Vacas produtivas, saudáveis e longevas: o retrato da pecuária de leite na Holanda

Publicado por: MilkPoint

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Que os holandeses sabem produzir leite como poucos, isso todo o mundo já sabe. A pergunta que muitos ainda fazem é como eles conseguem aumentar a produtividade por vaca ao longo dos anos, em que pese ela já ser superior a 9 mil quilos de leite/ano. Um grupo de produtores e técnicos brasileiros acaba de esclarecer essas e outras dúvidas. Levados pela Lagoa da Serra - a maior empresa de genética bovina do País -, os brasileiros visitaram fazendas, empresas e instituições de pesquisa e ensino na Holanda, colhendo informações sobre manejo, genética, custos de produção e alimentação.



Segundo o IPC Livestock (Innovation and Practical Training Centre), um dos mais importantes institutos agrícolas da Holanda, existem no país, atualmente, cerca de 28 mil propriedades leiteiras, com média de 40 hectares, 55 vacas e produção anual de 400 mil quilos de leite. "Há pelo menos cinco anos eram 35 mil propriedades. Como na Holanda há o sistema de cota, pelo qual os produtores têm metas a cumprir e, se a superarem, pagam multas, muitos resolveram vender suas fazendas e tentar a sorte em países do Leste Europeu, por exemplo, onde a terra é mais barata e é possível lucrar um pouco mais com a atividade", afirma o professor do IPC, Frans van Loenen.

Mesmo diante dessa situação, a produção de leite no país não diminuiu. Pelo contrário, permanece na casa dos 10 bilhões de litros anuais, metade do que é produzido no Brasil. "Se o número de propriedades caiu, a produtividade média dos que ficaram segue aumentando. A média das lactações (projetadas em 305 dias) variam de 9.500 kg e 11.500 kg, é uma das mais altas do mundo", explica van Loenen.

O uso de genética de ponta é, sem dúvida, a principal ferramenta para os holandeses manterem tão elevados resultados. E a Holland Genetics, empresa do grupo CR Delta e uma das maiores em inseminação artificial do mundo com vendas de 5 milhões de doses por ano, tem papel fundamental nesse contexto. A empresa disponibiliza todas as ferramentas necessárias para os produtores extraírem o máximo potencial produtivo de seus animais. E os resultados aparecem nos números. A média de produção nas fazendas não apenas alcança 11.500 kg vaca/ano, como tem porcentagens de gordura entre 4,0% e 4,5% e proteína na faixa entre 3,5% e 3,7%, níveis muito superiores aos do Brasil. A título de comparação, em 1983 a média por lactação na Holanda era de 5.500 kg/vaca. "O trabalho genético realizado na Holanda, principalmente na década de 90, possibilitou aumentos sensíveis na produção de leite. Em alguns anos, para se ter idéia, houve aumento de até 400 kg/ano", afirma Sijne van der Beek, responsável pelos programas de melhoramento genético na Holland Genetics.

Trabalho árduo - A par da profissionalização do produtor de leite holandês, o amplo projeto de melhoramento genético do rebanho da raça holandesa encabeçado pela Holland Genetics e instituições oficiais (como o IPC e o Waiboerhoeve) garantem a solidez dos resultados obtidos. Todos anos, a Holland Genetics testa 500 novos touros, tendo como base de seleção um número pelo menos 20 vezes maior. "Isso significa que para atingir o estágio atual de desenvolvimento, a empresa seleciona um em cada 20 ou 25 touros testados", explica Lucio Cornachini, gerente comercial da Lagoa da Serra, que liderou o grupo de brasileiros na Holanda.

A rigidez nos testes é refletida na produtividade das vacas e também em novas etapas de desenvolvimento. As vacas na Holanda produzem muito leite e o melhor: por muito mais tempo. "A concepção da Holland Genetics é que as vacas devem sempre produzir leite. E quando mais cedo elas começarem e mais tarde terminarem, melhor. Por isso nossa linha de atuação é voltada para a durabilidade", afirma van der Beek.

