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Transportador de leite: o elo esquecido - Parte I

WAGNER BESKOW

EM 17/02/2013

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O título soa como um filme de aventura, com um tom de suspense à moda Indiana Jones, não soa? Pois aventura é o que vivem os transportadores de leite em nosso país, só que na versão real da história, não há nada de glamouroso. Há dificuldades e riscos diversos, altos custos agravados por nossa péssima infra-estrutura, sofrimento, incompreensão, descaso, cansaço, poeira, barro, fome, correria, cobranças crescentes, alta rotatividade de pessoal, mas o leite tem que chegar, pois o próximo dia não espera.

Há também sérias e inaceitáveis falhas e desvios de conduta e, talvez devido a essas, a impressão geral sobre este importante elo da cadeia é muito negativa.

Meu objetivo aqui é, expondo os problemas vistos de seus diferentes ângulos, ajudar a avançarmos em soluções, pois chegamos ao limite do legalmente, economicamente e eticamente tolerável. São muitas as reclamações e são muitas as perdas para todos, como também é grande o desestímulo para os que agem corretamente.

Além de minhas próprias observações, este artigo tem dezenas de autores espalhados por todo o Brasil. São produtores, técnicos, os próprios transportadores, ex-alunos, estagiários, indústrias, pesquisadores, extensionistas, fiscais sanitários, entre outros, que sabem o que é certo, fazem sua parte, mas não aguentam mais apenas assistir o que está errado. Ocorre que por suas posições funcionais ou outras fragilidades não podem vir a público e expor o que gostariam.

Como o espírito de todos é construtivo, decidi fazer este resumo do que pensam essas mentes. Por isso, a todos que contribuíram anonimamente para este artigo, muito obrigado. Acredito que aqui possa estar um início das mudanças que esperamos em qualidade do produto, de valorização das pessoas certas e de orgulho por um trabalho bem feito em toda a cadeia do leite.

Um pouco da história

  • Até o final do século XII, a população ocidental era rural e as famílias produziam leite para seu próprio consumo.

  • Com a intensificação do comércio entre continentes, começam a crescer as cidades e com elas a demanda por mão-de-obra — o homem começa a virar assalariado urbano (séc. XVI). Nos subúrbios, instalam-se produtores de leite comerciais que entregam seu produto na porta das casas, pago ao final do mês, atendendo a um consumidor que havia migrado para a cidade. Eis que surge o leiteiro!

  • Com o avançar da revolução industrial (séc. XVIII) e de sua produção em grande escala, são criados os primeiros laticínios. Com eles, agricultores que continuavam no campo aumentam seus rebanhos, agora com o propósito de vender leite, inicialmente transportando e “entregando” seu produto, eles mesmos, diretamente na indústria (daí a expressão até hoje usada “eu entrego leite para a empresa tal”).

  • As cidades continuam crescendo e com elas a demanda por leite na porta, requerendo maiores volumes a serem produzidos e transportados. Estabelecem-se, também, as primeiras exigências de padrão de qualidade, especialmente sanitárias, de tal forma que o produtor percebe que é melhor deixar o transporte para outros enquanto se dedica à produção. Surgem os transportadores de leite especializados que também passam a ser chamados de leiteiros pelos próprios produtores. Deduz-se que leiteiro, no conceito popular, é quem “entrega” o leite (o transportador), seja ele um produtor ou não.

  • As exigências sanitárias aumentam ainda mais, são criados serviços de inspeção sanitária com base em leis e normas governamentais, que entre outras exigências, tornam a pasteurização obrigatória para o leite comercializado. Isso faz com que a atividade daquele leiteiro suburbano (produtor-distribuidor) se torne ilegal.
transportador de leite

Embora em momentos distintos, o processo acima ocorreu mundialmente. No entanto, 30% do leite brasileiro ainda é do tipo “não inspecionado”, um jeito político de dizer ilegal, proibido e perigoso. “Ah, mas é natural e tudo que é natural é saudável”. Brucelose, tuberculose, aftosa e leptospirose (para citar algumas “oses”) são saudáveis? Pêlos, terra (ou ausência destes por ser coado num paninho contaminado), antibiótico e pus também? Vocês acham que algum leiteiro ilegal descarta leite de vaca em tratamento antibiótico? E leite com CCS e CBT na casa dos milhões? Claro que não.

