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Endividamento descontrolado: a intensificação do capital sem gerenciamento

WAGNER BESKOW

EM 07/10/2013

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Investimento em irrigação de pastagens para produção de leite

Fazer uso de financiamento bancário para alavancar o negócio rural é algo normal, saudável e que faz parte da história da economia agrícola em todos os países. No entanto, vem acontecendo algo novo em nosso setor: uma fração importante dos produtores de leite assumiram dívidas muito além do que deveriam, elas vêm crescendo alarmantemente e estes parecem estar pouco ou nada preocupados com a situação. Mais grave ainda, não estão agindo para reverter o quadro.

A imagem abaixo é de uma propriedade no centro-oeste, mas poderia ser em qualquer região do Brasil, pois a história se repete. Pequena propriedade (neste caso 42 ha), um casal idoso, 15 vacas em lactação, em média 9 litros por vaca, sendo 7,7 na seca e 11,3 litros durante as chuvas.

trator e barracão novos em pequena propriedade


Dado o perfil acima, o que há de contrastante na foto? Trator novo, tracionado, com pá carregadeira sentado debaixo de um barracão igualmente novo, caro e superdimensionado, construído para a nova máquina. Você acha que estes dois investimentos se justificam na escala de produção desta propriedade (130-170 litros/dia)? Não. “Ah, mas sem o trator, como é que eu faço?” Vai-se levando de outra forma, seja pagando terceiros, seja alugando do vizinho, seja pedindo emprestado ou trocando favores ou até sem trator algum. Antes de um investimento desses é fundamental encontrar uma forma de aumentar a escala ou ao investir em um, amarrá-lo ao aumento significativo da produção que em curto prazo incremente a renda e permita o pagamento das prestações quando estas iniciarem.

Será que uma pequena propriedade comporta um trator? Depende. Vejamos os exemplos a seguir. Todos referem-se a uma propriedade de 25 ha em região tropical (inverno seco) tomando empréstimos de 8 anos, com 3 anos de carência e 5% de juros a.a. Os investimentos de A1 a A4 decorrem da aquisição de um trator novo. Já o Investimento B refere-se à compra e aplicação de calcário.

O impacto no custo direto é o efeito líquido do aumento de alguns custos menos redução de outros. A última linha (efeito do investimento) também reflete o efeito líquido. Para simplificação, não foram considerados os custos de oportunidade do capital desembolsado nas prestações. Todas as propriedades referem-se a um sistema intensivo a pasto com suplementação (SIPS), ou seja, base intensiva em pasto + volumoso conservado + concentrado.

No primeiro caso (Investimento A1), a propriedade não possuía trator algum à disposição. As operações agora possíveis, combinadas com um manejo do pastoreio correto e eficiente, transformam-se em muito mais leite e significativo aumento na receita. Nessas condições, o benefício do investimento é de 17,12:1 (R$17,12 de resultado para cada R$1 do investimento analisado).

Quadro 1. Análise comparativa de investimentos diferentes com as mesmas condições de pagamento.
Quadro comparativo de investimentos na produção de leite


E assim para as demais opções analisadas. Percebe-se que investir no primeiro trator é ótimo negócio nessas condições de fianciamento e utilização, mas trocar de trator é algo diferente. Isto porque o benefício de um trator novo sobre um já disponível, seja de terceiros ou próprio, é bem menor do que se imagina. O B/C (benefício/custo) comparado cai de 17,12 para 1,87 (A2) quando substitui um terceirizado, para 1,30 (A3) quando substitui um velho, com manutenção já alta e, o que virá para a provável surpresa de muitos, é um péssimo negócio quando substitui um usado (A4) em condições normais de funcionamento (B/C = 0,03, ou seja, os custos são bem maiores que os benefícios).

Infelizmente, grande parte dos tratores adquiridos nos últimos três anos pelos produtores de leite brasileiros recaem no caso A4 e, portanto, não deveria ser surpresa que começam a aparecer tais bens estacionados na frente das propriedades com placas de "VENDE-SE", alguns que foram usados quase só para "passear no povo", até porque muitos produtores nem se quer venderam seus usados (sim, dois tratores em pequenas propriedades é hoje cena comum). Um para bonito e outro para o trabalho de verdade.

Em contraste a esse cenário, vê-se que um investimento em calcário, por exemplo, com as mesmas condições de juro e prazos pode trazer um benefício de 6,63 vezes seu custo.

