Com estrutura de primeiro mundo, propriedade torna-se referência na produção de leite no Brasil e revela as próximas metas e passos para manter a liderança

Há décadas que a Fazenda Colorado, situada em Araras (SP), é sinônimo de pioneirismo e modernização, posição fortalecida pelos investimentos realizados nos últimos anos. O resultado é uma estrutura de ponta com uma equipe capacitada e motivada, fatores que lhe proporcionaram o título de maior produtora de leite do País pelo Top 100 MilkPoint.
Atualmente, a fazenda ordenha 1.650 vacas holandesas puras, que ficam alojadas em estábulo climatizado e devidamente planejado para garantir o bem-estar do rebanho. A média de produção diária por vaca é de 38,6 kg por ano, o que resulta na impressionante marca de 64 mil litros produzidos diariamente.
Com produção verticalizada, todo o leite extraído segue diretamente e sem contato algum com o ambiente para uma usina de beneficiamento própria, que fica a poucos metros da ordenha. É neste local que ocorre o envase do leite tipo A que é comercializado com a tradicional marca Xandô. A referida estrutura é complementada por câmaras de refrigeração e laboratórios para análise da qualidade do leite.
Mesmo após ter alcançado um patamar que lhe posiciona entre as melhores propriedades leiteiras do mundo, a Colorado que ir além. Com a filosofia de buscar o crescimento constante, as próximas metas já estão traçadas e os seus 85 colaboradores mobilizados a alcançá-las em curto prazo. Ainda neste ano, a fazenda tem por objetivo ampliar o seu plantel para 1700 vacas e sua produção diária para 70 mil litros de leite.
Para atingir esta meta, de acordo com o gerente de Pecuária da Colorado, Sérgio Soriano, a média por animal subirá para 41 litros por dia. “Além de aumentarmos a produção, também estamos planejando ampliar o nosso mix de produtos para entrarmos em outros segmentos em 2015”, revela o gerente. “As categorias de iogurtes e bebidas lácteas devem ser contempladas e também planejamos entrar no mercado de vendas de animais de elevado valor genético.”
O coração do projeto
Um espírito por pioneirismo permeia os passos da Colorado. Este, por sua vez, é reflexo da filosofia do empresário Lair Antônio de Souza, proprietário da fazenda e reconhecido como um dos empreendedores mais visionários do setor. O gosto pela inovação fez com que a Colorado se tornasse, em 1982, a primeira empresa a embalar o leite tipo A nos saquinhos e, posteriormente, nas garrafas plásticas.
Foi essa mesma postura que fez a Colorado ser uma das primeiras fazendas do Brasil a adotar um sistema de ordenha AutoRotor (carrossel rotativo). O projeto, desenvolvido pela GEA Farm Technologies, multinacional alemã que é líder em soluções para a pecuária, entrou em operação em 2012 e é um dos principais diferenciais da fazenda. No total, são 72 postos de ordenha que oferecem todas as condições para que a propriedade alcance a meta de ordenhar 1.700 vacas ainda em 2014.
“Sem essa solução não teríamos condições de ordenhar essa quantidade de animais”, afirma o diretor da Colorado, Antônio Carlos Sobreira. “O sistema AutoRotor da GEA é robusto e seguro”, complementa Sérgio Soriano. “Em dois anos e meio de operação, o sistema está funcionando ininterruptamente. Neste período, as vacas não ficaram um só dia sem ordenhar. Sem dúvidas que o AutoRotor ajudou no suporte do crescimento do número de animais.”
A parceria entre a Colorado e a GEA começou em 1991, quando a fazenda implantou o primeiro sistema de controle automatizado do Brasil, para seu equipamento Espinha de Peixe 2x12, com capacidade para ordenhar 600 animais. “Desde então, temos a oportunidade e privilégio de estar ao lado da fazenda e contribuir para que a mesma alcance seus objetivos”, observa o gerente de Produtos da GEA Farm Technologies, Evandro Schilling. “Em 2005, foi a vez de instalarmos uma Sala Paralela 2x20 com capacidade para mil animais e, seis anos depois, iniciou-se a concepção do projeto do AutoRotor”, conta Schilling.
