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Nasce uma nova estirpe de produtor de leite no Brasil

Nos países que concorrem pelo mercado mundial de leite (especialmente Nova Zelândia, Austrália, União Européia, EUA, Chile, Argentina e Uruguai), a grande maioria dos produtores vivem em suas propriedades, dependem exclusivamente da renda do leite para sobreviver; marido e mulher constituem a principal mão-de-obra fixa; teem terras muito mais caras que as nossas; recebem preços similares ou inferiores aos que tem sido pagos aqui e adquirem os demais insumos a preços muito parecidos aos que pagamos. Todos eles enfrentam secas ou fortes estiagens, muito frio (inclusive neve em muitos casos), calor, flutuações de preços e concorrência externa, se não em seus mercados domésticos, certamente na disputa, nem sempre leal, por mercados de países que eles dependem para viver.

Mesmo com tais adversidades, muitos desses produtores auferem margens que lhes teem garantido boa qualidade de vida ao longo dos anos. A pergunta que todo o brasileiro ligado à cadeia do leite deveria fazer é: "como?", pois tal resposta nos encurtaria caminho, sofrimento, atraso e desgaste. Não se trata de procurar ou copiar receitas. Não há receitas, mas pessoas inteligentes estudam como as outras solucionaram seus problemas e buscam nelas inspiração para solucionar os seus. É o que fizeram esses países e ainda continuam fazendo. Exemplo recente é o alto interesse dos americanos em cursos, palestras e seminários sobre sistemas de produção de leite a pasto. "É sucesso garantido organizar conferências sobre pastagens nos EUA", garante Michael Allen, professor do Departamento de Zootecnia da Michigan State University (NZ Dairy Exporter, out./2012, p.134).

Três grandes grupos mundiais de produtores e sistemas de produção

Para fins de conhecer e agir é sempre bom simplificar. Com isso em mente, eu costumo usar a seguinte classificação e gostaria de explicá-la e compartilhá-la com vocês.

Grupo 1: União Européia e EUA

Foram os países mais subsidiados no passado. Também são os que enfrentam os maiores frios, com alto custo energético para combatê-lo. Pela adversidade climática, desenvolveram um sistema de produção onde os animais são confinados e servidos uma "dieta total" no cocho. Pelo intenso trabalho que isso demanda, aliado ao alto custo e escassez de mão-de-obra local, investiram pesado em mecanização intensiva e, mais recentemente, em automação. São líderes nessas tecnologias.

Confinamento Europa - Foto Wagner Beskow
Confinamento na Europa. Esta foto poderia ser em qualquer país que use o free stall.

Genética e nutrição de gado de leite são duas áreas do conhecimento de grande destaque neste grupo de países e, por isso, possuem as vacas de mais alta produtividade. Por garantias e facilidades políticas do passado, puderam desenvolver sistemas tecnicamente muito eficientes e bem pensados, mas que só eram rentáveis em condições artificiais, resultantes de exportações ou produção subsidiados. Atravessam grave dificuldade econômica desde 2008 e muitos teem quebrado desde então. São organizados e conseguem exercer muita pressão política na UE e alguma nos EUA.

Em todos eles tem crescido a proporção de trabalhadores oriundos de países em desenvolvimento por se sujeitarem mais facilmente à rotina do leite, recebendo salários menores (p.ex. indianos na UE e mexicanos nos EUA). São os produtores que sofrem a maior pressão de adaptação no momento: ou conseguem artifícios políticos para melhorar suas margens ou quebram em grande proporção, pois poucos deles conseguem mudar de sistema. Mesmo para os de clima que permitiria uma base pasto, a resistência é muito grande, especialmente pelo alto investimento realizado em estrutura e maquinário para confinamento. Simplesmente não admitem que o preço do leite não mais cubra os custos tradicionais, mas em vários momentos ele não chega a cobrir a totalidade dos gastos diretos com alimentação. É uma situação econômica, social e politicamente insustentável. Certamente como está não poderá continuar por muito tempo.

Grupo 2: Oceania

Composto por Nova Zelândia e Austrália, juntos respondem por mais de 40% dos lácteos exportados no mundo. De cultura predominantemente inglesa (também irlandesa e escocesa), desenvolveram-se com a mentalidade exportadora, buscando autonomia, independência política e qualidade de vida. São os produtores mais competitivos do mundo, aliando alta produtividade com baixo custo por quilograma de sólidos do leite, que eu chamo de GPB (gordura mais proteína bruta, base de produção e pagamento deles).

Foto Andrew Watters - MyFarm - NZ
Rebanho Holandês-Frísio e cruzas Jersey-Holando na Nova Zelândia (Foto Andrew Watters, MyFarm).