E o velho “batismo” com água, frequentemente puxada de poços de balde contaminados por fossas e poços negros do bairro? Vender esse leite seria como carnear uma vaca no gramado de uma praça pública, em frente ao banheiro coletivo, pendurá-la numa árvore e destroçá-la para vender “carne fresquinha” aos que gostam de pagar menos por algo “mais saudável” e ainda achar tudo normal.

É para nos livrar desse tipo de coisa que foi criado o sistema que vemos hoje no mundo todo: leis e normas embasando os processos; produtor especializado e cobrado; transportador treinado (no primeiro mundo, certificado); laticínios inspecionados e produtos com garantias e prazos de validade. Isso se chama responsabilidade e é um sistema tão aperfeiçoado quanto o progresso geral de cada nação.

As queixas contra o transportador

Há bons e maus transportadores e é fundamental fazermos a distinção entre estes. Há, também, transportadores de um único caminhão conduzido por seu proprietário, até casos de grandes frotas com dezenas de funcionários de variados perfis. Mantenhamos estes elementos em mente antes de nos precipitarmos em julgamentos emparelhando a todos como é feito diariamente: “nosso problema é o freteiro”. Frequentemente ele é, de fato, um problema, mas às vezes é também usado como bode expiatório.

Os maus transportadores

Eles existem, infelizmente são muitos, e as queixas teem seu fundamento. Os maus transportadores variam de despreparados e negligentes a inescrupulosos e até verdadeiros bandidos que sabem muito bem o que fazem de errado.

As principais queixas sobre transportadores, dizem respeito aos “donos de rotas”. São intermediários que se colocam entre produtor e indústria, normalmente amparados por um grupo de produtores que seguem este transportador para onde ele for comercialmente (é Deus no céu e o “leiteiro” na Terra). Como veremos, muitos destes deveriam ganhar um diploma de curso superior em química, ou lecionarem na universidade (inovação tecnológica pura). São fabricantes de leite para o “brique”, não transportadores.

Eles operam onde a indústria tem pouca força junto ao produtor e se amparam no receio que ela tem de perder significativo volume. A indústria que depende deste tipo de transportador vira refém deles. Em alguns casos parecem operar como grupo organizado, pois as práticas se repetem, inclusive a de ensinar tudo que é errado e ilegal aos produtores, que normalmente por ingenuidade e ambição, acabam fazendo.

Igualmente preocupante são os compradores de leite das “queijarias de fundo de pátio”, geralmente produtoras de queijo “colonial”, algumas sem escrúpulos nem limites e, nesses casos, quase sempre sob “fiscalização municipal”. Para destinos com este perfil parecem se dirigir os piores leites de nosso país (no meio é conhecido por líquido branco, que nem sempre branco é).

Das “espertezas” e dos “esquemas”

Como não nos vemos em cadeia, elos interligados como numa corrente que puxa um veículo atolado, agimos predominantemente seguindo o instinto de sobrevivência dos “bandos”: cada um tende a olhar unicamente para o “seu negócio” e tenta tirar o máximo que pode de onde for possível. Agindo assim, agimos como o bando dos produtores e da inspeção sanitária (aos olhos da indústria); o bando das indústrias (aos olhos do produtor, do transportador e da inspeção); o bando dos técnicos, demais prestadores de serviços e fornecedores de insumos (aos olhos do produtor); o bando dos atacadistas (aos olhos da indústria) e, naturalmente, o bando dos transportadores. Mas aos olhos de quem? Infelizmente, apenas aos olhos do produtor e da indústria.

Deveria a inspeção também ter maior ciência das práticas perpetradas pelos maus transportadores e estar preparada e instrumentalizada para lidar com os que estão em erro, ao invés de não agir, ou agir muito esporadicamente, apenas mediante denúncias, como ocorre hoje. Mas onde está escrito que as autoridades sanitárias tem que ir atrás de transportadores no campo, na estrada ou nos postos de combustível?

Enquanto focarmos no nosso próprio quadrado, esquecendo as interligações e interdependências dos elos, marcaremos passo. Seguiremos acusando as importações, o governo, o fiscal, a indústria, o preço, o técnico, o produtor, cada um puxando para um lado diferente: o seu.

Por “espertezas” me refiro ao velho e lesivo “roubar na balança”, tão conhecido e combatido no varejo de alimentos. Maus transportadores, por exemplo, se aproveitam de certos produtores anotando leite a menor do que coletam, podendo “jogar” com a diferença não contabilizada.

