Ao acompanhar, 24 horas por dia, indicadores como atividade, ruminação e tempo de alimentação, o produtor passa a entender melhor os ciclos reprodutivos e as mudanças de comportamento que antecedem tanto o cio quanto problemas de saúde. Na prática, isso se traduz em menos dias abertos, melhor aproveitamento do sêmen e intervenções mais rápidas quando algo foge do padrão.
Segundo a médica-veterinária e gerente da Nedap Brasil, Anna Luiza Belli, perder um cio tem impacto direto na rentabilidade da fazenda. “Cada cio não identificado representa mais dias em aberto, aumento de custos reprodutivos e atraso no retorno produtivo da vaca. Quando o produtor passa a trabalhar com dados contínuos, essas perdas diminuem de forma consistente”, explica.
Tecnologias de monitoramento conseguem identificar automaticamente variações de atividade associadas ao cio, inclusive os chamados cios silenciosos, que muitas vezes passam despercebidos na observação visual. Durante o Período Voluntário de Espera, esses sistemas também ajudam a identificar vacas que não ciclam ou apresentam padrões irregulares, permitindo ajustes precoces no manejo reprodutivo.
Estudos indicam que vacas que apresentam um ou dois cios bem definidos nos primeiros 60 dias pós-parto têm maior taxa de concepção no primeiro serviço e emprenham mais rapidamente. “Esse tipo de informação ajuda o produtor a tomar decisões mais estratégicas, como direcionar melhor o uso de sêmen sexado ou antecipar a atuação do veterinário em vacas que não estão ciclando”, destaca Anna Luiza.
Além da reprodução, o monitoramento contínuo do comportamento das vacas também atua como uma ferramenta de prevenção em saúde. Alterações na ruminação, na alimentação ou nos períodos de inatividade costumam ser os primeiros sinais de distúrbios metabólicos, problemas uterinos ou mastite subclínica, muitas vezes dias antes de qualquer sinal clínico evidente.
Quando essas mudanças são identificadas rapidamente, a fazenda consegue agir antes que o problema se agrave. Isso reduz perdas de produção, descarte de leite, uso de medicamentos e o risco de descarte precoce de animais produtivos, além de contribuir para o bem-estar do rebanho.
Esse acompanhamento contínuo é viabilizado pela tecnologia de monitoramento Nedap que utiliza colares e/ou brincos para registrar o comportamento individual das vacas e transforma esses dados em alertas e listas de trabalho acessíveis por celular, tablet ou computador. A integração com softwares de gestão permite consolidar informações de reprodução, saúde e desempenho em uma única plataforma.
De acordo com a Nedap, fazendas que adotam esse tipo de monitoramento relatam retorno do investimento entre um e três anos, a depender do quadro da fazenda no momento da adoção da tecnologia, impulsionado principalmente pelo aumento da taxa de prenhez, redução de dias abertos e menor incidência de problemas de saúde.
“Mais do que tecnologia, estamos falando de uma mudança na forma de gerir a fazenda de leite. Trabalhar com dados contínuos traz mais previsibilidade, mais eficiência e prepara o produtor para um cenário cada vez mais profissionalizado”, conclui a gerente da Nedap Brasil.
Sobre a Nedap N.V.
A Nedap cria tecnologia para a vida: soluções tecnológicas que ajudam as pessoas a serem mais bem-sucedidas e felizes em suas vidas pessoais e profissionais. A Tecnologia de Gêmeo Digital da Nedap conecta os mundos físico e digital, oferecendo insights em tempo real e automação nas áreas de pecuária, saúde, varejo e segurança.
A Nedap Livestock ajuda os produtores a otimizarem o desempenho e o bem-estar de cada vaca, ao mesmo tempo que reduz a carga de trabalho e o uso de recursos. Dessa forma, a Nedap melhora a vida na fazenda tanto para as pessoas quanto para os animais, contribuindo para a otimização da pegada ambiental das fazendas leiteiras em todo o mundo.
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