De acordo com o gerente da Colorado, outro ponto alto da parceria envolve a rotina de higienização do sistema de ordenha, onde os produtos de saúde animal e de limpeza do equipamento atuam com eficiência e permitem ao laticínio obter a qualidade necessária para o leite.
O conceito de solução completa
A parceria entre a Colorado e a GEA não se limitou apenas ao sistema de ordenha. O pioneirismo da fazenda, aliado ao extenso portfólio da empresa, possibilitaram ampliar a oferta de soluções em prol do desenvolvimento sustentável da propriedade, especialmente no que diz respeito ao bem-estar do rebanho e ao tratamento de dejetos.
Em 2011, em conjunto com o planejamento da ampliação da capacidade da ordenha, com o AutoRotor, idealizou-se também um projeto que contemplou os outros importantes pilares do ciclo de produção do leite. “Foi nesse instante que adotamos o conceito da solução completa”, relembra Soriano. “A GEA é um excelente parceiro e sempre nos ajudou muito com suas soluções, tanto que nos tornamos o primeiro projeto de rebanho leiteiro totalmente fechado em sistema de cross ventilation (ventilação cruzada).”
“O sistema em questão tem por objetivo garantir a refrigeração do estábulo e das vacas por meio da substituição do ar interno pelo ar refrigerado. Afinal, estudos provam que as vacas de leite reduzem sua performance com temperaturas acima de 20°C”, explica Schilling. Em resumo, o sistema de ventilação cruzada consiste na instalação de placas evaporativas, em uma das extremidades do galpão, que fazem a refrigeração substancial do ar. E, na outra extremidade do estábulo, um conjunto de exaustores de baixo consumo de energia se encarrega de gerar o fluxo de ar interno no ambiente.
“Definitivamente, o sistema de ventilação cruzada da GEA é muito bom. Trata-se de uma solução diferenciada”, avalia o gerente de Pecuária da Colorado. Segundo Soriano, a ventilação cruzada gera uma redução de 7°C a 10°C na temperatura do estábulo, dependendo da umidade externa. “A geração desse conforto térmico contribuiu para um ganho enorme de reprodução e produção do rebanho. A estratégia da climatização completa e de mantermos as vacas o tempo todo no galpão fechado, foi a forma encontrada para mantermos a regularidade no abastecimento do mercado.”
Outro pilar do ciclo de produção do leite que conta com a solução da GEA é o sistema de tratamento de dejetos, cujo funcionamento é bem avaliado pela gerência da Colorado. “O sistema que a GEA propôs é muito eficaz e toda a parte de agitação, bombeamento e separação dos dejetos está totalmente dentro da proposta. Importante destacar que, nestes dois anos e meio de operação, nunca foi preciso trocar uma peça da bomba”, revela Soriano.
Na visão do gerente da Colorado, as soluções para estábulo da GEA também são diferenciadas. Os canzis, por exemplo, são robustos, funcionam muito bem e facilitam a rotina de manejo do rebanho. Além disso, as camas tem uma mobilidade muito boa, que ajudam no ajuste para as novilhas e para as vacas. “Outro ponto são os bebedouros, que funcionam perfeitamente. O sistema de alimentação de água das vacas é o melhor que eu já vi”, afirma Soriano.
“Em resumo, temos aqui uma moderna ordenha trabalhando sem parar. Além disso, a climatização do estábulo aliada ao sistema de aspersão para molhar as vacas, garantem o bem estar dos animais. Finalizada a ordenha, realizamos a higienização com eficiência de todo o sistema e as vacas voltam para o estábulo, onde encontram temperatura controlada, cama seca e canzil para comer. Para completar, todo o dejeto do rebanho é adequadamente conduzido para uma estação de tratamento. Esse é o importante papel da GEA dentro da Colorado”, destaca o gerente.
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