Por “esquemas” me refiro a ações combinadas entre transportador e produtor ou entre transportador e indivíduos dentro de certas indústrias. Assim, o leite “desviado” acima (roubado mesmo) pode ir, por exemplo, para um “produtor peixe” da mesma rota que “rachará” os ganhos extras pagos na próxima nota.

Há vários esquemas. Dos mais comuns, é o transportador aceitar ou até orientar o produtor que teve a capacidade de seu resfriador excedida, a colocar o excedente de leite num tonel (ou tonéis) ao lado do resfriador. “Não se preocupe que eu tiro amostras só do resfriador, assim o senhor tem mais tempo até poder comprar um maior” (ver foto abaixo). Esta é extremamente comum (leite quente até o caminhão aparecer). Às vezes vem acompanhada de contrapartida direta pelo “favor”, mas mais comumente é para não perder produtores para a concorrência quando ele sabe que ela fará essa concessão se ele não a oferecer antes.

Outro esquema que os maus transportadores lançam mão para não perder produtores ocorre onde a indústria bonifica por sólidos (gordura e proteína). É “o leitinho da Jersey”: ao invés de amostrar o resfriador, o mau transportador orienta o produtor a, ele mesmo, amostrar uma única vaca de altos sólidos ou traz consigo leite de outra propriedade com as características desejadas.

Esta última prática chama-se “clonagem de amostras” e é usada para mascarar quaisquer inconformidades, não apenas sólidos. Muitos transportadores, sem saber que, na indústria, tudo que eles fazem é rastreado, observado e estudado, chegam a clonar uma mesma “doadora” (vaca ou tanque de uma propriedade) várias vezes na rota. Esta prática salta aos olhos de qualquer um, pois as propriedades apresentarão idêntica (ou quase idêntica) composição ao longo de todo o espectro de características analisadas. Isso não ocorre naturalmente!

Pegar por cima, sem agitar” é outro recurso buscando bonificação por sólidos (quando não é preguiça, falta de tempo, de treinamento ou desleixo mesmo), mas algumas características denunciam também esta tentativa. Alguns transportadores fazem isso para melhorar, artificialmente, o preço de produtores de sua rota quando há risco de perdê-los por alguns centavos por litro, lesando assim à indústria.

Sobre as fraudes

Aqui me refiro às fraudes realizadas pelos maus transportadores, mas que fique claro que maus produtores e até certas indústrias também fraudam.

Todas as fraudes um dia foram novas e teem como ser detectadas. Elas são como vírus de computador: quando lançado é necessário aprimorar o antivírus, mas logo a nova verificação é incorporada e passa a ser rotina. Só que isso leva certo tempo, custa muito caro para a cadeia, dificulta e atrasa todo o processo e passa por um período inicial de alto risco enquanto não se conhece exatamente o que essa gente está colocando no leite.

As fraudes normalmente envolvem adição de água para aumentar volume, seguida da adição de elementos que tentam mascarar esta água. É a tentativa mais antiga que se conhece. Todos os países enfrentaram este vilão. Quando não é isso, elas visam preservar artificialmente um leite contaminado (alta CBT) ou mal conservado (temperatura e acidez elevadas).

Sal de cozinha (cloreto de sódio), água oxigenada, soda cáustica e formol são apenas alguns dos exemplos clássicos do banditismo inescrupuloso e irresponsável praticado por essas pessoas. Para se ter ideia, formol é usado para tratamento de cascos e para conservação de cadáveres. Soda corrói até a carne. No leite, devem ser encarados como venenos! Vamos deixar isso bem claro: é absolutamente proibido adicionar qualquer coisa no leite cru (qualquer coisa). Na China a pena prevista para fraudadores de leite é a morte (vide caso melamina).



Aqui, alguns fraudadores ainda se queixam e tentam argumentar quando são pegos porque tem que pagar pela carga.

As autoridades sanitárias conhecem todas essas fraudes, mas agem quase que exclusivamente dentro dos laticínios (é mais lógico, já que todo leite teria que passar ali). No entanto, indústrias idôneas acabam punidas ou sob suspeita porque, com esse tipo de fiscalização, fica difícil saber o responsável: produtor, transportador ou indústria? Tem transportador que frauda seu tanque e, junto, as amostras de contraprova, elegendo produtores que ele não gosta ou que não aceitam seus esquemas para descarregar neles as culpas quando pego (leiteiro amigo esse!). Isso é gravíssimo, pois deixa os produtores sem ação de defesa, pagando pelo que não fizeram e a indústria assumindo o peso e a impopularidade da punição, para não ser, ela própria, punida pela inspeção.

