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Já pensou em pré-secado na trincheira?

Com o passar dos anos, o perfil dos ingredientes para a formulação da dieta vai se modificando. Atualmente, há uma tendência de uso de mais amido fermentado proveniente de silagens de grãos (úmidos, reconstituídos ou espigas), o que exige uma adequação em termos de fibra fisicamente efetiva e amido fermentado. Desse modo, há a necessidade de uma fonte secundária de forragem na dieta para que este balanço seja adequado. Ou seja, não há como formular uma dieta com mais amido fermentado e depender somente da silagem de planta inteira de milho como fonte de fibra.

Tradicionalmente, as fazendas têm utilizado feno como fonte secundária de fibra, principalmente nas regiões sudeste e centro-oeste. Contudo, há um apelo para o aumento do uso de pré-secado em substituição ao feno. De maneira geral, quem usa pré-secado compra este alimento de um determinado fornecedor e, com certa frequência, a qualidade fermentativa e o valor nutritivo do pré-secado comprado deixa a desejar. Como muitos fornecedores praticam o peso do fardo como critério de precificação, a maioria acaba enfardando a forragem muito úmida, o que afeta negativamente a qualidade do pré-secado.

Uma alternativa para esta situação, seria a confecção do fardo na própria propriedade. Contudo, em muitos casos, não há justificativa para a aquisição de todos os equipamentos envolvidos com o processo de produção para se confeccionar fardos em épocas específicas do ano (Tabela 1).

Desse modo, a produção de pré-secado em trincheira passa a ser uma opção mais viável. Colhedoras tracionadas por trator podem ter a plataforma de linha (colheita de milho) substituída por uma de pré-secado, de modo que a forragem colhida vá para o vagão forrageiro para abastecer a trincheira. Este é um processo no qual os produtores estão mais adaptados porque confeccionam outros tipos de silagens em trincheira. Além da plataforma para recolher o pré-secado, a propriedade ainda deverá ter uma ceifadora e um ancinho enleirador (equipamentos que podem ser adquiridos ou alugados).

Tabela 1. Equipamentos utilizados para a produção de pré-secado em fardos ou em trincheira.

Já pensou em pré-secado na trincheira?

Vale ressaltar que o Brasil possui muitas espécies com potencial para a produção de pré-secado. Somado a isso, atualmente nós temos mais equipamentos disponíveis e com custo inferior aos praticados no passado. Fazendas leiteiras terão que destinar mais tempo para as atividades de produção interna de silagem... não haverá um outro caminho a trilhar.

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Você gostaria de saber mais sobre produção e manejo de silagem? O artigo é de Thiago Fernandes Bernardes, Professor de Conservação de Forragens da Universidade Federal de Lavras que também uma dos instrutores da plataforma de cursos on-line, EducaPoint. Confira os cursos ministrados por ele, clicando aqui!

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Telefone: (19) 3432-2199
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THIAGO FERNANDES BERNARDES

Professor do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras (UFLA) - MG.
www.tfbernardes.com

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LUCIANO MARTINS REDU

ENCANTADO - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 05/05/2019

Boa tarde!! Oque é possível reduzir com relação a custo de produção, quando comparamos pre secado em bola x trincheira??
LEANDRO EBERT

GUAPORÉ - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 29/04/2019

Caro Thiago,

Ao meu ver esse problema da correção de fibra fisicamente efetiva (FFE) também deve ser levado em conta quando do uso de silagem de milho planta inteira (SPI), não somente de espigas ou de grão úmido. Isto porque a tendência tem sido de confecção de silagens com partículas cada vez menores para maior aproveitamento do carboidratos dos grãos, o que requer correção da FFE. Aliás, a silagem ser vista como fonte de carboidratos é uma bandeira defendida por ti em outros artigos, sendo mencionado que a fibra deve ser corrigida com outras fontes.

