
A palestra é ministrada por Maria Regina Flores, proprietária da Kera Nutrição Animal, que fala sobre o que acontece com o silo depois de fechado.
De maneira geral, a estabilização da silagem se dá em quatro fases bastante detalhadas no vídeo e resumidas a seguir:
Fase 1 (aerobiose) - ação das enzimas da planta
Um silo, por melhor compactado que esteja, sempre irá apresentar ar entre as partículas. Sendo assim, haverá respiração aeróbica de microorganismos como fungos e leveduras, resultando em perda de energia (redução de carbono), produção de chorume e aumento da temperatura. Além de hidrólises feitas pelas enzimas das plantas.
Essa fase termina quando o oxigênio acaba, portanto uma boa compactação irá resultar em menor quantidade de perdas. Isso porque um silo bem compactado apresenta menos ar, reduzindo a duração dessa primeira fase.
Fase 2 (anaerobiose com pH > 4,5) - ação dos microorganismos
Tendo todo o oxigênio sido consumido na Fase 1, inicia-se a segunda fase, onde ocorrerá a redução do pH para abaixo de 4,5.
O inoculante de silagem é utilizado nessa fase, acelerando o processo de acidificação, o que inativa a ação de microorganismos oriundos do solo e da lavoura que realizam a perda de valor nutritivo.
Fase 3 (anaerobiose com pH < 4,5) - ação das bactérias láticas
A redução do pH em níveis inferiores a 4,5 resulta na estabilização microbiológica da silagem, uma vez que só existe atividade de bactérias láticas.
Fase 4 (aerobiose com abertura do silo) - pós fermentação / instabilidade aeróbica
A abertura do silo promove o contato da silagem com o oxigênio, que por sua vez permite a ação das leveduras e fungos, produzindo micotoxinas - por isso há recomendação de que se trabalhe com apenas 20 cm da silagem por dia, de modo que seja oferecida aos animais com menos de 24h de exposição ao oxigênio.

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