Enfrentam frios, mas normalmente não a neve. Conseguem produzir pasto 12 meses do ano, embora enfrentando secas no verão (a irrigação é indispensável na Austrália e crescente na NZ) e limitações pelo frio no inverno. Teem sua produção baseada na arte e na ciência de ajustar a curva de demanda alimentar de um rebanho de parição estacional (final do inverno) com a curva anual de oferta de pastos perenes, fazendo com que os picos de ambas as curvas coincidam na primavera e secando os animais quando o frio começa a limitar o pasto (outono). Algo mais lógico, inteligente e barato que isso? Detalhe: pasto de alta energia, proteína e digestibilidade, colhido pela vaca de forma abundante e eficiente. Em anos de bons preços, alguns produtores usam concentrado em momentos estratégicos (tipicamente aveia e em muito maior proporção na Austrália que na NZ).

São os maiores conhecedores de como se ganhar dinheiro com leite sem intervenção de seus governos. Para isso desenvolveram uma cultura de se autofinanciarem até mesmo na pesquisa, passando pelo estudo e desenvolvimento de produtos nobres extraídos do leite e também de mercados internacionais (p.ex. Dairy Australia e DairyNZ). Ninguém conhece mais sobre mercado internacional de leite que os neozelandeses e australianos. Por quê? Porque focaram nisso desde muito tempo atrás. Simples!

Passam por momentos difíceis desde 2008, mas com "a cabeça fora d'água" (margens positivas). Seu principal desafio atual são as dívidas do produtor, assumidas quando as margens eram maiores.

Grupo 3: Cone Sul Hispano-Americano

Formado pela Argentina, Uruguai e Chile, com predomínio de produtores de origem colonial alemã, italiana, russa, holandesa e polonesa. Representam um misto dos dois sistemas acima, mas em média, encontram-se ainda muito aquém em produtividade, eficiência e uso de tecnologia. Depois do Grupo 2, são os maiores conhecedores da transformação de pasto colhido pela vaca em leite (embora ainda muito atrás da Oceania). Possuem rebanhos de alto padrão genético, com predomínio de genética americana, seguida pela européia e neozelandesa.

Rebanho Holandês na Argentina, Fazenda La Elisa Ciale Alta - Foto Wagner Beskow
Rebanho Holandês na Argentina (Fazenda La Elisa).

Embora longe dos demais em resultado físico, superam o Grupo 1 em resultado econômico por seus baixos custos de produção, portanto também em potencial competitivo em épocas de dificuldade econômica. O principal fator que explica isto é o elemento pasto, seguido de terras mais baratas e mão-de-obra mais acessível de produtividade moderada.

Passam por momentos bem difíceis na Argentina (agravado por questões de política interna intervencionista), inclusive com produtores quebrando, mas com margens consistentemente positivas no Uruguai e no Chile.

E o Brasil?

O Brasil é um caso especial. Em produtividade, qualidade e tecnologias dominantes, somos uma Índia no leite (um atraso), mas em resultado técnico de propriedades de ponta em confinamento, não perdemos em nada para o Grupo 1. Tudo muito parecido, até em custos e margens, ou seja, passa-se aqui igual dilema que lá (somos uma mistura complexa).

Como para se chegar a algum lugar é necessário simplificar, para fins práticos e considerando os principais estados produtores de leite, divido o Brasil em duas realidades ligadas a suas origens: produtores do tipo patronal extrativo e do tipo familiar sobrevivente. O principal diferencial entre estes é cultural, embora também estrutural e climático.

Tipo patronal extrativo
Nas regiões não-coloniais os pioneiros receberam as terras para ocupar o território, politico-estrategicamente ─ a produção era secundária. Ao longo dos séculos, os proprietários sempre tiveram casa na cidade e no campo. Propriedade tocada, na prática, por um encarregado. São produtores falantes, de fortes opiniões, sendo que os tradicionais pouco valorizam o técnico (alguns são do tipo "não come um ovo para não jogar a casca fora", imagina usar adubo!). Seu círculo ainda se preocupa com status social. Possuem ligações ou forte influência regional da cultura e da economia do boi, café ou cana. A influência da esposa sobre o negócio é forte, mas é velada e normalmente negada, sendo que muitas decisões não passam por ela. Encontram-se frustrados que a renda da propriedade diminuiu muito e não mais sustenta empregados nem a vida na cidade (atualmente, mal paga as despesas da propriedade).

Vacas no barro - Foto Wagner Beskow
Típica cena em propriedades deste tipo de produtor. Quão frequentemente nos deparamos com situações assim e que, muitas vezes, o dono não vê nada de errado?