O problema é que, no caso da silagem de planta inteira, teremos um fornecimento de FDN da planta, e, se fornecermos feno ou pré-secado para corrigir fibra, limitaremos o consumo da SPI e, consequentemente, a ingestão de nutrientes e o potencial produtivo dos animais.

Certa vez, questionei que, se enxergarmos a silagem de milho como fonte de energia e corrigir fibra com outras fontes, não seria melhor usarmos a silagem de grão úmido e aproveitar para fornecer fibra (que tem limite de consumo) por outras fontes que, além de fibra, também forneçam nutrientes, como pré-secado e feno de qualidade ou mesmo pasto (como na grande maioria das propriedades que utilizam pastejo).

Já em sistemas a base de pasto aqui do RS, tenho visto problemas com o efeito substitutivo do fornecimento de SPI, às pastagens, fazendo com que muitos subutilizem as pastagens produzidas, especialmente em nosso inverno onde temos aveia e azevém em abundância na maioria das propriedades. Nesses casos, quando há fibra barata e com disponibilidade de diversos nutrientes,como por exemplo a proteína que pode costumeiramente ultrapassa 20% nessas forrageiras, o fornecimento de SGU seria mais recomendado pois não limitaria o consumo das pastagens.

Ao meu ver, outra alternativa para sistemas confinados, seria buscar técnicas para alcançar boa digestibilidade dos grãos da silagem de milho, mas também fornecendo fibra fisicamente efetiva que não precise de tanta correção, o que pode se conseguir com as tecnologias existentes para confecção de silagens.

O que tu estás sugerindo neste texto é justamente o fornecimento de fibra de outra fonte (no caso o pré secado de trincheira) e o fornecimento de SGU ou de espigas. Tu achas esta uma alternativa mais viável que o uso de silagem de planta inteira ou continua recomendando a SPI como fonte de carboidratos e a correção da fibra de outras fontes, como a mencionada neste texto?
THIAGO FERNANDES BERNARDES

LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 29/04/2019

Caro Leandro,

A ideia do texto não é 'induzir' produtores e técnicos a usar silagem de grãos. Como você mencionou, os grãos fermentados podem vir diretamente da silagem de planta inteira. Se a propriedade tiver bom manejo agronômico (alta produção de grãos) e praticar cortes mais altos terá silagem de milho com cerca de 40% de amido, o que não caberá a inserção de uma silagem de grãos, correto?

Perceba que a ideia do texto é apenas mostrar que existe a possibilidade de se fazer silagem pré-secada e colocar na trincheira... apenas isso. A dieta a ser utilizada vai depender de cada propriedade, região e etc... Se muitos conhecem sobre esta técnica, outros nem tanto. Como a nossa pecuária é heterogênea, eu, como colunista aqui, em determinados momentos escrevo para gregos e em outros para troianos. Essa é uma estratégia que uso para poder levar informação para a maioria.

Att,
TB
EM RESPOSTA A THIAGO FERNANDES BERNARDES
LEANDRO EBERT

GUAPORÉ - RIO GRANDE DO SUL - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 30/04/2019

Thiago,
ok. Eu não vejo com maus olhos tua postagem, acho uma boa alternativa o uso de SGU, permitindo o fornecimento de fibra de outras fontes, como esta relatada no texto.
Apenas questiono justamente se vale a pena fazer uma silagem com 40% de amido, sendo que a maior parte dos nutrientes vêm justamente dos grãos, mas que venha junto com FDN da planta inteira, (o que limita consumo). Em vez disso, poderia fazer uma silagem de grãos e deixar para fornecer FDN de outras fontes mais ricas nutricionalmente, como o pré secado de trincheira mesmo, que parece ser uma boa opção, ou especialmente pastagens em sistemas que permitem (as quais podem ser muito ricas nutricionalmente).
JOSÉ CARLOS AZEVEDO

CAMPOS DOS GOYTACAZES - RIO DE JANEIRO - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 29/04/2019