A bateria de touros da Holland Genetics já está totalmente enquadrada nesse perfil. Exemplos não faltam, começando por Lord Lilly, atual campeão na NRM (Exposição Nacional da Holanda), que aconteceu em julho. "Esse é um dos raros touros que realmente aliam tipo e produção. Suas filhas são facilmente identificadas pela extrema caracterização leiteira, que impressiona tanto em pistas de julgamentos como a campo. E estão produzindo muito leite, por muito mais tempo e são extremamente saudáveis", complementa Luiz Fernando Sampaio, supervisor de Gado de Leite da Lagoa da Serra, também presente na viagem.

De acordo com Ate Lindeboom, diretor-executivo da Holland Genetics e responsável pela linha de Produtos de Genética da empresa, com o desenvolvimento genético voltado para a maior produção de leite e por mais tempo nos próximos dez anos espera-se que cada vaca produza 940 kg de leite a mais por ano, que sua vida produtiva aumente em até 80 dias e que a haja queda de 3% na incidência de mastite. "Nós quebramos a correlação negativa entre produção e fertilidade", ressalta Lindeboom.

Os melhores exemplos de que o trabalho da Holland Genetics está dando resultados, além das pistas de julgamento, são os próprios produtores holandeses. É nas propriedades que o trabalho da empresa pode ser melhor analisado e de onde saem as principais sugestões do que se deve melhorar.

A Fazenda Landaas, do município de Woudenberg, por exemplo, vem conseguindo excelentes índices percentuais em gordura e proteína graças ao investimento em genética. De acordo com Jaap van de Vliert, proprietário da fazenda, em 2000 o percentual de gordura produzido na Landaas era de 4,25% e saltou para 4,33% em 2001 com expectativa de fechar 2002 com 4,43%. E não é só: a produção de proteína vem se mantendo estável em 3,44% ao longo desses últimos anos, média considerada excelente pelo produtor. "Além disso, notamos que as vacas estão apresentando cada vez menos problemas. Isso, sem dúvida alguma, deve-se à escolha correta da genética", afirma van de Vliert. A Landaas usa somente touros da bateria da Holland Genetics, como Jabot, Cash, Lava, Celsius, Lord Lilly e Sunny Boy.

A fazenda de André Koers, em Dalfsen, também está tirando proveito da genética da Holland Genetics para obter maior produção, principalmente de gordura. Atualmente, o percentual está na casa de 4,59%, um dos maiores da Holanda. A fazenda da família Koers adota uma interessante linha de produção. A produção média por vaca/ ano está caindo, contrariando a seleção do restante dos produtores holandeses. Mas há um explicação. "Acreditamos que se as vacas produzirem um pouco menos, podemos ficar com elas mais tempo em nossa propriedade. Isso para nós é muito importante", afirma André. Atualmente, a propriedade da família Koers está com 75 vacas em lactação e produtividade média esperada para esse ano é de 9.638 kg/vaca. Os Koers usam sêmen de Slogan, Lord Lilly, Addison, Major e touros em testes.



Com aproximadamente 60 vacas em lactação e 60 novilhas, a Fazenda Wilmers Herd conseguiu aumentar consideravelmente sua produtividade nos últimos dois anos. Em 2000, por exemplo, era de 9.915 kg/vaca e deve fechar 2002 com 10.289 kg/vaca, com 4,49% de gordura e 3,50% de proteína. "O grande segredo da nossa fazenda está na seleção de vacas com alta produção combinando com boa conformação. Para isso estamos usando sêmen de importantes touros, como Addison, Cash, Lord Lilly, Celsius, Jabot e Labelle. Além de imprimirem boa produtividade e maior durabilidade esses touros têm filhas cada vez mais saudáveis. Não temos problemas com cascos, mesmo com o gado confinado, nem com IBR ou qualquer outra doença", afirma Kraaijeveld Filho, proprietário da Wilmers Herd ao lado de seu pai.