A importância do planejamento

Os erros acima ocorrem porque nós, brasileiros, somos um povo do improviso. A gente "toca de ouvido", fechamos os olhos e seja o que Deus quiser. Lá na frente a gente vê o que faz. É assim para tudo.

Sem um planejamento mínimo seguiremos cometendo esses erros e veremos ainda muita gente quebrar até que aprendamos a lição.

Temos uma combinação de falta de assistência de qualidade, às vezes falta total, combinada com imprudência e imediatismo e vistas grossas de bancos com metas de despejar empréstimos no mercado (só possível pelas garantias e estímulos "dados" com recursos públicos).

Combinando tudo isso, temos hoje produtores que teriam que dobrar, uns que triplicar, a produção de leite apenas para pagar dívidas que começam a vencer. Juro barato é bom, mas as prestações chegam e se o investimento não agregou na receita, de onde sairá o "dim-dim"?

O fenômeno é mundial

A crise iniciada em 2008 apenas acelerou um processo que se iniciou em 1971 quando Richard Nixon (presidente dos EUA) eliminou o lastro de sua moeda no ouro. Em 1973 o FMI ratificou a prática que passou a ser adotada por todos, inclusive o Brasil. Desde então gera-se riqueza de forma político-administrativa, com tinta, papel e aumento de dívida. Neste instante os EUA aguardam novo sinal verde do congresso para elevar a barra ainda mais.

Essa prática é geral. As economias que giravam em torno da produção real de bens e serviços, da geração de excedentes gerando poupança que, por sua vez, era o recurso emprestado para investimento e geração de mais riqueza, passou a dispensar produção real e dispensar poupança. Para quê, se hoje se tira dinheiro da cartola? Percebem?

Os tesouros nacionais geram um número quase que virtual no sistema financeiro que é disponibilizado ao mercado e empurrado por políticas de "estímulos" que estão iludindo os cidadãos do mundo todo. Riqueza volátil, mas dívidas reais e acionáveis. Venda de facilidades ilusórias. Lembre-se "there is no such a thing as a free lunch" (não existe almoço de graça).

Gerenciamento é quase tudo

Tudo isso não é intrinsicamente mau. Tudo depende de como se lança mão. Tomar um dinheiro virtual com penhor real, sem planejamento, para administrar os recursos tomados sem gerenciamento como fazemos hoje é algo infantil. É de dar pena assistir famílias que estão sendo engolidas por esse processo, mas é o preço que se paga por acreditar em soluções fáceis.

Não existe solução fácil. O avanço e o progresso do setor depende de conhecimento, planejamento e gestão, bem mais do que de sistema de produção. Vejam o exemplo abaixo que nos chega agora da Nova Zelândia (revista NZ Dairy Exporter de 09/2013, p.78).

Gerenciamento versus insumos no RCI
Figura 1. Impacto do nível de gerenciamento no retorno sobre o capital investido (RCI) para três variantes de sistemas de produção de leite na região de Waikato, Nova Zelândia. (Fonte: Taylor, 2013, traduzido e adaptado).


Percebe-se que quando o gerenciamento da propriedade é muito bom (intenso), representado por um alto nível de planejamento, controle diário, levando a decisões corretas tomadas na hora certa, pouco importa o nível de insumos empregados (em termpos de RCI, não necessariamente de renda disponível). Tanto negócios com altos insumos (em verde) como baixos (azul) produziram igual efeito sobre o investimento. No entanto, basta o gerenciamento ficar um pouco aquém do ideal (nível médio) que as diferenças entre níveis de investimento já aparecem. A mesma tendência quando se desce para um pobre gerenciamento.

Note que se é para falhar no gerenciamento é melhor que não se arrisque investir, pois quanto maior o grau de investimento mais falta faz um bom gerenciamento. Tenho observado exatamente o mesmo no Brasil e isso explica porque produtores que não querem se comprometer de verdade nem adotar mudança de atitudes preferem não investir. São malhados e criticados, mas no fundo, para o que se dispõe eles estão certos (viver com mínimo esforço, mesmo que isso signifique baixa renda). Em resumo: o gerenciamento faz a diferença. As pessoas fazem a diferença!

