Formular dietas para vacas leiteiras de alta produção é um desafio que exige suprir de forma equilibrada todas as necessidades nutricionais do animal, garantindo que ele expresse plenamente seu potencial genético.
Neste material, demonstramos com base no programa de formulação NASEM 2021 que o DDGS da Inpasa é uma excelente opção para a dieta de vacas leiteiras e, quando bem utilizado, potencializa a produção de leite e sólidos.
Dieta sem a utilização do DDGS da Inpasa
Neste exemplo, formulamos uma dieta para vacas Holandesas em lactação, com peso médio de 700 kg e 150 dias em lactação. O rebanho possui 33% de primíparas, mantidas em sistema confinado em temperatura ambiente de 22 °C.
A meta de produção estabelecida para a dieta é de 45 kg de leite/dia, em três ordenhas, com composição de 3,8% de gordura, 3,3% de proteína e 4,85% de lactose.
Conforme indicado na tabela 1, uma vaca de 700 kg de peso vivo para produzir 45 kg de leite ao dia necessita consumir aproximadamente 27.37 kg de MS. Em nosso exemplo, essa dieta tem um custo de R$ 38,78.
Com os ingredientes que utilizamos na tabela 1 (sem o DDGS da Inpasa), o NASEM 2021 revela que temos energia líquida para produzir 45.23 kg de leite/dia, e proteína metabolizável para produzir 43.59 kg. Ou seja, se nosso objetivo é formular para produzir 45 kg de leite, a proteína metabolizável da dieta é o fator limitante.
Essa dieta é considerada segura, pois apresenta os parâmetros: 32.62% FDN, 21.48% FDN de forragem, 27.75% amido e 17.69% proteína bruta. Um ponto de atenção é sobre a proteína degradável no rúmen (PDR), na qual a recomendação é que esse número não ultrapasse a 12% da MS, em nossa dieta este número está acima da recomendação (12.33% da MS).
Dieta com a utilização do DDGS da Inpasa
Na tabela 2 formulamos a dieta para o mesmo grupo de animais (mesma raça, peso, produção e qualidade do leite) mantendo os padrões da dieta anterior. A única alteração realizada foi a adição do DDGS da Inpasa.
Para adicionar o DDGS na dieta, foi necessário diminuir as quantidades de farelo de soja, caroço de algodão e retirar a casca de soja. Apesar das alterações, o consumo diário de matéria seca do animal permaneceu os mesmos 27.37 kg por vaca, com o mesmo custo da dieta (R$ 38.76)
Com a adição do DDGS, o modelo NASEM 2021 revela que temos energia líquida para produzir 45.56 kg de leite/dia e proteína metabolizável para produzir 50.92 kg/dia. Ou seja, na dieta formulada sem a adição do DDGS, a proteína metabolizável era o fator limitante (43,59kg/dia). Já com a adição do DDGS esse gargalo foi corrigido, permitindo desafiar os animais para maiores produções de leite pela proteína metabolizável.
Para os teores de FDN da dieta, FDN da forragem e amido, os valores encontrados na dieta sem o DDGS (32.62%, 21.48% e 27.75% da MS, respectivamente) são muito semelhantes aos encontrados na dieta com DDGS (31.56%, 21.72% e 27.60% da MS, respectivamente). Isso era esperado, pois não foram alteradas as quantidades de silagem de milho, feno e milho moído.
Os valores de proteína bruta encontrados na dieta sem DDGS da Inpasa (17.69% da MS) são menores quando comparados com a dieta com a adição do DDGS (18.50% da MS). Para os valores de proteína degradável no rúmen (PDR), a dieta sem DDGS apresentou maior valor (12.33% da MS) em relação a dieta com o DDGS (11.80% da MS). Isso pode ser explicado quando observamos o valor da proteína não degradável no rúmen (PNDR) do farelo e casca de soja, os quais variam entre 30 e 35% na MS e a do DDGS da Inpasa que fica entre 55 e 60% da MS.
Impactos do DDGS na dieta e ganhos produtivos
Nestes dois exemplos de dieta, ficou evidente que a adição do DDGS da Inpasa não impacta o custo com a dieta, tão pouco o teor de fibra e de amido, contudo, aumenta a proteína bruta total da dieta e reduz a proteína degradável no rúmen, fazendo com que a produção de leite que estava limitada em 43.59 kg/dia pela falta de proteína metabolizável (Tabela 1) passa ser limitada em 45.56 kg/dia pela falta de energia líquida (Tabela 2).
Se observarmos a diferença na produção de leite entre as duas dietas é de 1.94 kg/dia (45.53 kg de leite na dieta com DDGS – 43.59 kg de leite na dieta sem o DDGS). Em uma pesquisa realizada pelo professor Dr. Marcos Neves Pereira da Universidade Federal de Lavras, foi encontrado valores semelhantes para produção de leite, onde as vacas alimentadas com os tratamentos que tinham DDGS da Inpasa produziram em média 1.4 kg de leite a mais que os animais que consumiram o tratamento sem DDGS.
Você utiliza o NASEM 2021 para avaliar dietas e o potencial dos ingredientes disponíveis para a nutrição dos animais? Esse raciocínio é essencial para garantir máxima eficiência nutricional. Caso tenha dúvidas, entre em contato conosco — disponibilizamos a matriz atualizada do DDGS Inpasa para apoiar seu trabalho.
Rasiel Rastelatto: +55 49 9929-3472