Fraudar a contraprova é como um assassino colocar as digitais de outro na arma que ele usou no crime! Compromete o nome e as finanças de pessoas inocentes, acarreta em sérios riscos à saúde pública e pode resultar no descrédito de todo um sistema. É gravíssimo! A contraprova tem que ser amostra fiel do que realmente estava no tanque, nem melhor nem pior, e todos teem que confiar nela (produtor, indústria, autoridade sanitária e sociedade) e confiar 100%.

Na dúvida sobre a qualidade, é punida a indústria e essa que se vire para descobrir as causas. Esta medida seria acertada e eficaz se todas as indústrias e todos os sistemas de fiscalização (municipais, estaduais e federal) tivessem o mesmo tratamento, pois o mercado se autorregularia, nivelando pelo melhor. Só que hoje temos disparidades inaceitáveis entre essas três esferas e casos de indústrias que “conseguem que passem coisas erradas” onde outras não conseguem (para ficarmos por aqui), configurando concorrência desleal entre elas. Uma praga que resulta em desestímulo para os que agem corretamente.

Por que os transportadores fraudam? Basicamente tentando ganhar mais dinheiro. Ganância em excesso, desespero, “os outros fazem, eu não posso ficar para trás”, aliados à confiança de que “não dá nada”.

O desleixo e o descaso trazidos pela impunidade

Um produtor recebe um transportador e se dão conta que o agitador do resfriador quebrou. O leite é carregado, mas ficam grossas e grandes placas congeladas no fundo, pela falta de agitação. “E agora?”, diz o produtor. “E agora que nós não vamo perdê esse leite. Me traz um balde de água quente!” Ao receber o balde (pobre resfriador!) o transportador de alimento in natura dá de mão num rodo assentado sobre o chão, o utiliza para ajudar a quebrar as placas de leite, liga a bomba e carrega o que faltava (com um balde extra em volume, é claro, não contabilizado para o produtor, diga-se de passagem). “E agora?”, diz o produtor. “E agora que isso não dá nada. Fica frio, fica quieto e até amanhã, mas arruma isso aí!” Este sujeito, felizmente, foi denunciado, investigado e demitido por esta e muitas outras que fazia. Pena que tais desligamentos são exceção.

(Continua na Parte II... clique aqui para seguir lendo)


Wagner Beskow
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TRANSPONDO Pesquisa, Treinamento e Consultoria Agropecuária Ltda. - Wagner Beskow

[Link para o website Transpondo]


Antes de tirar suas conclusões ou de comentar abaixo, leia a Parte II: os bons transportadores, suas dificuldades e mudanças necessárias.
 

 

Nota de esclarecimento ao público e à mídia:
Os serviços de inspeção sanitária do Brasil garantem ao consumidor um produto dentro dos parâmetros previstos na legislação pertinente. Os problemas apontados neste artigo visam, unicamente, à melhoria interna dos processos.
 

WAGNER BESKOW

TRANSPONDO Pesquisa Treinamento e Consultoria Agropecuária Ltda: Leite, pastagens, manejo do pastoreio, rentabilidade, custos, gestão, cadeia do leite, indústria, mercado. palestras, consultoria, cursos e treinamentos.

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CARLOS ROBERTO CONTI NAUMANN

CURITIBA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 28/05/2013

É Joel fiquei saudoso quanto a tua lembrança da CCPL,pois foi ali que fiz um estágio na área de Inspeção sendo Med Veterinário com o Dr Murilo que foi Inspetor junta aquela industria,Na época a CCPL recebia por volta de 1.500.000 litros de leite dia.E todos os caminhões que chegavam eram analisados item por item com a finalidade de se evitar fraude.Hoje o SIF se ausentou das industrias repassando a responsabilidade da qualidade do leite as industrias.Não seria difícil de imaginar que as industrias mau feitoras irão fraudar o produto com toda a tecnologia existente em prejuízo do consumidor.Como vc diz que é ou foi produtor imagino o que passa em tua cabeça,eu dou um duro desgraçado para esses FDP se usufruírem de meu trabalho para ganharem dinheiro sujo em sima de nós produtores.
JOEL NAEGELE