Tipo familiar sobrevivente
Nas regiões coloniais, os pioneiros compraram pequenos lotes de terra para produzir para os seus (subsistência). Os proprietários sempre viveram na propriedade, que é tocada pela família. São produtores introspectivos, mas com forte senso de comunidade. Valorizam o técnico, embora nem sempre demonstrem, e são frequentemente vistos como "teimosos". Não ligam para status social. A esposa participa ativamente nas decisões do negócio, muitas vezes à frente. Estão ficando velhos, o trabalho é árduo (eles o fazem mais árduo ainda), a renda é muito baixa porque produtividade e produção são baixíssimas. Os filhos não veem futuro e não querem continuar.

Propriedades mais ineficientes do que pequenas.
Típica propriedade que é rica e não sabe. A foto poderia ser de qualquer ponto do Brasil, mas esta é no RS. Julho é um mês de muito pasto na região, mas não aqui! São 8h da manhã, elas deveriam estar pastando, mas estão sem pasto, deitadas na lama com os porcos e com fome.

A grande maioria dos produtores de leite brasileiros se aproximam a um destes dois perfis simplificados e, do jeito que se encontram, não continuarão.

Nasce um novo perfil de produtor

Eu os chamo de "empreendedores rurais". São pessoas ainda raras no leite, mas que estão se proliferando de forma perceptível. O técnico já as encontra prontas. O encontro dos dois é como se eles estivessem esperando por aquele momento toda a vida. Um fala, o outro escuta. As perguntas fluem e quando coloca-se a eles onde podem chegar e como, os olhos brilham e dali para frente o trabalho é conjunto, os frutos certos e reconhecidos, simplesmente porque o que tranca nosso país, inclusive a renda do leite, são pessoas!

Edgard Bullmann Coopermil Santa Rosa RS - Exemplo do novo produtor - Foto Wagner Beskow


O produtor com este perfil não tem tamanho, origem ou região certa, nem mesmo tipo de solo. Eles estão em todo o Brasil, sejam patronais ou familiares, mas teem as seguintes características em comum:

► não são de reclamar de praticamente nada na vida;
► querem melhorar o que fazem (não se contentam de como estão as coisas);
► estão dispostos a se concentrar unicamente no leite;
► acreditam em si próprios;
► reconhecem que precisam de ajuda e que sem ela não chegarão a lugar algum;
► sabem que "para tirar tem que colocar";
► teem opinião própria e a defendem, mas fazem o que for combinado, como foi combinado;
► admitem quando erram, mas não aceitam errar;
► o marido reconhece abertamente a importância da mulher no negócio e a envolve sempre;
► valorizam as pessoas e dividem o sucesso entre os envolvidos (familiares, funcionários, fornecedores e técnicos);
► são econômicos, mas tendem a considerar custos junto com benefícios esperados.

Quando bem orientados e adotando um sistema intensivo a pasto com suplementação, estes produtores teem saído de R$450/ha/ano para R$3.800-R$4.000/ha/ano (margem líquida sobre a superfície útil). Ou seja, mais de 700% de aumento em renda líquida, com endividamento zero. Uma propriedade de 20ha de superfície útil podendo propiciar uma renda líquida de R$6.000/mês, quando hoje conseguem R$750?

Somados aos investidores de mente aberta e pés no chão, que buscam orientação e já começam certo, estes produtores ainda farão do Brasil um grande exemplo de produção rentável e altamente competitiva, sem depender de muletas nem de favores políticos.

Vacas Holandês a pasto - Foto Wagner Beskow
Em propriedades grandes (patronais), também se encontram produtores com o perfil empreendedor e dispostos a mudar sua forma de pensar e agir (Foto: experimento em grande propriedade no RS por Rebellatto e Beskow).

Pretendo falar mais sobre este sistema em outra oportunidade. Por ora, marquem bem o tipo de pessoa que consegue transformar dificuldades em oportunidades. Se você é produtor, reflita. Se técnico, faça um bem a você mesmo: procure este perfil de cliente.


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Transpondo Pesquisa, Treinamento e Consultoria Agropecuária Ltda.
 

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WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 02/06/2014

Athos,

Agradeço tuas palavras. Os tempos mudaram a ponto de não deixar mais espaço para produtores do tipo "patronal extrativo" e "familiar sobrevivente". A repercussão do artigo é sinal de que todos já se deram conta disso, o que muito anima a todos que trabalham por mudanças, sejamos nós produtores, técnicos, professores, pesquisadores e tantos outros.