SR. THIAGO: BOM DIA: EM CERTOS MOMENTOS, EVIDENTEMENTE QUANDO TEMOS OUTRAS PREOCUPAÇÕES, E OCASIONALMENTE, HOJE, É UM DESSES DIAS. A PRODUÇÃO BAIXANDO ACELERADAMENTE, GADO DESMAMANDO, FALTA DE CAPITAL PARA MANUTENÇÃO DE DIVERSAS SITUAÇÕES, VENHO PEDIR AO AMIGO A GENTILEZA DE ESPECIFICAR MINUCIOSAMENTE A QUESTÃO LEVANTADA QUANTO AO ASSUNTO EM PAUTA. A GROSSO MODO ENTENDI QUE A SILAGEM MENCIONADA SERIA A ABERTURA DE UM TRECHO COM CERTA PROFUNDIDADE E NELE COLOCAR-SE-IA UMA LONA, NATURALMENTE NA COR BRANCA, COBERTA DE TERRA COM TODOS OS FERMENTOS POSSÍVEIS. SERIA ISSO? AGRADEÇO POR MAIS DETALHES, ANTECIPADAMENTE.
TENHA UM BOM DIA, ME PROFESSOR. SE TAL EXPLICAÇÃO, ENTENDERES QUE POSSA SER POR E MAIL, O MEU É jcadazevedo@gmail.com. SEMPRE AS SUAS ORDENS E PEDINDO PERDÃO PELA MINHA SITUAÇÃO MOMENTANEAMENTE..
JCARLOS
RONEY JOSE DA VEIGA

HONÓRIO SERPA - PARANÁ - PRODUÇÃO DE LEITE

EM 26/04/2019

Silagem de capim funciona muito bem, deve-se apenas desidratar o mesmo antes do corte e ensilagem! Recomendo o uso de gramoxone, 12 horas após a dissecação já pode iniciar o corte. Recomendo dissecar em etapas, pois a desidratação é muito rápida.
DIOGO SILVA SANTOS

GOIÂNIA - GOIÁS - CONSULTORIA/EXTENSÃO RURAL

EM 26/04/2019

Thiago Bernardes, em 24/06/05 no artigo Silagem de capim: mitos e verdades na sua conclusão disse que fazer silagem de capim era arriscada a confecção da silagem, por causa de muitos fatores ligados ao processamento e método de conservação. No ano de 2005 já existia ceifadora e ancinho enleirador e implementos para colheita direta de capim para fazer silagem.
Nestes 24 anos o que lhe fez mudar de ideia? Já que a tecnologia de pré secar o capim e ensilar é datada antes de 2005.
THIAGO FERNANDES BERNARDES

LAVRAS - MINAS GERAIS - PESQUISA/ENSINO

EM 29/04/2019

Caro Diogo,

Obrigado pelo comentário. Não houve mudança de idéia da minha parte nos últimos 14 anos e a diferença entre os 2 artigos se dá por 2 motivos:
1) Em 2005, quando escrevemos sobre silagem de capim os sites Milk e Beepoint eram unidos e, desse modo, resolvemos abordar sobre a silagem produzida fazendo corte direto na forragem pelo fado da cadeia da carne não utilizar pré-secado no nosso país. A dificuldade de se produzir silagem de capim fazendo corte direto ainda continua, principlamente pela alta umidade, o que ocasiona fermentação indesejável e redução de consumo.
2) Te convido a reler o início do presente artigo, onde eu relato a recente tendencia de se usar silagem de grãos (amido fermentado). Como você é um nutricionista e formula dietas, com toda a certeza sabe que a relação fibra fisicamente efetiva e amido fermentado precisa ser ajustado neste tipo de dieta. Consequentemente, a propriedade terá que trabalhar com uma segunda fonte de forragem, o que move o uso de pré-secado.

Att,
Thiago Bernardes