CANTAGALO - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 27/05/2013

Estou nessa atividade há exatamente 60 anos, passando pela ponta inicial do sistema, como produtor, como Contador de Cooperativas leiteiras na Região Serrana de Nova Friburgo (RJ), e até 1992 na CCPL, hoje extinta que foi a maior Central de Cooperativas até seu declínio e por fim a encerramento das suas atividades em 1995. Estou estarrecido com o que li até agora. Nunca poderia imaginar que em um negócio como o Leite pudesse permitir a constituição de uma quadrilha de criminosos travestidos de produtores, transportadores equem mais se acha envolvido. Espero que todos os envolvidos sejas presos e suas fotos estampadas em jornais , revistas, divulgados na TV em Rede Nacional como sempre se viu com os mafiosos de todos os gêneros. Estou solidário com as manifestações de revolta e condenação aos marginais que emporcalham nosso negócio.
MARCOS ALVES DOURADO MOITINHO

XIQUE-XIQUE - BAHIA

EM 23/05/2013

motoristas trafegando pelas principais linhas e rotas leiteiras da região, transportando dezenas de milhares de litros de leite semanalmente.

Na fazenda de Humberto foram apreendidos 345 sacos de 2 quilos de açúcar e 3 sacos de 25 quilos de sal. No local foram apreendidas centenas de litros da mistura usada por ele na adulteração desse leite que ele mesmo revendia em laticínios piratas. Cálculos preliminares apontam que a quadrilha furtava aproximadamente 60 mil reais, por mês, dos cooperados de Morrinhos. Outros suspeitos ainda estão sendo investigados e podem ser presos nas próximas horas. (Fonte: www.maisgoias.com.br)
MARCOS ALVES DOURADO MOITINHO

XIQUE-XIQUE - BAHIA

EM 23/05/2013

Na fazenda de Humberto foram apreendidos 345 sacos de 2 quilos de açúcar e 3 sacos de 25 quilos de sal. No local foram apreendidas centenas de litros da mistura usada por ele na adulteração desse leite que ele mesmo revendia em laticínios piratas. Cálculos preliminares apontam que a quadrilha furtava aproximadamente 60 mil reais, por mês, dos cooperados de Morrinhos. Outros suspeitos ainda estão sendo investigados e podem ser presos nas próximas horas. (Fonte: www.maisgoias.com.br) POLÍCIA CIVIL prende quadrilha furtando leite de produtores da COMPLEM em Morrinhos, Sete pessoas foram presas na madrugada de domingo, 19/05, durante uma operação da Polícia Civil de Morrinhos. O delegado Rilmo Braga falou com nosso redator e disse que os envolvidos fazem parte de uma quadrilha que vinha furtando há anos, aproximadamente 10 mil litros de leite, a cada semana, dos cooperados da COMPLEM. Utilizando os motoristas do transporte do leite, eles desviavam os caminhões de sua rota, e em locais pré-determinados, "coletavam" pequena parte de cada caminhão, para não chamar a atenção; depois juntavam toda a quantidade furtada e ainda faziam aumentar, acrescentando água, Mas, quando se coloca água, o teor de gordura e outros termos técnicos acaba diminuindo drasticamente, o que é facilmente percebido pelos laticínios na hora do recebimento. Então, para tentar elevar novamente esses teores, eles acrescentavam sal no leite - pois o sal tem substâncias que fazem aumentar os teores que eles precisavam no leite. Mas, o sal também é descoberto facilmente nas análises dos laticínios, então é que entra a parte do açúcar. O açúcar é colocado para tentar "disfarçar", "esconder" o sal das análises de laboratório dos laticínios. Mas, isso também não funcionava. Os laticínios descobriram - tanto é que denunciaram o esquema desde novembro de 2012, quando as investigações começaram por parte da Polícia Civil, em busca de reunir provas para prender a quadrilha. O que os laticínios fizeram foi parar de receber este leite adulterado, obrigando a quadrilha a vender o produto no mercado paralelo, ou seja, para pequenos produtores de queijo e mussarela, que não têm laticínio, mas, apenas pequenas "fábricas" de derivados do leite. Tudo descoberto pela polícia civil, graças ao empenho do delegado Rilmo Braga e sua equipe de investigadores e colaboradores, com apoio da regional de Itumbiara, chefiada por Ricardo Torres Chueire. Em vídeo que você pode assistir em nosso site, o delegado Rilmo Braga afrima que Humberto Pereira Oliveira, de 48 anos é considerado o chefe da quadrilha pela polícia. Além dele foram presos: Liomar Fernandes Rodrigues, de 39 anos; Leandro Jose de Souza, de 37 anos; Júlio César Silva, de 22; Weider Aleixo Silva, de 25 anos; José Roberto Paulo de Souza, de 22 anos e Gilciene Elias da Costa, de 38 anos. Rilmo Braga disse que todos foram presos durante a operação policial desencadeada na madrugada de domingo, 19 de maio, quando uma equipe de apoio de Itumbiara veio à Morrinhos.
Veja na foto abaixo, o revólver que foi apreendido com a quadrilha; os telefones celulares que eles usavam; certa quantidade em dinheiro e até mesmo cadernos e agenda da "contabilidade do furto" - segundo o delegado Rilmo Braga. A polícia chegou até os suspeitos após receber uma denúncia do SINDLEITE - Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado de Goiás. Na denúncia constava que a COMPLEM, o Laticínio Bela Vista, a Marajoara, a Italac e outros eram vítimas dessa quadrilha já a algum tempo.A ação policial é fruto de investigações realizadas pelo Delegado titular de Morrinhos, Rilmo Braga, e sua equipe, que contaram com apoio da unidade de inteligência da 6ª DRP/Itumbiara.Rilmo Braga informou que o monitoramento da quadrilha foi iniciado em novembro do ano passado, tendo sido identificado que o chefe da quadrilha que atuava na Região Sul é Humberto, o qual mantinha os demais como seus
MARCOS ALVES DOURADO MOITINHO