Em frente com o SIPS, certamente! Grande abraço.
ATHOS MINOTTO BRENDLER

HULHA NEGRA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/06/2014

Apesar deste artigo já ter sido publicado a mais de um ano, ele e sua grande repercussão, permanecem muito atualizados. Muitos conceitos foram reforçados e novos aprendidos. Parabéns Dr. Wagner.
E vamos em frente com o SIPS.
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 05/06/2013

Prezado Kazanowski: Se considerarmos o que predomina no mercado de rações, é verdade a questão qualidade que colocas, com exceções que conheço. Quanto à composição delas para sistemas base pasto, concordo 100%. Na medida que o uso eficiente de pastos de alta qualidade aumente, as fábricas de ração terão que ir se ajustando. Queremos alto NDT, mas baixa proteína para esses casos. O milho nos dá isso, pena que o milho brasileiro é tão inferior ao americano em NDT.

O ponto que me referi foi ao mau uso da silagem grão úmido e o produtor que a utiliza para tapar falta de volumoso e causa acidose. Outra coisa: silagem grão úmido é mais cara colocada no cocho que grão de milho seco, em minha visão, só se justificando para milho safrinha da Região Sul quando as lavouras não chegam a ficar prontas antes do frio chegar. Do contrário eu recomendo segurar o grão no pé e colher tudo. É economicamente mais negócio.

Agradeço por tuas muito bem vindas contribuições.

Abraço,

Wagner
https://www.facebook.com/Transpondo
ENGº AGRÔNOMO DANIEL SEFFRIN HERTHER

CAIBATÉ - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 08/03/2013

Sou Eng. Agrônomo-Geomensor, Consultor em Agropecuária, Produtor Rural de Grãos e Criador de Gado Leiteiro Holandês - Jersey para a Produção de Leite em Caibaté, região das Missões no Rio Grande do Sul. Tive o prazer de conhecer o Prof. Wagner e ouvir muitas de suas palestras aqui no estado e concordo plenamente com ele de que a elaboração de ração feita em casa, além do risco de toxinas e perdas; é também muito mais cara para o produtor. Calculei e recalculei os custos/kg de ração e não me convenci de fazer. Com os preços em alta das principais fontes de energia e proteína (milho e soja) e mais os suplementos já citados pelo prof., estava com 0,12 centavos/kg de ganho com uma ração 20% comercial. Gostaria que alguém me provasse o contrário porque afinal somos produtores e queremos sempre aumetar nossos resultados. Desde já agradeço algum comentário em relação ao assunto. Abraço Beskow e aos leitores.
LUCAS SALVADOR PEREIRA

POUSO ALEGRE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 01/03/2013

Professor Wagner,
Sou produtor de leite (na atividade há dois anos) começando do nada e disposto a fazer o certo, o que mais provavelmente me levará ao sucesso na atividade.Moro em Pouso Alegre, sul de Minas Gerais, com inverno mais frio.No meu entendimento, o pastejo rotacionado (irrigado se necessário) com suplementação razoável de concentrado (mais ou menos 4 kg/cab/dia), vacas de bom potencial genético e pequeno porte, produzindo cerca de 15 litros vaca/dia no período das águas me parece uma opção razoável. No seu sistema intensivo com suplementação como seria o manejo alimentar do gado no inverno? Atualmente, uso cana com uréia mais concentrado para manter média de 15 litro/dia. Devo irrigar, usar sobressemeadura de aveia com azevem. Na sua opinião, estou no caminha certo? Onde encontro informações sobre os seus SIPS? Muito Obrigado.
MICHEL KAZANOWSKI

QUEDAS DO IGUAÇU - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/02/2013

Caro Wagner,

Vejo o grão úmido com bons olhos. Tem custo, sem duvida. Mas se pensarmos em ração comercial, de modo geral, o que se vende não é o que necessitamos em nosso sistema de produção intensiva a pasto. Precisamos de concentrado com alto valor energético, com concentração de amido, alta digestibilidade e baixo teor protéico. Dificil encontrar!
Não preciso plantar milho em minha propiedade. Os produtores são assanhados por variedades de milho cada vez mais precoce para colher o quanto antes e plantar safrinha. Se tu propor colher 15 dias antes eles aceitam na hora. Milho de alta qualidade, de lavouras com produção acima de 200 sacas/ha de grao seco (ve-se que é planta bem nutrida), com maior digestibilidade que o grão seco, maior teor protéico e uma caracteristica a ser destacada, estabilidade. A ração que tu compra hora é feita com ingredientes de alta qualidade, quando disponíveis, hora com péssimos como milho safrinha morto por geada, colhido com alto teor de umidade, que muitas vezes enbolora nos armazens até ser secado, sorgo ou outros grãos de menor degradabilidade.
Mais um ponto é que tendo ingredientes separados faz-se a dieta que melhor se adapta a sua necessidade naquele momento, dependendo do volumoso que esta sendo utilizado.

