Confira a explicação de Margareth Mathias Dellatorre, Zootecnista e Coord. Técnica Bioprotection - Novartis Saúde Animal
"Prezado,
Sua pergunta é a maior dúvida dos produtores, então, para se ter um controle adequado dos roedores é preciso fazer um Controle Integrado.
Em propriedades com animais confinados (bovinos, aves, suínos e equinos), assim como nas fábricas de ração, a presença de roedores está associada principalmente à grande disponibilidade de alimentos, o controle somente alcançara o efeito desejado com a adoção de medidas integradas.
Esquema do Controle Integrado de Roedores

O Controle Integrado é um conjunto de ações de caráter preventivo e corretivo que - adotado em paralelo com medidas de eliminação física do roedor já infestante - é capaz de reduzir os níveis de infestação dos roedores, baixando-os a valores toleráveis ou aceitáveis. O conceito de Controle Integrado é tão abrangente que pode ser inteiramente adaptado (com muito sucesso) ao controle de qualquer tipo de praga.
Para um controle eficaz, é necessária a identificação das espécies de roedores presentes na propriedade. Após a identificação pode-se analisar os aspectos biológicos e comportamentais dos roedores, buscando-se informações sobre o alimento, habitat e ciclo de vida. Depois é preciso analisar o nível da infestação se está baixa, média ou alta e procurar quais os locais que propiciam o desenvolvimento da infestação mencionada (abrigos, fontes de alimentos, água e umidade).
CONTROLE INTEGRADO DE ROEDORES
A presença de roedores está associada principalmente à disponibilidade de alimento. Acrescentando a esse fator as características comportamentais e reprodutivas destes animais, encontramos uma situação em que o controle somente terá alcançado o efeito desejado com a adoção de medidas integradas.
É extremamente importante identificar as espécies de roedores existentes na propriedade, já que cada uma tem seus próprios hábitos.
A observação cuidadosa dos locais onde se encontram os sinais da infestação, como a classificação da infestação em baixa, média e alta.
A determinação do nível da infestação auxiliará no dimensionamento do controle a ser realizado.
Podemos citar algumas medidas de controle a serem adotadas nas propriedades.
- manter a área externa limpa: sem entulhos, materiais empilhados (madeiras, canos, telhas), mato e grama devidamente aparados, poda de galhos de árvores que se projetem sobre a construção;
- eliminar ou proteger as fontes de água: fossos, valas, poças estagnadas, poços, caixas d`água e outros reservatórios;
- armazenar de forma adequada e protegida: cereais, alimentos, rações;
- acondicionar o lixo em recipientes a prova de roedores ou de difícil acesso;
- manter adequada as instalações hidráulicas e rede de esgoto.
Algumas medidas que mantenham os roedores do lado externo das instalações, requerendo, às vezes alterações na edificação.
- vedar rachaduras e brechas nos muros, paredes e pisos;
- proteger vãos sob as portas ou janelas, com telas ou chapas galvanizadas;
- instalar golas metálicas em pilastras, canos e colunas;
- chumbar ralos onde houver necessidade;
- proteger as fiações que chegam às instalações, com discos de lata planos com raio mínimo de 40 cm.
As medidas de eliminação
Controle químico é o método mais utilizado para eliminação de infestações já existentes. Consiste na utilização de substâncias anticoagulantes, incorporadas a iscas que são oferecidas em locais de trânsito ou de visitação destes animais. O anticoagulante é uma substância química que impede a coagulação normal do sangue, causando hemorragias.
A legislação brasileira proíbe a fabricação de raticidas agudos, por uma questão de segurança em vista da grande toxicidade dos mesmos, e o risco de acidentes na sua utilização. Os raticidas agudos, para efeito de informação, são de ação instantânea (24 horas), por contato, ingestão ou inalação. São substâncias tóxicas como: arsênico, estricnina, cila vermelha, antú, o 1080 e 1081, sulfato de tálio, norbomida e etc.
Hoje é permitido a utilização de raticidas anticoagulantes de dose única, como o Lanirat®, atuando por ingestão, podendo ser aplicado no ambiente. Nas formulações: iscas (mais atrativas) e blocos parafinados (áreas externas e úmidas).
Em áreas de produção, o raticida deve-se aplicar em portas-isca (caixas pretas ou canos PVC de 4`` com 30 cm). Dessa forma, as iscas ficam protegidas das condições ambientais externas
(chuva e etc.), inacessíveis para homens e animais domésticos, bem como os roedores não carregam para outras áreas, não há contaminação de alimentos, etc.
Deve-se aplicar o raticida perto dos esconderijos, dentro de tocas visíveis e ao longo das trilhas, caminhos e outros lugares frequentados por roedores, em quantidade suficiente para que o maior número de indivíduos tenha acesso ao raticida pelo menos uma vez. Também é conveniente eliminar e/ou bloquear potenciais pontos de entrada de roedores.
O Lanirat® Isca e o Lanirat® Bloco são encontrados em cooperativas e lojas agropecuárias em todo Brasil.
Espero te-lo ajudado.
Abraço
Atenciosamente,
Margareth Dellatorre"
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