Considerações sobre cruzamentos na Nova Zelândia:
O termo Cruzamento é definido como o acasalamento de animais diretamente pouco relacionados do que a média da população. O acasalamento de linhagens diferentes dentro de uma criação (gênero) pode ser considerado cruzamento - tal como o cruzamento de vacas Holandês-Holstein norte americanas com as do tipo Europeias. Uma prática comum usada na Nova Zelândia é o acasalamento de animais que são menos relacionados do que as linhagens dentro de uma criação individual - tal como o acasalamento de Holandês-Frísios (animal de linhagem neo-zeolandesa especializado na produção de leite a pasto) com Jerseys, ou Holandês-Frísios com Ayrshires. Este sistema é usado para produzir animais mais adequados a um ambiente pastoril do que os tipos predominantes (Holandês-Holstein) do hemisfério norte, para eliminar a queda da criação congênita, para agir com base de um novo gênero, e para obter ganho da heterose ou vigor híbrido.
A indústria de laticínios da nova Zelândia tem usado bastante a técnica de cruzamentos nos últimos anos:
1) Jersey x Holandês-Frísio é o cruzamento predominante;
2) O cruzamento de Kiwicross (HFxJ) na Nova Zelândia representa 32,8% no rebanho total do país.
Principais vantagens do cruzamento:
a) converter uma quantidade maior de alimento (pasto) em sólidos do leite: proteína e gordura (nata do leite) com animais cruzados (HFxJ) e menos em água e lactose (comparada à criação de gado holandês puros). Para a indústria láctea de exportação, água e lactose são produções dispendiosas de uma fazenda.
b) Frísio x Jersey realmente produzem mais sólidos no leite por vaca do que vacas Holandesas-Frísios puras, mesmo sendo vacas menores que as Holandesas, linhagens 100% canadenses e americanas.
c) A saúde, a aptidão e a reprodução de vacas cruzadas (HfxJ) é melhor do que as crias puras. A primeira geração de vacas cruzadas tem índices de sobrevivência 4% mais altos do que suas companheiras de rebanho puras. A sobrevivência alcançada persiste além das lactações e pode ser substancialmente mantida ao adotar-se uma estratégia de cruzamento rotatório.
d) É difícil pensar em alguma desvantagem ao cruzamento. A cor do pêlo não deveria importar ao fazendeiro, exceto no caso de tetas pretas, que têm vantagens práticas (menos rachaduras). Variações no tamanho das vacas devido a tendência de maior variação fenótipa, características dos cruzamentos, poderia preocupar alguns fazendeiros, mas é de muito menos significado prático comparado a criação de vacas muito grandes. Características das linhagens Holandesa-Holstein do hemisfério norte, que não podem se adaptar a espaços padrões na sala de ordenha da fazenda, ou mesmo caminhar distâncias maiores para buscar (pastar) o próprio alimento.
Comentários Técnicos:
Há benefício reais a serem obtidos aos incluir as duas principais raças leiteiras da Nova Zelândia (Jersey e Holandesa-Frísia) no programa de inseminação artifical de um fazendeiro. Uma importante parte do benefício vem do fato de que as primeiras filhas cruzadas de Jersey e Holandês-Friesian produzem um nível mais alto do que pode ser esperado do mérito genético dos pais. Os fazendeiros leiteiros da Nova Zelândia têm estado cientes deste vigor híbrido por algum tempo. A avaliação do animal permite um cálculo preciso do efeito do vigor híbrido. O tamanho do efeito do primeiro cruzamento entre as Holandesas - Frísias e nas Jerseys é mostrado na tabela 1.
1. Dados são ganhos acima da média do rebanho Holandês x Jersey da Nova Zelândia (Fonte: Animal Evaluation, fev 99)
Esta é uma oportunidade de lucro bastante significativa. Pode ser medido diante da perspectiva de ganho genético ao melhorar o mérito econômico em cerca de US$ 5 dólares por vaca por ano. Assim a decisão do cruzamento, dá o benefício de cerca de três anos de progresso genético, se trabalhasse com ganhos genéticos normais de raças puras.
A avaliação do animal mostra que há uma outra significante vantagem a ser obtida ao cruzar as duas principais raças. Quando os índices de fertilidade das vacas do rebanho são comparados, verifica-se que as primeiras novilhas cruzadas emprenham e sobrevivem a uma segunda lactação num índice muito mais elevado que as novilhas puras.
Para os fazendeiros que têm sérias preocupações sobre o índice de sobrevivência de suas vacas, o cruzamento é a ferramenta mais pratica atualmente disponível em relação as decisões de criação do rebanho.
Os fazendeiros algumas vezes desistem do cruzamento por incerteza sobre como proceder com um programa de cruzamento além do primeiro cruzamento. A estratégia que apreende a maior quantidade do vigor híbrido do primeiro cruzamento é chamado de "cruzamento rotatório". Neste esquema você acasala a vaca híbrida ao macho nascido de progenitor oposto ao seu próprio progenitor.
Por exemplo, se a vaca provém de um touro Holandês-Frísio, você a acasala a um Jersey. Se ela provém de um touro Jersey, então você a acasala com um Holandês-Frísio.
Na base de um rebanho completo este cruzamento rotatório preserva dois terços dos vigor híbrido original do primeiro cruzamento. Portanto, há boas razões pra se considerar a inclusão dos benefícios do cruzamento no seu programa de inseminação artificial. Se você tiver se decidido por tal programa, então não há razão para alterá-lo.
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