Abraço

Michel Kazanowski
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 10/02/2013

Nelchior,

Realmente tem muita ração comercial de péssima qualidade, principalmente para os que buscam apenas preço. Como é importante separar o "joio do trigo", e por existir excelentes rações, uma orientação que sempre dou é pedir a composição da ração ao fornecedor assim como informações bromatológicas desta. Se der sorte, às vezes é do mesmo lote, mas em geral é uma análise feita de um outro lote mais antigo, de mesma composição (se for empresa idônea).

De posse desta informação e pretendendo comprar deste fornecedor por longo prazo, vale a pena enviar, por conta própria, uma amostra para um laboratório fazer a bromatologia pelo método NIRS, para então confrontar esta com o que o fornecedor informou.

Um dos principais pontos a observar no concentrado é o NDT. Se a base for pasto verde de alta qualidade, quanto menos proteína melhor (e mais barato).

Entendo o que dizes. Apenas aproveitei tua questão para deixar o alerta aos que deixam de considerar os pontos que levantei. Tem vaca por aí "fuçando que nem porco" de tanto grão úmido... Sobre a soja em pequenas propriedades, é realidade em várias partes do Brasil, infelizmente. Já milho grão é menos, mas mesmo assim tem bastante. Tuas preocupações procedem.

Abraço e obrigado por tua participação.
NELCHIOR

GUARACIABA - SANTA CATARINA - ESTUDANTE

EM 10/02/2013

Wagner, não estou dizendo que, SGU é a solução, e nem substituir SGU por SMPI, coompreendo e reflito seu feedback.


Pois essa é a realidade na minha região, pequeno produtor plantado soja e milho e realmente vaca passando fome por falta de pasto.

Em relação (a fabrica dilui custo), eu acredito e MUITO está claro que não tenho experiencia suficiete para tratar desse assunto, mas te digo, que na pratica seguida de confirmação laboratorial existe ] ] muito inferior a papel de jornal com ureia, salvo as exceção.
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 10/02/2013

Prezado NELCHIOR:

Cada caso requer ser analisado com atenção especial, mas como regra geral, posso te afirmar o seguinte:

1) O leite bem trabalhado é de 8 a 10 vezes mais rentável que soja e milho grão.

2) Produtor de leite que tenha restrição de área deve se profissionalizar e se especializar no leite e parar de colocar dinheiro fora com lavoura (a esposa sabe disso!). Estas culturas, com a atual tecnologia que exigem, são para lavouras de 300 ha para cima para valerem apena, sobretudo por causa do maquinário.

3) O concentrado ("ração") formulado em casa sai mais caro que a ração comercial de qualidade por motivo de economia de escala. A fábrica dilui custos em muitas toneladas. Tens que computar o tempo envolvido (tempo é dinheiro) mais a qualidade final do produto, sobretudo se se for incluir aditivos como bicarbonato, gordura protegida, monensina sódica etc. O produtor pode trocar tempo (grande no processo manual) por equipamento, mas é um investimento que não se paga (capital + depreciação), a não ser em grandes propriedades (mais de 300 vacas).

4) O mercado de ração para gado de leite é altamente competitivo. As empresas trabalham com margens pequenas, facilitam aquisição de silos para armazená-la, se cooperativas ainda facilitam o pagamento etc.

5) Por tudo isso, o negócio é aprender a produzir pasto de qualidade e a fazer a vaca colhê-lo com eficiência, suplementando com concentrado para ir mais longe e com silagem para suprir as faltas de pasto. Perde dinheiro e perde tempo quem insiste em lavoura para grão em pequena propriedade.

Sobre a silagem de grão úmido (SGU), é a principal fonte de acidose ruminal que conheço no campo. Só porque tem a palavra "silagem" o produtor acha que pode substituir a SMPI (silagem de milho planta inteira) por SGU e não pode! SGU é CONCENTRADO energético!

1) Não vale a pena pelos mesmos motivos acima.

2) Perder a planta do milho para ficar só com o grão é esquecer que a vaca é ruminante. Isso veio da suinocultura e infestou que nem praga as propriedades produtoras de leite.

3) Salva bicho? Salva! Mas é esse o propósito da propriedade, salvar? Produz leite? Depende do volumoso que acompanha. Vale a pena? Não. É extremamente cara, é um desperdício e vale apenas como tapa buraco de exceção e emergência.