Ao longo dos anos tenho observado e registrado muitos dados referentes ao perfil de produtores de leite. De todos com quem já me deparei pessoalmente no Brasil, apenas 0,3% (ou seja 3 em cada 1.000) os encontrei com um grau de gerencaimento considerado muito bom, mas 75% daqueles que decidem adotar um muito bom grau de gerenciamento o alcançam. Cerca de 33% dizem querer adotar, mas só 25% realmente fazem por onde (25% são os 75% bem sucedidos dos 33% que dizem querer).

Isso é ao mesmo tempo animador e revelador. Revelador porque evidentemente falta quem lhes ajude, já que um quarto da população de produtores só não está dando um salto à frente hoje porque está ou mal orientada ou abandonada. Mais ainda, muito das poucas iniciativas de assistência técnica e extensão rural têm incluído os 66% que não querem mudar, levando todos a uma sensação equivocada de que não vale a pena, de que o avanço é muito lento e que, no final das contas, a solução é brigar por protecionismo e preço, entregando ao mercado e aos políticos o poder que estaria nas próprias mãos.

Animador quando se consegue identificar essa seleta parcela e juntos todos experimentam avanços jamais sonhados. Fazer parte de um negócio em que todos ganham e se sentem gratificados é uma questão de saber com quem se envolver e com quem não se envolver. Reforço isso sempre que posso porque vivemos a falácia da distribuição igual para todos como panaceia da "justiça social" e não é assim. Acertando neste ponto, o resto é consequência de planejamento, método, trabalho e seriedade, pois nada que é bom e duradouro nos vem fácil ou sem nos cobrar alguma coisa e o planejamento define a moeda, os prazos e o peso que estaremos dispostos a pagar para ascender a um próximo degrau. De graça não será, ou você achou que era?

Encerro com uma imagem bonita de um investimento bem planejado e que está se pagando com facilidade: produção de feno de Tifton 85 irrigado no centro-oeste (a foto foi tirada no meio da seca deste inverno de 2013). A alavancagem financeira pode ser algo maravilhoso ou destruidor, quem decide é você.

Produção de feno de Tifton 85 irrigado.




Wagner Beskow
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Transpondo

WAGNER BESKOW

TRANSPONDO Pesquisa Treinamento e Consultoria Agropecuária Ltda: Leite, pastagens, manejo do pastoreio, rentabilidade, custos, gestão, cadeia do leite, indústria, mercado. palestras, consultoria, cursos e treinamentos.

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HERMENEGILDO DE ASSIS VILLAÇA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 03/07/2014





Sem uma bõa gestão, naõ haverá sucesso, no agronegócio.
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 03/07/2014

Jefersson: Realmente, há pessoas e instituições "errando a mão" com o produtor. Tenho alertado isso faz tempo. Parabéns por tua visão e que sigas em frente. Precisamos de mais técnicos como tu. Muito obrigado pelos teus comentários.
JEFERSSON CAMARGO KELLER

ESPUMOSO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/06/2014


Bom dia WAGNER , olha sempre fui um admirador do seu trabalho, e luto muito por tudo isso que relatou na matéria, o pior não é isso; é que temos colegas de profissão que defendem sistemas de produção e investimentos astronômicos que recaem sobre o produtor e ele (produtor) aceita tudo e concorda com esses ( corvos), desculpa as palavras, mais as vz da vontade de largar mão de tudo e deixar q vão a falência. É muito triste ver pessoas preocupadas em atingir metas e receber comissões de vendas e que se rale o produtor, vejo isso todos os das por aqui também, a falta de comando e gerenciamento é notável, e depois bate o pavor né! A inveja, o orgulho e a ganância falam mais alto, mais fazer o que é do ser humano isso, se os outros fazem eu tenho que fazer, se os outros tem eu tenho q ter, nem que custe a minha vida, vamos ver muito disso até q caiam na real e comecem a GERENCIAR as propriedades. UM grande abraço WAGNER, felicidades e continue sendo essa pessoa transparente e honesta.

WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 24/06/2014

João Batista: Obrigado pelo feedback. Fico feliz em saber. Grande abraço.
JOAO BTISTA JESUS DE ABREU

JÓIA - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 23/06/2014



obrigado wagner adimiro muito teu trabalho sou teu fiel leitor. e sempre que posso coloco empratica
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 23/06/2014

Rodrigo,

Exatamente! Concordo com tua avaliação. Passaram-se alguns meses deste artigo, mas o problema e a atitude errada continuam.
RODRIGO

DIVINÓPOLIS - MINAS GERAIS - REVENDA DE PRODUTOS AGROPECUÁRIOS

EM 31/12/2013

Uma triste realidade e muitos lambem os beiços com uma situação como essa descrita, felicidade de alguns e desgraça de outros..........