XIQUE-XIQUE - BAHIA

EM 23/05/2013

Concordo c/ o professor Wagner, como a artigo é sobre maus tranportadores, vejam esta matéria sobre prisão e meios operantes de alguns deles em Morrinhos-Goiás, caso alguem queira ver fotos e detalhes,o é saite: www.correiosulgoiano.com.br, em noticias anteriores, policia prende ladrões roubando leite de produtores. Não é uma crítica aos tranportadores e sim um alerta a todos, pode estar acontessendo em algum lugar e ajudar a resolver o problema.
Devido ao tamanho da materia vou mandar no proximo comentario.

Abraços e Boa sorte a todos!
EDIRLEI TOMAZ

PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 22/05/2013


Parabéns pelo artigo professor Wagner, ficou muito bom,usou corretamente a parte onde diz que pra alguns produtores (deus no céu leiteiro na terra).pois esses fraudadores usam destes lucros para monopolizar e fazer com que os produtores fiquem na mão deles em alguns casos eles chegam a pagar até dez centavos a mais em litro pois esse dinheiro vem fácil dai quem trabalha honesto acaba cada vez mais espremido e acuado para competir com esse tipo de transportadores....tanto os transportadores honesto ficam encurralados como as empresas ficam obrigadas a fazer de conta que não enxergam. Pois é a tal da historia as vezes vale ter 50 mil litros de leite dia com 5% de água do q competir com esses freteiros e ficar sem esse leite .E como dizia um velho comprador de leite a anos atras (nos compramos o leite que o senhor e sua família tomam.) Sera que esses freteiros tem coragem de tomar esse leite q eles transportam...
Parabéns muito bem colocado professor Wagner.
ADRIANO GARCIA MENDES

ECOPORANGA - ESPÍRITO SANTO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 22/05/2013

PARABENS PROFESSOR. FALOU TUDO.
CARLOS ROBERTO CONTI NAUMANN

CURITIBA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 22/05/2013

Uma coisa é certa o Wagner meteu o dedo na ferida! Para que todo mundo saiba somente a metade dos problemas que ocorrem neste setor,dai uma boa matéria a ser discutida.Quem vai ter a culpa no cartório,mas o consumidor como é que fica neta história.
HERMENEGILDO DE ASSIS VILLAÇA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 22/05/2013



Ótimo artigo. Conquem sabe esta é a ponta de um iceberg?

Sem qualidade não chegaremos a lugar algum!