As observações acima refletem minha experiência e meus dados. Certamente outros terão outras experiências. Notem: temos penúria no campo. Vacas morrem de fome. Nessas condições até papel é comida para vaca (basta adicionar uma fonte proteica junto) que ele também "salva bicho". O sujeito que perdia animais, adota papel jornal e ureia, conclui que "vale a pena". Tudo é uma questão de ponto de vista e objetivos da atividade.

Nelchior, fui enfático porque muitos produtores tem focado nas coisas erradas. Estás concluindo tua faculdade e tens grandes desafios pela frente. Um deles é fazer o produtor ganhar dinheiro no leite. Pensa com carinho nos pontos acima.

Muito obrigado e boa sorte na profissão.
NELCHIOR

GUARACIABA - SANTA CATARINA - ESTUDANTE

EM 09/02/2013

Olá Wagner, mais uma vez está de parabéns, muito foi falado sobre produtores, tecnicos, imdustria, preço, qualidade entre outros, como produtor de leite e estudante de Medicina Veterinári 10° semestre, é possivel sim ganhar dinheiro produzindo leite, mesmo com tantas entraves enfrentada, seja ela de qualquer natureza. Cito uma, (custo de produção) gostaria de saber do seu ponto de vista, a possibilidade do produtor com auxilio de um tecnico qualificado formular o concentrado para suplementação na propriedade? visto que, a grande maioria dos produtores de leite, produz milho e soja, vendem esses produtos e compram o concentrado ( ai vem a choradeira leite não da dinheiro, muito custo), vejo uma alternativa economicamente viável, silagem de grão umido de milho, a qual utilizo a mais de 5 anos, sem problema algum.

até

Nelchior
WALFREDO GENEHR

IBAITI - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 08/02/2013

Michel, uma correção: relação é de 1 kg de MS/ha = 1,01 lt de leite/ha /ano
WALFREDO GENEHR

IBAITI - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 08/02/2013

Caro Michel, resultados superiores a esses são relatados por Cruz Filho et al. (1996), em pastagem de capim-elefante irrigado, na Região Norte de Minas Gerais, onde foram obtidas produções de leite acima de 30.000 kg/ha/ano.
O exemplo usando 4 vacas produzindo 20,5 lt de leite em média, foi para me aproximar de ideia de atingir o modelo do Daniel entre estes o peso corporal e da demanda de matéria seca. E, em cima disto, falando que achava temeria a situação, pois não via viabilidade. Pois para atingir os objetivos propostos, teríamos que ter 100% da pastagem aproveita, que não se consegue, geralmente é de no máximo 70%, e ter uma necessidade de conversão por PV 2.5% para ter a relação de 1:1.
Agora, usando o modelo de Cruz Filho et al. (1996), se você trabalhar com animais com PV médio 420 kg, com um consumo de 3% do PV, que lhe dá uma relação de 1 kg de MS/ha = 0,91 lt de leite/ha /ano. Vais ter um consumo 12,6 kg de MS/animal/dia. Tendo uma FDN entre 40 a 50% que se consegue dependendo manejo dado à pastagem, com PB em volta de 13%. Você consegue uma produtividade média por vaca acima de 15 lt. Com uma lotação média de 6 animais /ha, chegas a uma produtividade de 32.850 lt/ha/ano. Isto sem suplementação.
Mas, não podemos esquecer que agora estamos trabalhando com um modelo teórico, na prática, dentro de situações particulares, podemos ter resultados menores ou maiores.
Abraço,
Walfredo

MICHEL KAZANOWSKI

QUEDAS DO IGUAÇU - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 08/02/2013

Ola Walfredo,

Gostaria de considerar algumas coisas sobre seu ultimo post.
Para atingir uma produtividade de 30.000 litros/ha/ano proposto tu colocas uma lotação de 4 vacas/ha e um consumo de 1kg de MS para cada litro produzido. Portanto estas vacas para produzir 20,5 litros em média teriam que consumir 20,5 kg de MS de pasto.
Se tratando de capim C4 isso é impossível. O consumo médio de uma vaca jersey ou jersolando, em média, fica em 12 a 14 kg de MS de pasto, quando bem manejado. Para atingir o restante da produção o demais terá de ser suplementado por concentrado. Isso leva a uma redução ainda maior do consumo de volumoso
Não há problema nisso, porém uma produção de 7500 litros por ano usando vacas jersey ou cruzadas, de peso médio de 450-500kg manejadas a pasto fica dificil.
Diria que para atingir esta meta deveriamos trabalhar com tais animais, esperando uma produção entre 4500 a 5000 litros/ano, portanto uma lotação de 6 a 7 vacas que consumiriam as 30 ton. produzidas. Se tratando de MG, no caso do Daniel, o tifton alcançaria tal produção com folga.

