No evento de 2009, em meio aos ataques que a pecuária já vinha sofrendo por ser considerada responsável por parte do desmatamento, os membros resolveram criar um grupo e agir de forma mais ativa, denominado APPS - Associação dos Profissionais de Pecuária Sustentável, que é uma entidade sem fins lucrativos que tem como missão a difusão de tecnologias para a pecuária sustentável.
Esse ano, o Tecnotur foi realizado em Maceió, nos dias 14 e 15 de outubro, e contou com a presença de 70 pessoas.
Na primeira apresentação, Eduardo Bastos, responsável pelos Assuntos Governamentais da Dow AgroSciences, abordou o tema "Sustentabilidade".
Eduardo apresentou o contexto mundial, onde em 1930, éramos em torno de 3 bilhões de pessoas, e em 2050, as estimativas apontam que seremos mais de 9 bilhões de pessoas. Essa população crescente está cada vez mais vivendo nas cidades e tendo maior poder aquisitivo (maior renda per capita), resultando, entre outras coisas, em uma alimentaçao mais rica em quantidade e qualidade.
Como vamos suprir essa demanda por alimentos?
Eduardo apontou que o que produzimos nos últimos 10 mil anos, teremos que produzir nos próximos 40 anos. "Lembrando que temos também uma demanda ambiental e ética", completou.
Eduardo também comentou sobre as inúmeras campanhas que relacionam os alimentos de origem animal ao desmatamento. "Porém, comer menos desses alimentos não é o melhor caminho para sustentabilidade. Para se falar em sustentabilidade, temos que ter em mente que ela se sustenta em um tripé, que é a sustentabilidade econômica, social e ambiental", completa.
Como um caso de sucesso, foi apresentado o exemplo de Paragominas, com o modelo Pecuária Verde. E para explicar melhor esse projeto, o Presidente do Sindicato de Paragominas, Mauro Lúcio, compareceu ao evento.
Segundo Mauro, a propriedade rural deve ser tratada como uma empresa. "E temos também que saber o que o mercado quer, para podermos oferecer".
Falando sobre sustentabilidade, Mauro opina que "a lucratividade é a chave para a sustentailidade" e que a "sustentabilidade é a longevidade do nosso trabalho", completa.
O Prof Moacyr Corsi, Professor Titular do Departamento de Zootecnia - ESALQ/USP, ressaltou que "precisamos de infraestrutura para produzir". Porém, segundo o professor, alega-se que essas infraestruturas (estradas, pontes, energia etc) são as mesmas que estimulam o desmatamento.
Corsi disse que, nas fazendas estudadas, os problemas mais encontrados são: perda de forragem, aguadas naturais limitantes para o acesso dos animais (não tem como aumentar a lotação da pastagem sem melhorar o acesso a aguada), o que implica em taxa de lotação abaixo da capacidade das pastagens (perda de forragem), além de poucos recursos para suplementação na seca.
Corsi afirma que "temos que ter como objetivo o aumento da produtividade (sustentável), a difusão da tecnologia, treinamento do recurso humano e a melhora na competividade da pecuária".
Edson Pitta, especialista de Desenvolvimento de Mercado de Pastagem da Dow AgroSciences, falou sobre o desenvolvimento do mercado de pastagens, iniciando com o cenário atual, onde a legislação trabalhista impõe dificuldades, a mão de obra para controle de plantas invasoras é cara e difícil de se encontrar, as questões ambientais impedem a abertura de novas áreas para pastagem e os pecuaristas precisam investir mais em manejo do pasto.


A máteria é de Mariana Paganoti, marketing e vendas da AgriPoint.
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