Sou até favoravel ter um maquinario como tratores, ordenhas......mas com os pés no chão.

Um Valmet 65,, 75 ou MF 265.....ou talvez um micro trator usado, já seria mais que suficientes para propiedade acima, ainda mais um estrutura de metal pra guardar o mesmo....
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 24/10/2013

Prezado Olímpio, agradeço tuas considerações. Constata-se diferentes casos, desde produtores que sabem que a situação não está bem, querem mudar, mas não encontram como, até aqueles que ainda não se deram conta e continuam cavando o buraco.

Há uma categoria de produtores de leite onde as dívidas ainda não são problema: assentados de segunda geração, sem titulo ou documento algum de posse da terra. Estes não têm conseguido crédito. Estão igualmente apertados, abandonados e estagnados, mas no cenário pintado pelo artigo não estar crescendo é melhor do que estar crescendo como cola de cavalo...

Independentemente da situação de cada um, sem planejamento continuaremos navegando a mercê do vento. Antigamente funcionava, hoje não mais e sei que tu és um produtor que faz parte da nova geração de cabeças.

Grande abraço e obrigado.

Wagner Beskow
www.transpondo.com.br
OLÍMPIO GOMES AGUIAR

BELO HORIZONTE - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 24/10/2013

Muito bom artigo, Parabéns Sr Wagner. Conheço várias fazendas que investiram em itens não produtivos e agora estão tendo dificuldade em pagar os financiamentos. É preciso que estes produtores tenham consciência da necessidade de assistência técnica, porém, que esta seja, qualificada e competente.
Abraço.

Olímpio Aguiar
WAGNER BESKOW

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - PESQUISA/ENSINO

EM 18/10/2013

Prezados amigos:

Agradeço pelos vários comentários, os quais confirmam e reforçam a seriedade do tema. Há lições a serem tiradas desta situação. Além da necessidade de um mínimo planejamento e gerenciamento, também a falta de assistência e a inexistência de poupança. Se nos tempos atuais de vacas gordas não existir poupança, quando existirá?

Poupança é como volumoso conservado, seja feno ou silagem: guarda-se quando se tem de sobra para épocas de pouco. Tão antigo quanto a formiga e a cigarra...

Um abraço a todos e, mais uma vez, obrigado pelos valiosos comentários.

Wagner Beskow
www.transpondo.com.br
MARCO AURELIO SAMBAQUI GAMBORGI

GASPAR - SANTA CATARINA - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 14/10/2013

Parabéns pelo artigo. O que me chateia é que sempre fala-se no produtor de leite como um ser passivo que precisa ser cutucado para melhorar de vida. Talvez seja verdade para alguns. Acredito que ao longo dos últimos anos a pecuária leiteira esteve tão pouco lucrativa que muitos produtores apenas perderam a esperança de um dia melhorar de vida. Hoje o cenário está bem diferente. Em SC a pecuária leiteira é considerada a atividade rural mais lucrativa. Basta um passeio pelas principais bacias leiteiras do Estado para notar como as propriedades estão melhorando e como a vida dos produtores está melhor. Brilho nos olhos e gente jovem no campo é sinal de que a coisa vai bem.
Os financiamentos do governo nos ajudam a alavancar o negocio mais rápido, mas a frase genial de Beskow "Tomar um dinheiro virtual com penhor real(...)", mostra o quanto mal intencionados e pouco crentes no sucesso do homem do campo estão os bancos. Pilhas de documentos, negativas, certidões, dispensas, taxas são parte comum do processo.
Com o recurso que financiei, trabalho e planejamento, hoje em uma ordenha consigo mais leite que em quatro há dois anos.

Novamente parabéns pelo artigo.

Marco Gamborgi
SÉRGIO DE JESUS VILELA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS

EM 12/10/2013

Trabalhei 35 anos na Extensão Rural oficial, e sempre fui muito criterioso ao elaborar projetos para Produtores obterem financiamentos junto ás instituicões financeiras. Fui e ainda sou muito criticado por ter atrapalhado a vida dos Produtores e principalmente dos "Vendedores". O governo federal, com o intuito de beneficiar a indústria, cria programas como o Mais Alimentos e o produtor embarca nestas canoas furadas sem fazer nenhuma análise de sua capacidade de investimento e quando tentamos orienta-los a respeito somos taxados de retrógados.
GEISSON SCHIRMANN VASCONCELOS

FORMIGUEIRO - RIO GRANDE DO SUL - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 12/10/2013

Parabéns!!!
Excelente artigo, concordo 100%!
ANTONIO BOVOLENTO JR.