Em todas as propriedades holandesas, há um exemplo claro de sucesso da genética Holland Genetics. Com produtividade média de 11.964 kg/vaca, a Fazenda Ludiek, de Lemelerveld, vem utilizando em suas vacas touros como Cash, Sierra, Laurier e Lord Lilly, além de Laurenzo, Addison e Slogan. "Notamos que nossas vacas estão cada vez mais produtivas e essa é nossa ênfase, de fato. E o melhor de tudo é que os animais estão produzindo por muito mais tempo, o que para nós é excelente", afirma Bertus van Dijk, proprietário da Ludiek.

Outros critérios de seleção, além da durabilidade, também são percebidos nas propriedades holandesas, como a da família Alderkamp, de Zevenaar. "Selecionamos vacas bem conformadas, com persistência de produção e que suportam as mais difíceis situações de manejo, sem interferir, é claro, na produção", explica Alderkamp Filho. De fato, a produtividade média da fazenda projetada para 2002 está na casa de 10.475 kg/vaca. "Apostamos muito em alguns touros da HG, como Cello e Webster, e não nos arrependemos", afirma o produtor.

A fazenda Barnkamper Holsteins, de Beusichem, é um verdadeiro "mito" para a raça holandesa. De lá saiu um dos melhores touros da bateria HG em todos os tempos, Quality. E a fazenda continua fazendo bonito também em produtividade. Em 2001, por exemplo, foram 12.531 kg/vaca, com 4,10% de gordura e 3,44% de proteína. Isso tudo com rebanho de 83 vacas em lactação e administrado pela própria família. (Leo de Jong, sua esposa Artje e a filha Linda). "Gostamos do que fazemos e queremos sempre melhorar. Veja que nosso rebanho é extremamente funcional e voltado para a produção e só conseguimos isso com o apoio da Holland Genetics", diz Leo.

Seguindo a mesma linha de raciocínio de Leo de Jong, a família Vernooy, de t'Goy, apóia a seleção de touros feita pela Holland Genetics nos últimos anos, buscando durabilidade, sanidade e alta produção, mas também outros benefícios, como mais fertilidade das fêmeas, vitalidade da cria, características produtivas em conjunto e persistência de produção. "A HG é a uma empresa realmente preocupada com o que nós produtores estamos querendo para nos tornamos cada vez mais eficientes. Na Hedra Breedingfarm, minha fazenda, por exemplo, temos conseguido produção média por vaca de 10.600 kg/ano, usando touros como Addison, Lord Lilly e Slogan. Quem acompanha a atividade sabe que há quinze anos esse quadro era totalmente diferente", afirma Eef Vernooy, proprietário da Hedra Breedingfarm.

Receita completa - Além da genética, outros fatores fazem da pecuária leiteira da Holanda uma das mais eficientes do mundo. A administração familiar, propriedades pequenas (40 hectares) e meio ambiente com água abundante e pastagem fértil (a alimentação-base é composta em partes iguais por pastejo - no verão - em azevém e silagem de pré-secado e de milho - no inverno) ajudam muito.

A rastreabilidade do rebanho é um capítulo à parte. Com rebanho de aproximadamente 4 milhões de cabeças (entre bovinos de corte, leite, ovinos e suínos), a Holanda está entre os países que possuem o mais eficiente controle de dados sanitários, produtivos e genéticos do rebanho no mundo. De acordo com Kees van Velzen, membro da Associação Holandesa de Pecuária de Corte da Holanda, há pelo menos uma década todo o rebanho holandês é identificado de forma obrigatória. "Em outras regiões essa obrigatoriedade não tem nem dois anos. O Brasil, por exemplo, iniciou esse processo apenas em 2002. Isso mostra o quanto estamos preocupados com nosso rebanho e, principalmente, com nossos consumidores, que exigem qualidade a partir da origem", afirma van Velzen.