Falta de QUALIDADE, é bandidagem para com o consumidor.
DEOCAR PROCHNOW

ALECRIM - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/02/2013

Sr. Wagner....concordo plenamente com oq o Sr. escreveu, e sei, de muitas coisas a mais, mas quero que lembre em comentarios , futuros , das pessoas que são consideradas as espertas. não largam as tetas do leite, é acessorias,palestras, jornais, (raposas velhas) ,e ainda, tenho uma coisa muito seria, parece que para trabalhar nas empresas compradoras de leite vc tem que ser rolero, pq caso contrario vc não fica............
DAVID GIRAO

CAMPINA GRANDE - PARAIBA - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 25/02/2013

Belíssima analise Professor.
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 22/02/2013

Prezado Leandro,

Quando é hora de tomar partido eu não me omito, sou conhecido por isso. No entanto, creio que não percebeste que estou esperando que leias a Parte II.

Na ParteI bem no final diz "Antes de tirar suas conclusões ou de comentar abaixo, leia a Parte II: os bons transportadores, suas dificuldades e mudanças necessárias."

Eu creio que tu não leste ainda a Parte II. Te peço a gentileza que leias, vejas onde, na tua avaliação, está falha minha análise e crítica, e aí sim, de posse de tudo que eu tinha a dizer e sabendo que ainda te persistem dúvidas ou discordâncias eu comento.

É que deu trabalho escrever a Parte II e o conjunto das duas precisa ser avaliado por ti.

Com relação a tua crítica de que nã falo dos "deslizes e falcatruas das indústrias", para um artigo sobre o transportador, falo até demais. Ficam bem claro que há indústrias que fraudam, há as que subornam fiscais, etc. Mas o artigo é sobre o TRANSPORTADOR meu amigo. Tampouco falei do que os produtores fazem e esta parte também tem muita coisa errada.

Combinado? Obrigado Leandro. Aguardo teu posicionamento lá na Parte II.

Parte II aqui (aparece a chamada já deixando claro):
http://www.milkpoint.com.br/mypoint/transpondo/blog.aspx

ou atalho aqui:
http://ow.ly/hXwGU
LEANDRO LUIS NEUHAUS

RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 22/02/2013

Caro professor Wagner Beskow seu texto possui veracidade em muitos fatos, porem é tendenciosa ao passo que defende indiretamente a industria, o Sr tomou partido, seu partido é a industria..... acima efetuei comentários onde faço acusações à indústria, passou despercebido meu comentário, gostaria que o Sr comentasse o mesmo .
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 22/02/2013

Prezados NEORI e ELISEU:

É evidente que os amigos não leram o artigo acima. Se tivessem lido perceberiam que existe a PARTE II, publicada há alguns dias, que trata justamente sobre "o outro lado da história".

No entanto, mesmo sem ler a Parte II, todos os argumentos de vocês são infundados. Fica claro na Parte I que se trata dos maus transportadores e, em vários lugares, são feitas observações que, se vocês tivessem lido, não teriam escrito o que escreveram. A própria chamada de cada artigo já deixa tudo claro.

A impressão que tenho que na região de vocês está sendo muito comentado e que vocês tenham vindo comentar "de ouvido".

Quanto ao artigo científico sugerido, isto aqui é um BLOG, artigo científico eu publico em revistas científicas.

Ao lerem a Parte II aproveitem para ler o comentário feito pela fiscal federal da região de vocês.

Do jeito que vocês reagiram por não terem lido parece que estão defendendo os maus transportadores, pois a crítica foi claramente sobre estes. Sei que não são, pois não viriam a público escrever neste espaço podendo ser desmascarados. Então aceitem minha sugestão: releiam a crítica na Parte I e lavem a alma e fiquem tranquilos lendo a Parte II, que inclusive fala de eficiência, custos e "bater lata", Sr. ELISEU.

Não se sintam melindrados. Fico MUITO satisfeito com o feedback que vocês nos trazem, pois por conhecer a realidade do transportador sei que se trata realmente do elo esquecido. Portanto, voltem, opinem, discordem, é importante para todos. A experiência de vocês é única. Vocês passam e conhecem coisas que a indústria e produtor não conhecem. Só que, antes de escrever, por favor, leiam e aí, sim, discordem à vontade.

