De olho nos "flexitarianos"

Pesquisa encomendada pela americana ADM ao Ibope DTM apontou que, no Brasil, os "flexitarianos" (pessoas que procuram ingerir alimentos e bebidas à base de proteínas vegetais, mas que não são vegetarianos ou veganos) preferem alimentos que não tentam imitar carnes e têm suas próprias características de sabor e textura.

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Uma pesquisa encomendada pela americana Archer Daniels Midland (ADM) ao Ibope DTM apontou que, no Brasil, os “flexitarianos” — pessoas que procuram ingerir alimentos e bebidas à base de proteínas vegetais, mas que não são vegetarianos ou veganos — preferem alimentos que não tentam imitar carnes e têm suas próprias características de sabor e textura.

Ao todo, 2 mil pessoas foram inicialmente entrevistadas para a pesquisa, feita em julho. Do total, 52% se reconheceram como “flexitarianos”. Os entrevistados foram divididos em quatro grupos de discussão: veganos, vegetarianos, flexitarianos e rejeitadores de produtos derivados de plantas

Conforme o levantamento, a procura por produtos plant-based tem crescido entre os brasileiros, sendo que mais de cinco em cada dez entrevistados já consumiram produtos plant-based, 32% consumiriam mais de uma vez e 18% afirmaram consumir sempre ou de vez em quando. Os dados mostraram também que 45% nunca experimentaram produtos à base de proteína vegetal, mas que 42% desse universo se interessa em experimentar.

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Em nota, a gerente de Marketing de Nutrição Humana da ADM, Alessandra Mattar, disse que, se o objetivo é entregar um hambúrguer à base de plantas que realmente mimetize o sabor, textura e outras características da versão à base de carne, que isso se concretize de fato. Segundo ela, o flexitariano que se sente enganado não volta a levar para casa o mesmo produto. 

A pesquisa mostrou que, em relação aos recheios de sanduíches à base de plantas, passando pelos tradicionais hambúrgueres, 29% dos consumidores já experimentaram, 16% consumiriam novamente e 11% afirmaram consumir sempre ou de vez em quando. Entre os que nunca experimentaram (70% da amostra), 65% afirmaram ter interesse.

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“Há também muito espaço para inovação ao oferecer diferentes combinações de vegetais. O correto é desenvolver a solução que atenda à expectativa e que passe por etapas de testes”, acrescentou Mattar.

Saiba mais sobre a tendência de plant based leia também > Como a revolução 'plant based' irá nos afetar?

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As informações são do Valor Econômico.

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