uma série de oscilações nos preços dos lácteos. Ainda está fresca a memória da queda do mercado de 2009, que desencadeou uma greve na entrega por alguns produtores europeus. No ano passado, alguns produtores sofreram custo recordes dos grãos antes de receberem o alívio dos aumentos nos preços mundiais dos lácteos.

“Com uma importante participação nas exportações, você está conectado aos preços mundiais e está em uma montanha-russa”, disse o diretor gerente do IFCN, Torsten Hemme. “Eu diria que os melhores 10% dos produtores de leite da UE estão preparados; para os outros, essa volatilidade é um desafio existencial”.

O desconforto sobre a liberação é talvez mais forte na França, onde o governo quer usar subsídios para favorecer a produção pecuária, incluindo zonas menos lucrativas. Os estados do norte da UE estão divididos, com a Dinamarca e a Holanda muito preparadas para as exportações através das cooperativas gigantes Arla e FrieslandCampina, e o maior produtor de leite da UE, Alemanha, já estimula a consolidação de fazendas dentro do regime de cotas.

A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe MilkPoint. 

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RONEY JOSE DA VEIGA

HONÓRIO SERPA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/08/2013

Enquanto o mundo se prepara para produzir mais, vender mais e melhor, nosso Desgoverno burocratico e imcomPenTente faz justamente o contrário aqui no Brasil, com medidas que visam apenas sufocar o produtor!

Amigos, por favor, reflitam muito antes de votar nas próximas eleições!!
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