Parte II aqui (aparece a chamada já deixando claro):
http://www.milkpoint.com.br/mypoint/transpondo/blog.aspx

ou atalho aqui:
http://ow.ly/hXwGU
ELISEU NARDINO

MARIPÁ - PARANÁ

EM 22/02/2013

Parece que o amigo do artigo nunca foi produtor e nem sabe como funciona e nem como é dificil a vida de transportador e do produtor, tendo que sempre andar com caminhão novo ou semi-novo, sem garantia nenhuma de que ira ter leite para puxar ate conseguir pagar o caminhão e sem contar o tanque isotermico e outras coisas que as industrias estão exigindo, mas apesar de tudo isso nos não somos bandidos e nem fraudadores, esses andam de paleto e gravata e só administram as fraudes no leite que acontece depois que o leite desce do caminhão
NEORI PAULO PEROZA

JUVINÓPOLIS - PARANÁ - DISTRIBUIÇÃO DE ALIMENTOS (CARNES, LÁCTEOS, CAFÉ)

EM 22/02/2013

Ao que nos parece o ilustre professor só tem a visão do lado ruim dos transportadores, o que de fato estes fazem no campo as difuculdades, os riscos os custos, o Sr, não enxerga. penso que o Sr. deveria ser imparcial e analisar ambos os lados, existem de fato transportadorem ruins, mas acredito ser a minoria. Também os grandes culpados para a pratica dessas ações é o SIF e o Estado que não fiscaliza essas empresas de fundo de quintal. é omissão , mas da forma exposta o grande vilão é o transportado.r Sugiro que o Sr. realize um estudo técnico cientifico apra ssim atribuir essa culpabilidade aos transportadoes.
LIDIO MARTINEZ

CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 19/02/2013

Excelente articulo, aquí, en La República Dominicana, el problema es que se acepta que los transportistas añadan peróxido de hidrógeno a la leche caliente que transportan hasta las plantas y queserías. No se vislumbra una solución a corto plazo a este problema. En el articulo se criticaron los demás adulterantes pero no el peróxido.
NEI ANTONIO KUKLA

UNIÃO DA VITÓRIA - PARANÁ - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 19/02/2013

Ótimo artigo.
Realmente preocupante e ainda impera pelo rural brasileiro os " donos de rota", que tem mais autoridade em termos de qualidade de leite que os próprios técnicos.
Qto. aos " donos de rota" resta que as indústrias assumam o papel dessa coordenação e, aí prefiro o sistema cooperativo, pelos seus princípios e que de certa forma contribuem para a transparência neste quesito, pois cooperativa que é cooperativa não permite em seu meio cooperados corruptos e nem colaboradores com as mesmas características.
Em termos de adulterações e qualidade, as ações fiscalizatórias devem sim ser volantes e ir a campo.
LEANDRO LUIS NEUHAUS

RIO GRANDE DO SUL - INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS

EM 19/02/2013

Analisando os comentários acima verifiquei que eu fui o único a comentar o texto com visão de transportador, portanto o ataque que vc fez à classe dos transportadores esta endereçada a mim....caro Dilmar vc não se identificou em qual área da cadeia leiteira atua, mas pelos comentários te identifico com de industria ou posto de recebimento, que ao meu ver são os patrocinadores dos problemas, pois os mesmos não remuneram corretamente o transporte, repassam responsabilidades aos transportadores, na grande maioria os técnicos e os compradores de leite (representantes das empresas ) não tem credito junto aos produtores, pois agem com leviandade. Sou transportador a 3 anos, me orgulho que por diversas oportunidades fui fiscalizado pelo SIF, onde coletas foram feitas e remetidas aos laboratórios credenciados e jamais foi encontrado qualquer substância no leite por minha empresa transportado. Agora nos laboratórios dos laticínios muda o papo, pois os mesmos no período de safra..... ( se vc for do ramo sabe do que estou falando ).
Caro Dilmar, bandidos são todos que adulteram o leite e ao meu ver em especial as empresas que adicionam numa carreta de leite 3 mil litros de água e alguns quilos de citrato, bandidos são os que adicionam 10% de amido no queijo, bandidos são os que adicionam sorro ao leite, fazem leite em pó de soro e amido, acrescentam amido nos cremes de leite e compram soda liquida de carga com a desculpa de fazer cipa.
Também são bandidos os produtores especuladores que criam a instabilidade de fornecimento, situação de insegurança para a industria e o transportador, ficam o ano inteiro ameaçado romper o fornecimento forçando muitos transportadores a fraudar o leite para cobrir os preços exigidos.
JOAO ALBERTO DE SOUZA

SOLEDADE - RIO GRANDE DO SUL - MÍDIA ESPECIALIZADA/IMPRENSA

EM 19/02/2013

Wagner.
Parabéns pelo artigo. Estou multiplicando a todos os nossos produtores de leite,
via email.