Novartis responde: a mastite por algas tem tratamento?

As mastites por algas são bem mais raras do que as causadas por bactérias, ou na verdade, há poucos diagnósticos de confirmação. Este seu caso reforça uma recomendação técnica que correntemente manifestamos aos produtores para que busquem identificar os agentes causadores das mastites, pois há diferenças nos protocolos e produtos a serem adotados.

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Um usuário do MilkPoint entrou em contato com a Novartis com o seguinte questionamento: uma de minhas vacas em lactação esta com mastite e foi constatado que o que esta causando o problema é uma alga. Tem tratamento?

Confira a indicação de Octaviano Alves Pereira Neto, Médico Veterinário, Mestre em Produção Animal e Gerente Técnico da Linha de Bovinos - Novartis Saúde Animal.

"As mastites por algas são bem mais raras do que as causadas por bactérias, ou na verdade, há poucos diagnósticos de confirmação. Este seu caso reforça uma recomendação técnica que correntemente manifestamos aos produtores para que busquem identificar os agentes causadores das mastites, pois há diferenças nos protocolos e produtos a serem adotados.

Abaixo segue um texto publicado por Fillpisen et al. (1999) no qual os autores avaliaram a prevalência desta enfermidade no Norte do PR. A incidência é baixa se considerarmos os casos totais de mastites que afetam a bovinocultura leiteira (<0,5% como neste trabalho), porém há casos de altas ocorrências dentro de um mesmo rebanho, podendo chegar até 15% dos animais avaliados em um mesmo rebanho, como descrito em outro trabalho no Estado de SP (Costa et al., 1996).

O quadro de mastites não é normalmente acompanhado de sintomas, tais como, a perda de apetite, febre e depressão, como é comum nas mastites bacterianas (frequentemente são mastites SUBCLÍNICAS). Geralmente essas vacas um quarto mamário afetado e apresentam uma alta Contagem de Células Somáticas (CCS > 400.000 células/ ml, com relatos de valores superiores a 1 milhão de células/ml).

A principal forma de contaminação das vacas é através de água que contenham micro algas (gênero Prototheca spp), especialmente se logo após a ordenha estas entram em açudes ou lagos. Outras fontes comuns de contaminação são fezes, barro ou leite contendo a presença de algas. O uso de seladores de tetos (pós-dipping) bloqueia o canal do teto e dificulta a entrada das algas nessas condições.

O tratamento é difícil e geralmente o mais recomendado é descartar, tão logo seja possível, as vacas portadoras, especialmente por se tratar de uma doença crônica e de longa duração, inclusive mantendo-se durante o período seco. O uso de antibióticos injetáveis ou intramamários do mercado não irão afetar as algas.

O ideal, até que as elimine, é ordenhar por último essas vacas portadoras, para que não haja contaminação horizontal entre vacas afetadas e sadias.

Como pode perceber são medidas mais de manejo preventivo do que curativo.
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