Abraço

Michel Kazanowski
WALFREDO GENEHR

IBAITI - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 08/02/2013

Daniel, eu teria interesse, sim, sobre o artigo. Mas, o que me preocupa é o volume muito alto por m² de esterco de suíno usado. O risco de impacto ambiental é grande, no que se referente à contaminação do lençol freático com níveis tóxico de potássio. Já que a dinâmica de deslocamento do potássio é alta, recomenda-se, normamente, o seu uso, conforme a indicações através de análise de solo, em parcelamento com o nitrogênio, para um melhor aproveitamento pelas plantas e diminuir a contaminação do lençol freático. Como veterinário, sabes bem o que é uma intoxicação por potássio. Outro detalhe, com o uso nesta quantidade e de forma continuada, em curto espaço de tempo, também, o nível de fósforo começa a ficar crítica, de maneira a interferir na disponibilidade do zinco para a planta. Outra questão é a quantidade de matéria seca de tifton produzido, será que não é volume de massa verde? Pois, neste nível de adubação, só conheço o capim elefante que poderia chegar a este volume de matéria seca por ha, que é de 77.000 kg/ano. Mas, mesmo assim, ainda continuo com a minha posição com relação à recomendação que te fiz, já que estamos falando em um universo teórico, o certo é ver em pequena escala, na sua propriedade, se estes números conferem.
Abraço,
Walfredo
DANIEL VIEIRA BATISTA

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 08/02/2013

Prezado Walfredo,

Estou lendo um artigo do Luis César Dias Drumond onde ele fez um experimento jogando 200 m3/ha/ano de dejeto de suíno tendo uma produção de 5928 Kg de MS por ciclo de 28 dias. Claro que a época do ano vai influenciar tendo uma menor produção no inverno e maior no outono. Se você quiser posso te enviar o artigo.

Att
Daniel
ANTONIO CELSO FERREIRA FERRAZ

CACHOEIRA PAULISTA - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 08/02/2013

Bom dia! Muito bom texto!
Sou técnico da extensão pública numa região tradicional de leite. Mão de obra existe ainda, pordutor de leite também, fazendas leiteiras e compradores industriais e cooperativas. Por outro lado somos uma população de 5% na zona rural e 95% nas cidade, logo o produtor rural é deixado de lado pela sociedade, governo e até familiares. Acomodado nesta situação triste e de degradação pessoal, de produção rural, familiar, a zona rural compete com a cidade com muita desigualdade.
Na cidade aqueles que não quiseram mudar, acabaram: vejamos os mercadinhos, empórios, padarias familiares, farmácias tradicionais... Na roça sobraram aqueles que não desistiram ainda e aqueles que estão tentando mudar!!!
A produção regional de leite continua a mesma até crescente, mas o número de propriedades leiteiras diminui sempre.
Então trabalhamos como "uma injeção de ânimo" com os produtores que querem mudança. Infelizmente ainda são poucos!!! As mudanças ainda são lentas também!!! Mas, existem mudanças!!!
Por isso que disse anteriormente: o entrave é a "TOMADA DE DECISÃO: QUERO MUDAR!!!" Isto cabe ao consultor, ao extensionista e também ao produtor de leite. Quando isto ocorre, soluções são buscadas, caminhos são trilhados, dificuldades vencidas...
Sistemas de produção tendem ao pasto, mas aqueles que ainda querem basear a produção no cocho precisam tomar a decisão de 'mudar', buscando menores custos de produção, e nem sempre isto ocorre.
Esta é a nossa labuta... E textos com o seu nos mostra que não estamos sozinhos...
Abç,
Eng. Agr. Antonio Celso F Ferraz
WALFREDO GENEHR

IBAITI - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 07/02/2013

Daniel, uma pequena correção:Só que nunca podes te esquecer de que a demanda de matéria seca vai estar em torno de 1 kg de MS/ 1 lt de leite / ha / ano.
WALFREDO GENEHR