De fato, a Holanda foi um dos países que conseguiu controlar diversos problemas sanitários - como a vaca louca e a febre aftosa - o mais rápido possível. "Se ocorrer algum foco das doenças, rapidamente montamos barreiras e eliminamos os rebanhos contaminados. Hoje estamos totalmente livres dessas enfermidades e os consumidores estão cada vez mais seguros dos produtos que chegam à mesa", explica van Velzen.

O sistema de identificação utilizado pelos produtores da Holanda é o de brincos visuais. São colocados quatro: dois em cada orelha, sendo que pelo menos três possuem a mesma numeração, com 10 dígitos, e um com numeração de quatro dígitos. "Os brincos de 10 dígitos são para o controle nacional e o outro, com quatro dígitos, é para controle interno do fazendeiro. Esses números são únicos, isentos de falhas, e vão diretamente para um banco de dados central privado, como o NRS, divisão da Holding CR Delta e VRV, cooperativa Belgo/Holandesa com mais de 44 mil membros. A NRS detém cerca de 90% do mercado holandês de identificação, certificação e rastreabilidade na Holanda. "Anualmente, processamos 10 milhões de registros e mais 200 mil tipos de classificações de rebanho. É importante ressaltar que além de dar maior segurança para nossos consumidores a rastreabilidade também é uma importante ferramenta para os pecuaristas. No caso do leite, por exemplo, os produtores têm controle rígido de coleta de leite, porcentagem de gordura e proteína, além de dados sanitários e reprodutivos. Pelo menos aqui, na Holanda, todos entendem essa necessidade e a adesão é de 100%", confirma van Velzen.

O investimento em tecnologias também é claro. Exemplo é o robô ordenhador. A vaca é impulsionada a posicionar-se para ordenhar e todo o processo de limpeza dos tetos e extração do leite fica por conta da máquina. Em importantes centros de pesquisas agrícolas, como o IPC e o Waiboerhoeve, esses robôs são usados naturalmente. "É a forma encontrada para diminuir custos de mão-de-obra em algumas propriedades, além de agilizar a ordenha", afirma o professor Frans van Loenen, do IPC.

A preocupação ambiental também é forte na Holanda. O esterco produzido pelas vacas, por exemplo, não pode ficar livre no solo, com riscos de contaminação. Na verdade, os produtores atendem reivindicações de grupos ambientais e cumprem à risca as determinações impostas pelo governo. "No verão, o esterco é todo depositado no subsolo, em cavidades de aproximadamente 10 cm. No inverno, o dejeto é armazenado", explica van Velzen, diretor da Associação dos Criadores de gado de Corte da Holanda.

O manejo do gado leiteiro na Holanda também é extremamente cuidadoso. Está dividido em dois momentos: verão e inverno. Durante a época mais fria do ano, os animais ficam estabulados 100% do tempo e a alimentação é servida no cocho. Nessa época, a base da alimentação é a silagem de milho (40% a 50%) e pré-secado de azevém. Dependendo do preço, em alguns casos usam-se polpa de beterraba e grão de cevada. No verão, os animais ficam soltos no pasto à vontade durante o dia e a noite. As pastagens são de azevém, sendo que em algumas ocasiões consorciadas com trevo branco e vermelho.

Em relação ao concentrado, normalmente é oferecido por meio de cocho computadorizado, sendo que a oferta é orientada à produção individual das vacas. No centro de pesquisas Waiboerhoeve, por exemplo, o concentrado fica limitado entre 7 e 10 kg/animal/dia.