ITU - SÃO PAULO - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 11/10/2013

Prezado Wagner,

Permita-me destacar as seguintes frases de seu artigo:

"O avanço e o progresso do setor depende de conhecimento, planejamento e gestão, bem mais do que de sistema de produção."

"...produtores que não querem se comprometer de verdade nem adotar mudança de atitudes preferem não investir. São malhados e criticados, mas no fundo, para o que se dispõe eles estão certos (viver com mínimo esforço, mesmo que isso signifique baixa renda)."

"um quarto da população de produtores só não está dando um salto à frente hoje porque está ou mal orientada ou abandonada."

"...muito das poucas iniciativas de assistência técnica e extensão rural têm incluído os 66% que não querem mudar."

Quis destacar esses trechos porque são de um impacto equivalente a um soco no estômago. Contudo, essa realidade é solenemente ignorada, apesar de ser esfregada na nossa cara todos os dias. Por quê?

Está cada vez mais consolidada a sensação geral de que está na hora de prestar atenção aos verdadeiros produtores de leite, os profissionais. Caso contrário, estaremos vendo outro cavalo encilhado passando na nossa frente.

Grande abraço,

Antonio Bovolento Jr.
Eng. Agrônomo

MARCELO PEREIRA DE CARVALHO

PIRACICABA - SÃO PAULO

EM 10/10/2013

Ótimo artigo, Wagner! Saber aplicar a tecnologia corretamente - e os recursos necessários a ela - é de fato fundamental. Análise do custo/Benefício e o processo de tomada de decisão precisam ser melhor trabalhados nas fazendas.
CIRIO BEIERSDORF

CRUZ ALTA - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 10/10/2013

Parbéns pela análise feita, eu na condição de Técnico em fomento na produção leitera concordo plenamento, sempre questiono junto aos meus assistidos da real necessidade dos investimentos em imobilizados, quando são realizados que os façam em algo que gere renda a qual vai pagar e render sobras ao produtor.
GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 10/10/2013

Prezado Wagner Bescow: Parabéns pelo artigo. A má gestão ou a gestão amadora é que leva ao insucesso quaisquer sistemas de manejo.
O mundo moderno tem na terceirização de trabalho a saída para impedir o quadro que você anuncia.
Atualmente, em todos os setores de nossa vida há delegações de trabalho a terceiros, seja em grande ou pequena escala.
Isto, no campo, por exemplo, já acontece há anos (quem não se lembra das turmas que roçavam pasto nas grandes propriedades, formadas por trabalhadores alheios aos quadros da mesma?), desde os tempos de nossos avós.
Longe está, pois, de ser novidade.
Por óbvio que, em casos específicos, a aquisição de equipamento e mão de obra próprios é salutar, mas deve vir, sempre, atrelada ao estudo do denominado custo x benefício, o que, infelizmente, quase nunca acontece.
Esperemos que os produtores mudem a ideologia do "novo rico" e parem de desfilar suas belas máquinas como se elas fossem carros importados de última geração (algumas até o são) e símbolo de "status".
Muitas vezes, o que se apresenta roto é o mais abastado de todos.
Aparência só dá certo nas páginas das revistas de mexericos e nas colunas sociais. No campo, pode ser sinal de quebra.
Um abraço,


GUILHERME ALVES DE MELLO FRANCO
ALFA MILK
FAZENDA SESMARIA - OLARIA - MG
=HÁ OITO ANOS CONFINANDO QUALIDADE=
www.fazendasesmaria.com
JOÃO MACHADO

SÃO PAULO - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 09/10/2013

Parabéns pela matéria. Tenho certeza que essa matéria ajudará muitos produtores.
MAURICIO PERIN

SANTO CRISTO - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 09/10/2013

Parabéns pelo artigo, é o relato de muitas propriedades.
Portanto ha muito o que se fazer na área de gestão e planejamento das propriedades.

Grande abraço.


HERMENEGILDO DE ASSIS VILLAÇA

JUIZ DE FORA - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 09/10/2013




Má GESTÃO, é a causa de quase toda a quebradeira no

agronegócio.