IBAITI - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 07/02/2013

Daniel, por observações com esta cultivar, o Tifton-85 (E posso te dizer que são bem longas, estas foram na época e na propriedade do empresário gaúcho que foi um dos introdutores desta, lá se vão alguns anos), não sei se vais atingir a demanda necessária. Com relação a FDN vais poder ter uma boa condição, que é chegar por volta dos 40 - 45%, se o manejo da pastagem for bem conduzido. Mas no ponto do volume de matéria seca (MS), no RS e no PR, nas condições ideais de FDN, chega-se a algo de entorno de 15.000 a 20.000 kg/ha/ano. Com relação à raça de gado jersolando, linhagem da NZ, não a conheço e não tenho uma noção de peso corporal desta e nem de rendimento.
Posso de afirmar, com uma margem de segurança, para sua condição, se fores querer explorar a alimentação direcionada ao pastejo, o ideal é usar animais com o menor peso corporal, já a taxa de mantença é a mais baixa. Dentro desta linha, a Jersey de pequeno porte, com a uma produção de média 20,5 litros de leite/vaca/dia/ano, com a lotação de 4 vacas/ha, fará você atingir o seu volume de leite desejado. Só que nunca podes te esquecer de que a demanda de matéria seca vai estar em torno de 1 kg de MS/ 1lt de leite e o conforto térmico é o ponto mais importante a observar, para atingires a tua meta.
Mas, tudo que estamos falando é no universo teórico, o certo é ver em pequena escala, na sua propriedade, do rendimento de umas três alternativas de forrageiras como estas se comportam, para direcionar o investimento definitivo. Uma boa alternativa seria tentar cultivares de Panicum maximum e Pennisetum purpureum, com uma boa relação folha/caule, para comparar com tifton-85.
Abraço,
Walfredo
DANIEL VIEIRA BATISTA

UBERLÂNDIA - MINAS GERAIS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 07/02/2013

Walfredo Obrigado pela explanação

Minha idéia é trabalhar com animais jersolando linhagem da NZ onde os animais são selecionados a pasto para uma maior e melhor produção.

O pasto escolhido é o Tifton-85 rotacionado e irrigado, com o solo corrigido e sendo adubado. Assim teremos um alimento com maior teor de PB, aumentando a taxa de lotação.

Att
Daniel
WALFREDO GENEHR

IBAITI - PARANÁ - PESQUISA/ENSINO

EM 07/02/2013

Daniel, o que foi colocado pelo Prof. Wagner resume plenamente como deve ser visto e avaliado o quadro do sistema de produção leiteiro. Apontou em especial os pontos onde a nossa realidade brasileira tem as maiores falhas e os fatores para tomar cuidado com o "buraco mais em baixo" (que achei muito oportuno em ser salientado). Todo processo para que venhamos a diminuir as situações de risco dependem de investimento cultural e econômico.
Quanto à questão de pasto, gostaria de fazer um adendo ao tema. Para a situação proposta, 30.000 lt de leite/ha/ano nós teríamos uma demanda de 29.638,00 Kg de MS/ha/ano, com uma lotação de 4 UA/ha e 3,5 % de MS/PV. Os números nos mostram o quanto de apertada fica a situação, mais ainda se formos avaliar em cima da FDN.
Pontos críticos: 1º) O volume de MS; 2º) a digestibilidade do pasto e 3º) a capacidade digestiva do animal.
Aí eu perguntaria:
a) Qual é a forrageira que seria utilizada? É claro que me dirias Panicum maximum (Mombaça e Tobiatã são de porte maior e folhas mais largas, seguidas pelo Colonião e Tanzânia) e/ou Pennisetum purpureum (Capim-elefante: Napie, Cameron, Twain, Merck, etc). Mas, como estas são plantas C4, isto é, gramíneas tropicais, elas tem uma velocidade de maturação foliar (lignificação) muito rápida o que leva a uma baixa digestibilidade, portanto, temos que saber manejá-las muito bem para obtermos os resultados desejados.
b) Qual a capacidade digestiva do animal? Esta está vinculada a fatores como: stress animal, conforto térmico, volume, qualidade de forragem oferecida e fator racial, entre outros, como já salientados pelo Prof. Wagner.
Assim, a meu ver, para a realidade brasileira em termos climáticos, seria interessante um modelo misto onde a alimentação principal seria a pasto, com alta oferta de forragem por m², para que o animal consiga o volume desejado de MS em um curto espaço de tempo, nas horas mais frescas do dia, e, depois, seguir para uma área coberta para ruminar (com o bucho cheio leva até nove horas, dependendo da característica racial), onde terá água e conforto térmico. Uma das razões para esta alternativa não só esta baseada no maior rendimento animal, mas, também, é a obtenção do maior volume de resíduos animais para vários outros fins, como uma fonte de energia e/ou para que possamos fazer uma adubação orgânica mais homogenia e controlada da pastagem.
No entanto, não vamos esquecer do grau de dificuldade e, isto, nos faz lembrar que em todas as situações (Produtor já estabelecido e/ou para investidores) as margens econômicas são estreitas e necessitam de um ajuste adequado, principalmente, de gestão técnica e econômica. Prá não atingir o "buraco de baixo".
Mas isto, como foi colocado pelo Prof. Wagner, depende de cada realidade individual.
Att.
Eng.Agr. Walfredo Genehr