A visão dos brasileiros - Durante a visita à Holanda, patrocinada pela Lagoa da Serra, os produtores e técnicos brasileiros puderam avaliar melhor cada etapa de produção da atividade leiteira e trazer para o Brasil conhecimentos de quem conheceu de perto estruturas de ponta quando o assunto é produção de leite. Acompanhe os depoimentos dos brasileiros sobre a viagem à Holanda:

"Achei a viagem muito interessante e proveitosa. Como estamos procurando trabalhar com vacas de maior capacidade produtiva, isso significa que devemos atentar principalmente para os fatores da genética, alimentação e manejo. A Holanda já chegou em um nível de qualidade que impressiona qualquer um. O país possui um rebanho altamente qualificado, tem produção média por vaca sempre acima de 30 litros, animais com conformação invejável, mão-de-obra preparada e alimentação ideal para uma vaca leiteira. Tive condições de conhecer detalhes fundamentais para se chegar a este nível. No Ceará temos o fator climático que pode interferir na produção, mais por incrível que possa parecer, acredito que isso contribuia positivamente". Pedro José Philomeno Gomes Figueiredo, produtor, Pacajus (CE).

"Como produtor, tive a oportunidade de admirar o trabalho de nossos amigos holandeses, sobretudo da facilidade que eles têm em trabalhar em família, reduzindo custos de mão-de-obra. Como profissional, o que mais me impressionou foi como os touros imprimem em suas progênies todas as características de uma pecuária de leite moderna, ou seja, durabilidade e alta produção". Gilberto Maciel, produtor e técnico da Lagoa em Cruzília (MG).

"A NRM foi um dos pontos fortes para mim, pois pude ver de perto algumas progênies de touros que estão chegando agora no Brasil. E é impressionante a capacidade leiteira das vacas holandesas. Não é qualquer um que consegue média anual de 10 mil quilos". Fábio Ferreira Leite, produtor e técnico da Lagoa da Serra em Cruzília (MG).

"Em uma viagem como essa, só temos que aprender. A genética é, sem dúvida, um dos fatores que levam à melhor produtividade na atividade leiteira. É hora de os produtores brasileiros abrirem os olhos para isso e investir um pouco mais. A Holanda é um exemplo". José Coelho Vitor, produtor, Passos (MG).

"A Holanda realmente é um extraordinário país produtor de leite, isso ninguém pode negar. O importante para nós, brasileiros, é absorver os pontos positivos e aplicá-los com inteligência na nossa produção; basta acreditarmos que podemos melhorar e, quem sabe, num futuro próximo alcançar os grandes produtores de leite. Se um país como a Holanda, extremamente pequeno, com todos os seus problemas geográficos e climáticos, conseguiu, por que não seríamos capazes?" José Solak, produtor, Piraí do Sul (PR).



"A genética é, sem dúvida, a grande carta na manga dos holandeses. Os touros imprimem todas qualidades em suas progênies, como vimos de perto na NRM. E o melhor: os touros mais antigos também continuam brilhando nas fazendas e nas pistas. Além disso, foi interessante ver a forma de manejo e as tecnologias aplicadas para a produção leiteira". Hilton Ribeiro, produtor, Castro (PR).

"O aspecto cultural da produção de leite na Holanda é muito forte. Os holandeses sentem orgulho da atividade. Acredito que falta isso no Brasil, pois somos um país fundamentalmente agrícola e temos uma certa vergonha disso. Em relação ao rebanho holandês, fiquei impressionado com a caracterização leiteira muito forte e com a rusticidade do gado. Não vi nenhuma vaca com problema nos cascos". Francisco de Salles Ribeiro do Valle Filho, produtor, Rio Branco (AC).

"Foi importante ver com os próprios olhos detalhes do trabalho que os holandeses fazem ao longo dos anos para aumentar a produtividade, mesmo tendo cotas de produção para respeitar. Aumentar 940 quilos de leite por vaca nos próximos 10 anos não é tarefa das mais fáceis, mas pelo que vimos não é impossível". Cassimiro César de Castro, técnico da Lagoa da Serra em Patrocínio (MG).

"A Holanda tem um trabalho fantástico. A filosofia de produção daquele país é o grande diferencial e pode e deve ser explorada intensivamente também no Brasil. Isso sem esquecer do excepcional trabalho de rastreabilidade total do rebanho. Sinceramente, minhas expectativas foram superadas". Luciano Bidone Kessler, representante da Lagoa da Serra no Rio Grande do Sul.
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